sexta-feira

Até 13 de Agosto

Até ao próximo dia 13 de Agosto o Entre Estantes ficará entregue aos seus poucos - mas bons - leitores... Até lá estarei algures por aqui a gozar umas merecidas férias!


Vou... mas volto!

1001 livros

Depois de no ano passado ter descoberto o livro de Peter Boxall 1001 books you must read before you die uma edição em inglês da Quintet Publishing e de a ter lido/consultado com alguma atenção reparei que existe uma edição em português da Lisma: 1001 Livros para Ler Antes de Morrer. Felizmente não foi necessário grande esforço para ler em inglês, mas tenho de confessar que alguns títulos foram difíceis de identificar em edições portuguesas - quando existiam.

Para quem quer saber um pouco mais sobre literatura, para quem tem necessidade de conhecer livros, histórias, personagens e autores ou apenas para quem gostava de conhecer mais sobre livros/escritores mas não tem tempo ou tem muita preguiça... este pode ser um bom livro para as férias.

Nas palavras da editora é "um excelente guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos, uma referência imprescindível para os amantes de literatura. Sumptuosamente ilustrado com mais de 600 imagens a cor - capas de livros, frontispícios, cartazes e outras imagens contextuais, e salpicado com inúmeras citações de autores ou de romances, 1001 Livros para Ler Antes de Morrer é o livro ideal para amantes da literatura.

Um magnífico e invulgar livro de referência sobre os romances e os escritores que conseguiram e conseguem estimular a imaginação do mundo. Um guia incisivo de livros que tiveram e têm impacto - quer pela sua recepção crítica, quer pelo seu estatuto de clássico de culto.
Uma selecção ecléctica, elaborada por uma equipa internacional de escritores, críticos, académicos e jornalistas, todos eles apaixonados pela leitura. Um livro que proporciona novas perspectivas sobre os velhos e modernos clássicos, e indica os romances contemporâneos que serão clássicos no futuro. O livro contém referência a obras anteriores a 1800, a obras do século XIX, XX e XXI."

Obviamente que não é um livro que provoque sensações imediatas, mas pode levar-nos à descoberta de inúmeras boas experiências de leitura.

Apesar das suas mais de 800 páginas o seu formato A5 dá-lhe alguma portabilidade.

quinta-feira

Conversas de biblioteca V

Um leitor com um ar bastante aborrecido e num tom algo agressivo diz a um técnico:

- O senhor sabe desde que horas estou a tentar ler o jornal?!
- Bom dia, não não sei.
- Estou desde as 10 da manhã a tentar ler o jornal e não consigo... será que vos custava muito pedirem mais exemplares de cada jornal para toda agente poder ler à vontade!
- Peço desculpa mas não estou a perceber, nós temos 1 exemplar de cada jornal disponível para leitura...
- Sim, eu sei... mas o que eu estou a dizer é para a biblioteca pedir mais exemplares... uns 3 ou 4 de cada jornal para que todos possam lê-lo quando querem.
- O Senhor está a dizer para pedirmos mais exemplares a quem?!
- Ora, ao Estado, ao Governo a quem vos manda todos os livros e jornais que vocês têm aqui na biblioteca...
- Mas todos os documentos (jornais, livros, revistas, CD's, vídeos, DVD's) que temos aqui são comprados e apenas uma pequena parte é oferecida... Praticamente tudo o que está aqui é comprado pela biblioteca!
- Comprado?! Mas comprado como?!
- Os documentos que temos aqui são pagos - comprados - pela biblioteca em livrarias; os jornais e as revistas, por exemplo, são compradas aqui na papelaria que fica nas traseiras da biblioteca.
- Está-me a querer dizer que tudo o que está aqui são vocês que compraram?!
- Sim, praticamente tudo!
- Deve ser... mais valia que me dissesse que não queriam comprar mais exemplares... agora inventar uma coisa dessas. Nestes sítios isto é tudo o Estado que dá!

quarta-feira

Bibliochaise

Tal como a mca também recebi por e-mail a oferta desta bibliochaise.

