quinta-feira

Formação dos Profissionais da Informação II

Continuando ainda a discussão em torno da formação dos profissionais...

Ordem, Sindicato ou Associação Profissional?!

Confesso que não tenho resposta fundamentada... seja porque ainda não reflecti o suficiente sobre o assunto, seja porque as 3 entidades podem coexistir uma vez que têm áreas de actuação distintas ainda que complementares ou mesmo porque não estamos (profissionais) preparados para este passo!

Se alguém esteve presente na conferência internacional organizada pela BAD em 2005 "Os Profissionais da Informação em Contexto Europeu: Perfis, Formação, Mobilidade" ficou com uma noção bastante clara do panorama nacional no que concerne à formação e qual as opiniões dos responsáveis pelos principais cursos disponíveis:

- Diferentes visões da formação profissional;
- Diferentes opiniões sobre os percursos formativos;
- Opiniões opostas sobre os conteúdos formativos;
- Conhecimentos bastante desiguais sobre a realidade profissional.

Assim, levanta-se uma questão: "Quem guarda os guardiães?!" Como podemos partir de um cenário actual de crescimento exponencial de ofertas formativas para uma realidade de acreditação, controlo de qualidade e uniformidade de conteúdos formativos?! Podem os profissionais auto-regular-se e manter a objectividade ou será necessário criar a tantas vezes referida "entidade externa"?! E quem integrará esta entidade?!

Informática ecológica

"Quando as pequenas coisas fazem as GRANDES diferenças o PLANETA agradece.

Ora aí está uma nova moda informática: em vez de usar o google, usar o blackle, por motivos ambientais...
Quando o monitor está todo branco (uma página do Word, por exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto, utiliza, em média, 59 watts. Partindo deste princípio, há alguns meses atrás, Mark Ontkush escreveu um artigo sobre a economia que poderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco.
Levando em conta a altíssima popularidade do site, seriam economizados, segundo os cálculos de Mark, cerca de 750 megawatts/hora por ano.

Em resposta ao artigo, o Google criou uma versão toda escura do seu motor de busca chamada Blackle.com, que funciona exactamente como a versão original mas consome menos energia: http://www.blackle.com/"

Recebido via e-mail.

quarta-feira

Próxima estação: grandes livros

Esta notícia tem data de finais de Junho, mas ainda assim achei por bem traze-la aqui pelas várias questões que levanta e por estarmos na altura do ano referida! Numa altura que ando às voltas com a descoberta e o aprofundar de um novo conceito nas bibliotecas - reader development - todas estas questões são familiares e levantam-me várias dúvidas e incertezas...

"Grandes livros não têm estação, diz Paula Moura Pinheiro
A sazonalidade da leitura existe, mas os grandes livros não têm estação, defendeu a jornalista Paula Moura Pinheiro quinta-feira à noite, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, num debate subordinado ao tema "Existem livros de Verão?".

"Nós temos as nossas próprias estações do ano que muitas vezes não coincidem com as estações do ano exteriores", observou Paula Moura Pinheiro, actual subdirectora da RTP2 e responsável pelo programa Câmara Clara.

Na sua opinião, só "quando o Verão interior e o Verão exterior coexistem", entendendo-se o primeiro como "disponibilidade ou tempo mental" e o segundo como "tempo" físico, se poderá falar em "livros de Verão", no sentido de leituras que as pessoas guardam para um período em que não estão a trabalhar, por se tratar de obras de maior fôlego, que exigem maior concentração.

"Durante o resto do ano, as pessoas estão cansadas e não têm tempo e a falta de qualidade de vida - frisou - é absolutamente desmobilizadora da leitura".

A jornalista rejeita igualmente a ideia de entretenimento ligada à literatura, por causa da história que a palavra "entretenimento" arrasta consigo, que não é compatível com a sua visão do que é a literatura.

"Eu não me entretenho com maus livros - a ligeireza de Verão não se aplica à literatura", sustentou.

Também Carla Hilário Quevedo, autora do blogue Bomba Inteligente, considera que não há livros de Verão.

"Mas de qualquer forma - argumentou - se há debate sobre esse tema, e se há livros classificados como sendo de Verão, é porque isso interessa às editoras, que haja livros que as pessoas compram para ler no Verão".

Segundo a bloguista e tradutora, há dois tipos de leitores, "os leitores que lêem e os que não lêem - e estes últimos são os que compram os livros de Verão".

O director-geral da editora ASA, Manuel Alberto Valente, pegou neste conceito dos não-leitores, e explicou que "foram eles que fizeram crescer o mercado editorial português".

"Do ponto de vista de quem edita, admito que há alguns livros que são sazonais, mas também penso que, de uma determinada maneira, todos os livros entretêm", defendeu.

Manuel Alberto Valente tem constatado, ao longo da sua experiência editorial, que "os leitores que não lêem, e que têm todo o direito de não o fazer, lêem no Verão como entretenimento".

"Temos um bocadinho a ideia de que toda a gente tem de funcionar como nós, mas as pessoas lêem aquilo que querem ler e há quem queira ler Dostoievski e quem queira ler Margarida Rebelo Pinto", comentou.

Em jeito de conclusão, Carla Hilário Quevedo tentou definir "o livro de Verão ideal".

"É o livro que se pode sujar com bronzeador, cujo peso não deve ultrapassar o de uma toalha de praia seca, que não tenha sido muito caro, para não termos pena se lhe acontecer alguma coisa, e de um género literário adequado à circunstância", rematou."

sexta-feira

Formação dos profissionais da informação

No seguimento do post "a profissão" publicado no blog A Informação resolvi expor aqui algumas das minhas dúvidas e incertezas sobre o futuro da nossa profissão e dos seus profissionais.

Muito se tem falado sobre qual o papel e a intervenção da BAD na evolução/transformação da formação dos profissionais da informação em Portugal e para quem participou na Conferência Internacional "Os Profissionais da Informação em Contexto Europeu", realizada em 2005, ficou mais ou menos esclarecido sobre o papel da BAD enquanto associação profissional que é.

É então urgente que ALGUÉM possa dar um parecer vinculativo sobre a quantidade e diversidade de formações que se multiplicam por vários estabelecimentos de ensino. Questões relacionadas com o corpo docente, a existência de bibliografia actualizada disponível na biblioteca, o curriculum dos cursos e a duração dos mesmo têm de ser estudadas e analisadas, dando lugar à aprovação ou não de funcionamento do curso e/ou à sua utilidade para aceder à carreira.

Pela amostra da formação disponível em Portugal apresentada pela BAD (que não é exaustiva) podemos ver a diversidade de formações existentes bem como a sua multiplicação nos últimos anos.

Por muito que se diga que existe uma área de trabalho além da carreia da função pública, o facto é que o Estado continua a ser o maior empregador. Numa altura em que tanto se fala na utilidade de alguns cursos superiores, será que ainda ninguém reparou no que se passa na nossa área.

A ideia deste post era já antiga e surgiu de uma dúvida sobre as licenciaturas em Ciências da Informação e variantes... qual o futuro profissional destes licenciados? Encontraram novas áreas de trabalho fora do Estado?! E em caso negativo conseguiram trabalhar na função pública como Técnico Superior de Biblioteca e Documentação ou encontrou-se um esquema para contornar o Decreto-Lei n.º 247/91 de 10 de Julho que por enquanto diz no art.º 5, n.º 1 o seguinte:

"O recrutamento para a categoria de técnico superior de biblioteca e documentação de 2.ª classe faz-se de entre indivíduos titulares de uma das habilitações seguintes:
a) Licenciatura, complementada por um dos cursos instituídos pelos Decretos n.os 20 478 e 22 014, respectivamente de 6 de Novembro de 1931 e de 21 de Dezembro de 1932, e pelos Decretos-Leis n.os 26 026 e 49 009, de, respectivamente, 7 de Novembro de 1935 e 16 de Maio de 1969;
b) Curso de especialização em Ciências Documentais, opção em Documentação e Biblioteca, criado pelo Decreto-Lei n.º 87/82, de 13 de Julho, e regulamentado pelas Portarias n.os 448/83 e 449/83, de 19 de Abril, e 852/85, de 9 de Novembro;
c) Outros cursos de especialização pós-licenciatura na área das Ciências Documentais de duração não inferior a dois anos, ministrados em instituições nacionais de ensino universitário;
d) Cursos ministrados em instituições estrangeiras reconhecidos como equivalentes aos mencionados nas alíneas precedentes."

