segunda-feira

Livros voadores

Durante as minhas navegações pelo Flickr encontrei um conjunto de fotos que achei muito interessantes e resolvi ir investigar.
Acabei por descobrir o trabalho de Ignácio Rabago e o conjunto de instalações a que chamou de Babel Library. Apesar do nome não ser original as instalações produzem bastante impacto visual sendo que a que mais me chamou à atenção foi a Babel Library IX - uma instalação feita na escadaria da biblioteca da UC Berkeley em 2005.

Nesta instalação Ignácio Rabago contou com a colaboração de uma equipa de alunos da universidade que ao longo de mais de uma semana furaram cerca de 300 livros que tinham sido abatidos da biblioteca.
A orientação de cada livro e a inclinação de cada uma das linhas foi dada pelo artista.

Mais informações sobre esta instalação aqui.
Mais informações sobre Ignacio Diaz de Rabago aqui.

quarta-feira

Oeiras Internet Challenge 2007

Pela segunda vez as Bibliotecas Municipais de Oeiras organizam o Torneio Oeiras Internet Challenge, uma competição a realizar durante todo o próximo dia 24 de Novembro (sábado). Dirigido prioritariamente ao público juvenil (a partir dos 13 anos), este torneio pretende cativar os jovens para participar num conjunto de provas que para além de divulgar a utilização da Internet, pretendem incentivar a pesquisa de informação na web, conjugando a vertente lúdica e de aprendizagem.


Mais informações em http://oeirasinternetchallenge.blogspot.com

terça-feira

Mais sobre audiolivros

Depois de já aqui ter anunciado a colecção de audiolivros lançada pela editora 101noites, deixo agora aqui mais uma iniciativa em torno destes bons companheiros de viagem.
Já agora aproveito para perguntar se alguém já ouviu estes ou outros audiolivros em viagem? Como nas próximas semanas vou ter de fazer uma viagem longa queria uma opinião.

Esta conferência realiza-se amanhã no Museu da Electricidade (Central Tejo) às 18:30.
Imagem: 101noites

quinta-feira

Nunca leio um livro que tenho de criticar; influencia-me muito!*

Um amigo que sabe que estou a moderar um Grupo de Leitores enviou-me (como provocação) um artigo - Faking it - que foi publicado no New York Times sobre um livro que tem estado nos TOPs em França: How to Talk About Books You Haven’t Read (Como Falar dos Livros que Não Lemos?) de Pierre Bayard.

Por mais estranho que esta situação possa parecer - tendo em conta as minhas actuais funções no Grupo de Leitores - tenho de reconhecer que tal situação é possível e mais frequente do que se possa imaginar. Já todos ouvidos alguém falar com bastante propriedade de livros sobre os quais se nota que só leram a contracapa, deduziram pelo título ou pelo género literário do autor, ou seja, personagens muito semelhantes à do "Pacheco" criada por Eça de Queirós.

A edição portuguesa é da Verso de Kapa que apresenta o livro assim:
Trata-se de uma análise feita sobre o acto de ler ou melhor; sobre a acto de não ler! Este livro é, sobretudo, um ensaio inteligente sobre as várias formas de apreciar um livro. A leitura da primeira à última página, em ordem e sem saltos, é apenas uma entre inúmeras possibilidades – e nem sempre a mais compensadora. O livro largado a meio, ou nas primeiras páginas, ou lido aos pedaços, ou apenas folheado – todos eles fazem parte do histórico do leitor. Isto é válido não apenas para os clássicos mais portentosos como também para as obras de consumo rápido. As quase-leituras são, de acordo com Bayard, tão válidas quanto a leitura integral. Aliás, a ideia de que se pode ler um livro por inteiro é ilusória. As pessoas começam a esquecer uma página quando começam a ler a seguinte. Com o tempo, vão confundindo as obras, ou esquecem-nas totalmente e quando são chamados a dar sua opinião, acabam por falar não do livro efectivo, mas da lembrança imperfeita e distorcida que guardaram dessas mesmas obras. O título é polémico e dá a sensação que a opinião do autor é a de incentivar à não leitura, mas o que se pretende é ensinar a “ler”, não é ler por ler (sem reter), mas saber ler de forma a conseguir falar daquele livro e de outros, sem ter lido tudo. É um livro paradoxal. O autor pretende desmistificar a ideia de que ler um livro é uma coisa que leva muito tempo e apresenta técnicas para não ler, levando assim à leitura. Como já dizia Óscar Wilde "A crítica literária é uma forma de autobiografia. Fale sempre do significado pessoal que um livro tem para si – mesmo que não o tenha lido".

O 1º capítulo do livro pode ser lido aqui.
* Citação de Oscar Wilde.
Imagem: Editora

terça-feira

Desabafos profissionais III

"Only librarians like to search, everyone else want to find"
(Roy Tennant)

quarta-feira

Desabafos profissionais II

Quando vêm às entrevistas de selecção para o Curso de Especialização em Ciências Documentais fico sempre apreensiva quando me dizem que a principal motivação para o curso é o amor pelos livros... Preferia que respondessem que querem ser bibliotecários porque gostam de pessoas.
Ouvido numa conferência sobre formação (autor desconhecido).

segunda-feira

Desabafos profissionais I

Gostar de livros, arrumar livros todo o santo dia, gostar de pessoas, adaptar-se a elas, utilizar regras de marketing, e esquece-las, saber de contabilidade, saber de informática, ler muito, ver catálogos... Gostar de livros.
Tem de se gostar muito deste universo com as suas infinitas particularidades para trabalhar neste ramo.
Sim, eu gosto, imensamente!

Livros e blogs

Mesmo a propósito a Ana AG enviou-me este vídeo sobre livros e blogs. Uma combinação que para além de interesante permite efectuar muitas combinações vantajosas.
Desta combinação surgem tantas perguntas: Se os blogs são literatura? Se os blogs e a internet prejudicam a leitura? Se quem lê blogs não lê livros?
Assim, logo à partida este vídeo deu-me 2 ideias... Mais tarde conto!



domingo

Bibliotecários estão na moda

Depois de a série de televisão The Librarians a profissão de bibliotecário tem agora direito a um documentário: The Holywood Librarian.
Infelizmente para já este documentário está apenas disponível nos EUA onde está a ser exibido nas bibliotecas.
Vou fazer umas investigações para ver se consigo ver este documentário... Vou dando notícias!



Mais informações no viva biblioteca viva.

Biblioteca do Ano - 2007

O prémio “Biblioteca do Ano” da Associação das Bibliotecas Alemãs e da Fundação Zeit Ebelin und Gerd Bucerius foi atribuído pela oitava vez este ano.
A biblioteca distinguida em 2007 foi a Biblioteca do Estabelecimento Prisional de Münster, que pelo trabalho desenvolvido recebeu um prémio no valor de 30. 000 Euros.


A biblioteca do Estabelecimento Prisional de Münster foi distinguida como a “Biblioteca do Ano 2007“ devido ao seu excelente trabalho em prol da integração através da cultura e da formação, mesmo estando limitada por condições especiais e problemas específicos. Reconstruída de raiz e com um novo conceito de espaço desenhado pelos arquitectos da Bolles & Wilson, a biblioteca deu um salto de qualidade. Orientada para as necessidades dos reclusos, a biblioteca do Estabelecimento Prisional de Münster transformou-se num exemplo a seguir para outras bibliotecas de estabelecimentos prisionais.
À final, para além da Biblioteca do Estabelecimento Prisional de Münster, chegaram também a Biblioteca da Universidade de Karlsruhe (www.ubka.uni-karlsruhe.de/) e a Biblioteca Municipal de Munique (www.muenchner-stadtbibliothek.de/).
Imagem: Der Spiegel

sábado

The Librarians

O Bibliotecário 2.0 já tinha falado da série The Librarians, mas volto a trazer aqui este assunto porque segundo um e-mail que recebi através de um fórum de bibliotecários, na Austrália os bibliotecários, em especial os que trabalham em bibliotecas públicas, reunem-se para ver ou discutir os episódios.
Ao que parece esta série está a fazer com que os bibliotecários voltem a reflectir sobre as questões do estereótipo da profissão e iniciem alguns processos de mudança face aos leitores e à sociedade em geral.