Para além de mensagem sobre a possível utilidade deste equipamento para um bibliotecário ou numa biblioteca, chegou-me também um texto sobre a bibliochaise:

"The bibliochaise is a one-stop shop for all your books, at least five linear meters worth of books. This fascinating armchair made by Nobody & Co [products] out of Italy is geared for those who like to be “immersed in deep reading.”

Hmmmm… I do like to immerse myself and I think this is a very unique piece of thing, however, I’m not sure how it would rate on the comfort meter. Let’s see:

Bibliochaise Comfort Meter Test 2006:

  • Back Support: Good padding, possibly not enough height
  • Arm Support: Decent, not much in the way of wiggle room
  • Leg Support: Non-existent
  • Neck Rest: Non-existent
  • Elbow Padding for Resting Arms: Non-existent
  • Long-Lasting Comfort: Not going to win any awards
  • All-Around Comfort: Not chair of the year

Well, folks, the results of the Bibliochaise Comfort Meter Test 2006 are in and it doesn’t look good. The final results indicate that however visually interesting and with quick access to your favorite books, this chair will not suffice in comfortability or sustained seating."

Fui também presenteado com mais uns modelos na mesma linha...

terça-feira

Ainda o empréstimo pago

Da informações que tenho vindo a compilar sobre o empréstimo pago sei que a França e Espanha já legislaram sobre este assunto.

Em França o valor a pagar é de 1 euros para as bibliotecas universitárias e de 1,50 euros para as restantes. (Delivros, n.º 181, 2004)

Em Espanha o valor a pagar por cada empréstimo será de 0,20 euros. Este valor será pago integralmente pelo Ministério da Cultura. (Estrella Digital/IWETEL, 22/03/2007)

Em Itália o pagamento será feito pelo Ministério da Cultura (80%) e pelas Câmaras Municipais (20%). (Sujeito a confirmação)

Alguém sabe se já se chegou a um valor em Itália, Irlanda e Luxemburgo?!

E nestes países que entidade assume o pagamento?

O pagamento é feito com base em estimativas de empréstimos por tipo de biblioteca, por números de documentos disponíveis ou em estatísticas internas de cada biblioteca?!

sexta-feira

"Prestito a pagamento, atto secondo" e "Il diritto negato"

A revista italiana Biblioteche Oggi na sua edição de Abril de 2007 inclui 2 artigos sobre o empréstimo pago que devem ser muito interessantes.
Um da autoria de Luca Ferrieri da Biblioteca de Cologno Monzese (Itália) com o título Prestito a pagamento, atto secondo mas do qual apenas consegui o resumo, mas que parece dar uma boa panorâmica sobre a situação italiana. Se alguém arranjar o texto integral peço o favor de divulgarem.

Prestito a pagamento, atto secondo [Abstract]
"The article analyses the situation after the European sentence against Italy, Spain and other countries about the public lending right and this matter in compliance with the Italian law: what seems a defeat, for the Italian librarians, could turn out the beginning of a new phase of the conflict between two conceptions of intellectual property and intellectual freedom.
It depends on several elements: the opening of a procedure against Scandinavian countries too, accused of not accomplishing the Directive 92/100; the difficulties in managing the Italian law; the grow­ing importance of the intellectual property’s sphere, which will affect many features of daily life. The article considers the global dimension of copyright and the impact on libraries of TRIPS and GATS agreements. The hypothesis is that the libraries have to be assumed and defended as ones of the mean institutions of “commons”, as the “copyleft’s homeland”. And the PLR introduction risks changing the loan in rent, the libraries in “blockbusters”, the open access world in a pirates reign. Are we entering a Second Enclosure Age?"

O outro artigo da autoria de Siv Wold-Karlsen uma jornalista sueca (?) com o título "Il diritto negato: Come i paesi scandinavi hanno affrontato la Direttiva europea sul prestito a pagamento e i problemi del copyright" apresenta a realidade dos países do norte da europa em matéria de direitos de autor, em que funciona um sistema de Public Lending Right, mas com características muito diferentes das imposições da União Europeia.

