terça-feira

Changing the Way Libraries Do Business: Meeting the Challenges of the Web 2.0 World

Come hear five experts who wished for change and then made it happen, through Web 2.0 technologies and more. You’ll walk away from this day-long session, co-sponsored by OCLC Eastern and SOLINET, with practical information you can implement immediately at your library.

Speakers include:

Playing to Learn in the Summer of ’07: How 23 Things Opened the Door to Web 2.0 for Maryland Public Library Staff by Jennifer Howell (Western Maryland Public Libraries)
Maryland is the first state to launch a statewide Web 2.0 self-paced learning program for public library staff. The program, Maryland Libraries Learning 2.0, is based on a Public Library of Charlotte & Mecklenburg County (NC) program. This session describes the program and its impact on library staff and services.

JMO, HTH! Social Networking in Academic Libraries by Jamie W. Coniglio (George Mason University on Public Services)
This session overviews social networking activities at various academic libraries, including experiments and experiences of the Fenwick Library Reference Department at George Mason University

LibraryThing for Libraries by Kate Sheehan (Darien Public Library on Automation)
LibraryThing for Libraries has provided a fun and easy gateway to Danbury (CT) Public Library’s catalog. Learn how Danbury Public implemented this tool and how it can benefit you and your library.

Quem no próximo dia 20 de Março tiver o dia livre pode dar um salto até Atlanta e por 110 dolares (inclui documentação, pequeno-almoço e almoço) pode aprender mais umas coisas sobre a Web 2.0 e de como este fenómeno afecta o trabalho das bibliotecas e potencia a interacção com os utilizadores.

Mais informações aqui.

segunda-feira

Conversas de biblioteca IX

Uma senhora aproxima-se do bibliotecário na sala de leitura e diz:
- Bom dia, pode-me ver se têm na biblioteca o livro "Stress no dia-a-dia"?
- Bom dia, vamos então confirmar no catálogo se temos esse livro - responde o bibliotecário.
Depois de confirmar que o livro não existe na biblioteca o técnico sugere:
- Infelizmente não temos esse livro, mas temos outros sobre o mesmo tema.

- Não é preciso! Eu precisava era mesmo deste livro! Talvez seja até melhor comprar - responde a senhora.
- Nesse caso talvez possamos ver se o livro está disponível em alguma livraria da área de Lisboa. Talvez uma que fique aqui perto da biblioteca!? - sugere o bibliotecário.
- Não vale a pena ver na livraria aqui perto... porque eles não têm esse livro de momento. Foi o senhor da livraria que me sugeriu ver se o livro existia aqui!

Depois ainda dizem que as bibliotecas e as livrarias são inimigos que competem pelos mesmo tipos de públicos. Já para nem falar em empréstimo pago com a justificação dos direitos de autor.

domingo

Leituras reais sobre mundos virtuais

Depois de algumas horas no Second Life, muitas conversas com o Miguel e algumas leituras na Internet achei que estava na altura de aprofundar os meus conhecimentos sobre esta plataforma.

Este fim-de-semana numa visita a uma livraria encontrei estes 2 livros e achei que podiam ser uma boa compra para entrar a fundo no mundo virtual do Second Life!
O primeiro que encontrei foi o novo livro de José Antunes - Mundos Virtuais - editado pela Porto Editora e cujo lançamento online, no Second Life, decorreu na passada 5ª feira na ilha da Universidade do Porto. Infelizmente e devido a um equivoco "virtual" cheguei ao local do lançamento no momento exacto em que tinha terminado.
Mais à frente encontrei a 2ª edição de Second Life: the official guide, editado pela Wiley Publishing e da autoria da própria Linden Labs.
Apesar do risco de desactaulização optei por adquirir este livro e ficar com uma opinião mais estruturada sobre o Second Life: o que é, como é e para o que pode servir esta plataforma, tudo explicado por quem trabalha para desenvolver este novo espaço revolucionário de sociabilização, lazer e aprendizagem.
Vou tentar aprender mais alguma coisa sobre o SL e depois vou dando conta aqui no blog.