Esta série estreou no canal australiano ABC na semana passada e ao que parece foi um sucesso imediato.

The humble suburban library takes on a whole new meaning in the ABC TV's new comedy-drama The Librarians, which starts production in Melbourne on March 5.
A co-production between ABC TV and Gristmill Pty Ltd, The Librarians is the brainchild of actors/writers Robyn Butler and Wayne Hope. Married in real life, Butler and Hope will also star in the production.
The six-part series centres on the trials and tribulations of Frances O'Brien, a devout Catholic and head librarian. Her life unravels when she is forced to employ her ex-best friend, Christine Grimwood - now a drug dealer - as the children's librarian. Frances must do all she can to contain her menacing past and concentrate on the biggest event of the library calendar - Book Week.
The Librarians will also star Roz Hammond (The Micallef Programme, Welcher & Welcher), Bob Franklin (BoyTown, The Extra, The Craic), Kim Gyngell (The Comedy Company, Love and Other Catastrophes), Kate Kendall (Stingers), Heidi Arena (Thank God You're Here, Blue Heelers), Stephen Ballantyne (Corpse Bride) and newcomers Josh Lawson (BoyTown, Blue Heelers) and Keith Brockett.
"We are thrilled to be making The Librarians. With 25,000 books on set we have fabricated the perfect excuse to extend our summer reading, added to which, the children's library is very handy for cheap childcare, " said Robyn.
Hope, who will direct all six episodes, is a seasoned performer with feature films such as BoyTown and many television roles including Stupid Stupid Man, Crashburn and TheMicallef rogramme to his credit.
ABC TV's Executive Producer for Drama Miranda Dear added: "It's great to be working with such a dynamic comic team. With this series they bring their acute eye for social satire to bear on the world of the library in the most surprising ways. Borrowing a book may never seem as safe again."







Os episódios completos podem ser vistos na página da ABC.
Mais informações sobre esta série aqui.

quarta-feira

Comunidade de Leitores

Conceição Caleiro está de volta às Comunidades de Leitores. Depois da sucesso da Comunidade da Livraria Buchholz, os encontros decorrem agora na Fábrica de Braço de Prata, onde actualmente estão instaladas as livrarias Ler Devagar/Eterno Retorno.

Esta comunidade faz uma aproximação entre a Literatura e o Cinema - o cinema não filme livros - na segunda e terceira 5ª feira de cada mês às 21:00 horas.

Ao longo das 7 sessões serão lidos/vistos alguns dos mestres da literatura/cinema contemporâneos:
Nabokov - Lolita, Raoul Ruiz - O tempo reencontrado, Marguerite Duras - Hiroshima, meu amor, Milos Forman - Valmont ou Pascal Quignard - Todas as manhãs do mundo.

Mais informações aqui.

domingo

Prémio José Saramago para Valter Hugo Mãe

Por unanimidade, o júri do Prémio Literário José Saramago 2007 distinguiu, o poeta e romancista Valter Hugo Mãe pelo livro "O remorso de Baltazar Serapião", publicado no ano passado.

No valor de 25 mil euros, o galardão foi instituído pelo Círculo de Leitores, em homenagem ao único Nobel da Literatura de língua portuguesa, e visa distinguir autores até aos 35 anos.

Editado pela Quidnovi, o romance tem como pano de fundo a Idade Média e narra a história de um homem que casa com a mulher dos seus sonhos e que será forçado a seguir por caminhos que o levarão ao encontro da bruxaria, da possessão e do remorso.

À agência Lusa, o autor de livros como "O nosso reino" e "Desfocados pelo vento" confessou que o prémio é um contributo para o retirar "da solidão da escrita". "Tenho a consciência de que este livro não é fácil de ler porque tem passagens de grande violência, sobretudo em relação às mulheres, mas é a minha forma de protestar, expondo as situações que reflectem uma mentalidade machista", assinalou o escritor e editor, nascido em 1971 na cidade angolana de Henrique de Carvalho, hoje Saurimo, e a viver em Vila do Conde desde o final da adolescência.

Sobre o romance, José Saramago confessou tratar-se de um "tsunami" "Deu-me a sensação de estar a assistir a uma espécie de parto da língua portuguesa".

Desde a sua criação, o prémio já distinguiu Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa e Gonçalo M. Tavares.
Fonte: Jornal de Notícias




quinta-feira

Babel bibliotecária

Este texto chegou-me hoje por e-mail.
Sei que já não é novo mas hoje apeteceu-me partilhá-lo... vinha a propósito!

O texto "Babel Bibliotecária" é, segundo consta, um texto anónimo mas que foi publicado na Internet pela primeira vez em castelhano por Ana Maria Martinez Tamayo na Librínsula (2004) - publicação digital da Biblioteca Nacional José Martí (Cuba).

Uma versão em português do Brasil pode ser lida aqui.

Não publiquei o texto dada a sua extensão. Ainda assim acho vale a pena ler e reflectir sobre algumas pistas que deixa sobre a profissão e os profissionais.

Imagem: WPCipart

quarta-feira

I Conferência do PNL - notícias

Em tempo de balanços da I Conferência do Plano Nacional de Leitura muita coisa se disse por essa imprensa e muito pode ser observado/ouvido no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. Por motivos profissionais apenas consegui assistir às apresentações da manhã e tenho que dizer que não achei nada mal. Havia muito discurso de ocasião, é verdade, mas também havia muita intenção honesta e ideias de boas práticas. Tal como sucede muitas vezes nestas ocasiões as conversas que se têm e ouvem nas pausas são igualmente interessantes.

Tendo em conta que esta Conferência não foi transmitida através da internet (infelizmente)... muitos interessados ficaram de fora!
Será que haverá hipótese de ter acesso por escrito aos textos das comunicações?! Segundo uma senhora do secretariado da Conferência: - "Penso que não..."
Os resultados da Avaliação do Plano Nacional de Leitura vão ser com toda a certeza publicados... mas enquanto isso não acontece aqui ficam algumas notícias que consegui encontrar sobre este assunto:

Plano Nacional de Leitura com balanço positivo
Público

Ministra da Educação: estudos revelam "grande progresso" nos hábitos de leitura dos portugueses
Público

Leitores são «pouco exigentes», diz coordenadora de estudo
Diário Digital

Alunos que gostam de ler têm convicções políticas fortes
Diário Digital

Governo optimista com níveis de leitura dos portugueses
Diário Digital

Hábitos aumentaram desde 1997, mas portugueses lêem mais jornais do que livros
Sol

Perfil do leitor português: «Ainda é pouco exigente»
Sol

Ensino : escolas básicas e secundárias sem locais de leitura
Correio da Manhã

Governo investe até ao final do ano
Correio da Manhã

Educação: Estudo propõe limite de palavras nos textos
Correio da Manhã

Um ano de leituras
Educare

Estudo: Estudantes são os que mais frequentam bibliotecas
Diário Digital

Escolas na rede de bibliotecas
Primeiro de Janeiro

P.S. - Caso alguém tenha assistido às conferências de
Wendy Griswold (EUA), "Hábitos de leitura: Diferentes casos em contexto internacional" e de Scott Murray (Canadá), "Leitura, educação e desenvolvimento: perspectivas comparadas" pode dar-me algum feedback.

terça-feira

Poderá isto acontecer em Portugal?