Deixo para outro post a questão da aplicação do Processo de Bolonha na área das Ciências Documentais/Informação/Documentação, enquanto existirem licenciaturas, cursos de especialização e mestrados sem qualquer informação sobre a continuidade e reconhecimento futuro destes percursos.

quinta-feira

Empréstimo pago... continuação

Fiquei hoje a saber que a aplicação do Directiva comunitária 92/100/CE em Itália será aplicada com o pagamento dos custos sendo repartido entre o Ministério da Cultura (80%) e as Câmaras (20%).

Como seria fácil de imaginar algumas Câmaras já estão a pensar em reduzir os orçamentos das suas bibliotecas em 20 %!

O cerco parece estar a fechar-se...

E este silêncio nacional que até arrepia!


Páginas da campanha contra o empréstimo pago nas bibliotecas em Espanha, Itália e Portugal.

Imagem: Campanha contra o empréstimo pago (Itália).

quarta-feira

Ondas de Contos - Praia da Torre (Oeiras)

No ano passado estive lá e por isso posso comprovar que foi um serão inesquecível! Este ano volto a estar presente para assistir a mais uma edição desta grande iniciativa fruto do empenho das colegas do sector infantil da Biblioteca Municipal de Oeiras.

"Deixe-se levar por esta Onda de Contos e venha até à Praia da Torre no próximo dia 29 de Junho. Traga um casaco, um amigo, uma toalha para se sentar e deixe-se embalar pelas ondas do mar e as histórias de encantar…."
Mais informações aqui.

terça-feira

Conversas de Biblioteca III

Uma tarde normal de atendimento na sala de leitura:

- Boa tarde, estou à procura de um livro de uma autora, mas não sei como se chama em português...
- Boa tarde, mas sabe o nome da autora?!
- Sei sim, mas não em português!
- Mas diga-me o nome que sabe para vermos no catálogo se temos algum livro dessa autora disponível!
- O nome verdadeiro é Arundhati Roy!
- Vamos então ver se está algum livro disponível!

Ao ver no catálogo a indicação do livro e do nome da autora a leitora exclama:
- Ah... mas vocês têm o nome escrito da mesma forma...


Um manhã solarenga de atendimento na sala de leitura:

- Bom dia, não têm livros do Einstein... é que estive a procurar no catálogo e não encontrei nenhum!
- Bom dia, temos com toda a certeza livros de Einstein, podem é não estar disponíveis.
- Não, não... pesquisei no catálogo e não encontrei nada!
- Quando fez a pesquisa colocou primeiro o apelido e depois o nome próprio?!
- Sim, sim até pode ver aqui como pesquisei... Escolhi a opção de pesquisar por autor e depois escrevi o apelido (vírgula) nome próprio: "Stein, Ein".

segunda-feira

José Saramago "no" Second Life

As minhas incursões no Second Life foram poucas, bastante rápidas e apenas permitiram conhecer o aspecto da plataforma e ficar com conhecimentos básicos sobre o seu funcionamento. Um amigo meu mantém-me informado sobre os avanços do SL e sobre as potencialidades deste espaço virtual para a área das bibliotecas, em especial nos EUA.

Brevemente também entrarei no Second Life e poderei então acompanhar/avaliar melhor as suas valências para a nossa área.

Entretanto, vou estando atento às notícias que circulam sobre o assunto como este pequeno testemunho de José Saramago sobre o Second Life. O conteúdo do discurso não é novo, mas pelo menos demonstra alguma abertura para falar sobre o assunto.


Nova Lei da Leitura, do Livro e das Bibliotecas

Infelizmente isto não aconteceu por cá e nada tem a ver com as recentes mudanças na Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Trata-se de uma recente legislação aprovada em Espanha pelo Congresso dos Deputados que pretende aumentar o número de leitores através da modernização das bibliotecas públicas e da renovação das colecções, garantir uma oferta cultural plural, criar um duplo sistema de preços (fixo e liberalizado) e modernizar a definição do objecto livro na sociedade actual ao mesmo tempo que vai afirmar o papel das novas tecnologias.


Esta lei pretende actuar em 5 áreas chave:

- Planos de Promoção da Leitura;
- Preço dos livros;
- Nova realidade tecnológica;
- Promoção de autores e da indústria do livro;
- Observatório da Leitura e do Livro.

O texto pode ser consultado aqui.
Imagem: Plan de Fomento de la Lectura

sábado

1º Aniversário Entre Estantes

Faz hoje um ano que comecei a escrever aqui no Entre Estantes.

Nessa altura e tal como escrevo no post inaugural, este espaço resultava da "necessidade de organizar links com interesse pessoal, da intenção de criar uma presença na internet e da vontade de partilha com o mundo virtual", hoje podia dizer que estes desejos ainda são concretizáveis e foram complementados pela oportunidade de conhecer outros colegas e de partilhar conversas, opiniões, conhecimentos e informações.
A tod@s @s que por aqui passam, com maior ou menor regularidade, o meu obrigado esperando estar a dar uma boa contribuição para o este nosso mundo virtual.

sexta-feira

Grupos de Leitores ou "Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas"*

Desde Janeiro deste ano que dinamizo-oriento-modero-coordenado-organizo (o que for; basta escolher) um grupo de leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras.
Ao longo destes 6 meses fizemos 12 sessões de conversas em torno de livros, da leitura, das pessoas e das suas opiniões e experiências. Durante os próximos meses e aproveitando que o projecto "vai estar de férias" vou trazer aqui algumas das minhas impressões, dúvidas, receios e também certezas sobre este projecto.
Pelo reacção de alguns colegas e tendo em conta a participação/opiniões dos "leitores" do grupo acho que tenho a obrigação de partilhar esta experiência.

Se tiverem curiosidade podem ver aqui o que temos andado a fazer nos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras, já que temos em funcionamento dois grupos - um na Biblioteca Municipal de Oeiras e outro na Biblioteca Municipal de Carnaxide.

* Frase de Mário Quintana

terça-feira

RECBIB - recursos bibliotecários

Encontrei mais um directório com boas ligações para o nosso dia-a-dia profissional. Enquanto não se faz um directório BAD para os profissionais portugueses, vamos utilizando os recursos compilados neste caso pelos nossos colegas espanhóis.

O RECBIB: recursos bibliotecários é uma página que reúne ligações com interesse para os profissionais BAD. As mais de mil ligações apresentadas estão organizadas por tipologias de bibliotecas e por temas de interesse. Apresentam também uma secção actualizada com notícias, oportunidades de emprego e formações de nível diverso. O principal objectivo do RECBIB é o de permitir o acesso a um grande número de ligações com interesse para os profissionais BAD.

Este directório vem complementar o já conhecido RDIB: recursos de interés bibliotecario e a página com recursos da Universidade de León.
Aproveitando que falo de recursos de informação para bibliotecários, refiro também a recente página com Enlaces mínimos para el estudio de la Biblioteconomía, feita por Antonio Merlo Vega e disponível no site da Universidade de Salamanca.

O aspecto gráfico do directório não é o melhor... mas o conteúdo parece-me actualizado e as ligações estão activas!

segunda-feira

Cincuenta ideas para sorprender desde la biblioteca pública

Porque somos profissionais que nunca estão satisfeitos (e ainda bem!), porque andamos sempre a procurar novas formas de divulgar, promover e dinamizar os nossos serviços e porque gostamos de ter ideias prontas para serem aplicadas deixo-vos aqui 50 ideias para surpreender os leitores das bibliotecas públicas.
Os colegas de outras bibliotecas não fiquem desanimados porque algumas também podem ser adaptadas a diferentes serviços e leitores!

FENOLL CLARABUCH, Carme; LLUECA FONOLLOSA, Ciro - Cincuenta ideas para sorprender desde la biblioteca pública. BiD: textos universitaris de biblioteconomia i documentació. [Em linha] 17 (2006). [Consultado a 10-06-2007] Disponível em www: http://www2.ub.edu/bid/consulta_articulos.php?fichero=17fenol2.htm

Resumo
Ofrecer nuevos productos y servicios, en el fondo y en la forma, es la vía principal para reforzar el protagonismo de las bibliotecas públicas en la opinión ciudadana y para conseguir la presencia mediática que se merecen. Se presentan a debate profesional cincuenta ideas sorprendentes, sencillas pero reales, que se pueden llevar a cabo desde las bibliotecas públicas con la finalidad de llegar a públicos inéditos y fidelizar a los actuales.

domingo

Bibliotecas (insulto gratuito)

Gonçalo M. Tavares escreve num jornal diário nacional e este fim-de-semana a sua página semanal refere-se às bibliotecas desta forma:

Bibliotecas (insulto gratuito)
Ouvi isto de um homem, na rua: Os analfabetos podem entrar facilmente pois vão disfarçados, mas os cães não entram em bibliotecas.