sábado

III Encontro Ibérico de Docentes e Investigadores em Informação e Documentação

O grupo regional ibérico da EDIBCIC (Associação de Educação e Investigação em Biblioteconomia, Arquivistica, Ciências da Informação e Documentação Iberoamericana e Caribe) e o Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Universidade de Salamanca organizam o III Encontro Ibérico de Docentes e Investigadores em Informação e Documentação que, sob o tema "Formação, investigação e mercado laboral em Informação e Documentação em Portugal e Espanha", que decorre de 5 a 7 e Maio de 2008 na Faculdade de Tradução e Documentação da Universidade de Salamanca.
Este encontro pretende constituir-se como um fórum de debate aberto e como uma ferramenta no auxílio ao (re)conhecimento pessoal e profissional dos docentes, investigadores e gestores de informação de Portugal e Espanha, de forma a tornar-se local de projectos de colaboração e de enriquecimento profissional.

Mais informações aqui.


Numa altura em que a profissão em Portugal também poderá estar à beira de uma mudança radical ao nível da formação e numa altura em que o mercado tradicional parece estar saturado seria interessante reflectir sobre a formação e o mercado de trabalho especificamente em Portugal.

terça-feira

Portal da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas

Desde a semana passada (pelo menos só reparei nessa altura) que está disponível o Portal da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas (RCBP).
Apresentada publicamente durante o 12º Encontro Nacional de Bibliotecário da RNBP, que decorreu nos dias 22 e 23 de Junho de 2005, a RCBP é um projecto da iniciativa da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, desenvolvido em parceria com os Municípios e co-financiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento.
Ainda em fase experimental, este portal tem por objectivo disponibilizar recursos e serviços para as bibliotecas, e fomentar, entre estas, o diálogo e a cooperação, contribuindo assim para a consolidação da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Para além de informação e recursos interessantes (alguns já disponíveis, outros a apresentar brevemente) para os bibliotecários, de salientar a listagem de alguns blogs de profissionais de biblioteca e documentação. Que eu tenha conhecimento é a primeira listagem oficial de blogs na nossa área!
Imagem: RCBP

segunda-feira

"Livrarias devem ser serviço público"

A edição de Domingo do Jornal de Notícias apresenta um artigo que tem como título "Livrarias devem ser serviços público".
Neste artigo, Américo Ameal da livraria Byblos diz aquilo que mais me deixou a pensar:
Há jovens que passam tardes, sentados no chão, a devorarem livros. Mas, esses, que hoje não compram nada, vão ser os mesmos que no futuro vão comprar muitos livros para os filhos". E insiste que o lema deve ser: "Venha, leia, se quiser, compre".
As bibliotecas têm realmente muito a aprender com as livrarias!
Isto fez-me lembrar um trabalho que diz durante a pós-graduação em que debatia exactamente esta relação entre bibliotecas e livrarias. Tenho de procurar este texto e trazer novamente aqui esta questão!

Guia prático sobre Second Life

O jornalista do semanário Expresso José Antunes lança dia 28 na Internet um guia prático de 80 páginas sobre o mundo virtual Second Life (SL), anunciou hoje a Porto Editora (PD).
O livro "Mundos Virtuais" vai ser lançado na ilha da Universidade do Porto (UP) do SL pelo avatar (personagem virtual) de José Antunes, Gaia Bosh.
"Este guia destina-se a todas as pessoas que ouviram falar em SL, que têm alguma curiosidade em espreitar, mas não sabem bem como", explica José Antunes, para quem o Second Life "é a próxima fase da Internet".
José Antunes tornou-se, em 2007, o primeiro enviado de um jornal português ao SL, mantendo na edição online do Expresso um dossier sobre o mais famoso mundo virtual.
"Com este lançamento virtual, uma parceria com a UP, a Porto Editora torna-se na primeira editora a publicar uma obra recorrendo a uma das mais populares e promissoras ferramentas tecnológicas da actualidade, o SL", refere a PD, em comunicado.