Strike Actions Continue in Vancouver and Victoria Library Systems
Library Journal, 11/10/2007

After almost three months on strike, Vancouver Public Library (VPL) union members overwhelmingly voted Oct. 9 to reject a mediator’s recommendations. Some 78.1 percent turned down the offer to push some library workers up one pay grade on top of a regular increase. According to a statement on the CUPE (Canadian Union of Public Employees) Local 391 bargaining blog, the mediator’s offer failed to address 55 percent of the union’s members, lower wage earners who didn’t receive any wage adjustments as part of the offer. Some 300 of VPL’s 775 staffers would have gotten an increase of four percent. The union has maintained that pay equity and improved rights for part-time and auxiliary workers are the key issues in the strike, which this recent offer didn’t address.


With the strike ongoing since July 26, the VPL remains closed, but staffers have been busy maintaining pickets at several branches, collecting funds for a hardship committee, making potluck meals, and garnering support from neighbors (discounted coffee for VPL staffers) and celebrities (journalist Naomi Klein) alike. Picketing has become quite organized; participants sign up for 20 hours a week, choosing library locations or other city sites in solidarity with other striking city workers.

The same day Vancouver librarians rejected the mediator’s offer, 100 library workers in nearby Victoria held their fourth strike action in a month to protest what they say is a decade-long delay by municipal officials to redress the lack of pay equity for library workers. On Oct. 9, the eight branches of the Greater Victoria Public Library were shut down for five hours as library workers attended a board meeting held at the Central Library. The first walkout came on September 7, after eight months of contract negotiations between city and library officials and CUPE Local 410, which represents 220 library workers, failed to produce an agreement. According to the union, there is a wage gap of 20 to 30 percent between equivalent jobs in the city and in the library, which largely affects women. Speaking for city and library officials, municipal negotiator Ron Brunsdon told the Victoria Times Colonist that the pay equity issue was resolved in 2005 with a 9.5 percent wage increase over the last decade. CUPE 410 president Ed Seedhouse told the board that the union will agree to third-party binding arbitration about pay equity, according to another article in same newspaper.

segunda-feira

Áudio livros em português

Seis contos de autores portugueses consagrados lidos por outros tantos actores de renome dão início à primeira colecção de áudio-livros portuguesa, que será lançada quinta-feira pela editora 101 Noites.
Seis vultos da nossa literatura emprestam o melhor do seu espólio. Seis actores de renome entregam-se de voz e alma. Seis magníficos contos ganham vida.

Chama-se "Livros para Ouvir" a nova colecção, cujos primeiros 6 títulos são:
Fernando Pessoa - "Um Jantar Muito Original" (por São José Lapa)
Mário de Sá-Carneiro - "A Estranha Morte do Prof. Antena" (por João Perry)
Fialho de Almeida - "Sempre Amigos" (por Eunice Muñoz)
Camilo Castelo Branco - "Sete Mulheres" (por Nuno Lopes)
Florbela Espanca - "Mulher de Perdição" (por Alexandra Lencastre)
Eça de Queirós - "Civilização" (por José Wallenstein)

A 101 Noites resolveu lançar esta colecção, porque "as boas histórias ficam no ouvido" e adicionou-lhes a música de Alexandre Cortez (Rádio Macau e Wordsong).

Cada um dos novos "Livros para Ouvir" custa 13,90 euros e inclui um livro e um CD. No site da editora é ainda possível fazer o download do ficheiro mp3 por 4,50 euros.

Fonte: Expresso e Editora 101 noites

domingo

Digital World Library

The World Digital Library will make available on the Internet, free of charge and in multilingual format, significant primary materials from cultures around the world, including manuscripts, maps, rare books, musical scores, recordings, films, prints, photographs, architectural drawings, and other significant cultural materials.
The objectives of the World Digital Library are to promote international and inter-cultural understanding and awareness, provide resources to educators, expand non-English and non-Western content on the Internet, and to contribute to scholarly research.




Será que algumas das nossas grandes bibliotecas vai participar?!

sexta-feira

Regresso ao passado

Para quem tem saudades das antigas fichas bibliográficas e dos armários com gavetas intermináveis, aqui fica este momento de "regresso ao passado."
O tempo que não se poupava com este Catalog Card Generator...


Enviado por Biblioteca 3G.

quinta-feira

Blog Action Day - resultados

A primeira edição do Blog Action Day foi um sucesso sem precedentes e por isso mesmo a organização disponibiliza na sua página [http://blogactionday.org] um relatório bastante completo do que foi esta iniciativa apresentando alguns dos impressionantes números envolvidos.

Segundo a organização...
Measuring an initiative like Blog Action Day is difficult. In 2007 we asked bloggers to register their blogs and a rough count of RSS subscribers. It is worth remembering that RSS subscriber numbers are only one half of the readership of a blog. Many and in some cases all of a blog's readership will simply be visitors to the site. The real reach of Blog Action Day is far greater than the number below. 20,603 Blog Participated
23,327 Blog Posts (Google Blog Search)

14,631,038 RSS Readers

Informação completa sobre os resultados desta iniciativa pode ser consultada aqui.

quarta-feira

The bookstore tourism blog

O autor do Biblioteca 3G enviou-me esta hiperligação para o blog The Bookstore Tourism Blog. Da autoria de Larry Portzline, um escritor e professor da Pensilvânia (EUA), o blog ser uma "ROAD TRIPS FOR BOOK LOVERS! The grassroots Bookstore Tourism movement celebrates and sustains independent bookstores by organizing group "road trips" to cities and towns with great bookshops, literary sites and libraries. GET ON THE BOOKSTORE BUS!".

Se algum dia organizarem um visita ao Porto com passagem pela Livraria Lello prometo participar! Afinal estamos a falar da livraria que Enrique Vila-Matas classificou como a mais bonita do mundo.

Imagem: Lello

Gonçalo M. Tavares vence Prémio PT de Literatura

O escritor Gonçalo M. Tavares conquistou ontem à noite, no Brasil, o Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2007, com o livro Jerusalém, editado em 2004, em Portugal pela Editorial Caminho mas lançado o ano passado no Brasil.
O prémio com 5 anos é patrocinado pela principal empresa de telecomunicações de Portugal e é a primeira vez que inclui autores de fora do Brasil, sendo condição que tivessem sido editados naquele país. O romance Jerusalém já havia sido premiado em 2004 e 2005 em Portugal.
O valor do prémio atribuído a Gonçalo M. Tavares, anunciado ontem em São Paulo, é de 100 mil reais (37 500 euros). O segundo prémio foi para o escritor brasileiro Dalton Trevisan com Macho não Ganha Flor, a quem foi atribuído o valor de 35 mil (13 100 euros). O também brasileiro Teixeira Coelho, com História Natural da Ditadura foi o vencedor do terceiro prémio, de 15 mil reais (5 550 euros).A acompanhar o escritor em São Paulo esteve Zeferino Coelho, da Editorial Caminho.

Fonte: Editorial Caminho

Man Booker Prize 2007 para Anne Enright

O Man Booker Prize 2007 foi atribuído à escritora Anne Enright pelo seu romance The Gathering. Anne foi a segunda irlandesa a receber o galardão mais importante no Reino Unido nesta área.

"Eu queria escrever sobre o que aconteceu em casa da minha avó naquele Verão dos meus oito ou nove anos, mas não tenho a certeza de que aquilo tenha realmente acontecido". É assim que começa The Gathering, o romance da escritora irlandesa Anne Enright a quem ontem à noite foi atribuído o Man Booker Prize 2007 no valor de 50 mil libras (72 mil euros). Ela é a segunda mulher irlandesa a ter o prémio, depois de Iris Murdoch, Roddy Doyle e John Banville o terem recebido em 1978, 1993 e 2005.