Por acaso na biblioteca onde trabalho temos cães que insistem em entrar... uns querem entrar com os donos, outros ficam presos nas antenas anti-furto, outros correm pela biblioteca fora!

terça-feira

Conversas de Biblioteca II

Entrevista de referência numa biblioteca especializada:

- Boa tarde, estou à procura de livros sobre vinhos e vinha!
- Boa tarde, aqui quase todos os livros são sobre esses dois assuntos.
- Pois, mas eu queria livros que falassem sobre o vinho e a vinha!

- Mas procura livros sobre tipos de vinhos e cultura da vinha ou pretende informações sobre como fazer vinho.
- Não, o que eu queria mesmo era saber quais os vinhos para comprar e fazer uma garrafeira e quais aqueles que têm de ser bebidos logo.
- Nesse caso sugiro que consulte um dos nosso guias de vinhos!
- Ah... então quer dizer que aqui não têm nenhum vinho para prova?!
- Não, vinho para prova não temos... Isto é uma biblioteca especializada nesse assunto, mas não fazemos provas de vinho.
- Ah... está bem, então vamos ver se no guia consigo saber o que quero.

segunda-feira

EUA - Acontecimento do ano

No próximo mês vai abrir nos EUA a primeira biblioteca pública que não vai utilizar a Classificação Decimal de Dewey para organizar os seus livros.
Apesar de isto não ser uma grande novidade e dai talvez seja, os nossos colegas americanos estão muito entusiasmados com esta grande revolução nas bibliotecas públicas.
O forúm norte americano sobre bibliotecas que eu subscrevo registou nestes últimos dias o maior número de mensagens do último ano!

A biblioteca que por esta altura é alvo de todos os comentários nos EUA é a Gilbert Public Library um pólo da Maricopa County Library District no Arizona.
Segundo as notícias a principal razão para esta alteração é a aproximação da organização dos documentos nas bibliotecas de uma forma mais amigável para os leitores. O argumento utilizado e o de que um código confuso de letras e números não é facilmente perceptível pelos leitores... a ideia é a de aproximar a organização das bibliotecas à arrumação feita nas livrarias.

A bibliotecária responsável afirma que este era um pedido que os leitores já vinham a fazer há vários anos, mas que apenas agora com a abertura de um novo pólo foi possível dar resposta.
A ideia integra-se num projecto mais amplo que é o de aproximar os leitores da biblioteca através de alterações espacio-funcionais que lembrem mais livrarias e outros espaços comerciais do que propriamente as bibliotecas no seu conceito tradicional.

A Gilbert Public Library vai ter os seus documentos organizados em 50 secções temáticas que se sub-dividem. Pretende-se assim que a organização da biblioteca seja mais intuitiva para os leitores, já todos procuram livros por assunto mas muito poucos sabem os códigos da Classificação de Dewey.

Então e por cá?! Porque motivo algumas bibliotecas públicas (e não só) insistem em organizar os documentos segundo a CDU!?

Uma vez ouvi uma colega nossa afirmar publicamente que o problema não estava em os leitores terem dificuldade em identificar as classes da CDU, mas sim no facto de isso não lhes ser ensinado na escola logo no 1º ciclo...

A notícia completa pode ser lida aqui.
Imagem: Site da Gilbert Public Library

domingo

Unwanted books go up in flames

A queima de livros esteve sempre relacionada com censura, perseguições, regimes políticos ditatoriais e falta de liberdade de expressão. Mas e se a queima de livros fosse uma forma de protesto pela falta/redução de hábitos de leitura?

Uma notícia da CNN fez-me recordar uma situação que actualmente se deve colocar a alguns bibliotecários. O que fazer quando existem guardados nas caves das bibliotecas centenas de livros antigos (sem valor patrimonial), desactualizados e alguns em mau estado de conservação?

Ultrapassada a ideia de que todas as bibliotecas são repositórios universais de livros e que devem preservar toda e qualquer forma de manifestação do intelecto humano como resolver esta situação que com toda a certeza atinge profundamente as nossas convicções.

O excerto da notícia em que o dono da livraria afirmar que as bibliotecas não aceitaram a oferta dos seus livros porque não tinham espaço fez-me relembrar esta questão! E que dizer pelo aparente "desrespeito pela palavra impressa" que é referido na notícia?!

Qual o lugar que o livro (enquanto objecto) ocupa na sociedade actual?

Ainda na semana passada uma colega minha dizia que as pessoas oferecem livros que já não querem (velhos?) às bibliotecas como forma de transferir o eventual peso de consciência em colocar livros no lixo!

Mas quais as consequências da explosão do mercado editorial nos últimos anos para as bibliotecas, para as questões de conservação e armazenamento dos documentos e para um eventual rompimento de dogmas em relação à forma como são vistos os documentos impressos e a palavra escrita?

Será hoje em dia o livro impresso um mero suporte para a transferência de informação e conhecimento?! E se for assim porque razão ainda tantas pessoas não se sentem à vontade quando chega a hora de mandar fora livros?!

É ou não aceitável colocar livros no lixo?!

Um dos expectadores referido nesta notícia diz: "I think given the fact it is a protest of people not reading books, it's the best way to do it.""(Wayne has) made the point that not reading a book is as good as burning it."

Será mesmo assim?!
Imagem: site cnn

sexta-feira

II Encontro Oeiras a Ler - o balanço

Nos dias 24 e 25 de Maio passado decorreu o 2ª edição do II Encontro Oeiras a Ler, este ano dedicado ao tema - Promoção da Leitura nas Bibliotecas Públicas Europeias.

Foram 2 dias onde muito se falou e debateu sobre promoção da leitura, bibliotecas públicas, o lugar do livro na sociedade, posturas dos bibliotecários e mediadores da leitura.
Infelizmente mais de metade dos colegas convidados para este encontro não puderam /quiseram participar e perderam a oportunidade de ouvir alguns dos nomes mais importantes no que diz respeito à promoção da leitura europeia.

Luca Ferrieri (Itália), Lucía Cedeira (Espanha), Briony Train (Reino Unido) e Matine Poulain (França) foram os conferencistas convidados para, em conjunto com Filipe Leal, construírem um mapa sobre o que de melhor se faz a nível de promoção da leitura no continente europeu.

Filipe Leal iniciou os trabalhos com a apresentação do Programa Oeiras a Ler - Programa Municipal de Promoção de Leitura. Fazendo o balanço do trabalho desenvolvido pelas Bibliotecas Municipais de Oeiras nos últimos 4 anos foi possível apontar alguns caminhos a seguir, abrindo-se espaço para o colocação de questões polémicas em torno da promoção da leitura e do trabalho desenvolvido pelas bibliotecas públicas e pelos bibliotecas e por outros mediadores de leitura.

A conferência de Luca Ferrieri teve como título La lettura è altrove. Strategie ed esperienze di promozione in una bibliotecha que cambia e foi uma apresentação bastante organizada e reflectida sobre estratégias de promoção da leitura, chegando mesmo a mostrar os vários tipos de promoção de leitura segundo uma tipologia.

Lucía Cedeira fez uma apresentação com o profissionalismo e objectividade a que a Fundación Germán Sánchez Ruipérez já nos habituou ao falar sobre Promoción de la lectura en las bibliotecas españolas. Através do trabalho desenvolvido pela Fundación ficamos a conhecer melhor a experiência espanhola e como é possível atingir mais facilmente os objectivos propostos e o alto nível de desempenho alcançado pelos projectos de promoção de leitura espanhóis.

Briony Train trouxe a ampla experiência e o dinamismo das bibliotecas do Reino Unido - Reading promotion in UK public libraries. Recorrendo ao trabalho desenvolvido pela empresa Opening the Book foram abordados conceitos "recentes" como o de reader´s development, costumer service e reader centered aproach. A ideia de que as bibliotecas e os serviços prestados devem estar centrados nos leitores, marcou uma apresentação feita com o fundamento académico da experiência como investigadora na Universidade de Sheffield.