O Second Life foi lançado oficialmente em Maio de 2003 pela empresa norte-americana Linden Lab, tendo actualmente mais de 12 milhões de avatares (personagens virtuais) registados, dos quais cerca de 100 mil são portugueses.
Depois de uma primeira fase de acesso pago, o SL passou a permitir a entrada gratuita de novos "residentes", que, contudo, precisam de comprar linden dólares para poderem adquirir terrenos ou objectos no mundo virtual.
Portugal é o 15º país em número de avatares activos (já chegou a ser 12º), de acordo com as estatísticas oficiais referentes a Novembro de 2007.

Fonte: RTP
Imagem: Blog Discursos do outro mundo
(As hiperligações são minhas)

Confesso que estou curioso para ler em este livro!
Ainda na semana passada falava com um amigo sobre o facto de não existir nenhum livro em português sobre o Second Life. Cá está ele!


domingo

A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues

No próximo dia 6 de Março, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, terá lugar a apresentação, a cargo de Eduardo Pitta, do livro de Luís Carmelo (na foto) A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues (Magna Editora).
Autor e apresentador juntar-se-ão depois a um conjunto de pessoas convidadas a debater "o modo como as linguagens seculares (que aprendemos sem ter em conta a rede) se moldam, hoje em dia, à rede e mais concretamente aos blogues." A moderação é da responsabilidade de Paulo Gorjão e os bloggers presentes serão: Carla Hilário Quevedo, Isabela, Pedro Rolo Duarte e Vasco M. Barreto.
Visto no Mundo Pessoa.
Se conseguir vou assistir!

UNESCO e IFLA lançam concurso para criação de logotipo sobre literacia informativa

A UNESCO e a IFLA convidam a propor um logótipo internacional para identificar o trabalho de desenvolvimento das habilidades informativas, igualmente denominado literacia informativa . O objectivo deste logótipo é facilitar a comunicação entre aqueles que levam a cabo projectos de litareacia informativa, a sua comunidade e a sociedade en geral. O logotipo será promovido como um símbolo internacional da literacia informacional em todo o mundo.

Mais informações sobre o concurso na página InfoLit Global.

Fonte: APBAD
Imagem: Biblioteca Pública de Évora

Na página da InfoLit Global é possível ter acesso a muita informação sobre literacia da informação, tais como documentos técnicos, blogs, recursos e ferramentas, tutoriais, notícias sobre formação, notícias etc.).

Mais uma referência aos blogs

O New York Review of Books tem na sua edição actual um texto sobre blogs e os seus impactos na sociedade e nos meios de comunicação actuais.
Apesar de não ser exactamente inovador, o texto revê algumas das principais consequências do fenómeno blog numa perspectiva bastante actualizada. A autora do artigo, Sara Boxer, publicou este mês um livro sobre este tema que foi aguardado com alguma curiosidade - Ultimate Blogs: Masterworks from the Wild Web - uma vez que consiste numa antologia do que de melhor foi publicado em alguns blogs.

quinta-feira

Desejo de bibliotecário!

Aguardo ansiosamente o dia em que em vez toques polifónicos estridentes e pessoas a atenderem os telemóveis aos berros, alguém me surpreenda com um espectáculo destes em plena sala de leitura...



Aproveitando que está a decorrer o concurso do BiblioFilmes aqui fica esta sugestão!