Sobre o seu livro, Anne Enright, de 45 anos, disse recentemente que é "um verdadeiro weepie [filme que faz chorar] - o equivalente intelectual a um filme de Hollywood" e que se as pessoas querem ler um livro que as ponha bem-dispostas então este não é o livro certo. The Gathering conta a história de uma família irlandesa disfuncional.

Enright estudou Escrita Criativa com Malcolm Bradbury e Angela Carter na Universidade de East Anglia e durante seis anos foi produtora e realizadora de televisão. Quando soube que o seu livro tinha sido o preferido, disse aos jornalistas que "estava preparada para qualquer coisa, provavelmente qualquer coisa, excepto isto".

Umas horas antes do anúncio do prémio em Londres, os seis autores que faziam parte da lista de finalistas do Man Booker Prize 2007 encontraram-se na livraria Hatchards, em Piccadilly, para tirar um retrato de família. Do grupo faziam parte Nicola Barker (escreveu Darkmans), Mohsin Hamid (O Fundamentalista Relutante, publicado na Civilização), Lloyd Jones (Mr Pip, Editorial Estampa), Ian McEwan (Na Praia de Chesil, Gradiva, considerado o favorito) e Indra Sinha (Animal"s People). Cada um vai receber 2500 libras (3589 euros).

The Gathering é uma saga familiar, mas também "uma história sexual que traça a linha entre a mágoa e a redenção através de três gerações", lê-se na badana. É uma "história de amor e desilusão" e onde se percebe "como o nosso destino está escrito no nosso corpo e não nas estrelas". Uma mulher, Veronica, após o suicídio do irmão, revisita a história da sua família (álcool, abuso sexual de crianças são temas).

Este é o quarto romance de Anne Enright (um dos anteriores, O Prazer de Elisa Lynch, está publicado na Teorema). O júri acha o romance "muito forte, desconfortável e às vezes até agastado" e considerou Enright "uma romancista impressionante", de quem esperam "se venha a falar cada vez mais". "O final do livro é brilhante. As últimas frases encontram-se entre as melhores que já li", disse o presidente do júri, Howard Davies (director da London School of Economics and Political Science), constituído por Wendy Cope (poeta), Giles Foden (jornalista e autor), Ruth Scurr (biógrafa e crítica) e Imogen Stubbs (actriz e escritora).

O Booker Prize distingue a melhor obra de ficção editada em 2006 por um autor do Reino Unido, da República da Irlanda e dos países da Commonwealth. Costuma ser dito que tem o poder de transformar as fortunas dos autores e a sua vida. Kiran Desai, a quem o prémio foi atribuído em 2006 pelo seu primeiro romance, A Herança do Vazio (Porto Editora), vendeu 100 mil cópias em edição hardback (de capa dura) só no Reino Unido, seis meses depois de o receber.

Fonte e imagem: Público

terça-feira

Blogosfera é cada vez mais usada para divulgar exposições de museus e atrair visitantes

"A blogosfera é um universo na Internet a que recorrem cada vez mais pessoas ligadas aos museus, para divulgar exposições e outras actividades que atraiam visitantes, indicou hoje uma especialista em Lisboa, num encontro sobre gestão cultural.

Ana Pires, consultora nesta área, falava durante os Primeiros Encontros de Gestão Cultural/Fórum Cultura e Criatividade 07, que decorrem até sexta-feira no Museu Colecção Berardo, organizados pela Associação Portuguesa de Gestão Cultural (APGC), em parceria com a Agência Inova.

A especialista da Soft Limits - empresa que criou o site Matriz, com o inventário das colecções museológicas do Instituto Português de Museus - apontou que uma primeira análise deste fenómeno divulgada pela Rede Portuguesa de Museus (RPM), indica que existem actualmente 17 blogues com temas relacionados com a museologia.

"A Internet deixou de ser passiva e a blogosfera é um instrumento extraordinário para promover os museus, ligá-los entre si e atrair visitantes", salientou a consultora, acrescentando que os blogues são criados a título individual ou colectivo, por pessoas ligadas à área, grupos de amigos dos museus e até as próprias instituições.

De acordo com Ana Pires, os blogues mais consultados com temas relacionados com museus são nomeadamente o do Mosteiro de Tibães (http://www.mosteirodetibaes.blogspot.com), "um dos pioneiros", o do Museu Municipal de Estremoz, No Mundo dos Museus, (http://nomundodosmuseus.wordpress.com), outro criado pelos Amigos do Museu de Évora, um do Museu do Abade de Baçal, um intitulado Casas-Museu Portuguesas em Acção (http://casasmuseuemaccao.blogs.sapo.pt), e o Expressarte, dedicado à arte contemporânea.

Dos vários exemplos mencionados pela especialista, também destacou um dedicado ao Museu da Chapelaria (http://www.museudachapelaria.blogspot.com) em São João da Madeira: "Não conhecia, mas pela apresentação deste blog fiquei cheia de vontade de lá ir", comentou, acrescentando que a apresentação dinâmica do museu chama a atenção.

"Como a área da cultura não tem geralmente meios financeiros, os blogues são uma forma barata e muito útil de divulgar as exposições e as actividades dos museus", sustentou, sublinhando que esta é uma ferramenta fácil de usar, que permite criar ligações e intensificar a comunicação entre pessoas interessadas na área da museologia."
Fonte: Público
Imagem: aqui
Mais informações no blog Um toque de ASA a quem agradeço o envio da notícia.

segunda-feira

Blog Action Day - 2007

Muito embora ainda tenha momentos de egoísmo ambiental procuro não me esquecer as questões ecológicas na atitudes do meu dia-a-dia e sou da opinião de que todos os gestos contam para preservar o nosso planeta.

A propósito do Blog Action Day que este ano é dedicado à preservação do meio ambiente aqui fica a minha modesta contribuição.


Uma Verdade Inconveniente - Tailer


11ª Hora - Trailer


Blog Action Day Movie (2007)

domingo

I Conferência PNL


I Conferência PNL: A Leitura em Portugal - Desenvolvimento e Avaliação
22 e 23 de Outubro - Fundação Calouste Gulbenkian

Programa disponível aqui.


Gostava de ouvir alguns o que alguns dos intervenientes têm a dizer...
Se conseguir ainda vou até lá!

Foto: PNL

quinta-feira

Prémio Nobel da Literatura 2007

A escritora britânica Doris Lessing foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2007, um prémio que recompensa uma obra vasta, variada e marcada pelos cenários da África e a causa feminista.
O júri descreveu Doris Lessing num comunicado como "a narradora épica da experiência feminina, que, com cepticismo, ardor e uma força visionária sujeitou uma civilização dividida ao escrutínio".

Doris Lessing completará 88 anos no próximo dia 22 de Outubro. Desde o início dos Nobel em 1901, ela é a 11ª mulher a receber o Nobel de Literatura.

A escolha foi uma surpresa já que o nome de Lessing, com frequência citado como favorito no passado, já não aparecia actualmente nos círculos suecos.

A romancista não pode ser localizada após a divulgação da notícia. De acordo com seu agente literário, estava a fazer compras em Londres e não foi possível avisá-la antes que ela ficasse a saber do prémio pelos meios de comunicação social.
Nascida no território da Pérsia (actual Irão), em 1919, quando seu pai era capitão do Exército britânico, Doris May Taylor viveu parte da juventude na então Rodésia (actual Zimbábue), o que marcou sua obra.
Ex-membro do Partido Comunista britânico, do qual se afastou em 1956 após a repressão da rebelião húngara, é comparada frequentemente com a francesa Simone de Beauvoir devido às suas ideias feministas.
"O caderno dourado", de 1962, a sua obra-prima, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário íntimo.

