domingo

A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues

No próximo dia 6 de Março, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, terá lugar a apresentação, a cargo de Eduardo Pitta, do livro de Luís Carmelo (na foto) A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues (Magna Editora).
Autor e apresentador juntar-se-ão depois a um conjunto de pessoas convidadas a debater "o modo como as linguagens seculares (que aprendemos sem ter em conta a rede) se moldam, hoje em dia, à rede e mais concretamente aos blogues." A moderação é da responsabilidade de Paulo Gorjão e os bloggers presentes serão: Carla Hilário Quevedo, Isabela, Pedro Rolo Duarte e Vasco M. Barreto.
Visto no Mundo Pessoa.
Se conseguir vou assistir!

UNESCO e IFLA lançam concurso para criação de logotipo sobre literacia informativa

A UNESCO e a IFLA convidam a propor um logótipo internacional para identificar o trabalho de desenvolvimento das habilidades informativas, igualmente denominado literacia informativa . O objectivo deste logótipo é facilitar a comunicação entre aqueles que levam a cabo projectos de litareacia informativa, a sua comunidade e a sociedade en geral. O logotipo será promovido como um símbolo internacional da literacia informacional em todo o mundo.

Mais informações sobre o concurso na página InfoLit Global.

Fonte: APBAD
Imagem: Biblioteca Pública de Évora

Na página da InfoLit Global é possível ter acesso a muita informação sobre literacia da informação, tais como documentos técnicos, blogs, recursos e ferramentas, tutoriais, notícias sobre formação, notícias etc.).

Mais uma referência aos blogs

O New York Review of Books tem na sua edição actual um texto sobre blogs e os seus impactos na sociedade e nos meios de comunicação actuais.
Apesar de não ser exactamente inovador, o texto revê algumas das principais consequências do fenómeno blog numa perspectiva bastante actualizada. A autora do artigo, Sara Boxer, publicou este mês um livro sobre este tema que foi aguardado com alguma curiosidade - Ultimate Blogs: Masterworks from the Wild Web - uma vez que consiste numa antologia do que de melhor foi publicado em alguns blogs.

quinta-feira

Desejo de bibliotecário!

Aguardo ansiosamente o dia em que em vez toques polifónicos estridentes e pessoas a atenderem os telemóveis aos berros, alguém me surpreenda com um espectáculo destes em plena sala de leitura...



Aproveitando que está a decorrer o concurso do BiblioFilmes aqui fica esta sugestão!

CEF^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life

No dia 14 de Fevereiro, Quinta-feira, pelas 22 horas, na Ilha da UA, terá lugar a apresentação do programa oficial e definitivo do cef^sl 08.
Neste dia serão apresentados os objectivos, o programa e feita uma primeira abordagem aos eventos que terão lugar ao longos dos próximos meses com vista à criação de uma dinâmica e comunidade que promova a difusão, reflexão e discussão em torno das potencialidades do Second Life e dos Ambientes Virtuais 3D em diferentes domínios de actuação. A apresentação ficará a cargo da equipa de docentes e da second.ua
Imagem: CEF^SL 08

quarta-feira

Aprender a jogar ou desenvolvimento de competências de forma lúdica

Vi no BiblioFilmes que as bibliotecas de Carnegie Mellon desenvolveram 2 jogos para ajudar os alunos a desenvolverem competências de pesquisa de informação.
Apesar de não terem sido desenvolvidos para o treino e formação de bibliotecários achei-os muito úteis para esses contextos. Importa relembrar que a utilização de jogos em contexto de formação é já longa e já demonstrou os seus resultados.

Jogo 1 - Within range
Um jogo em que é necessário arrumar livros nas prateleiras utilizando o sistema de classificação do Congresso.






Jogo 2 - I'll get it!
Um jogo em que é necessário seleccionar os melhores recursos de informação tendo em conta os pedidos os utilizadores.






Ambos os jogos poderiam ser utilizados em contexto de formação de bibliotecários. O primeiro pode ser especialmente útil nas aulas de classificação... o jeito que tinha dado a alguns colegas! Já o segundo jogo podia ser utilizado para ensinar a organizar o atendimento na sala de leitura, bem como para seleccionar os melhores recursos de informação de acordo com o pedido efectuado.