CEF^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life

No dia 14 de Fevereiro, Quinta-feira, pelas 22 horas, na Ilha da UA, terá lugar a apresentação do programa oficial e definitivo do cef^sl 08.
Neste dia serão apresentados os objectivos, o programa e feita uma primeira abordagem aos eventos que terão lugar ao longos dos próximos meses com vista à criação de uma dinâmica e comunidade que promova a difusão, reflexão e discussão em torno das potencialidades do Second Life e dos Ambientes Virtuais 3D em diferentes domínios de actuação. A apresentação ficará a cargo da equipa de docentes e da second.ua
Imagem: CEF^SL 08

quarta-feira

Aprender a jogar ou desenvolvimento de competências de forma lúdica

Vi no BiblioFilmes que as bibliotecas de Carnegie Mellon desenvolveram 2 jogos para ajudar os alunos a desenvolverem competências de pesquisa de informação.
Apesar de não terem sido desenvolvidos para o treino e formação de bibliotecários achei-os muito úteis para esses contextos. Importa relembrar que a utilização de jogos em contexto de formação é já longa e já demonstrou os seus resultados.

Jogo 1 - Within range
Um jogo em que é necessário arrumar livros nas prateleiras utilizando o sistema de classificação do Congresso.






Jogo 2 - I'll get it!
Um jogo em que é necessário seleccionar os melhores recursos de informação tendo em conta os pedidos os utilizadores.






Ambos os jogos poderiam ser utilizados em contexto de formação de bibliotecários. O primeiro pode ser especialmente útil nas aulas de classificação... o jeito que tinha dado a alguns colegas! Já o segundo jogo podia ser utilizado para ensinar a organizar o atendimento na sala de leitura, bem como para seleccionar os melhores recursos de informação de acordo com o pedido efectuado.

Encontrei também outros jogos e sites de interesse sobe a utilização de jogos em processos de aprendizagem, especialmente na área da literacia da informação, dos quais destaco estes dois:

Library Game: Investigating the worlds of gaming and libraries since at least last week
Muita informação sobre a utilização de jogos em processos de aprendizagem: sites, artigos, exemplos de jogos.

Information Literacy Game
Jogo desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte para desenvolver competências dos seus alunos na área da literacia da informação.
IMPORTANTE: Estão disponíveis todos os ficheiros que compõem o jogo para o caso de alguma biblioteca querer adaptá-lo e utilizá-lo! Vamos a isso!

terça-feira

Dia Europeu da Internet Segura

Comemora-se hoje o Dia Europeu da Internet Segura. Tal como nos anos anteriores, espera-se que neste dia 55 países promovam acções de sensibilização sobre a utilização segura da Internet. Este evento é organizado a nível Europeu pelo Insafe, rede de cooperação dos projectos que promovem a sensibilização e a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos cidadãos, e tem Viviane Reding, Comissária Europeia para a Sociedade da Informação e Media, como mandatária.

O projecto Internet Segura, da responsabilidade de um consórcio coordenado pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP e que também envolve a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular/ CRIE do Ministério da Educação, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e a Microsoft Portugal, assegura a representação portuguesa no Insafe e preparou algumas iniciativas a nível nacional para dar relevância à temática da Internet Segura, nomeadamente acções nos Espaços Internet, o lançamento do curriculum JovensOnline.Net, colaboração no desenvolvimento de workshops nas Lojas Ponto JÁ e actividades nas escolas.



Mais informações sobre Internet Segura aqui.

segunda-feira

Vídeo-livros

Ou tenho andado muito distraído ou esta nova estratégia de marketing é realmente muito recente. Descobri na semana passada que a editora D. Quixote faz pequenos vídeos sobre os livros editados e que depois apresenta no site da editora e no YouTube onde tem um canal próprio.

Já tinha conhecimento que algumas editoras estrangeiras, como a Harper Collins, faziam este trabalho de marketing do livro, mas em Portugal ainda não tinha conhecimento.

No canal da D. Quixote estão até ao momento 13 vídeos sobre livros editados com a sua chancela.