Martine Poulain fez uma apresentação simples, mas incisiva, reflectida e muito bem fundamentada - La promotion de la lecture et des bibliothèques en France: conquêtes et questions - algo que apenas alguém que se dedica desde há muito a estas temáticas poderia fazer. A sua formação em sociologia permitiu-lhe efectuar uma abordagem mais enquadrada e mais distanciada (face às questões bibliotecárias) da fenómeno da leitura e com isso possibilitou a quem ouvia uma maior profundidade na análise da questão.

No final o relator do encontro - José Afonso Furtado - apresentou um conjunto de conclusões e recomendações tendo por base as apresentações feitas ao Encontro, os momentos de debate e a situação nacional no que diz respeito à promoção do livro e da leitura.

Tendo em atenção a minha experiência e os meus conhecimentos fiquei com 6 ideias centrais:

- Estamos ao nível do que de melhor se faz na Europa;
- Faltam-nos públicos informados (e habituados) sobre as potencialidades das bibliotecas públicas;
- Estamos em desvantagem porque estamos a começar a utilizar algumas estratégias que outros já desenvolvem há largas décadas;
- Falta-nos desenvolver trabalho em algumas áreas essenciais: reader's development, costumer service e reader centered aproach;
- Temos de desenvolver projectos de continuidade ao invés de eventos e actividades avulsas e desarticuladas;
- Falta-nos experiência e consequentemente capacidade de reflexão sobre estratégias de promoção de leitura.

O acesso aos powerpoints das apresentações e aos textos das comuicações pode ser feito através do blog Oeiras a Ler.

quarta-feira

"Horário" do III Encontro CTDI

O dia de ontem começou bem cedo, foi longo, um pouco cansativo mas bastante compensador.

5:00 - Encontro no local marcado com mais 6 colegas das Bibliotecas Municipais de Oeiras para juntos irmos ao III Encontro CTDI, organizado pela ESEIG.

7:00 - Paragem numa estação de serviço da A1 para abastecer com um café, uma bolo e esticar as pernas.

9:30 - Chegada às instalações da ESEIG e procura algo desorientada pelo local do Encontro. Valeu-nos uma colega da biblioteca!!

10:00 - Registo e entrega da documentação. Primeiro contacto com os participantes e aproveitar para rever os colegas da blogosfera.

10:30 - 18:30 (altura em que tive de sair) - III Encontro CTDI: Web 2.0 na Ciência da Informação

1º momento - Apresentações feitas por alunos e docentes da ESEIG sobre a Web 2.0 e as suas aplicações ou hipóteses de aplicações na prática lectiva. De salientar o envolvimento que alunos e professores demonstraram ao longo do Encontro. Um verdadeiro exemplo para algumas organizações.

2º momento - Apresentações feitas por convidados estrangeiros através de vídeo-conferência: Richard Wallis, Sheila Webber e Fabiano Caruso. Infelizmente a utilização da vídeo-conferência não funcionou como pretendido e praticamente não foi possível ouvir as apresentações em boas condições. Valeu a intenção, o esforço da organização em trazer estes profissionais para este Encontro e a prova de que mesmo num evento sobre web 2.0, ainda não dominamos a tecnologia. De salientar o esforço da Sheila Webber que impossibilitada de se ouvir em boas condições, fez uma apresentação com base no desenho, isto é, ressaltou as ideias principais da apresentação com sublinhados e pequenas notas colocadas na apresentação. Muito original!

3º momento - Apresentações feitas pelos colegas da blogosfera: Luísa Alvim, Pedro Princípe, Paulo Sousa, Júlio Anjos e Adalberto Barreto e Clara Assunção. A apresentação da Luísa abordou a temática da qualidade dos blogs e apontou elementos para a sua aferição, deixando a ideia de constante actualização e revisão das métricas utilizadas. O Pedro apresentou o perfil dos blogs nacionais da área BAD dando uma boa visão panorâmica sobre o que por cá se faz e o que se poderia fazer. O Paulo deu-nos uma visão dos leitores dos blogs: quem somos, o que fazemos e o que procuramos quando lemos um blog; um contributo que também caracteriza os próprios bloggers portugueses. O Júlio falou sobre as boas práticas presentes na web com aplicação dos princípios 2.0, um bom momento para rever e ou ficar a conhecer algumas boas ideias. O Adalberto, apesar de ausente, fez-se representar por um belo texto cheio de humor que em muito abrilhantou o final dos trabalhos, conjuntamente com a Clara que contribuiu-o com um bonito momento que juntou a literatura, as bibliotecas e os bibliotecários em volta de Eça de Queirós e das nossas dúvidas, certezas e vivências diárias.

A organização do Encontro esteve de parabéns e as dificuldades técnicas e o atraso no programa constituíram situações correntes e inesperadas que dificilmente podem ser acauteladas.

21:30 - Paragem numa estação de serviço para alimentar o grupo.

23:00 - Chegada a Lisboa com muito sono!

00:30 - Enquanto adormeço penso que isto de ser bibliotecário já não é como antigamente...

Aqui fica a apresentação que eu e os meus colegas Maria José Amândio e António Navarro fizemos no III Encontro CTDI: Oeiras a Ler - um blog no coração da rede. Pretendemos mostrar como e porquê surgiu a ideia de criar um blog para a biblioteca, apresentar as normas e as dificuldades inerentes à gestão de um blog institucional onde colaboram várias pessoas e quais os recursos tecnológicos que utilizamos e que pretendemos utilizar.


terça-feira

III Encontro CTDI - Web 2.o na Ciência da Informação

Esta madrugada estou de partida para Vila do Conde com mais 6 colegas das Bibliotecas Municipais de Oeiras para participar no III Encontro CTDI - "Web 2.0 na Ciência da Informação", organizado pela ESEIG.

Juntamente com 2 colegas vamos apresentar o caso do blog das Bibliotecas Municipais de Oeiras - Oeiras a Ler: um blog no coração da rede - e falar sobre como foi possível colocar de pé esta ideia e quais as dificuldades, desafios e surpresas que este projecto nos apresentou.

Brevemente, darei notícias sobre como correu este gathering de profissionais da informação em torno da web 2.0 e das suas aplicações e potencialidades.

domingo

Lire tue - Nicolas Vial

Pintor e ilustrador, Nicolas Vial publica os seus desenhos em vários jornais, entre os quais se destacam o Le Monde, Jornal du Dimanche e o Le Temps.

As relações da literatura com o mundo actual e a sociedade são o seu principal tema de inspiração. As figuras do escriba e do romancista são elementos essenciais nos seus desenhos, profundamente marcado por Maupassant, Cendrars e Modiano.

Os seus desenhos são quase sempre carregados de mensagens corrosivas, divertidas, poéticas ou absurdas; Este livro conta também com o contributo de Éric Fottorino, que evoca a aventura da leitura.

"Lire tue" reúne desenhos carregados de humor negro, em jeito de crítica contra o actual mundo mecânico e um pouco Orwelliano, onde a literatura pode vir a ser considerada como algo de negativo.
Ao ler este livro rapidamente conseguimos antever algumas semelhanças com o mundo de Ray Bradbury! Daqui a uns meses voltarei a este tema.

sexta-feira

Prémios Web 2.0

Vi no blog Bibliotecários sem Fronteiras que foram anunciados - no passado dia 9 - os vencedores dos "Web 2.0 Awards". Ao longo das 41 categorias referidas é possível ficar a saber quem ficou nos 3 primeiros lugares.

Para mim alguns dos vencedores são totalmente desconhecidos! No entanto, o grande interesse desta lista reside exactamente no facto de poder ser utilizada para saber quais os melhores "serviços" da web 2.0.
Imagem: Site SEOmoz.org

quinta-feira

Pesquisas dos portugueses na Internet

A MARKTEST através do NetPanel apresentou os dados referentes às pesquisas feitas pelos portugueses (a partir dos 4 anos) na Internet durante o 1º trimestre de 2007.

Apesar dos dados não serem surpreendentes, fornecem informações interessantes sobre a forma como utilizamos a Internet e as suas ferramentas. Porque motivo alguém pesquisa o endereço do Google, SAPO ou Youtube?! Será que isto quer dizer que ainda mão dominamos convenientemente a internet e que nos limitamos a escrever palavras em motores de busca para conseguir resultados...