Para a Academia Nobel, este livro "é uma obra pioneira do movimento feminista e pertence ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX".
A sua juventude, passada entre vários continentes, inspirou a produção da sua primeira saga, escrita de 1952 a 1969: os cinco volumes de "Filhos da Violência".
A escritora sempre soube explorar todos os estilos, sem hesitar em uma incursão no mundo da ficção científica com os cinco volumes da série "Canopus em Argos: Arquivos", escrita entre 1979 e 1983, e entre os quais se destaca "Shikasta". Nesta saga, Lessing imagina o mundo depois de um conflito atómico e fala dos antagonismos entre os princípios feminino e masculino, assim como de colonialismo e de catástrofes ecológicas.
Em 1984 Doris Lessing fez uma brincadeira com os meios literários ao lançar "Diário de uma boa vizinha" sob um pseudónimo (Jane Somers). A sua própria editora, que não conhecia a verdadeira identidade da autora, recusou-se a publicar o livro.
Doris Lessing vive actualmente na periferia de Londres e, nos últimos anos, dedicou -se principalmente às obras de ficção científica.

O Nobel de Literatura é acompanhado por um prémio de 10 milhões de coroas suecas (c. de 1,08 milhão de euros) e será entregue em 10 de Dezembro, em Estocolmo, durante a tradicional cerimónia na presença da família real.

- Página sobre a autora;
Imagem: dorislessing.org
Fonte: APF

Conversas de Biblioteca VI


Uma senhora aproxima-se do bibliotecário que está na sala de leitura e diz:

- Bom dia! Queria ver se tinham estes dois livros.
- Bom dia, vamos então ver se temos estes livros e se estão disponíveis.
Depois de uma breve pesquisa no catálogo o bibliotecário diz:
- Temos os 2 títulos e estão na estante do romance estrangeiro.
- E onde é que fica essa estante?!
- Se me acompanhar em indico-lhe onde fica a estante do romance estrangeiro.

Chegados às estantes o bibliotecário retira os livros da estante e entrego-os à leitora que responde:

- Que horror! Não tem outros livros mais novos... estes estão velhos e sujos. Belhac!! (sic)... Que nojo!! Se não tiver outros livros não vou levar estes.

quarta-feira

Agora é que fiquei cheio de vontade de ler...

Entre 29 de Setembro e 6 de Outubro de 2007 foi tempo de celebrar mais uma Banned Books Week. Tal como já tinha referido aqui em 2006, desde 1982 que as bibliotecas norte-americanas se manifestam contra esta situação através de um conjunto de iniciativas que chamem a atenção para esta triste realidade.

Segundo dados da ALA mais de 1 livro por dia é alvo de censura ou chega mesmo a ser proibido em escolas, bibliotecas ou livrarias por todo o país. De entre os títulos mais comuns destaca-se a Bíblia, Capuchinho Vermelho, Ratos e Homens e os livros da série Harry Potter.






Se estivesse em Chicago estaria com toda a certeza a participar nesta actividade:


Mais informações sobre esta iniciativa no site da ALA.
Imagem: ALA

terça-feira

Marquem nas vossas agendas

Mais informações aqui e aqui.
Imagem: CMO

segunda-feira

Retrato das bibliotecas alemãs

Para quem quer ficar a conhecer melhor a realidade das bibliotecas alemãs aqui fica este link para o site do Goethe-Institut onde é feita uma breve apresentação/caracterização de vários tipos de bibliotecas.
In Germany, there are more than 10 000 public libraries and 4000 academic and research libraries. Decentralisation is having a marked effect on the libraries system – unlike in many other countries, there is no libraries law in Germany, and certainly no central steering by a state or private institution. This situation has arisen for historical reasons, as the responsibility for cultural matters, academic life and art, as well as for education, is mainly the prerogative of the Länder.
In this dossier, we are presenting portraits – in no particular order – of some of Germany’s most interesting and innovative libraries.
Foto: Goethe-Institut

sábado

Lembranças de um estágio

Faz hoje 2 anos estava aqui!
No âmbito do Progama Comunitário Leonardo da Vinci tive oportunidade de efectuar, com mais 3 colegas das Bibliotecas Municipais de Oeiras, um estágio de uma semana no Centro de Desarrollo Sociocultural de Peñaranda de Bracamonte pertencente à Fundación Germán Sánches Ruipérez.

Durante a Pós-Graduação já muito tinha ouvido falar sobre o excelente trabalho que a Fundação e os seus profissionais vinham a desenvolver por toda a Espanha e especialmente em Salamanca (Centro Internacional del Libro Infantil y Juvenil) e em Peñaranda de Bracamonte, mas ter a oportunidade de ver tudo isto ao vivo e de ter conseguido falar e trocar opiniões com quem está no terreno foi das melhores experiências profissionais que tive até hoje.

Esta oportunidade de estágio e a possibilidade de ter visto in loco formas de trabalhar em muito contribuiu para o meu crescimento profissional. Desta semana ficam muitas memórias agradáveis, muita aprendizagem e acima de tudo a possibilidade de contactos com colegas estrangeiros.
Foto: FGSR

sexta-feira

Viva a República!

A quando da implantação da República foram vários os escultores interessados em esculpir bustos da república. Mas, segundo se diz o busto aceite como oficial foi o de João da Nova (pseudónimo do escultor João da Silva devido a escrever artigos para a revista Seara Nova). O busto oficial da República foi inaugurado por Afonso Costa em Outubro de 1911. Alguns defendem que apesar deste ter sido o busto oficial o que teve maior difusão foi o esculpido por Simões de Almeida... (Os entendidos que se entendam!)
A mulher que serviu ao escultor de modelo para o busto morreu em Lisboa em 1993 com 101 anos. Era natural do concelho alentejano de Arraiolos e chamava-se Maria Puga.

"Também a Real Associação de Coimbra (RAC) assinala hoje o 864.º aniversário de Portugal, reconhecido pelo Tratado de Zamora, com missa na Igreja de Santa Cruz e homenagem junto aos túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I. O presidente da RAC, Joaquim Nora, disse que Portugal “deve ser o único País que não celebra oficialmente a data da sua independência (5 de Outubro de 1143)”, preferindo “comemorar as datas de acidentais alterações ao regime”." [Fonte: CM]

Mais informações
Ver os símbolos nacionais no site do Governo.
Biblioteca-Museu República e da Resistência
Instituto de História Contemporânea (UNL)

quarta-feira

I am addicted to blogging

A pedido de muitas famílias aqui fica o resultado deste teste...

65%How Addicted to Blogging Are You?

terça-feira

Entre Estantes V.2

De volta às lides dos blogs aproveito para agradecer a todos aqueles que aqui vieram ao longo destes quase 2 meses em que o Entre Estantes esteve parado e que deixaram comentários ou enviaram e-mails.
Aquilo que inicialmente era para ser uma paragem de alguns dias para férias acabou por se tornar num longo período de ausência de cerca de 2 meses devido a vários factores.