Aproveitando esta inovação do mercado editorial português deixo aqui 2 bons exemplos de "vídeo-livros" - uma outra forma de apresentar os livros e de promover a leitura.




domingo

British Study Says "Google Generation" a Myth; Libraries Must Step Up

aqui tinha falado no estudo feito pela Brithis Library e pela JISC sobre as capacidades e competências de informação da chamada "Geração Google".
Agora aqui ficam algumas reflexões para as bibliotecas... o cenário não parece famoso a não ser que se comece a trabalhar noutra direcção: JÁ!
* Young people not very web-literate
* Libraries must make interfaces easier
* Libraries must integrate content with commercial search engines

A new study commissioned by the British Library and JISC (Joint Information Systems Committee) says that the "Google Generation"—youth born or brought up in the Internet age—is not particularly web-literate, and their research traits—impatience in search and navigation and zero tolerance for any delay in satisfying their information needs—are becoming the norm for all age-groups. The lesson for libraries, according to the CIBER research team at University College London, is that they must step up significantly, "both raising awareness of this expensive and valuable content and making the interfaces much more standard and easier to use."

Ian Rowlands, the lead author of the report, Information Behaviour of the Researcher of the Future, said, "Libraries in general are not keeping up with the demands of students and researchers for services that are integrated and consistent with their wider Internet experience." Lynne Brindley, chief executive of the British Library, said, "Libraries have to accept that the future is now. At the British Library we have adopted the digital mindset and have seized many of the opportunities new technology offers to inspire our users to learn, discover and innovate."

The report offers several predictions for 2017 that likely also apply across the ocean to North American libraries. It foresees:

* A unified web culture, as national library services and provision will become far less meaningful
* The inexorable rise of the ebook, with print sales diminished sharply outside leisure markets
* More content explosions, as mass book digitization bears fruit
* Emerging forms of scholarship and publication, including pre-publication release and online peer review
* Virtual forms of publication in various formats
* The semantic web, in which computers become capable of analyzing all the data on the web, especially in areas like science

The report suggests that, as with the discussion about bibliographic control in the United States, libraries must never forget Google: "Given current levels of investment by the big corporate search engines, and static or declining library R&D budgets, it would seem that the only effective strategy is for tighter integration of library content with commercial search engines." Beyond that, further customization is necessary. "The main message of this report for research libraries is that the future is now, not ten years away," the report reads, adding "that they have no option but to understand and design systems around the actual behavior of today's virtual scholar."

The report also cites "a desperate need for a well-funded program of educational research and inquiry into the information and digital literacy skills of our young people. Emerging research findings from the U.S. points to the fact that these skills need to be inculcated during the formative years of childhood.... This will require concerted action between libraries, schools and parents."

quinta-feira

Classificação Aleatória das Profissões II

Após a chamada de atenção da Susana e do Miguel no post anterior, fui confirmar (tal era o espanto) se na página do NetEmprego do IEFP os bibliotecários estão equiparados aos carteiros e a outra coisa ainda mais engraçada que são os trabalhadores similares (seja lá isto o que for!)
A resposta está na imagem:


Se for possível escolher entre telefonista, recepcionista, carteiro ou trabalhadores similares talvez a mais interessante seja a de.... cada um que escolha! :-\
Imagem: IEFP (NetEmprego)

quarta-feira

Grupos de Leitores II

Para quem ainda não se apercebeu desde Janeiro de 2007 que modero-dinamizo-oriento (ainda não sei exactamente o que lhe chamar!) um Grupo de Leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras.

Apesar de esta ser já uma aspiração antiga das Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO), só em finais de 2006 é que se reuniram as condições necessárias e eu pessoalmente me senti preparado para coordenar este projecto nas BMO.

Para esta minha decisão em muito contribuiu o estágio que efectuei na Biblioteca de Peñaranda de Bracamonte (Salamanca) pertencente à Fundación Germán Sanchez Ruipérez ao abrigo do Programa Leonardo Da Vinci.
Durante o curso de Pós-Graduação já muito me tinham falado nesta biblioteca quase mítica e onde um conjunto de excelentes profissionais desenvolvia um trabalho exemplar para um comunidade muito interessada e dedicada. Ter tido o oportunidade de ver este trabalho de perto e acompanhar algumas das suas rotinas e procedimentos, foi mais produtivo do que qualquer experiência profissional que tinha tido até então. A forma de trabalhar, a relação com os leitores, os objectivo a que se propunham tudo se tornou mais claro e mais lógico depois deste estágio.