Encontrei também outros jogos e sites de interesse sobe a utilização de jogos em processos de aprendizagem, especialmente na área da literacia da informação, dos quais destaco estes dois:

Library Game: Investigating the worlds of gaming and libraries since at least last week
Muita informação sobre a utilização de jogos em processos de aprendizagem: sites, artigos, exemplos de jogos.

Information Literacy Game
Jogo desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte para desenvolver competências dos seus alunos na área da literacia da informação.
IMPORTANTE: Estão disponíveis todos os ficheiros que compõem o jogo para o caso de alguma biblioteca querer adaptá-lo e utilizá-lo! Vamos a isso!

terça-feira

Dia Europeu da Internet Segura

Comemora-se hoje o Dia Europeu da Internet Segura. Tal como nos anos anteriores, espera-se que neste dia 55 países promovam acções de sensibilização sobre a utilização segura da Internet. Este evento é organizado a nível Europeu pelo Insafe, rede de cooperação dos projectos que promovem a sensibilização e a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos cidadãos, e tem Viviane Reding, Comissária Europeia para a Sociedade da Informação e Media, como mandatária.

O projecto Internet Segura, da responsabilidade de um consórcio coordenado pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP e que também envolve a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular/ CRIE do Ministério da Educação, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e a Microsoft Portugal, assegura a representação portuguesa no Insafe e preparou algumas iniciativas a nível nacional para dar relevância à temática da Internet Segura, nomeadamente acções nos Espaços Internet, o lançamento do curriculum JovensOnline.Net, colaboração no desenvolvimento de workshops nas Lojas Ponto JÁ e actividades nas escolas.



Mais informações sobre Internet Segura aqui.

segunda-feira

Vídeo-livros

Ou tenho andado muito distraído ou esta nova estratégia de marketing é realmente muito recente. Descobri na semana passada que a editora D. Quixote faz pequenos vídeos sobre os livros editados e que depois apresenta no site da editora e no YouTube onde tem um canal próprio.

Já tinha conhecimento que algumas editoras estrangeiras, como a Harper Collins, faziam este trabalho de marketing do livro, mas em Portugal ainda não tinha conhecimento.

No canal da D. Quixote estão até ao momento 13 vídeos sobre livros editados com a sua chancela.

Aproveitando esta inovação do mercado editorial português deixo aqui 2 bons exemplos de "vídeo-livros" - uma outra forma de apresentar os livros e de promover a leitura.




domingo

British Study Says "Google Generation" a Myth; Libraries Must Step Up

aqui tinha falado no estudo feito pela Brithis Library e pela JISC sobre as capacidades e competências de informação da chamada "Geração Google".
Agora aqui ficam algumas reflexões para as bibliotecas... o cenário não parece famoso a não ser que se comece a trabalhar noutra direcção: JÁ!
* Young people not very web-literate
* Libraries must make interfaces easier
* Libraries must integrate content with commercial search engines

A new study commissioned by the British Library and JISC (Joint Information Systems Committee) says that the "Google Generation"—youth born or brought up in the Internet age—is not particularly web-literate, and their research traits—impatience in search and navigation and zero tolerance for any delay in satisfying their information needs—are becoming the norm for all age-groups. The lesson for libraries, according to the CIBER research team at University College London, is that they must step up significantly, "both raising awareness of this expensive and valuable content and making the interfaces much more standard and easier to use."

Ian Rowlands, the lead author of the report, Information Behaviour of the Researcher of the Future, said, "Libraries in general are not keeping up with the demands of students and researchers for services that are integrated and consistent with their wider Internet experience." Lynne Brindley, chief executive of the British Library, said, "Libraries have to accept that the future is now. At the British Library we have adopted the digital mindset and have seized many of the opportunities new technology offers to inspire our users to learn, discover and innovate."

The report offers several predictions for 2017 that likely also apply across the ocean to North American libraries. It foresees:

* A unified web culture, as national library services and provision will become far less meaningful
* The inexorable rise of the ebook, with print sales diminished sharply outside leisure markets
* More content explosions, as mass book digitization bears fruit
* Emerging forms of scholarship and publication, including pre-publication release and online peer review
* Virtual forms of publication in various formats
* The semantic web, in which computers become capable of analyzing all the data on the web, especially in areas like science

The report suggests that, as with the discussion about bibliographic control in the United States, libraries must never forget Google: "Given current levels of investment by the big corporate search engines, and static or declining library R&D budgets, it would seem that the only effective strategy is for tighter integration of library content with commercial search engines." Beyond that, further customization is necessary. "The main message of this report for research libraries is that the future is now, not ten years away," the report reads, adding "that they have no option but to understand and design systems around the actual behavior of today's virtual scholar."