Ainda estou às voltas com o italiano mas será concerteza um bom contributo para o debate e a eflexão em torno deste assunto.

quinta-feira

Empréstimo Público nas Bibliotecas


Tanto quando sei França, Espanha e Itália já legislaram sobre este assunto e optaram por franquear a utilização de documentos nas bibliotecas públicas... As soluções encontrados para responsabilização do pagamento foram várias, mas em qualquer dos casos e de forma directa ou indirecta as bibliotecas (especialmente as públicas) acabaram por ser prejudicadas.

Mais uma vez refiro aqui 2 sites onde se podem ficar a conhecer algumas dos movimentos contra o empréstimo pago nas bibliotecas organizados em Espanha e Itália.

Mais informações sobre este assunto nos blogs viva biblioteca viva, bibliotecário anarquista, bibliotecário 2.0, ler em espinho, adrianepandora, lerdo ler e também na página da BAD.

Imagem: cartazes contra o empréstimo pago em Portugal, Itália e Espanha

segunda-feira

Remuneração pelo Empréstimo Público

"No passado mês de Junho, o Conselho Directivo Nacional da BAD enviou à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República a tomada de posição, que junto se anexa, sobre a Proposta de Lei 141/X, relativa à remuneração pelo empréstimo público.

Neste contexto, no dia 4 de Julho, a BAD foi ouvida em Audiência pela referida Comissão Especializada, tendo assim sido possível melhor explicar as posições do documento em anexo.

Na sequência desta Audiência e por sugestão dos Senhores Deputados presentes, a BAD apresentou no dia 12 de Julho à referida Comissão uma proposta concreta de alteração do Decreto-Lei n.º 332/97, cuja cópia aproveitamos para também divulgar."

Circular n.º 8 da BAD|16-07-2007

sexta-feira

Conversas de Biblioteca IV

Um técnico de biblioteca ausenta-se por uns instantes do local de atendimento e quando regressa é saudado desta forma por um utilizador:

- Então, foi fazer cocó?! E a casa de banho era longe...

quinta-feira

Formação dos Profissionais da Informação II

Continuando ainda a discussão em torno da formação dos profissionais...

Ordem, Sindicato ou Associação Profissional?!

Confesso que não tenho resposta fundamentada... seja porque ainda não reflecti o suficiente sobre o assunto, seja porque as 3 entidades podem coexistir uma vez que têm áreas de actuação distintas ainda que complementares ou mesmo porque não estamos (profissionais) preparados para este passo!

Se alguém esteve presente na conferência internacional organizada pela BAD em 2005 "Os Profissionais da Informação em Contexto Europeu: Perfis, Formação, Mobilidade" ficou com uma noção bastante clara do panorama nacional no que concerne à formação e qual as opiniões dos responsáveis pelos principais cursos disponíveis:

- Diferentes visões da formação profissional;
- Diferentes opiniões sobre os percursos formativos;
- Opiniões opostas sobre os conteúdos formativos;
- Conhecimentos bastante desiguais sobre a realidade profissional.

Assim, levanta-se uma questão: "Quem guarda os guardiães?!" Como podemos partir de um cenário actual de crescimento exponencial de ofertas formativas para uma realidade de acreditação, controlo de qualidade e uniformidade de conteúdos formativos?! Podem os profissionais auto-regular-se e manter a objectividade ou será necessário criar a tantas vezes referida "entidade externa"?! E quem integrará esta entidade?!

Informática ecológica

"Quando as pequenas coisas fazem as GRANDES diferenças o PLANETA agradece.

Ora aí está uma nova moda informática: em vez de usar o google, usar o blackle, por motivos ambientais...
Quando o monitor está todo branco (uma página do Word, por exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto, utiliza, em média, 59 watts. Partindo deste princípio, há alguns meses atrás, Mark Ontkush escreveu um artigo sobre a economia que poderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco.
Levando em conta a altíssima popularidade do site, seriam economizados, segundo os cálculos de Mark, cerca de 750 megawatts/hora por ano.