Inicialmente tive alguns problemas com o blogger (o que já não é novidades!!!) uma vez que novamente alguém sinalizou este blog como tendo conteúdo impróprio... Aproveito para perguntar se isto já aconteceu a alguém?! Esta ocorrência e o facto de já não ser a primeira vez tem como consequência a impossibilidade de editar o blog.
Assim e aproveitando este primeiro atraso iniciei uma primeira tentativa para efectuar um restyling ao template - apesar de gostar do template anterior andava com vontade de mudar. Este processo acabou por se tornar mais longo do que inicialmente previsto e entre div, br, padding, src=, footer e header acabei por ficar enredado num monte de código, ideias para o novo template e falta de tempo.
Felizmente tive quem me ajudasse: o meu colega Miguel Baptista que tentou solucionar algumas as minhas muitas asneiras de código, fruto mais de vontades e ideias do que de conhecimentos, e o meu amigo Miguel Correia a quem devo o resultado final deste novo template e a quem agradeço publicamente toda a ajuda.

Espero que gostem desta nova versão do Entre Estantes e que continuem a aparecer por aqui.
As principais alterações são as seguintes:
Deixou de existir o site Entre Estantes tendo todos os conteúdos passado para o blog;
Os conteúdos das páginas Directório e Documentos estão agora disponíveis na barra lateral;
Os blogs estão agora divididos em 3 secções;
Acrescentei um secção para destacar um livro;
Criei uma secção para destacar um acontecimento;
O blog passou a disponibilizar tags;

Explicações e esclarecimentos efectuados vamos seguir em frente e reactivar este espaço.

segunda-feira

Estou de volta!



sexta-feira

Até 13 de Agosto

Até ao próximo dia 13 de Agosto o Entre Estantes ficará entregue aos seus poucos - mas bons - leitores... Até lá estarei algures por aqui a gozar umas merecidas férias!


Vou... mas volto!

1001 livros

Depois de no ano passado ter descoberto o livro de Peter Boxall 1001 books you must read before you die uma edição em inglês da Quintet Publishing e de a ter lido/consultado com alguma atenção reparei que existe uma edição em português da Lisma: 1001 Livros para Ler Antes de Morrer. Felizmente não foi necessário grande esforço para ler em inglês, mas tenho de confessar que alguns títulos foram difíceis de identificar em edições portuguesas - quando existiam.

Para quem quer saber um pouco mais sobre literatura, para quem tem necessidade de conhecer livros, histórias, personagens e autores ou apenas para quem gostava de conhecer mais sobre livros/escritores mas não tem tempo ou tem muita preguiça... este pode ser um bom livro para as férias.

Nas palavras da editora é "um excelente guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos, uma referência imprescindível para os amantes de literatura. Sumptuosamente ilustrado com mais de 600 imagens a cor - capas de livros, frontispícios, cartazes e outras imagens contextuais, e salpicado com inúmeras citações de autores ou de romances, 1001 Livros para Ler Antes de Morrer é o livro ideal para amantes da literatura.

Um magnífico e invulgar livro de referência sobre os romances e os escritores que conseguiram e conseguem estimular a imaginação do mundo. Um guia incisivo de livros que tiveram e têm impacto - quer pela sua recepção crítica, quer pelo seu estatuto de clássico de culto.
Uma selecção ecléctica, elaborada por uma equipa internacional de escritores, críticos, académicos e jornalistas, todos eles apaixonados pela leitura. Um livro que proporciona novas perspectivas sobre os velhos e modernos clássicos, e indica os romances contemporâneos que serão clássicos no futuro. O livro contém referência a obras anteriores a 1800, a obras do século XIX, XX e XXI."

Obviamente que não é um livro que provoque sensações imediatas, mas pode levar-nos à descoberta de inúmeras boas experiências de leitura.

Apesar das suas mais de 800 páginas o seu formato A5 dá-lhe alguma portabilidade.

quinta-feira

Conversas de biblioteca V

Um leitor com um ar bastante aborrecido e num tom algo agressivo diz a um técnico:

- O senhor sabe desde que horas estou a tentar ler o jornal?!
- Bom dia, não não sei.
- Estou desde as 10 da manhã a tentar ler o jornal e não consigo... será que vos custava muito pedirem mais exemplares de cada jornal para toda agente poder ler à vontade!
- Peço desculpa mas não estou a perceber, nós temos 1 exemplar de cada jornal disponível para leitura...
- Sim, eu sei... mas o que eu estou a dizer é para a biblioteca pedir mais exemplares... uns 3 ou 4 de cada jornal para que todos possam lê-lo quando querem.
- O Senhor está a dizer para pedirmos mais exemplares a quem?!
- Ora, ao Estado, ao Governo a quem vos manda todos os livros e jornais que vocês têm aqui na biblioteca...
- Mas todos os documentos (jornais, livros, revistas, CD's, vídeos, DVD's) que temos aqui são comprados e apenas uma pequena parte é oferecida... Praticamente tudo o que está aqui é comprado pela biblioteca!
- Comprado?! Mas comprado como?!
- Os documentos que temos aqui são pagos - comprados - pela biblioteca em livrarias; os jornais e as revistas, por exemplo, são compradas aqui na papelaria que fica nas traseiras da biblioteca.
- Está-me a querer dizer que tudo o que está aqui são vocês que compraram?!
- Sim, praticamente tudo!
- Deve ser... mais valia que me dissesse que não queriam comprar mais exemplares... agora inventar uma coisa dessas. Nestes sítios isto é tudo o Estado que dá!

quarta-feira

Bibliochaise

Tal como a mca também recebi por e-mail a oferta desta bibliochaise.

Para além de mensagem sobre a possível utilidade deste equipamento para um bibliotecário ou numa biblioteca, chegou-me também um texto sobre a bibliochaise:

"The bibliochaise is a one-stop shop for all your books, at least five linear meters worth of books. This fascinating armchair made by Nobody & Co [products] out of Italy is geared for those who like to be “immersed in deep reading.”

Hmmmm… I do like to immerse myself and I think this is a very unique piece of thing, however, I’m not sure how it would rate on the comfort meter. Let’s see:

Bibliochaise Comfort Meter Test 2006:

  • Back Support: Good padding, possibly not enough height
  • Arm Support: Decent, not much in the way of wiggle room
  • Leg Support: Non-existent
  • Neck Rest: Non-existent
  • Elbow Padding for Resting Arms: Non-existent
  • Long-Lasting Comfort: Not going to win any awards
  • All-Around Comfort: Not chair of the year

Well, folks, the results of the Bibliochaise Comfort Meter Test 2006 are in and it doesn’t look good. The final results indicate that however visually interesting and with quick access to your favorite books, this chair will not suffice in comfortability or sustained seating."

Fui também presenteado com mais uns modelos na mesma linha...

terça-feira

Ainda o empréstimo pago

Da informações que tenho vindo a compilar sobre o empréstimo pago sei que a França e Espanha já legislaram sobre este assunto.

Em França o valor a pagar é de 1 euros para as bibliotecas universitárias e de 1,50 euros para as restantes. (Delivros, n.º 181, 2004)

Em Espanha o valor a pagar por cada empréstimo será de 0,20 euros. Este valor será pago integralmente pelo Ministério da Cultura. (Estrella Digital/IWETEL, 22/03/2007)

Em Itália o pagamento será feito pelo Ministério da Cultura (80%) e pelas Câmaras Municipais (20%). (Sujeito a confirmação)

Alguém sabe se já se chegou a um valor em Itália, Irlanda e Luxemburgo?!

E nestes países que entidade assume o pagamento?

O pagamento é feito com base em estimativas de empréstimos por tipo de biblioteca, por números de documentos disponíveis ou em estatísticas internas de cada biblioteca?!

sexta-feira

"Prestito a pagamento, atto secondo" e "Il diritto negato"

A revista italiana Biblioteche Oggi na sua edição de Abril de 2007 inclui 2 artigos sobre o empréstimo pago que devem ser muito interessantes.
Um da autoria de Luca Ferrieri da Biblioteca de Cologno Monzese (Itália) com o título Prestito a pagamento, atto secondo mas do qual apenas consegui o resumo, mas que parece dar uma boa panorâmica sobre a situação italiana. Se alguém arranjar o texto integral peço o favor de divulgarem.

