segunda-feira

Mobilizações inteligentes

O livro já não é novo, mas o fenómeno continua em franca expansão. A revolução social das smart mobs está em marcha deste as manifestações espontâneas dos últimos anos às redes sociais que a web 2.0 permite. Como diria Durkheime "Tudo é social"!

"Emergem quando as telecomunicações e as novas tecnologias informáticas amplificam os talentos humanos para a cooperação. São denominadas de “smart mobs”, a partir do título do recente livro de Howard Rheingold (“Smart Mobs: The Next Social Revolution”), também autor de “The Virtual Community: Homesteading on the Electronic Frontier” onde abordava a emergência das comunidades virtuais na Internet.

As tecnologias que propiciam as “smart mobs” são a telefonia móvel e a computação disseminada em diferentes equipamentos, alguns generalizados, outros ainda em investigação mas já teorizados. O impacto dessas tecnologias será tanto benéfico como destrutivo, alerta Rheingold na apresentação do livro, porque pode servir para coordenar movimentos democráticos mas também ataques terroristas.

Um exemplo disso foi o encontro anti-globalização em 1999, em Seattle, onde telemóveis e sítios Web foram usados para coordenar as manifestações e conjugar os esforços dos manifestantes. Um dos resultados foi a OMC, uma das principais visadas nesses encontros, passar a reunir-se em segredo ou em localizações de difícil (e dispendioso) acesso. Não é este já um resultado visível de um movimento aparentemente invisível?

Rheingold salienta diversas aplicações futuras - ou, melhor, um cenário futuro - a partir de demonstrações do presente. Por exemplo, qual o impacto para as “smart mobs” das redes sem fios cada vez mais disponíveis em cidades de todo o mundo?

A tese principal é a de que a convergência do telemóvel e da computação ubíqua terá um maior impacto do que as chamadas “revoluções” informática e da Internet.

Para analisar a totalidade do seu impacto social, é necessário recorrer a biólogos, sociólogos e economistas para criar um quadro explanatório sobre a natureza da cooperação. Mas nem tudo é explicável neste momento de emergência dessas novas tecnologias e novas culturas - e novos problemas sociais.
A integração de microprocessadores em equipamentos antes pouco permeáveis a esta tecnologia, numa fusão de átomos e bits para a criação de “artefactos inteligentes”, retorna um mundo de comunicação pessoal e transmissível.

Contra isso levantam-se os “cartéis dos media e as agências governamentais”.
No primeiro caso, tentam re-impôr o regime do “broadcast”, onde os utilizadores não podem e não devem ser criadores mas apenas consumidores. Basta ver a troca de mensagens de texto - e, futuramente, de vídeo - pelos telemóveis ou a criação de grupos de discussão temáticos e de “Weblogs” na Internet para se perceber como estes meios se tornam uma real alternativa aos medias tradicionais para as “breaking news”.

Do lado governamental (em todos os continentes), assiste-se igualmente a tentativas de controlar, monitorizar e vigiar as comunicações electrónicas, sob a bandeira da segurança anti-terrorista mas que vai muito além dessa preocupação.
É obviamente difícil de antecipar todas as implicações sociais e culturais que advirão das “smart mobs” mas o lançamento dessa enorme discussão já está a ser feito no sítio Web www.smartmobs.com"

Tradução do resumo do livro para português: Magazine|CCB

domingo

The Changing Nature of the Catalog and its Integration

Mais de um ano depois de ter visto um draft do documento "The Changing Nature of the Catalog and its Integration with Other Discovery Tools" no blog A Informação, eis que encontro o relatório final deste estudo levado a cabo pela Biblioteca do Congresso.
Confesso que na altura não reparei que era um draft... ainda assim vou ver se tem grandes alterações!


Deixo aqui algumas frases interessantes sobre este relatório:

"The Library of Congress recently issued a report that challenges assumptions about the traditional library catalog and proposes new directions for the research library catalog in the digital era."