Em resposta ao artigo, o Google criou uma versão toda escura do seu motor de busca chamada Blackle.com, que funciona exactamente como a versão original mas consome menos energia: http://www.blackle.com/"

Recebido via e-mail.

quarta-feira

Próxima estação: grandes livros

Esta notícia tem data de finais de Junho, mas ainda assim achei por bem traze-la aqui pelas várias questões que levanta e por estarmos na altura do ano referida! Numa altura que ando às voltas com a descoberta e o aprofundar de um novo conceito nas bibliotecas - reader development - todas estas questões são familiares e levantam-me várias dúvidas e incertezas...

"Grandes livros não têm estação, diz Paula Moura Pinheiro
A sazonalidade da leitura existe, mas os grandes livros não têm estação, defendeu a jornalista Paula Moura Pinheiro quinta-feira à noite, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, num debate subordinado ao tema "Existem livros de Verão?".

"Nós temos as nossas próprias estações do ano que muitas vezes não coincidem com as estações do ano exteriores", observou Paula Moura Pinheiro, actual subdirectora da RTP2 e responsável pelo programa Câmara Clara.

Na sua opinião, só "quando o Verão interior e o Verão exterior coexistem", entendendo-se o primeiro como "disponibilidade ou tempo mental" e o segundo como "tempo" físico, se poderá falar em "livros de Verão", no sentido de leituras que as pessoas guardam para um período em que não estão a trabalhar, por se tratar de obras de maior fôlego, que exigem maior concentração.

"Durante o resto do ano, as pessoas estão cansadas e não têm tempo e a falta de qualidade de vida - frisou - é absolutamente desmobilizadora da leitura".

A jornalista rejeita igualmente a ideia de entretenimento ligada à literatura, por causa da história que a palavra "entretenimento" arrasta consigo, que não é compatível com a sua visão do que é a literatura.

"Eu não me entretenho com maus livros - a ligeireza de Verão não se aplica à literatura", sustentou.

Também Carla Hilário Quevedo, autora do blogue Bomba Inteligente, considera que não há livros de Verão.

"Mas de qualquer forma - argumentou - se há debate sobre esse tema, e se há livros classificados como sendo de Verão, é porque isso interessa às editoras, que haja livros que as pessoas compram para ler no Verão".

Segundo a bloguista e tradutora, há dois tipos de leitores, "os leitores que lêem e os que não lêem - e estes últimos são os que compram os livros de Verão".

O director-geral da editora ASA, Manuel Alberto Valente, pegou neste conceito dos não-leitores, e explicou que "foram eles que fizeram crescer o mercado editorial português".

"Do ponto de vista de quem edita, admito que há alguns livros que são sazonais, mas também penso que, de uma determinada maneira, todos os livros entretêm", defendeu.

Manuel Alberto Valente tem constatado, ao longo da sua experiência editorial, que "os leitores que não lêem, e que têm todo o direito de não o fazer, lêem no Verão como entretenimento".

"Temos um bocadinho a ideia de que toda a gente tem de funcionar como nós, mas as pessoas lêem aquilo que querem ler e há quem queira ler Dostoievski e quem queira ler Margarida Rebelo Pinto", comentou.

Em jeito de conclusão, Carla Hilário Quevedo tentou definir "o livro de Verão ideal".

"É o livro que se pode sujar com bronzeador, cujo peso não deve ultrapassar o de uma toalha de praia seca, que não tenha sido muito caro, para não termos pena se lhe acontecer alguma coisa, e de um género literário adequado à circunstância", rematou."

sexta-feira

Formação dos profissionais da informação

No seguimento do post "a profissão" publicado no blog A Informação resolvi expor aqui algumas das minhas dúvidas e incertezas sobre o futuro da nossa profissão e dos seus profissionais.

Muito se tem falado sobre qual o papel e a intervenção da BAD na evolução/transformação da formação dos profissionais da informação em Portugal e para quem participou na Conferência Internacional "Os Profissionais da Informação em Contexto Europeu", realizada em 2005, ficou mais ou menos esclarecido sobre o papel da BAD enquanto associação profissional que é.

É então urgente que ALGUÉM possa dar um parecer vinculativo sobre a quantidade e diversidade de formações que se multiplicam por vários estabelecimentos de ensino. Questões relacionadas com o corpo docente, a existência de bibliografia actualizada disponível na biblioteca, o curriculum dos cursos e a duração dos mesmo têm de ser estudadas e analisadas, dando lugar à aprovação ou não de funcionamento do curso e/ou à sua utilidade para aceder à carreira.