O mesmo aconteceu face a trabalho que desenvolviam com os Taller de lectura para adultos. Num ambiente de total informalidade e descontracção conseguiram logo na primeira edição 30 pessoas com profissões variadas como professores, domésticas, mecânicos, estudantes, reformados, advogados, engenheiros e arquitectos. As sessões decorriam semanalmente na biblioteca, no café, na praça central, no jardim... em qualquer local onde fosse mais fácil juntar todos os inscritos.
A ideia principal era sempre a de ir onde as pessoas queriam estar!

Imagem: FGSR
(continua)

terça-feira

Classificação Aleatória das Profissões I

Hoje ao pesquisar informação sobre classificações de profissões e exemplos de grupos profissionais em vários páginas de Internet, encontrei esta classificação que me deixou totalmente admirado!!!
Para esta empresa luso-francesa recepcionista, telefonista e bibliotecário é tudo a mesma coisa?!?!?!?!


Já tinha visto listas de profissões onde constava palhaço e astrólogo, mas onde bibliotecário ou documentalista tinha de ir para a secção de outras profissões... Mas esta é totalmente nova!

Agradeço ao meu colega Miguel o envio desta informação.

Computer Literacy Doesn't Mean Information Literacy. Novidade ou talvez não?!

Um relatório recente (Information behaviour of the researcher of the future) coordenado pela Brithish Library e pelo JISC concluiu que a nova geração de estudantes universitários, mais expostos à Internet do que qualquer outra, pode não ter tantas capacidades de pesquisa de informação como se podia pensar.

O relatório chega à conclusão de que a geração Google (os que nasceram após 1993 e que não se lembram de quando a utilização da Internet não era generalizada) podem possuir altos índices de literacia computacional, o que não significa que tenham um bom nível de literacia de informação.
O estudo aponta como principais problemas os seguintes aspectos:

- não desenvolvem boas técnicas de pesquisa para encontrarem informação de qualidade;

- podem encontrar informação na Internet com grande rapidez, mas depois não sabem avaliar avaliar a qualidade da informação encontrada;

- não compreendem o que é de facto a Internet: um grande rede com conteúdos muito desiguais;

O relatório salienta as implicações destes problemas para os bibliotecários. Recomenda que as biblioteca disponibilizem recursos mais semelhantes com os da Internet, como o Google, e que se adaptem às novas formas de recolha de informação utilização pelos jovens.
Neste contexto surge também o estudo do Pew Internet & American Life Project, onde é referido que que a faixa etária entre os 18 e os 30 anos são os que mais utilizam as bibliotecas (essencialmente para aceder à Internet), o que nos faz pensar que as bibliotecas deviam deviam trabalhar afincadamente no ensino dos seus utilizadores com vista ao desenvolvimento de competências de informação ao nível da pesquisa, selecção e avaliação da informação.

Este relatório recordou-me algumas situações que observei durante o Oeiras Internet Challenge 2007 e que só agora vou partilhar:

- Idade não é sinónimo de capacidade
Muitas das melhores equipas eram alunos do secundário que eliminaram jovens universitários.

- Experiência não é tudo
As equipas que no ano anterior chegaram à final, desta vez foram eliminadas muito antes da fase final.

- Internet não é só texto
Falta ainda desenvolver competências a nível dos vários recursos disponíveis na Internet: texto, som e imagem.

- Internet não é o Google
Para muitas pessoas Internet e Google são sinónimos.

- Nem tudo o que está na Internet é verdade
As referidas capacidades de competências informacionais de pesquisa, selecção e avaliação da informação que é urgente trabalhar e desenvolver.

O relatório do JISC pode ser consultado aqui.