"As the amount of information on the World Wide Web increases each day, it is critical that librarians continue to provide researchers with organized access to quality information."

"The report proposes that libraries define the communities they aim to serve; choose a strategic option for their catalogs; allow users to access full electronic content from the catalog; reduce the costs of producing catalogs; enrich the catalog for users by including book reviews, images of book jackets and related information; and offer troubleshooting services and rush delivery of library materials."

Estas ideias sobre as novas possibilidades dos catálogos fizeram-me lembra um outro texto muito interessante: "Who dares, wins: libraries and catalogues for a postmodern world" da autoria de Pat Oddy.

O relatório final sobre este estudo está disponível aqui.
Imagem: Site VLA

sexta-feira

Isto anda mau...

Confirmei hoje que O Correio da Manhã noticiou durante o fim-de-semana que de entre os primeiros 30 funcionários que o Ministério da Agricultura colocou na lista de mobilidade especial está um Técnico Superior de Biblioteca e Documentação.

Competências e capacidades à parte será que não existe nenhum serviço da administração central com falta de um profissional com esta formação?! Até mesmo dentro do próprio Ministério da Agricultura!?

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira

Librarian by Haunted Love

Afinal o mundo das bibliotecas não tão cinzento (ou nesta caso P&B) quanto se julga e vemos aqui que é possível efectuar um outro tipo de abordagem, mesmo numa biblioteca e com bibliotecários(as) tão tradicionais como estas.



Da autoria de um grupo chamado "Haunted Love" este tema - Librarian - foi gravado na Biblioteca Pública de Dunedin (Nova Zelândia) e pelo que li foi um sucesso em várias bibliotecas anglo-saxónicas.

Depois de concursos para spots publicitários de bibliotecas, logotipos e edifícios quem sabe se não será através da música que se poderá chegar mais próximo de alguns segmentos da comunidade local e ao mesmo tempo alterar algumas mentalidades.

Mãos à obra porque por cá quase tudo está por fazer...

quarta-feira

Conversas de biblioteca I

Hoje uma colega que estava de serviço na sala de leitura, mas que maioritariamente desempenha outro tipo de funções, foi abordada por uma leitora habitual da biblioteca que com um ar espantado lhe pergunta:

- Também faz este tipo de trabalho?!?
Ao que a minha colega responde: - Sim claro, todos nós fazemos atendimento ao público numa base regular!
- Pois... Mas é que este é um tipo de trabalho menor! - Justifica a leitora habitual.
- Olhe que não! Esta é uma das funções mais importantes da biblioteca! - Responde a minha colega.

Mas o que será preciso fazer para as pessoas (leitores e também alguns colegas!!) perceberem que o trabalho na sala de leitura e de uma forma geral todo o trabalho de atendimento ao público é essencial. Esta aversão ao trabalho com o público demonstra algum atraso social e por vezes também profissional.

Recordo-me de em 2003 ter assistido a um workshop sobre a formação na nossa área e de uma professora de um CECD ter tido que desconfiava dos candidatos que diziam que tinha vindo para o curso porque gostavam muito de livros... ela dizia que preferia que lhe dissessem que gostavam de pessoas!
Por alguma razão desde há muito séculos ficamos com a pesada imagem profissional que temos!

terça-feira

As dimensões dos livros

Muitas vezes perguntamos o que é um livro: fonte de cultura e informação, objecto de prestígio e status social, elemento de reverência para uns e apenas mais uma forma de aceder ao conhecimento para outros.

Mas não é novo que o livro pode também ser um objecto artístico! Diferente dos códices iluminados e das verdadeiras obras de arte fruto das modernas técnicas de edição e artes gráficas, a fotógrafa Cara Barer apresenta uma nova faceta do livro-arte.

Atenção: Não recomendável aos bibliófilos mais conservadores!

"I realized I owned many books that were no longer of use to me, or for that matter, anyone else. Would I ever need “Windows 95?” After soaking it in the bathtub for a few hours, it had a new shape and purpose. Half Price Books became a regular haunt, and an abandoned house gave me a set of outdated reference books, complete with mold and neglect. Each book tells me how to begin according to its size, type of paper, and sometimes contents."