Ao ver estes resultados lembrei-me de uma história em que alguém que estava no SAPO e queria pesquisar o endereço de internet de uma universidade, saiu do SAPO e foi ao Google fazer a pesquisa!!!

Segundo este estudo os portugueses pesquisaram por ordem de preferência as seguintes palavras:

1º Youtube
2º Hi5
3º Gmail
4º Sexo*
5º SAPO (portal)*
6º Hotmail*
7º You tube*
8º Jogos*
9º Google*
10º Wikipedia*
(…)
15º Euromilhões
16º Finanças


Podem ver notícias sobre este estudo nas seguintes ligações:

Público - Diário Digital - LUSA - Diário de Notícias - Jornal de Notícias

Vejam também esta notícia sobre a utilização da Internet feita a partir de casa.


Imagem: Público
* Ouvi a ordem destas pesquisas num programa de rádio sobre este estudo.

II Encontro Oeiras a Ler

Hoje e amanhã vai decorrer o II Encontro Oeiras a Ler no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras.

O Encontro tem como tema A promoção da leitura nas bibliotecas públicas europeias e conta com a particação de vários especialistas nesta temática: Briony Train, Luca Ferrieri, Lucía Cedeira Serantes, Filipe Leal e Martine Poulain.

"Nesta 2ª edição, o Encontro Oeiras a Ler procura afirmar-se como um espaço de reflexão circunstanciada e de debate aprofundado sobre temas que entrecruzam as bibliotecas públicas e a promoção da leitura."

Mais informações aqui.
Imagem/Fonte: Oeiras a Ler

terça-feira

Mais um livro sobre web 2.0 nas bibliotecas

Em Abril deste ano li n' O Bibliotecário 2.0 que já existiam 3 livros sobre a aplicação da web 2.0 nas bibliotecas. Na altura limitei-me a ler o post e nem sequer deixei um comentário (vergonha...) apesar de ter ficado com uma dúvida... Quais seriam os outros dois?!

Hoje, ao saber que Phill Bradley tinha publicado o seu último livro How to Use Web 2.0 in Your Library, fiquei com vontade de saber quais os outros dois títulos sobre este assunto!

A editora disponibiliza o índice do livro aqui.
Imagem: Site da editora

segunda-feira

Mobilizações inteligentes

O livro já não é novo, mas o fenómeno continua em franca expansão. A revolução social das smart mobs está em marcha deste as manifestações espontâneas dos últimos anos às redes sociais que a web 2.0 permite. Como diria Durkheime "Tudo é social"!

"Emergem quando as telecomunicações e as novas tecnologias informáticas amplificam os talentos humanos para a cooperação. São denominadas de “smart mobs”, a partir do título do recente livro de Howard Rheingold (“Smart Mobs: The Next Social Revolution”), também autor de “The Virtual Community: Homesteading on the Electronic Frontier” onde abordava a emergência das comunidades virtuais na Internet.

As tecnologias que propiciam as “smart mobs” são a telefonia móvel e a computação disseminada em diferentes equipamentos, alguns generalizados, outros ainda em investigação mas já teorizados. O impacto dessas tecnologias será tanto benéfico como destrutivo, alerta Rheingold na apresentação do livro, porque pode servir para coordenar movimentos democráticos mas também ataques terroristas.

Um exemplo disso foi o encontro anti-globalização em 1999, em Seattle, onde telemóveis e sítios Web foram usados para coordenar as manifestações e conjugar os esforços dos manifestantes. Um dos resultados foi a OMC, uma das principais visadas nesses encontros, passar a reunir-se em segredo ou em localizações de difícil (e dispendioso) acesso. Não é este já um resultado visível de um movimento aparentemente invisível?

Rheingold salienta diversas aplicações futuras - ou, melhor, um cenário futuro - a partir de demonstrações do presente. Por exemplo, qual o impacto para as “smart mobs” das redes sem fios cada vez mais disponíveis em cidades de todo o mundo?

A tese principal é a de que a convergência do telemóvel e da computação ubíqua terá um maior impacto do que as chamadas “revoluções” informática e da Internet.

Para analisar a totalidade do seu impacto social, é necessário recorrer a biólogos, sociólogos e economistas para criar um quadro explanatório sobre a natureza da cooperação. Mas nem tudo é explicável neste momento de emergência dessas novas tecnologias e novas culturas - e novos problemas sociais.
A integração de microprocessadores em equipamentos antes pouco permeáveis a esta tecnologia, numa fusão de átomos e bits para a criação de “artefactos inteligentes”, retorna um mundo de comunicação pessoal e transmissível.

Contra isso levantam-se os “cartéis dos media e as agências governamentais”.
No primeiro caso, tentam re-impôr o regime do “broadcast”, onde os utilizadores não podem e não devem ser criadores mas apenas consumidores. Basta ver a troca de mensagens de texto - e, futuramente, de vídeo - pelos telemóveis ou a criação de grupos de discussão temáticos e de “Weblogs” na Internet para se perceber como estes meios se tornam uma real alternativa aos medias tradicionais para as “breaking news”.

Do lado governamental (em todos os continentes), assiste-se igualmente a tentativas de controlar, monitorizar e vigiar as comunicações electrónicas, sob a bandeira da segurança anti-terrorista mas que vai muito além dessa preocupação.
É obviamente difícil de antecipar todas as implicações sociais e culturais que advirão das “smart mobs” mas o lançamento dessa enorme discussão já está a ser feito no sítio Web www.smartmobs.com"

Tradução do resumo do livro para português: Magazine|CCB

domingo

The Changing Nature of the Catalog and its Integration

Mais de um ano depois de ter visto um draft do documento "The Changing Nature of the Catalog and its Integration with Other Discovery Tools" no blog A Informação, eis que encontro o relatório final deste estudo levado a cabo pela Biblioteca do Congresso.
Confesso que na altura não reparei que era um draft... ainda assim vou ver se tem grandes alterações!


Deixo aqui algumas frases interessantes sobre este relatório:

"The Library of Congress recently issued a report that challenges assumptions about the traditional library catalog and proposes new directions for the research library catalog in the digital era."

"As the amount of information on the World Wide Web increases each day, it is critical that librarians continue to provide researchers with organized access to quality information."

"The report proposes that libraries define the communities they aim to serve; choose a strategic option for their catalogs; allow users to access full electronic content from the catalog; reduce the costs of producing catalogs; enrich the catalog for users by including book reviews, images of book jackets and related information; and offer troubleshooting services and rush delivery of library materials."

Estas ideias sobre as novas possibilidades dos catálogos fizeram-me lembra um outro texto muito interessante: "Who dares, wins: libraries and catalogues for a postmodern world" da autoria de Pat Oddy.

O relatório final sobre este estudo está disponível aqui.
Imagem: Site VLA

sexta-feira

Isto anda mau...

Confirmei hoje que O Correio da Manhã noticiou durante o fim-de-semana que de entre os primeiros 30 funcionários que o Ministério da Agricultura colocou na lista de mobilidade especial está um Técnico Superior de Biblioteca e Documentação.

Competências e capacidades à parte será que não existe nenhum serviço da administração central com falta de um profissional com esta formação?! Até mesmo dentro do próprio Ministério da Agricultura!?

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira

Librarian by Haunted Love

Afinal o mundo das bibliotecas não tão cinzento (ou nesta caso P&B) quanto se julga e vemos aqui que é possível efectuar um outro tipo de abordagem, mesmo numa biblioteca e com bibliotecários(as) tão tradicionais como estas.



Da autoria de um grupo chamado "Haunted Love" este tema - Librarian - foi gravado na Biblioteca Pública de Dunedin (Nova Zelândia) e pelo que li foi um sucesso em várias bibliotecas anglo-saxónicas.

Depois de concursos para spots publicitários de bibliotecas, logotipos e edifícios quem sabe se não será através da música que se poderá chegar mais próximo de alguns segmentos da comunidade local e ao mesmo tempo alterar algumas mentalidades.