The report also cites "a desperate need for a well-funded program of educational research and inquiry into the information and digital literacy skills of our young people. Emerging research findings from the U.S. points to the fact that these skills need to be inculcated during the formative years of childhood.... This will require concerted action between libraries, schools and parents."

quinta-feira

Classificação Aleatória das Profissões II

Após a chamada de atenção da Susana e do Miguel no post anterior, fui confirmar (tal era o espanto) se na página do NetEmprego do IEFP os bibliotecários estão equiparados aos carteiros e a outra coisa ainda mais engraçada que são os trabalhadores similares (seja lá isto o que for!)
A resposta está na imagem:


Se for possível escolher entre telefonista, recepcionista, carteiro ou trabalhadores similares talvez a mais interessante seja a de.... cada um que escolha! :-\
Imagem: IEFP (NetEmprego)

quarta-feira

Grupos de Leitores II

Para quem ainda não se apercebeu desde Janeiro de 2007 que modero-dinamizo-oriento (ainda não sei exactamente o que lhe chamar!) um Grupo de Leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras.

Apesar de esta ser já uma aspiração antiga das Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO), só em finais de 2006 é que se reuniram as condições necessárias e eu pessoalmente me senti preparado para coordenar este projecto nas BMO.

Para esta minha decisão em muito contribuiu o estágio que efectuei na Biblioteca de Peñaranda de Bracamonte (Salamanca) pertencente à Fundación Germán Sanchez Ruipérez ao abrigo do Programa Leonardo Da Vinci.
Durante o curso de Pós-Graduação já muito me tinham falado nesta biblioteca quase mítica e onde um conjunto de excelentes profissionais desenvolvia um trabalho exemplar para um comunidade muito interessada e dedicada. Ter tido o oportunidade de ver este trabalho de perto e acompanhar algumas das suas rotinas e procedimentos, foi mais produtivo do que qualquer experiência profissional que tinha tido até então. A forma de trabalhar, a relação com os leitores, os objectivo a que se propunham tudo se tornou mais claro e mais lógico depois deste estágio.

O mesmo aconteceu face a trabalho que desenvolviam com os Taller de lectura para adultos. Num ambiente de total informalidade e descontracção conseguiram logo na primeira edição 30 pessoas com profissões variadas como professores, domésticas, mecânicos, estudantes, reformados, advogados, engenheiros e arquitectos. As sessões decorriam semanalmente na biblioteca, no café, na praça central, no jardim... em qualquer local onde fosse mais fácil juntar todos os inscritos.
A ideia principal era sempre a de ir onde as pessoas queriam estar!

Imagem: FGSR
(continua)

terça-feira

Classificação Aleatória das Profissões I

Hoje ao pesquisar informação sobre classificações de profissões e exemplos de grupos profissionais em vários páginas de Internet, encontrei esta classificação que me deixou totalmente admirado!!!
Para esta empresa luso-francesa recepcionista, telefonista e bibliotecário é tudo a mesma coisa?!?!?!?!


Já tinha visto listas de profissões onde constava palhaço e astrólogo, mas onde bibliotecário ou documentalista tinha de ir para a secção de outras profissões... Mas esta é totalmente nova!

Agradeço ao meu colega Miguel o envio desta informação.

Computer Literacy Doesn't Mean Information Literacy. Novidade ou talvez não?!

Um relatório recente (Information behaviour of the researcher of the future) coordenado pela Brithish Library e pelo JISC concluiu que a nova geração de estudantes universitários, mais expostos à Internet do que qualquer outra, pode não ter tantas capacidades de pesquisa de informação como se podia pensar.