"My photographs are primarily a documentation of a physical evolution. I have changed a common object into sculpture in a state of flux. The way we choose to research and find information is also in an evolution. I hope to raise questions about these changes, the ephemeral and fragile nature in which we now obtain knowledge, and the future of books."

Estas fotos fizeram-me lembrar uma exposição chamada "Imagens de arquivo: conteúdo e vestimenta" que esteve disponível em versão electrónica no site da BAD. São as maravilhas da fotografia aliada às bibliotecas e aos arquivos.

Este post foi uma daquelas coincidências engraçadas; no mesmo dia recebi um e-mail com este site através de um fórum sobre bibliotecas públicas, uma amiga falou-me desta fotógrafa e vi um post no Bibliotecário 2.0. É a verdadeira aldeia global em acção!

quinta-feira

SEMINÁRIO DIREITO DE AUTOR E BIBLIOTECAS

Gostava de participar neste seminário até porque tenho algumas dúvidas sobre as directivas comunitárias que gostava de ver esclarecidas. Mas como nesta data estarei noutro local a participar num encontro muito interessante acho que terei de me inscrever na formação do relator deste seminário!

Seminário Direito de Autor e Bibliotecas
29 de Maio
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro

Objectivos:
1. Divulgar o quadro legal do Direito de Autor;
2. Colocar em confronto o Direito de Autor com os produtos e serviços das bibliotecas;
3. Alertar para uma reavaliação do Direito de Autor no mundo digital;
4. Observar estratégias internacionais para as bibliotecas face ao posicionamento cada vez mais restritivo do Direito de Autor em matéria de acesso aos bens de educação, culturais e informativos.

Público-alvo: Profissionais de informação e documentação

Programa:

09h30 – Recepção aos participantes
10h00 – Sessão de Abertura
Rui M. Pereira (Direcção Municipal de Cultura da CML)
António Pina Falcão (Presidente da BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas)

Início dos trabalhos:
Moderador: Leonor Gaspar Pinto (Divisão de Gestão de Bibliotecas)
Relator: Adalberto Barreto (Divisão de Gestão de Bibliotecas)

10h30 – Cláudia Trabuco (Faculdade de Direito de Lisboa) – «Breve enquadramento legal dos serviços tradicionais e digitais das bibliotecas face ao Direito de Autor».
10h50 – Helena Patrício (Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas) – «Direito de empréstimo público: a Directiva Comunitária e suas transposições»
11h15 – Pausa
11h30 – Filipa Salazar Leite (Simmons & Simmons – Rebelo de Sousa) – «Livre acesso e licenças Creative Commons: enquadramento jurídico»
11h50 - Debate
12h10 – Conclusões e Sessão de Encerramento
Eunice Figueiredo (Departamento de Bibliotecas e Arquivos da CML)

Inscrições até dia 24 de Maio:
Luísa Pires - luisa.pires@cm-lisboa.pt - tel. 21 754 90 30

Se desejar faça aqui a sua inscrição.

Fonte: blx

10 de Maio de 1933

Bücherverbrennung significa em Alemão literalmente queima de livros e o a palavra associada à acção propagandística dos Nazis, organizada entre 10 de Maio e 21 de Junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler.

Joseph Goebbels, ministro do Reich para Esclarecimento do Povo e da Propaganda, salientou no discurso de lançamento da campanha Wider den undeutschen Geist ser preciso "eliminar a má influência exercida pela literatura não-germânica sobre a juventude nacional-socialista com um acto grandioso". Não deveria permanecer dúvidas sobre os objectivos da Revolução Parda, liderada por Adolf Hitler recentemente no poder (3 meses).
Esta acção devia eliminar para sempre da formação dos alemães o liberalismo, a Kulturbolchevismus, o cosmopolitismo, o judaísmo, o pacifismo, e tudo aquilo mais que diminuísse os valores superiores germânicos. Foi organizada uma lista negra com obras de filosofia, ciências, poesia e romance que deveriam ser eliminadas, contendo tudo o que lhes parecia subversivo, antipatriótico ou decadente. Várias bibliotecas e livrarias alemãs foram alvo de verdadeiros saques em busca de livros proibidos para serem queimados em praça pública.