Mãos à obra porque por cá quase tudo está por fazer...

quarta-feira

Conversas de biblioteca I

Hoje uma colega que estava de serviço na sala de leitura, mas que maioritariamente desempenha outro tipo de funções, foi abordada por uma leitora habitual da biblioteca que com um ar espantado lhe pergunta:

- Também faz este tipo de trabalho?!?
Ao que a minha colega responde: - Sim claro, todos nós fazemos atendimento ao público numa base regular!
- Pois... Mas é que este é um tipo de trabalho menor! - Justifica a leitora habitual.
- Olhe que não! Esta é uma das funções mais importantes da biblioteca! - Responde a minha colega.

Mas o que será preciso fazer para as pessoas (leitores e também alguns colegas!!) perceberem que o trabalho na sala de leitura e de uma forma geral todo o trabalho de atendimento ao público é essencial. Esta aversão ao trabalho com o público demonstra algum atraso social e por vezes também profissional.

Recordo-me de em 2003 ter assistido a um workshop sobre a formação na nossa área e de uma professora de um CECD ter tido que desconfiava dos candidatos que diziam que tinha vindo para o curso porque gostavam muito de livros... ela dizia que preferia que lhe dissessem que gostavam de pessoas!
Por alguma razão desde há muito séculos ficamos com a pesada imagem profissional que temos!

terça-feira

As dimensões dos livros

Muitas vezes perguntamos o que é um livro: fonte de cultura e informação, objecto de prestígio e status social, elemento de reverência para uns e apenas mais uma forma de aceder ao conhecimento para outros.

Mas não é novo que o livro pode também ser um objecto artístico! Diferente dos códices iluminados e das verdadeiras obras de arte fruto das modernas técnicas de edição e artes gráficas, a fotógrafa Cara Barer apresenta uma nova faceta do livro-arte.

Atenção: Não recomendável aos bibliófilos mais conservadores!

"I realized I owned many books that were no longer of use to me, or for that matter, anyone else. Would I ever need “Windows 95?” After soaking it in the bathtub for a few hours, it had a new shape and purpose. Half Price Books became a regular haunt, and an abandoned house gave me a set of outdated reference books, complete with mold and neglect. Each book tells me how to begin according to its size, type of paper, and sometimes contents."

"My photographs are primarily a documentation of a physical evolution. I have changed a common object into sculpture in a state of flux. The way we choose to research and find information is also in an evolution. I hope to raise questions about these changes, the ephemeral and fragile nature in which we now obtain knowledge, and the future of books."

Estas fotos fizeram-me lembrar uma exposição chamada "Imagens de arquivo: conteúdo e vestimenta" que esteve disponível em versão electrónica no site da BAD. São as maravilhas da fotografia aliada às bibliotecas e aos arquivos.

Este post foi uma daquelas coincidências engraçadas; no mesmo dia recebi um e-mail com este site através de um fórum sobre bibliotecas públicas, uma amiga falou-me desta fotógrafa e vi um post no Bibliotecário 2.0. É a verdadeira aldeia global em acção!

quinta-feira

SEMINÁRIO DIREITO DE AUTOR E BIBLIOTECAS

Gostava de participar neste seminário até porque tenho algumas dúvidas sobre as directivas comunitárias que gostava de ver esclarecidas. Mas como nesta data estarei noutro local a participar num encontro muito interessante acho que terei de me inscrever na formação do relator deste seminário!

Seminário Direito de Autor e Bibliotecas
29 de Maio
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro

Objectivos:
1. Divulgar o quadro legal do Direito de Autor;
2. Colocar em confronto o Direito de Autor com os produtos e serviços das bibliotecas;
3. Alertar para uma reavaliação do Direito de Autor no mundo digital;
4. Observar estratégias internacionais para as bibliotecas face ao posicionamento cada vez mais restritivo do Direito de Autor em matéria de acesso aos bens de educação, culturais e informativos.

Público-alvo: Profissionais de informação e documentação

Programa:

09h30 – Recepção aos participantes
10h00 – Sessão de Abertura
Rui M. Pereira (Direcção Municipal de Cultura da CML)
António Pina Falcão (Presidente da BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas)

Início dos trabalhos:
Moderador: Leonor Gaspar Pinto (Divisão de Gestão de Bibliotecas)
Relator: Adalberto Barreto (Divisão de Gestão de Bibliotecas)

10h30 – Cláudia Trabuco (Faculdade de Direito de Lisboa) – «Breve enquadramento legal dos serviços tradicionais e digitais das bibliotecas face ao Direito de Autor».
10h50 – Helena Patrício (Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas) – «Direito de empréstimo público: a Directiva Comunitária e suas transposições»
11h15 – Pausa
11h30 – Filipa Salazar Leite (Simmons & Simmons – Rebelo de Sousa) – «Livre acesso e licenças Creative Commons: enquadramento jurídico»
11h50 - Debate
12h10 – Conclusões e Sessão de Encerramento
Eunice Figueiredo (Departamento de Bibliotecas e Arquivos da CML)

Inscrições até dia 24 de Maio:
Luísa Pires - luisa.pires@cm-lisboa.pt - tel. 21 754 90 30

Se desejar faça aqui a sua inscrição.

Fonte: blx

10 de Maio de 1933

Bücherverbrennung significa em Alemão literalmente queima de livros e o a palavra associada à acção propagandística dos Nazis, organizada entre 10 de Maio e 21 de Junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler.

Joseph Goebbels, ministro do Reich para Esclarecimento do Povo e da Propaganda, salientou no discurso de lançamento da campanha Wider den undeutschen Geist ser preciso "eliminar a má influência exercida pela literatura não-germânica sobre a juventude nacional-socialista com um acto grandioso". Não deveria permanecer dúvidas sobre os objectivos da Revolução Parda, liderada por Adolf Hitler recentemente no poder (3 meses).
Esta acção devia eliminar para sempre da formação dos alemães o liberalismo, a Kulturbolchevismus, o cosmopolitismo, o judaísmo, o pacifismo, e tudo aquilo mais que diminuísse os valores superiores germânicos. Foi organizada uma lista negra com obras de filosofia, ciências, poesia e romance que deveriam ser eliminadas, contendo tudo o que lhes parecia subversivo, antipatriótico ou decadente. Várias bibliotecas e livrarias alemãs foram alvo de verdadeiros saques em busca de livros proibidos para serem queimados em praça pública.


Se esta acção tivesse sido bem conseguida hoje em dia não conheceriamos autores como: Thomas Mann, Heinrich Mann, Walter Benjamin, Bertold Brecht, Robert Musil, Nelly Sachs, Ernst Toller, Kurt Tucholsky, Franz Werfel, Sigmund Freud ou Karl Marx.

Imagem: WDR5

quarta-feira

10ª Jornadas Espanholas de Documentação FESABID

Infelizmente ainda não foi desta vez que consegui ir às Jornadas da FESABID que decorrem de 9 a 10 de Maio em Santiago de Compostela.


"Las 10as Jornadas Españolas de Documentación, cuyo lema es E-información: integración y rentabilidad en un entorno digital, tendrán lugar en el Palacio de Congresos y Exposiciones de Santiago de Compostela durante los días 9, 10 y 11 de mayo de 2007 junto con la celebración de la feria DOCUMAT. Ambas actividades están promovidas por la Federación Española de Sociedades de Archivística, Biblioteconomía, Documentación y Museística (FESABID)."

Tal como o painel organizado pela Luísa Alvim no 9º Congresso de BAD também esta edição da FESABID integra um momento de discussão sobre blogs: Los blogs en la biblioteca 2.0. La blogosfera bibliotecaria, documentalista y archivera: quién, para qué, para quién.
Vamos aguardar que alguns dos presentes tragam notícias frescas de mais este momento de debate em torno dos blogs da nossa área.

Informações sobre as Jornadas aqui.

sábado

Virtual World Librarianship - Your Second Life

Todos os dias recebo mais de 40 e-mails do fórum sobre bibliotecas públicas [PubLib] e tendo em conta o volume de mensagens já muitas vezes estive para cancelar a subscrição. Sempre que tenho um dia mais complicado, estou sem paciência para ler mensagens ou vou de férias começa a crescer o número de mensagens por ler até atingir rapidamente as centenas!
No entanto, sempre que estou para cancelar a subscrição aparece uma mensagem interessante. Até parece que é propositado!

Desta vez chegou este anúncio sobre um curso de introdução ao fenómeno do Second Life aplicado à realidade das bibliotecas. Aproveitando a proximidade do Workshop organizado pela Universidade de Aveiro esta pode ser mais oportunidade para conhecer esta "realidade".

"Avatars! Linden Dollars! Librarianship!