Prestito a pagamento, atto secondo [Abstract]
"The article analyses the situation after the European sentence against Italy, Spain and other countries about the public lending right and this matter in compliance with the Italian law: what seems a defeat, for the Italian librarians, could turn out the beginning of a new phase of the conflict between two conceptions of intellectual property and intellectual freedom.
It depends on several elements: the opening of a procedure against Scandinavian countries too, accused of not accomplishing the Directive 92/100; the difficulties in managing the Italian law; the grow­ing importance of the intellectual property’s sphere, which will affect many features of daily life. The article considers the global dimension of copyright and the impact on libraries of TRIPS and GATS agreements. The hypothesis is that the libraries have to be assumed and defended as ones of the mean institutions of “commons”, as the “copyleft’s homeland”. And the PLR introduction risks changing the loan in rent, the libraries in “blockbusters”, the open access world in a pirates reign. Are we entering a Second Enclosure Age?"

O outro artigo da autoria de Siv Wold-Karlsen uma jornalista sueca (?) com o título "Il diritto negato: Come i paesi scandinavi hanno affrontato la Direttiva europea sul prestito a pagamento e i problemi del copyright" apresenta a realidade dos países do norte da europa em matéria de direitos de autor, em que funciona um sistema de Public Lending Right, mas com características muito diferentes das imposições da União Europeia.

Ainda estou às voltas com o italiano mas será concerteza um bom contributo para o debate e a eflexão em torno deste assunto.

quinta-feira

Empréstimo Público nas Bibliotecas


Tanto quando sei França, Espanha e Itália já legislaram sobre este assunto e optaram por franquear a utilização de documentos nas bibliotecas públicas... As soluções encontrados para responsabilização do pagamento foram várias, mas em qualquer dos casos e de forma directa ou indirecta as bibliotecas (especialmente as públicas) acabaram por ser prejudicadas.

Mais uma vez refiro aqui 2 sites onde se podem ficar a conhecer algumas dos movimentos contra o empréstimo pago nas bibliotecas organizados em Espanha e Itália.

Mais informações sobre este assunto nos blogs viva biblioteca viva, bibliotecário anarquista, bibliotecário 2.0, ler em espinho, adrianepandora, lerdo ler e também na página da BAD.

Imagem: cartazes contra o empréstimo pago em Portugal, Itália e Espanha

segunda-feira

Remuneração pelo Empréstimo Público

"No passado mês de Junho, o Conselho Directivo Nacional da BAD enviou à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República a tomada de posição, que junto se anexa, sobre a Proposta de Lei 141/X, relativa à remuneração pelo empréstimo público.

Neste contexto, no dia 4 de Julho, a BAD foi ouvida em Audiência pela referida Comissão Especializada, tendo assim sido possível melhor explicar as posições do documento em anexo.

Na sequência desta Audiência e por sugestão dos Senhores Deputados presentes, a BAD apresentou no dia 12 de Julho à referida Comissão uma proposta concreta de alteração do Decreto-Lei n.º 332/97, cuja cópia aproveitamos para também divulgar."

Circular n.º 8 da BAD|16-07-2007

sexta-feira

Conversas de Biblioteca IV

Um técnico de biblioteca ausenta-se por uns instantes do local de atendimento e quando regressa é saudado desta forma por um utilizador:

- Então, foi fazer cocó?! E a casa de banho era longe...

quinta-feira

Formação dos Profissionais da Informação II

Continuando ainda a discussão em torno da formação dos profissionais...

Ordem, Sindicato ou Associação Profissional?!

Confesso que não tenho resposta fundamentada... seja porque ainda não reflecti o suficiente sobre o assunto, seja porque as 3 entidades podem coexistir uma vez que têm áreas de actuação distintas ainda que complementares ou mesmo porque não estamos (profissionais) preparados para este passo!

Se alguém esteve presente na conferência internacional organizada pela BAD em 2005 "Os Profissionais da Informação em Contexto Europeu: Perfis, Formação, Mobilidade" ficou com uma noção bastante clara do panorama nacional no que concerne à formação e qual as opiniões dos responsáveis pelos principais cursos disponíveis:

- Diferentes visões da formação profissional;
- Diferentes opiniões sobre os percursos formativos;
- Opiniões opostas sobre os conteúdos formativos;
- Conhecimentos bastante desiguais sobre a realidade profissional.

Assim, levanta-se uma questão: "Quem guarda os guardiães?!" Como podemos partir de um cenário actual de crescimento exponencial de ofertas formativas para uma realidade de acreditação, controlo de qualidade e uniformidade de conteúdos formativos?! Podem os profissionais auto-regular-se e manter a objectividade ou será necessário criar a tantas vezes referida "entidade externa"?! E quem integrará esta entidade?!

Informática ecológica

"Quando as pequenas coisas fazem as GRANDES diferenças o PLANETA agradece.

Ora aí está uma nova moda informática: em vez de usar o google, usar o blackle, por motivos ambientais...
Quando o monitor está todo branco (uma página do Word, por exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto, utiliza, em média, 59 watts. Partindo deste princípio, há alguns meses atrás, Mark Ontkush escreveu um artigo sobre a economia que poderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco.
Levando em conta a altíssima popularidade do site, seriam economizados, segundo os cálculos de Mark, cerca de 750 megawatts/hora por ano.

Em resposta ao artigo, o Google criou uma versão toda escura do seu motor de busca chamada Blackle.com, que funciona exactamente como a versão original mas consome menos energia: http://www.blackle.com/"

Recebido via e-mail.

quarta-feira

Próxima estação: grandes livros

Esta notícia tem data de finais de Junho, mas ainda assim achei por bem traze-la aqui pelas várias questões que levanta e por estarmos na altura do ano referida! Numa altura que ando às voltas com a descoberta e o aprofundar de um novo conceito nas bibliotecas - reader development - todas estas questões são familiares e levantam-me várias dúvidas e incertezas...

"Grandes livros não têm estação, diz Paula Moura Pinheiro
A sazonalidade da leitura existe, mas os grandes livros não têm estação, defendeu a jornalista Paula Moura Pinheiro quinta-feira à noite, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, num debate subordinado ao tema "Existem livros de Verão?".

"Nós temos as nossas próprias estações do ano que muitas vezes não coincidem com as estações do ano exteriores", observou Paula Moura Pinheiro, actual subdirectora da RTP2 e responsável pelo programa Câmara Clara.

Na sua opinião, só "quando o Verão interior e o Verão exterior coexistem", entendendo-se o primeiro como "disponibilidade ou tempo mental" e o segundo como "tempo" físico, se poderá falar em "livros de Verão", no sentido de leituras que as pessoas guardam para um período em que não estão a trabalhar, por se tratar de obras de maior fôlego, que exigem maior concentração.

"Durante o resto do ano, as pessoas estão cansadas e não têm tempo e a falta de qualidade de vida - frisou - é absolutamente desmobilizadora da leitura".

A jornalista rejeita igualmente a ideia de entretenimento ligada à literatura, por causa da história que a palavra "entretenimento" arrasta consigo, que não é compatível com a sua visão do que é a literatura.

"Eu não me entretenho com maus livros - a ligeireza de Verão não se aplica à literatura", sustentou.

Também Carla Hilário Quevedo, autora do blogue Bomba Inteligente, considera que não há livros de Verão.

"Mas de qualquer forma - argumentou - se há debate sobre esse tema, e se há livros classificados como sendo de Verão, é porque isso interessa às editoras, que haja livros que as pessoas compram para ler no Verão".