Se esta acção tivesse sido bem conseguida hoje em dia não conheceriamos autores como: Thomas Mann, Heinrich Mann, Walter Benjamin, Bertold Brecht, Robert Musil, Nelly Sachs, Ernst Toller, Kurt Tucholsky, Franz Werfel, Sigmund Freud ou Karl Marx.

Imagem: WDR5

quarta-feira

10ª Jornadas Espanholas de Documentação FESABID

Infelizmente ainda não foi desta vez que consegui ir às Jornadas da FESABID que decorrem de 9 a 10 de Maio em Santiago de Compostela.


"Las 10as Jornadas Españolas de Documentación, cuyo lema es E-información: integración y rentabilidad en un entorno digital, tendrán lugar en el Palacio de Congresos y Exposiciones de Santiago de Compostela durante los días 9, 10 y 11 de mayo de 2007 junto con la celebración de la feria DOCUMAT. Ambas actividades están promovidas por la Federación Española de Sociedades de Archivística, Biblioteconomía, Documentación y Museística (FESABID)."

Tal como o painel organizado pela Luísa Alvim no 9º Congresso de BAD também esta edição da FESABID integra um momento de discussão sobre blogs: Los blogs en la biblioteca 2.0. La blogosfera bibliotecaria, documentalista y archivera: quién, para qué, para quién.
Vamos aguardar que alguns dos presentes tragam notícias frescas de mais este momento de debate em torno dos blogs da nossa área.

Informações sobre as Jornadas aqui.

sábado

Virtual World Librarianship - Your Second Life

Todos os dias recebo mais de 40 e-mails do fórum sobre bibliotecas públicas [PubLib] e tendo em conta o volume de mensagens já muitas vezes estive para cancelar a subscrição. Sempre que tenho um dia mais complicado, estou sem paciência para ler mensagens ou vou de férias começa a crescer o número de mensagens por ler até atingir rapidamente as centenas!
No entanto, sempre que estou para cancelar a subscrição aparece uma mensagem interessante. Até parece que é propositado!

Desta vez chegou este anúncio sobre um curso de introdução ao fenómeno do Second Life aplicado à realidade das bibliotecas. Aproveitando a proximidade do Workshop organizado pela Universidade de Aveiro esta pode ser mais oportunidade para conhecer esta "realidade".

"Avatars! Linden Dollars! Librarianship!

Librarianship? What ARE they talking about?

To discover how avatars, Linden dollars, and librarianship relate to one another, come join us in a continuing education course on librarianship in the virtual world of Second Life. Second Life is a 3-D virtual world entirely built and owned by its residents, including real life librarians on Info Island.

The Graduate School of Library and Information Science at the University of Illinois Urbana-Champaign and the Alliance Library System of Illinois have partnered to offer a six week online (in Second Life) course to introduce you to libraries and information services in a virtual world. The course starts May 25 and is open to all library and information professionals.

A continuing education course presented by the Illinois Alliance Library System and GSLIS:

Dates: May 25, June 1, 8, 15, July 6 and 13
Online synchronous times: Fridays, 9:30 a.m. - 11:30 a.m.
Location: Info Island, Second Life
Cost: $200
Instructors: Kitty Pope, Lori Bell, Tom Peters, Rhonda Trueman, Barbara Galik

Week One: Introduction to Libraries in Virtual Worlds
Week Two: Second Life 101
Week Three: Collections, Resources, and Exhibits in Virtual Environment
Week Four: Reference and Information Services in Virtual Worlds
Week Five: Managing and Working in a Virtual Library or Department
Week Six: Skills Needed by 21st Century Librarians in Virtual Worlds"

Informações e inscrições aqui.

quinta-feira

Quantos serão os utilizadores da Internet?