Librarianship? What ARE they talking about?

To discover how avatars, Linden dollars, and librarianship relate to one another, come join us in a continuing education course on librarianship in the virtual world of Second Life. Second Life is a 3-D virtual world entirely built and owned by its residents, including real life librarians on Info Island.

The Graduate School of Library and Information Science at the University of Illinois Urbana-Champaign and the Alliance Library System of Illinois have partnered to offer a six week online (in Second Life) course to introduce you to libraries and information services in a virtual world. The course starts May 25 and is open to all library and information professionals.

A continuing education course presented by the Illinois Alliance Library System and GSLIS:

Dates: May 25, June 1, 8, 15, July 6 and 13
Online synchronous times: Fridays, 9:30 a.m. - 11:30 a.m.
Location: Info Island, Second Life
Cost: $200
Instructors: Kitty Pope, Lori Bell, Tom Peters, Rhonda Trueman, Barbara Galik

Week One: Introduction to Libraries in Virtual Worlds
Week Two: Second Life 101
Week Three: Collections, Resources, and Exhibits in Virtual Environment
Week Four: Reference and Information Services in Virtual Worlds
Week Five: Managing and Working in a Virtual Library or Department
Week Six: Skills Needed by 21st Century Librarians in Virtual Worlds"

Informações e inscrições aqui.

quinta-feira

Quantos serão os utilizadores da Internet?

"À pergunta quantos serão os utilizadores da Internet? dois estudantes de Engenharia de Computadores e Telemática da Universidade de Aveiro respondem com o projecto pioneiro MapMyName cujo objectivo é contabilizar e mapear o número de utilizadores da Internet, a nível mundial, durante um mês. O lançamento decorreu às 00h00 do dia 22 de Abril, o Dia da Terra."





Mais informações sobre o projecto aqui.

quarta-feira

What is Web 2.0? Ideas, technologies and implications for education

Acabei de receber via e-mail o link para um interessantíssimo relatório do JISC ( Joint Information Systems Committee) sobre as possibilidade da web 2.0 - What is Web 2.0? Ideas, technologies and implications for education.

Em 64 páginas são apresentadas de forma clara e concisa várias hipóteses de utilização das ferramentas baseadas na web 2.0 bem como a sua aplicação em contexto educativo. Todos os capítulos são complementados com links para bons exemplos de utilização destas ferramentas.

"This TechWatch report was commissioned to investigate the substance behind the hyperbole surrounding "Web 2.0" and to report on the implications this may have for the UK Higher and Further Education sector, with a special focus on collection and preservation activities within libraries. (...)

The report establishes that Web 2.0 is more than a set of "cool" and new technologies and services, important though some of these are. It has, at its heart, a set of at least six powerful ideas that are changing the way some people interact. Secondly, it is also important to acknowledge that these ideas are not necessarily the preserve of "Web 2.0", but are, in fact, direct or indirect reflections of the power of the network: the strange effects and topologies at the micro and macro level that a billion Internet users produce. (...)

As with other aspects of university life the library has not escaped considerable discussion about the potential change afforded by the introduction of Web 2.0 and social media. One of the key objectives of the report is to examine some of the work in this area and to tease out some of the key elements of ongoing discussions. For example, the report argues that there needs to be a distinction between concerns around quality of service and "user-centred change" and the services and applications that are being driven by Web 2.0 ideas. This is particularly important for library collection and preservation activities and some of the key questions for libraries are: is the content produced by Web 2.0 services sufficiently or fundamentally different to that of previous Web content and, in particular, do its characteristics make it harder to collect and preserve? Are there areas where further work is needed by researchers and library specialists? The report examines these questions in the light of the six big ideas as well as the key Web services and applications, in order to review the potential impact of Web 2.0 on library services and preservation activities."

[excertos retirados do resumo]

No final do relatório 8 páginas de bibliografia permitem aprofundar os conhecimentos sobre este tema e como não podia deixar de ser grande parte são, felizmente, recursos electrónicos.
Ainda não terminei de ler todo o relatório, mas parece-me bastante completo e acessível.

terça-feira

Web 2.0 na Ciência da Informação

Web 2.0 na Ciência da Informação
29 de Maio de 2007
ESEIG - Vila do Conde (Portugal)











Mais informações sobre este Encontro aqui.

sexta-feira

1º Workshop sobre Comunicação, Educação e Formação no Second Life

Entre 23 e 25 de Maio, realiza-se na Universidade de Aveiro o 1º Workshop sobre Comunicação, Educação e Formação no Second Life. A organização deste encontro visa "reunir a comunidade científica, educativa e tecnológica nacional interessada no desenvolvimento do conhecimento e na partilha de experiências de utilização deste ambiente 3D como forma de complementar e enriquecer as experiências educativas nos mais diversos contextos de vida, de trabalho e de aprendizagem formal e informal".

Mais informações em cef^SL.

quarta-feira

25 de Abril de 1974 - 25 de Abril de 2007

Aproveitando a data que hoje se comemora aqui fica uma referência ao Centro de Documentação 25 de Abril que visa recuperar, organizar e pôr à disposição da investigação científica o valioso material documental disperso pelo país e estrangeiro, sobre a transição democrática portuguesa: o 25 de Abril de 1974, os acontecimentos preparatórios e as suas principais consequências.

segunda-feira

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

Não ficaria bem deixar passar este dia e não colocar um post alusivo...


Através da celebração deste dia a UNESCO pretende fomentar a leitura, a indústria editorial e a protecção da propriedade intelectual através do direito de autor.

A 23 de Abril 1616, faleceram Cervantes, Shakespeare e Garcilaso de la Vega "El Inca". Esta data assinala também o nascimento ou a morte de grandes autores tal como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo.
Por este motivo, neste dia, tão simbólico para a literatura universal, foi escolhida pela Conferência Geral da UNESCO para prestar uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores, e incentivar a descobrir o prazer da leitura e respeitar a insubstituível contribuição dos criadores ao progresso social e cultural.

A ideia desta celebração teve origem na Catalunha (Espanha), onde é tradicional oferecer uma rosa em troca da compra de um livro.
O sucesso desta iniciativa depende fundamentalmente do apoio que pode receber dos meios interessados (autores, editores, livreiros, educadores e bibliotecários, instituições públicas e privadas, organizações não governamentais e medias) mobilizados em cada país através das Comissões Nacionais da UNESCO, das associações, centros e clubes UNESCO, das redes escolares e das bibliotecas associadas, e de todos que se sentem motivados para participar a esta festa mundial.

Fonte: UNESCO

sexta-feira

Especialistas querem criar código de conduta para blogs

Um dos fundadores da Wikipedia e o criador do termo "web 2.0" pretendem publicar um código de conduta para os blogs, com o objectivo de estabelecer "boas maneiras" no debate digital.

Jimmy Wales e Tim O´Really consideram que é necessário pôr um fim "às guerras internas" que costumam acontecer, principalmente nas listas de comentários das mais diversas mensagens pessoais.

Entre os termos a serem sugeridos, há a recomendação de rejeição ou exclusão de posts considerados agressivos, pejorativos ou que representem ameaças ou assédios.

Os comentários que forem considerados falsos ou que violem direitos de autor, e até mesmo os anónimos, também devem ser apagados. Além disso, seria determinado ainda que os bloggers usem com mais vigor os termos de licença propostos para os comentários.

Há já vários argumentos contra e a favor do código proposto por Wales e O´Really, nos seus próprios blogs. Contudo, com os milhões de páginas do género espalhadas pelo mundo, acredita-se que será difícil fiscalizar as aplicações das regras.

In Diário Digital | 11-04-2007


Depois do contributo da Luísa Alvim no 9º Congresso de BAD aqui fica mais esta dica sobre um futuro código de conduta para blogs.
Nada ficará igual depois do painel sobre Blogs afinal "criou-se uma comunidade!"

quinta-feira

Leitura de poemas: Cesário convida Pessoa

No âmbito da BiblioFesta '07 que decorre nas Bibliotecas Municipais de Oeiras até ao próximo dia 21 de Abril, aqui fica o convite para estarem presentes na leitura de poemas - "Cesário convida Pessoa" - feita por Maria do Céu Guerra.

quarta-feira

O País que se segue...

A pressão da UE pelo respeito da legislação dos Direitos de Autor e consequentemente pelo Empréstimo Pago nas bibliotecas públicas continua a fazer "vítimas".