Segundo a bloguista e tradutora, há dois tipos de leitores, "os leitores que lêem e os que não lêem - e estes últimos são os que compram os livros de Verão".

O director-geral da editora ASA, Manuel Alberto Valente, pegou neste conceito dos não-leitores, e explicou que "foram eles que fizeram crescer o mercado editorial português".

"Do ponto de vista de quem edita, admito que há alguns livros que são sazonais, mas também penso que, de uma determinada maneira, todos os livros entretêm", defendeu.

Manuel Alberto Valente tem constatado, ao longo da sua experiência editorial, que "os leitores que não lêem, e que têm todo o direito de não o fazer, lêem no Verão como entretenimento".

"Temos um bocadinho a ideia de que toda a gente tem de funcionar como nós, mas as pessoas lêem aquilo que querem ler e há quem queira ler Dostoievski e quem queira ler Margarida Rebelo Pinto", comentou.

Em jeito de conclusão, Carla Hilário Quevedo tentou definir "o livro de Verão ideal".

"É o livro que se pode sujar com bronzeador, cujo peso não deve ultrapassar o de uma toalha de praia seca, que não tenha sido muito caro, para não termos pena se lhe acontecer alguma coisa, e de um género literário adequado à circunstância", rematou."

sexta-feira

Formação dos profissionais da informação

No seguimento do post "a profissão" publicado no blog A Informação resolvi expor aqui algumas das minhas dúvidas e incertezas sobre o futuro da nossa profissão e dos seus profissionais.

Muito se tem falado sobre qual o papel e a intervenção da BAD na evolução/transformação da formação dos profissionais da informação em Portugal e para quem participou na Conferência Internacional "Os Profissionais da Informação em Contexto Europeu", realizada em 2005, ficou mais ou menos esclarecido sobre o papel da BAD enquanto associação profissional que é.

É então urgente que ALGUÉM possa dar um parecer vinculativo sobre a quantidade e diversidade de formações que se multiplicam por vários estabelecimentos de ensino. Questões relacionadas com o corpo docente, a existência de bibliografia actualizada disponível na biblioteca, o curriculum dos cursos e a duração dos mesmo têm de ser estudadas e analisadas, dando lugar à aprovação ou não de funcionamento do curso e/ou à sua utilidade para aceder à carreira.

Pela amostra da formação disponível em Portugal apresentada pela BAD (que não é exaustiva) podemos ver a diversidade de formações existentes bem como a sua multiplicação nos últimos anos.

Por muito que se diga que existe uma área de trabalho além da carreia da função pública, o facto é que o Estado continua a ser o maior empregador. Numa altura em que tanto se fala na utilidade de alguns cursos superiores, será que ainda ninguém reparou no que se passa na nossa área.

A ideia deste post era já antiga e surgiu de uma dúvida sobre as licenciaturas em Ciências da Informação e variantes... qual o futuro profissional destes licenciados? Encontraram novas áreas de trabalho fora do Estado?! E em caso negativo conseguiram trabalhar na função pública como Técnico Superior de Biblioteca e Documentação ou encontrou-se um esquema para contornar o Decreto-Lei n.º 247/91 de 10 de Julho que por enquanto diz no art.º 5, n.º 1 o seguinte:

"O recrutamento para a categoria de técnico superior de biblioteca e documentação de 2.ª classe faz-se de entre indivíduos titulares de uma das habilitações seguintes:
a) Licenciatura, complementada por um dos cursos instituídos pelos Decretos n.os 20 478 e 22 014, respectivamente de 6 de Novembro de 1931 e de 21 de Dezembro de 1932, e pelos Decretos-Leis n.os 26 026 e 49 009, de, respectivamente, 7 de Novembro de 1935 e 16 de Maio de 1969;
b) Curso de especialização em Ciências Documentais, opção em Documentação e Biblioteca, criado pelo Decreto-Lei n.º 87/82, de 13 de Julho, e regulamentado pelas Portarias n.os 448/83 e 449/83, de 19 de Abril, e 852/85, de 9 de Novembro;
c) Outros cursos de especialização pós-licenciatura na área das Ciências Documentais de duração não inferior a dois anos, ministrados em instituições nacionais de ensino universitário;
d) Cursos ministrados em instituições estrangeiras reconhecidos como equivalentes aos mencionados nas alíneas precedentes."

Deixo para outro post a questão da aplicação do Processo de Bolonha na área das Ciências Documentais/Informação/Documentação, enquanto existirem licenciaturas, cursos de especialização e mestrados sem qualquer informação sobre a continuidade e reconhecimento futuro destes percursos.

quinta-feira

Empréstimo pago... continuação

Fiquei hoje a saber que a aplicação do Directiva comunitária 92/100/CE em Itália será aplicada com o pagamento dos custos sendo repartido entre o Ministério da Cultura (80%) e as Câmaras (20%).

Como seria fácil de imaginar algumas Câmaras já estão a pensar em reduzir os orçamentos das suas bibliotecas em 20 %!

O cerco parece estar a fechar-se...

E este silêncio nacional que até arrepia!


Páginas da campanha contra o empréstimo pago nas bibliotecas em Espanha, Itália e Portugal.

Imagem: Campanha contra o empréstimo pago (Itália).

quarta-feira

Ondas de Contos - Praia da Torre (Oeiras)

No ano passado estive lá e por isso posso comprovar que foi um serão inesquecível! Este ano volto a estar presente para assistir a mais uma edição desta grande iniciativa fruto do empenho das colegas do sector infantil da Biblioteca Municipal de Oeiras.

"Deixe-se levar por esta Onda de Contos e venha até à Praia da Torre no próximo dia 29 de Junho. Traga um casaco, um amigo, uma toalha para se sentar e deixe-se embalar pelas ondas do mar e as histórias de encantar…."
Mais informações aqui.

terça-feira

Conversas de Biblioteca III

Uma tarde normal de atendimento na sala de leitura:

- Boa tarde, estou à procura de um livro de uma autora, mas não sei como se chama em português...
- Boa tarde, mas sabe o nome da autora?!
- Sei sim, mas não em português!
- Mas diga-me o nome que sabe para vermos no catálogo se temos algum livro dessa autora disponível!
- O nome verdadeiro é Arundhati Roy!
- Vamos então ver se está algum livro disponível!

Ao ver no catálogo a indicação do livro e do nome da autora a leitora exclama:
- Ah... mas vocês têm o nome escrito da mesma forma...


Um manhã solarenga de atendimento na sala de leitura:

- Bom dia, não têm livros do Einstein... é que estive a procurar no catálogo e não encontrei nenhum!
- Bom dia, temos com toda a certeza livros de Einstein, podem é não estar disponíveis.
- Não, não... pesquisei no catálogo e não encontrei nada!
- Quando fez a pesquisa colocou primeiro o apelido e depois o nome próprio?!
- Sim, sim até pode ver aqui como pesquisei... Escolhi a opção de pesquisar por autor e depois escrevi o apelido (vírgula) nome próprio: "Stein, Ein".

segunda-feira

José Saramago "no" Second Life

As minhas incursões no Second Life foram poucas, bastante rápidas e apenas permitiram conhecer o aspecto da plataforma e ficar com conhecimentos básicos sobre o seu funcionamento. Um amigo meu mantém-me informado sobre os avanços do SL e sobre as potencialidades deste espaço virtual para a área das bibliotecas, em especial nos EUA.

Brevemente também entrarei no Second Life e poderei então acompanhar/avaliar melhor as suas valências para a nossa área.

Entretanto, vou estando atento às notícias que circulam sobre o assunto como este pequeno testemunho de José Saramago sobre o Second Life. O conteúdo do discurso não é novo, mas pelo menos demonstra alguma abertura para falar sobre o assunto.