"À pergunta quantos serão os utilizadores da Internet? dois estudantes de Engenharia de Computadores e Telemática da Universidade de Aveiro respondem com o projecto pioneiro MapMyName cujo objectivo é contabilizar e mapear o número de utilizadores da Internet, a nível mundial, durante um mês. O lançamento decorreu às 00h00 do dia 22 de Abril, o Dia da Terra."





Mais informações sobre o projecto aqui.

quarta-feira

What is Web 2.0? Ideas, technologies and implications for education

Acabei de receber via e-mail o link para um interessantíssimo relatório do JISC ( Joint Information Systems Committee) sobre as possibilidade da web 2.0 - What is Web 2.0? Ideas, technologies and implications for education.

Em 64 páginas são apresentadas de forma clara e concisa várias hipóteses de utilização das ferramentas baseadas na web 2.0 bem como a sua aplicação em contexto educativo. Todos os capítulos são complementados com links para bons exemplos de utilização destas ferramentas.

"This TechWatch report was commissioned to investigate the substance behind the hyperbole surrounding "Web 2.0" and to report on the implications this may have for the UK Higher and Further Education sector, with a special focus on collection and preservation activities within libraries. (...)

The report establishes that Web 2.0 is more than a set of "cool" and new technologies and services, important though some of these are. It has, at its heart, a set of at least six powerful ideas that are changing the way some people interact. Secondly, it is also important to acknowledge that these ideas are not necessarily the preserve of "Web 2.0", but are, in fact, direct or indirect reflections of the power of the network: the strange effects and topologies at the micro and macro level that a billion Internet users produce. (...)

As with other aspects of university life the library has not escaped considerable discussion about the potential change afforded by the introduction of Web 2.0 and social media. One of the key objectives of the report is to examine some of the work in this area and to tease out some of the key elements of ongoing discussions. For example, the report argues that there needs to be a distinction between concerns around quality of service and "user-centred change" and the services and applications that are being driven by Web 2.0 ideas. This is particularly important for library collection and preservation activities and some of the key questions for libraries are: is the content produced by Web 2.0 services sufficiently or fundamentally different to that of previous Web content and, in particular, do its characteristics make it harder to collect and preserve? Are there areas where further work is needed by researchers and library specialists? The report examines these questions in the light of the six big ideas as well as the key Web services and applications, in order to review the potential impact of Web 2.0 on library services and preservation activities."

[excertos retirados do resumo]

No final do relatório 8 páginas de bibliografia permitem aprofundar os conhecimentos sobre este tema e como não podia deixar de ser grande parte são, felizmente, recursos electrónicos.
Ainda não terminei de ler todo o relatório, mas parece-me bastante completo e acessível.

terça-feira

Web 2.0 na Ciência da Informação

Web 2.0 na Ciência da Informação
29 de Maio de 2007
ESEIG - Vila do Conde (Portugal)











Mais informações sobre este Encontro aqui.

sexta-feira

1º Workshop sobre Comunicação, Educação e Formação no Second Life

Entre 23 e 25 de Maio, realiza-se na Universidade de Aveiro o 1º Workshop sobre Comunicação, Educação e Formação no Second Life. A organização deste encontro visa "reunir a comunidade científica, educativa e tecnológica nacional interessada no desenvolvimento do conhecimento e na partilha de experiências de utilização deste ambiente 3D como forma de complementar e enriquecer as experiências educativas nos mais diversos contextos de vida, de trabalho e de aprendizagem formal e informal".

Mais informações em cef^SL.

quarta-feira

25 de Abril de 1974 - 25 de Abril de 2007

Aproveitando a data que hoje se comemora aqui fica uma referência ao Centro de Documentação 25 de Abril que visa recuperar, organizar e pôr à disposição da investigação científica o valioso material documental disperso pelo país e estrangeiro, sobre a transição democrática portuguesa: o 25 de Abril de 1974, os acontecimentos preparatórios e as suas principais consequências.

segunda-feira

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

Não ficaria bem deixar passar este dia e não colocar um post alusivo...