No passado dia 22 de Março, Espanha aprovou oficialmente o pagamento de 0,20 euros por cada documento emprestado numa biblioteca pública em concelhos que tenham mais de 5.000 habitantes. Após múltiplas pressões das bibliotecas quem vai pagar esses valor irá ser o Ministério da Cultura espanhol e as respectivas Comunidades Autónomas. O total do montante cobrado será dividido entre autores (70%) e editores (30%).
(fonte: biblioblog)

Ainda no início de Março recordava esta questão e agora aqui fica mais um "avanço" aqui no país vizinho! Quem será o país que se segue?!

E em Portugal... Quem vai pagar?
O Governo do Eng. Sócrates preocupado com a redução do déficit?
Os municípios portugueses com a nova Lei das Finanças Locais e que muitas vezes nem sequer investem nas próprias bibliotecas municipais?
Ou será mesmo o próprio utilizador e teremos de equipar os balcões de empréstimo com caixas registadoras?!

Independentemente de ser da opinião de que o próprio principio do empréstimo pago em bibliotecas públicas está errado, vamos aguardar pela atitude do estado português.

segunda-feira

E depois do Congresso

Depois do congresso é tempo de reflexões e conclusões pessoais.

Esta foi a minha segunda participação no Congresso de BAD, mas foi a minha estreia a apresentar uma comunicação... aliás foram duas!
Acompanhado por mais 7 colegas das Bibliotecas Municipais de Oeiras desloquei-me até aos Açores (Ponta Delgada) para no 9º Congresso de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas apresentar 2 comunicações: "Uma janela para o mundo: bibliotecas e bibliotecários em meio prisional" como resultado da minha investigação de mestrado ainda em curso e "O cliente nem sempre tem sempre razão: princípios de customer service nas Bibliotecas Municipais de Oeiras" em consequência de uma das minhas áreas de trabalho nas Bibliotecas Municipais de Oeiras. Apesar de algum nervosismo a experiência foi muito compensadora e valeu a pena todo o trabalho investido nos últimos meses.

Tal como já tinha reparado no 8º Congresso apercebi-me que existem diferentes graus de qualidade nas comunicações apresentadas, tanto a nível científico, como técnico e até mesmo de capacidade exposição oral. Uma palavra para as apresentações que mesmo quando o secretariado do Congresso informa de que se dispõe de 20 minutos, algumas pessoas trazem apresentações de 30 ou 40 minutos, num claro desrespeito pelos restantes comunicantes e também por quem está a ouvir.
Sugiro que no próximo Congresso a BAD faça como nos Óscares de 2006 em que sempre que alguém ultrapassada o tempo definido a banda começava a tocar!

No entanto, o momento alto do Congresso foi o painel sobre "Blogs no domínio da Ciência da Informação" organizado por Luísa Alvim do Viva biblioteca viva.
Aconteceu um daqueles momentos em que se criam laços entre as pessoas e em que se apercebe que dali podem surgir dinâmicas e contactos que dêem os seus resultados em prol da nossa área profissional.
Das intervenções do Pedro Príncipe, do Adalberto Barreto, do Júlio Anjos, do Paulo Sousa e da Maria Clara Assunção foi possível ver o alcance e o impacto que os blogs podem ter nesta área. As reacções do auditório também ajudaram a antever os desenvolvimentos que ansiosamente se aguardam no biblio-blogosfera.

Vários colegas com quem falei manifestaram algum pesar pela falta de visibilidade que o Congresso de BAD tem, muito embora aconteça apenas de 3 em 3 anos.
Lembro que a comunicação social apenas relata o que é "NOTÍCIA" e apara isso temos de trazer para debate temas que sejam mobilizadores do meio social, tais como o "empréstimo pago" ou a "liberdade no acesso à informação". Da mesma forma importa referir que convém que as decisões saídas de anteriores Congressos tenham seguimento! Alguém sabe que rumo tomou a "Declaração do Estoril" ou a "Moção sobre Formação BAD" aprovadas no 8º Congresso de BAD?! Afinal já passaram 3 anos!

Apesar de me limitar a pagar as cotas da APBAD acho que a associação deveria ter um papel mais activo e interventivo no meio profissional e social! E neste caso contra mim falo.
Acho que a Associação e os seus profissionais deviam trabalhar de forma mais próxima para produzirem mais e melhores resultados para si e para a área profissional. Exige-se muito da BAD, mas os profissionais também não aderem; os profissionais por vezes estão disponíveis, mas a Associação também não responde convenientemente.

Ainda sobre o 9º Congresso de BAD sugiro a leitura das reflexões do Pedro Príncipe.

9º Congresso Nacional de BAD

Até ao próximo dia 30 de Março estarei nos Açores para participar no 9º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.

Tal como refere O Bibliotecário Anarquista nesta fantástica afirmação "pessoas da mesma profissão nunca se reúnem senão para conspirar contra o público em geral" - Robert Anton Wilson.

Fui!

terça-feira

BiblioFesta'07 - dar voz aos poetas

Entre os dias 21 de Março e 21 de Abril Oeiras celebra a poesia. «Dar voz aos poetas» será o mote da BiblioFesta '07, promovida pela Câmara Municipal de Oeiras, através das suas Bibliotecas Municipais.

Entre as muitas actividades que se irão realizar destacamos algumas:

- Abertura da BiblioFesta '07 no Parque dos Poetas (21 de Março)
- O meu poema favorito (gravação de testemunhos pessoais)
- Café com Letras com Pedro Tamen (22 de Março)
- Instalação Multimédia em torno de Cesário Verde
- Poemário (divulgação de poemas inéditos)
- Curso Breve sobre Fernando Pessoa
- Na Primeira Pessoa (leitura de poemas)
- Café com Letras com Manuel Alegre (21 de Abril)




Consulte a newsletter da BiblioFesta'07 aqui.

segunda-feira

Numa livraria perto de si...

Na semana passada uma colega enviou-me por e-mail esta informação/inovação criada pela editora canadiana Harper Collins.

E se os livros tivessem trailers como os filmes?!

E se estes trailers passassem na televisão nos intervalos de filmes, telenovelas e telejornais?!

E se nos cinemas antes da exibição do filme fossem apresentados trailers de livros recentemente editados?!A Harper Collins faz pequenos trailers dos seus livros utilizando imagens alusivas ao enredo do livros, passagens do texto e críticas de especialistas apresentas de forma apelativa e acompanhadas de boas bandas sonoras.

Dificilmente alguém resistiria à leitura destas apresentações!

Depois das capas de alguns livros desafiarem as técnicas gráficas e a imaginação dos editores e designers este pode ser o próximo passo.

sexta-feira

É tudo uma questão de números?!

Para todos aqueles que frequentemente pensam no caminho a dar à colecção de uma biblioteca (e não há gestão da colecção que nos valha!) aqui fica um link para um artigo publicado no Jornal The Kansas City Star sobre esta dúvida:

"Libraries ponder a collective dilemma: Institutions balance the demand for popular titles with the need to carry scholarly books"

A questão que se coloca é se devemos adquirir vários exemplares de títulos que os leitores vão querer ler e consequentemente requisitar, ou devemos pelo contrário distribuir o nosso orçamento na constituição de uma colecção mais equilibrada e representativa dos vários géneros e autores, mesmo sabendo que a taxa de empréstimos dos documentos vai ser menor.

Sabemos que a opção politicamente correcta é a segunda, mas o que fazer quando orçamentos e recursos humanos dependem de empréstimos elevados e grande número de leitores?

Este é mais um dilema de uma profissão cheia de desafios.

terça-feira

Semana da Leitura 2007

Estamos aparentemente na semana da leitura 2007.
Assim, parece estar a decorrer na semana de 5 a 9 de Março de 2007 a semana da leitura, uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura com a Alto Patrocínio da Senhora Doutora Maria Cavaco Silva.

Semanalmente, dou o meu contributo através do contacto directo com os leitores, fazendo sugestões de leitura, mas no âmbito desta semana da leitura contribui para o cumprimento dos objectivos propostos com mais uma sessão dos Grupos de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras.


Das 8 pessoas com filhos em idade escolar a quem perguntei se tinham conhecimento de iniciativas no âmbito desta semana, a maioria (7) revelou desconhecer qualquer alteração ao normal funcionamento das aulas...
Algo não estará a funcionar correctamente.