Pela amostra da formação disponível em Portugal apresentada pela BAD (que não é exaustiva) podemos ver a diversidade de formações existentes bem como a sua multiplicação nos últimos anos.

Por muito que se diga que existe uma área de trabalho além da carreia da função pública, o facto é que o Estado continua a ser o maior empregador. Numa altura em que tanto se fala na utilidade de alguns cursos superiores, será que ainda ninguém reparou no que se passa na nossa área.

A ideia deste post era já antiga e surgiu de uma dúvida sobre as licenciaturas em Ciências da Informação e variantes... qual o futuro profissional destes licenciados? Encontraram novas áreas de trabalho fora do Estado?! E em caso negativo conseguiram trabalhar na função pública como Técnico Superior de Biblioteca e Documentação ou encontrou-se um esquema para contornar o Decreto-Lei n.º 247/91 de 10 de Julho que por enquanto diz no art.º 5, n.º 1 o seguinte:

"O recrutamento para a categoria de técnico superior de biblioteca e documentação de 2.ª classe faz-se de entre indivíduos titulares de uma das habilitações seguintes:
a) Licenciatura, complementada por um dos cursos instituídos pelos Decretos n.os 20 478 e 22 014, respectivamente de 6 de Novembro de 1931 e de 21 de Dezembro de 1932, e pelos Decretos-Leis n.os 26 026 e 49 009, de, respectivamente, 7 de Novembro de 1935 e 16 de Maio de 1969;
b) Curso de especialização em Ciências Documentais, opção em Documentação e Biblioteca, criado pelo Decreto-Lei n.º 87/82, de 13 de Julho, e regulamentado pelas Portarias n.os 448/83 e 449/83, de 19 de Abril, e 852/85, de 9 de Novembro;
c) Outros cursos de especialização pós-licenciatura na área das Ciências Documentais de duração não inferior a dois anos, ministrados em instituições nacionais de ensino universitário;
d) Cursos ministrados em instituições estrangeiras reconhecidos como equivalentes aos mencionados nas alíneas precedentes."

Deixo para outro post a questão da aplicação do Processo de Bolonha na área das Ciências Documentais/Informação/Documentação, enquanto existirem licenciaturas, cursos de especialização e mestrados sem qualquer informação sobre a continuidade e reconhecimento futuro destes percursos.

quinta-feira

Empréstimo pago... continuação

Fiquei hoje a saber que a aplicação do Directiva comunitária 92/100/CE em Itália será aplicada com o pagamento dos custos sendo repartido entre o Ministério da Cultura (80%) e as Câmaras (20%).

Como seria fácil de imaginar algumas Câmaras já estão a pensar em reduzir os orçamentos das suas bibliotecas em 20 %!

O cerco parece estar a fechar-se...

E este silêncio nacional que até arrepia!


Páginas da campanha contra o empréstimo pago nas bibliotecas em Espanha, Itália e Portugal.

Imagem: Campanha contra o empréstimo pago (Itália).

quarta-feira

Ondas de Contos - Praia da Torre (Oeiras)

No ano passado estive lá e por isso posso comprovar que foi um serão inesquecível! Este ano volto a estar presente para assistir a mais uma edição desta grande iniciativa fruto do empenho das colegas do sector infantil da Biblioteca Municipal de Oeiras.

"Deixe-se levar por esta Onda de Contos e venha até à Praia da Torre no próximo dia 29 de Junho. Traga um casaco, um amigo, uma toalha para se sentar e deixe-se embalar pelas ondas do mar e as histórias de encantar…."
Mais informações aqui.

terça-feira

Conversas de Biblioteca III

Uma tarde normal de atendimento na sala de leitura:

- Boa tarde, estou à procura de um livro de uma autora, mas não sei como se chama em português...
- Boa tarde, mas sabe o nome da autora?!
- Sei sim, mas não em português!
- Mas diga-me o nome que sabe para vermos no catálogo se temos algum livro dessa autora disponível!
- O nome verdadeiro é Arundhati Roy!
- Vamos então ver se está algum livro disponível!