Através da celebração deste dia a UNESCO pretende fomentar a leitura, a indústria editorial e a protecção da propriedade intelectual através do direito de autor.

A 23 de Abril 1616, faleceram Cervantes, Shakespeare e Garcilaso de la Vega "El Inca". Esta data assinala também o nascimento ou a morte de grandes autores tal como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo.
Por este motivo, neste dia, tão simbólico para a literatura universal, foi escolhida pela Conferência Geral da UNESCO para prestar uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores, e incentivar a descobrir o prazer da leitura e respeitar a insubstituível contribuição dos criadores ao progresso social e cultural.

A ideia desta celebração teve origem na Catalunha (Espanha), onde é tradicional oferecer uma rosa em troca da compra de um livro.
O sucesso desta iniciativa depende fundamentalmente do apoio que pode receber dos meios interessados (autores, editores, livreiros, educadores e bibliotecários, instituições públicas e privadas, organizações não governamentais e medias) mobilizados em cada país através das Comissões Nacionais da UNESCO, das associações, centros e clubes UNESCO, das redes escolares e das bibliotecas associadas, e de todos que se sentem motivados para participar a esta festa mundial.

Fonte: UNESCO

sexta-feira

Especialistas querem criar código de conduta para blogs

Um dos fundadores da Wikipedia e o criador do termo "web 2.0" pretendem publicar um código de conduta para os blogs, com o objectivo de estabelecer "boas maneiras" no debate digital.

Jimmy Wales e Tim O´Really consideram que é necessário pôr um fim "às guerras internas" que costumam acontecer, principalmente nas listas de comentários das mais diversas mensagens pessoais.

Entre os termos a serem sugeridos, há a recomendação de rejeição ou exclusão de posts considerados agressivos, pejorativos ou que representem ameaças ou assédios.

Os comentários que forem considerados falsos ou que violem direitos de autor, e até mesmo os anónimos, também devem ser apagados. Além disso, seria determinado ainda que os bloggers usem com mais vigor os termos de licença propostos para os comentários.

Há já vários argumentos contra e a favor do código proposto por Wales e O´Really, nos seus próprios blogs. Contudo, com os milhões de páginas do género espalhadas pelo mundo, acredita-se que será difícil fiscalizar as aplicações das regras.

In Diário Digital | 11-04-2007


Depois do contributo da Luísa Alvim no 9º Congresso de BAD aqui fica mais esta dica sobre um futuro código de conduta para blogs.
Nada ficará igual depois do painel sobre Blogs afinal "criou-se uma comunidade!"

quinta-feira

Leitura de poemas: Cesário convida Pessoa

No âmbito da BiblioFesta '07 que decorre nas Bibliotecas Municipais de Oeiras até ao próximo dia 21 de Abril, aqui fica o convite para estarem presentes na leitura de poemas - "Cesário convida Pessoa" - feita por Maria do Céu Guerra.

quarta-feira

O País que se segue...

A pressão da UE pelo respeito da legislação dos Direitos de Autor e consequentemente pelo Empréstimo Pago nas bibliotecas públicas continua a fazer "vítimas".

No passado dia 22 de Março, Espanha aprovou oficialmente o pagamento de 0,20 euros por cada documento emprestado numa biblioteca pública em concelhos que tenham mais de 5.000 habitantes. Após múltiplas pressões das bibliotecas quem vai pagar esses valor irá ser o Ministério da Cultura espanhol e as respectivas Comunidades Autónomas. O total do montante cobrado será dividido entre autores (70%) e editores (30%).
(fonte: biblioblog)

Ainda no início de Março recordava esta questão e agora aqui fica mais um "avanço" aqui no país vizinho! Quem será o país que se segue?!

