Depois do congresso é tempo de reflexões e conclusões pessoais.
Esta foi a minha segunda participação no Congresso de BAD, mas foi a minha estreia a apresentar uma comunicação... aliás foram duas!
Acompanhado por mais 7 colegas das Bibliotecas Municipais de Oeiras desloquei-me até aos Açores (Ponta Delgada) para no 9º Congresso de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas apresentar 2 comunicações: "Uma janela para o mundo: bibliotecas e bibliotecários em meio prisional" como resultado da minha investigação de mestrado ainda em curso e "O cliente nem sempre tem sempre razão: princípios de
customer service nas Bibliotecas Municipais de Oeiras" em consequência de uma das minhas áreas de trabalho nas Bibliotecas Municipais de Oeiras. Apesar de algum nervosismo a experiência foi muito compensadora e valeu a pena todo o trabalho investido nos últimos meses.
Tal como já tinha reparado no 8º Congresso apercebi-me que existem diferentes graus de qualidade nas comunicações apresentadas, tanto a nível científico, como técnico e até mesmo de capacidade exposição oral. Uma palavra para as apresentações que mesmo quando o secretariado do Congresso informa de que se dispõe de 20 minutos, algumas pessoas trazem apresentações de 30 ou 40 minutos, num claro desrespeito pelos restantes comunicantes e também por quem está a ouvir.
Sugiro que no próximo Congresso a BAD faça como nos Óscares de 2006 em que sempre que alguém ultrapassada o tempo definido a banda começava a tocar!
No entanto, o momento alto do Congresso foi o painel sobre "Blogs no domínio da Ciência da Informação" organizado por Luísa Alvim do
Viva biblioteca viva.
Aconteceu um daqueles momentos em que se criam laços entre as pessoas e em que se apercebe que dali podem surgir dinâmicas e contactos que dêem os seus resultados em prol da nossa área profissional.
Das intervenções do
Pedro Príncipe, do
Adalberto Barreto, do
Júlio Anjos, do
Paulo Sousa e da
Maria Clara Assunção foi possível ver o alcance e o impacto que os blogs podem ter nesta área. As reacções do auditório também ajudaram a antever os desenvolvimentos que ansiosamente se aguardam no biblio-blogosfera.
Vários colegas com quem falei manifestaram algum pesar pela falta de visibilidade que o Congresso de BAD tem, muito embora aconteça apenas de 3 em 3 anos.
Lembro que a comunicação social apenas relata o que é "NOTÍCIA" e apara isso temos de trazer para debate temas que sejam mobilizadores do meio social, tais como o "empréstimo pago" ou a "liberdade no acesso à informação". Da mesma forma importa referir que convém que as decisões saídas de anteriores Congressos tenham seguimento! Alguém sabe que rumo tomou a "
Declaração do Estoril" ou a "
Moção sobre Formação BAD" aprovadas no 8º Congresso de BAD?! Afinal já passaram 3 anos!
Apesar de me limitar a pagar as cotas da APBAD acho que a associação deveria ter um papel mais activo e interventivo no meio profissional e social! E neste caso contra mim falo.
Acho que a Associação e os seus profissionais deviam trabalhar de forma mais próxima para produzirem mais e melhores resultados para si e para a área profissional. Exige-se muito da BAD, mas os profissionais também não aderem; os profissionais por vezes estão disponíveis, mas a Associação também não responde convenientemente.
Ainda sobre o 9º Congresso de BAD sugiro a leitura das reflexões do
Pedro Príncipe.