Ao ver no catálogo a indicação do livro e do nome da autora a leitora exclama:
- Ah... mas vocês têm o nome escrito da mesma forma...


Um manhã solarenga de atendimento na sala de leitura:

- Bom dia, não têm livros do Einstein... é que estive a procurar no catálogo e não encontrei nenhum!
- Bom dia, temos com toda a certeza livros de Einstein, podem é não estar disponíveis.
- Não, não... pesquisei no catálogo e não encontrei nada!
- Quando fez a pesquisa colocou primeiro o apelido e depois o nome próprio?!
- Sim, sim até pode ver aqui como pesquisei... Escolhi a opção de pesquisar por autor e depois escrevi o apelido (vírgula) nome próprio: "Stein, Ein".

segunda-feira

José Saramago "no" Second Life

As minhas incursões no Second Life foram poucas, bastante rápidas e apenas permitiram conhecer o aspecto da plataforma e ficar com conhecimentos básicos sobre o seu funcionamento. Um amigo meu mantém-me informado sobre os avanços do SL e sobre as potencialidades deste espaço virtual para a área das bibliotecas, em especial nos EUA.

Brevemente também entrarei no Second Life e poderei então acompanhar/avaliar melhor as suas valências para a nossa área.

Entretanto, vou estando atento às notícias que circulam sobre o assunto como este pequeno testemunho de José Saramago sobre o Second Life. O conteúdo do discurso não é novo, mas pelo menos demonstra alguma abertura para falar sobre o assunto.


Nova Lei da Leitura, do Livro e das Bibliotecas

Infelizmente isto não aconteceu por cá e nada tem a ver com as recentes mudanças na Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Trata-se de uma recente legislação aprovada em Espanha pelo Congresso dos Deputados que pretende aumentar o número de leitores através da modernização das bibliotecas públicas e da renovação das colecções, garantir uma oferta cultural plural, criar um duplo sistema de preços (fixo e liberalizado) e modernizar a definição do objecto livro na sociedade actual ao mesmo tempo que vai afirmar o papel das novas tecnologias.


Esta lei pretende actuar em 5 áreas chave:

- Planos de Promoção da Leitura;
- Preço dos livros;
- Nova realidade tecnológica;
- Promoção de autores e da indústria do livro;
- Observatório da Leitura e do Livro.

O texto pode ser consultado aqui.
Imagem: Plan de Fomento de la Lectura

sábado

1º Aniversário Entre Estantes

Faz hoje um ano que comecei a escrever aqui no Entre Estantes.

Nessa altura e tal como escrevo no post inaugural, este espaço resultava da "necessidade de organizar links com interesse pessoal, da intenção de criar uma presença na internet e da vontade de partilha com o mundo virtual", hoje podia dizer que estes desejos ainda são concretizáveis e foram complementados pela oportunidade de conhecer outros colegas e de partilhar conversas, opiniões, conhecimentos e informações.
A tod@s @s que por aqui passam, com maior ou menor regularidade, o meu obrigado esperando estar a dar uma boa contribuição para o este nosso mundo virtual.

sexta-feira

Grupos de Leitores ou "Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas"*

Desde Janeiro deste ano que dinamizo-oriento-modero-coordenado-organizo (o que for; basta escolher) um grupo de leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras.
Ao longo destes 6 meses fizemos 12 sessões de conversas em torno de livros, da leitura, das pessoas e das suas opiniões e experiências. Durante os próximos meses e aproveitando que o projecto "vai estar de férias" vou trazer aqui algumas das minhas impressões, dúvidas, receios e também certezas sobre este projecto.
Pelo reacção de alguns colegas e tendo em conta a participação/opiniões dos "leitores" do grupo acho que tenho a obrigação de partilhar esta experiência.

Se tiverem curiosidade podem ver aqui o que temos andado a fazer nos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras, já que temos em funcionamento dois grupos - um na Biblioteca Municipal de Oeiras e outro na Biblioteca Municipal de Carnaxide.

* Frase de Mário Quintana