O relatório chega à conclusão de que a geração Google (os que nasceram após 1993 e que não se lembram de quando a utilização da Internet não era generalizada) podem possuir altos índices de literacia computacional, o que não significa que tenham um bom nível de literacia de informação.
O estudo aponta como principais problemas os seguintes aspectos:

- não desenvolvem boas técnicas de pesquisa para encontrarem informação de qualidade;

- podem encontrar informação na Internet com grande rapidez, mas depois não sabem avaliar avaliar a qualidade da informação encontrada;

- não compreendem o que é de facto a Internet: um grande rede com conteúdos muito desiguais;

O relatório salienta as implicações destes problemas para os bibliotecários. Recomenda que as biblioteca disponibilizem recursos mais semelhantes com os da Internet, como o Google, e que se adaptem às novas formas de recolha de informação utilização pelos jovens.
Neste contexto surge também o estudo do Pew Internet & American Life Project, onde é referido que que a faixa etária entre os 18 e os 30 anos são os que mais utilizam as bibliotecas (essencialmente para aceder à Internet), o que nos faz pensar que as bibliotecas deviam deviam trabalhar afincadamente no ensino dos seus utilizadores com vista ao desenvolvimento de competências de informação ao nível da pesquisa, selecção e avaliação da informação.

Este relatório recordou-me algumas situações que observei durante o Oeiras Internet Challenge 2007 e que só agora vou partilhar:

- Idade não é sinónimo de capacidade
Muitas das melhores equipas eram alunos do secundário que eliminaram jovens universitários.

- Experiência não é tudo
As equipas que no ano anterior chegaram à final, desta vez foram eliminadas muito antes da fase final.

- Internet não é só texto
Falta ainda desenvolver competências a nível dos vários recursos disponíveis na Internet: texto, som e imagem.

- Internet não é o Google
Para muitas pessoas Internet e Google são sinónimos.

- Nem tudo o que está na Internet é verdade
As referidas capacidades de competências informacionais de pesquisa, selecção e avaliação da informação que é urgente trabalhar e desenvolver.

O relatório do JISC pode ser consultado aqui.

segunda-feira

Grupos de Leitores

A partir de hoje inicio aqui um conjunto de post dedicados aos Grupos de Leitores, como resultado da minha experiência na orientação do grupo de leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras e na coordenação deste projecto nas Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO).
Actualmente existem 3 grupos de leitores a funcionar nas BMO (Oeiras, Carnaxide e Algés) todos orientados por técnicos das bibliotecas.
Desde o início que o principal objectivo foi o de criar um espaço para troca de opiniões e partilha de experiências de leitura, construindo um espaço quinzenal de sociabilização em torno do livro e da leitura, sem dirigismos, academismos e tentativas de formatar opiniões e consciências no âmbito da literatura. Num ambiente informal falamos sobre o livro, conversando sobre o enredo e descobrindo o autor. Para tornar as sessões mais convidativas e informais todas as sessões são acompanhadas de bolinhos, sumos e água...

Daí que pergunte, tal como refere o bibliotecário anarquista, se isto será uma piada a quem durante as sessões dos grupos de leitores oferece bolinhos... Humm?!



Visto no Biblioteca 3G.

JL - 20 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

Depois de 3 quiosques de bairro, 2 papelarias, 1 hipermercado e uma loja, parte de um grande cadeia de distribuição de jornais e revistas, consegui finalmente um exemplar do número do JL dedicado aos 20 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Não sei o que se passou esta semana mas foi complicado encontrar o JL... alguém até estava disposto a vender-me o seu exemplar por 500 euros!

Vou dar uma vista de olhos e depois volto!

domingo

Novo blog - Theca libraria

Vi no EXTRATEXTO que Eduardo de Freitas, sociólogo e investigador da leitura, tem desde o início do mês um blog - theca libraria.

Para quem já leu/consultou o livro Hábitos de Leitura - Um Inquérito à População Portuguesa coordenado por Eduardo de Freitas estará de acordo que com este novo espaço de comunicação todos teremos a ganhar e a aprender.

sexta-feira

Eleições na BAD - Triénio 2008-2010

Os resultados das eleições, que ocorreram no passado dia 16 de Janeiro, para os Orgãos Nacionais e para as Delegações Regionais da BAD no triénio 2008-2010 podem ser consultados na página da Associação.
Aos eleitos os meus parabéns e desejos de um bom trabalho em prol da profissão e dos seus profissionais.