E em Portugal... Quem vai pagar?
O Governo do Eng. Sócrates preocupado com a redução do déficit?
Os municípios portugueses com a nova Lei das Finanças Locais e que muitas vezes nem sequer investem nas próprias bibliotecas municipais?
Ou será mesmo o próprio utilizador e teremos de equipar os balcões de empréstimo com caixas registadoras?!

Independentemente de ser da opinião de que o próprio principio do empréstimo pago em bibliotecas públicas está errado, vamos aguardar pela atitude do estado português.

segunda-feira

E depois do Congresso

Depois do congresso é tempo de reflexões e conclusões pessoais.

Esta foi a minha segunda participação no Congresso de BAD, mas foi a minha estreia a apresentar uma comunicação... aliás foram duas!
Acompanhado por mais 7 colegas das Bibliotecas Municipais de Oeiras desloquei-me até aos Açores (Ponta Delgada) para no 9º Congresso de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas apresentar 2 comunicações: "Uma janela para o mundo: bibliotecas e bibliotecários em meio prisional" como resultado da minha investigação de mestrado ainda em curso e "O cliente nem sempre tem sempre razão: princípios de customer service nas Bibliotecas Municipais de Oeiras" em consequência de uma das minhas áreas de trabalho nas Bibliotecas Municipais de Oeiras. Apesar de algum nervosismo a experiência foi muito compensadora e valeu a pena todo o trabalho investido nos últimos meses.

Tal como já tinha reparado no 8º Congresso apercebi-me que existem diferentes graus de qualidade nas comunicações apresentadas, tanto a nível científico, como técnico e até mesmo de capacidade exposição oral. Uma palavra para as apresentações que mesmo quando o secretariado do Congresso informa de que se dispõe de 20 minutos, algumas pessoas trazem apresentações de 30 ou 40 minutos, num claro desrespeito pelos restantes comunicantes e também por quem está a ouvir.
Sugiro que no próximo Congresso a BAD faça como nos Óscares de 2006 em que sempre que alguém ultrapassada o tempo definido a banda começava a tocar!

No entanto, o momento alto do Congresso foi o painel sobre "Blogs no domínio da Ciência da Informação" organizado por Luísa Alvim do Viva biblioteca viva.
Aconteceu um daqueles momentos em que se criam laços entre as pessoas e em que se apercebe que dali podem surgir dinâmicas e contactos que dêem os seus resultados em prol da nossa área profissional.
Das intervenções do Pedro Príncipe, do Adalberto Barreto, do Júlio Anjos, do Paulo Sousa e da Maria Clara Assunção foi possível ver o alcance e o impacto que os blogs podem ter nesta área. As reacções do auditório também ajudaram a antever os desenvolvimentos que ansiosamente se aguardam no biblio-blogosfera.

Vários colegas com quem falei manifestaram algum pesar pela falta de visibilidade que o Congresso de BAD tem, muito embora aconteça apenas de 3 em 3 anos.
Lembro que a comunicação social apenas relata o que é "NOTÍCIA" e apara isso temos de trazer para debate temas que sejam mobilizadores do meio social, tais como o "empréstimo pago" ou a "liberdade no acesso à informação". Da mesma forma importa referir que convém que as decisões saídas de anteriores Congressos tenham seguimento! Alguém sabe que rumo tomou a "Declaração do Estoril" ou a "Moção sobre Formação BAD" aprovadas no 8º Congresso de BAD?! Afinal já passaram 3 anos!

Apesar de me limitar a pagar as cotas da APBAD acho que a associação deveria ter um papel mais activo e interventivo no meio profissional e social! E neste caso contra mim falo.
Acho que a Associação e os seus profissionais deviam trabalhar de forma mais próxima para produzirem mais e melhores resultados para si e para a área profissional. Exige-se muito da BAD, mas os profissionais também não aderem; os profissionais por vezes estão disponíveis, mas a Associação também não responde convenientemente.

Ainda sobre o 9º Congresso de BAD sugiro a leitura das reflexões do Pedro Príncipe.