quinta-feira

Livraria Lello considerada uma das mais belas do mundo

Nos últimos meses tenho falado aqui de algumas livrarias que são verdadeiras obras de arte. Resultante do meu interesse por livros e pelos espaços por eles ocupados (bibliotecas ou livrarias) falei aqui de 3 bons exemplos de como a arte e os livros se podem associar. Curiosamente essas 3 livrarias foram agora seleccionadas pelo jornal inglês The Guardian como as 3 mais belas livrarias do mundo:

1º lugar - Selexyz Dominicanen (Maastricht, Holanda)
2º lugar - El Ateneo (Buenos Aires, Argentina)
3º lugar - Lello (Porto, Portugal)

A centenária Livraria Lello, no Porto, é considerada a terceira mais bela do mundo pelo The Guardian. O jornal inglês chama-lhe "divina", mas quem aparece no topo da lista é uma antiga igreja de Maastricht, Holanda, transformada na casa dos livros.
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita.

Das muitas casas livreiras que conhece, Antero Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro.
A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão.
É com pequenos pormenores, diz Antero Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."
Fonte: Diário de Notícias

terça-feira

Maslow e os blogs

E se fizessemos uma correspondência entre as necessidades expressas na pirâmide de Maslow e os nossos blogs... Será possível?! Dará resultado?
Um blogger espanhol acha que sim e por isso apresenta a hierarquia das necessidades básicas para blogs/blogger:

"Necesidades fisiológicas básicas
Lo primero que necesita un blog es un nombre que le dé vida, una plataforma sobre la que asentarse y establecer sus raíces y una temática principal sobre la que versará su contenido. Una vez que se ha producido su nacimiento al seguir estos tres pasos es imprescindible determinar su frecuencia de respiración, actualizándolo a menudo y llenándolo de contenido único y original.

Seguridad
Una vez que el blog cobra vida y cumple los requisitos necesarios para asegurar su existencia, ha de protegerse de ataques externos como por ejemplo del SPAM, de la violación del copyright, de cualquier problema técnico que impida su visualización y de otros conflictos que puedan surgir con el resto de blogs que rodean su entorno.

Aceptación social
Se caracterizan por el deseo de pertenecer a un grupo, relacionarse con los demás, asociarse y participar en el mayor número de eventos posibles. ¿Quién no ha registrado su blog en cientos de directorios, comunidades y redes para darlo a conocer y compartir experiencias con otros bloggers? Es algo que todo blogger hace siempre inmediatamente al crear un blog para aumentar su popularidad, relacionarse con los demás, intercambiar su punto de vista, compartir un proyecto con otros bloggers, hacer amigos dentro de la blogosfera, etc.

Autoestima
Se alcanza con el reconocimiento del trabajo y el esfuerzo empleado en el blog por parte de todas aquellas personas ajenas que comparten sus impresiones sobre la obra con el autor, a través de comentarios, e-mails, enlaces hacia el contenido, etc.

Autorealización
Es el peldaño más alto al que podemos subir dentro de esta jerarquía con forma piramidal. Todo lo anterior carece de sentido alguno desde un punto de vista personal y emocional si no existe una satisfacción personal interna, si no se conoce el sentido de la vida y la razón de ser del blog en cuestión y si a pesar de alcanzar el éxito o la fama dentro del concierto social, no hay nada que haga activar el faro que apunta hacia la felicidad o el bienestar de tu interior cuando escribes en tu blog."
Se as hierarquias de necessidades de Maslow forem adaptadas aos blogs teremos um blog de sucesso?

segunda-feira

Ainda as leituras abençoadas

No seguimento do post anterior e depois da referência da Susana lembrei-me que por cá também já temos um antigo local de culto transformado em local de cultura e lazer - biblioteca municipal.
A Biblioteca Municipal de Miranda do Douro está instalada na capela do antigo Convento dos Frades Trinos. O projecto assinado pelos arquitectos Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro transformou este edifício, que em 1998 estava devoluto e em avanço estado de degradação, na biblioteca municipal desta cidade transmontana.
Infelizmente ainda não tenho imagens do interior da biblioteca mas pelo menos até final de Março vou conseguir mostrar aqui (espero eu!) o resultado da intervenção feita no interior.
Até lá deixo aqui imagens do exterior da biblioteca.

Na página do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana é possível consultar o SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico e ficar a saber mais sobre a história do edifício e sobre a intervenção arquitectónica realizada.