"Quando, na minha adolescência, eu tinha uma grande sede de cultura e nenhuns recursos materiais para adquirir livros, a Biblioteca Pública de Belém do Pará (Brasil) foi-me imensamente útil.
Mais tarde, pensando que outros poderiam vir a encontrar-se nas mesmas dificuldades em que eu me encontrava então, tornei-me tanto quanto possível um fomentador de bibliotecas.
Assim, quando em 1970 e 1971, me concederam em França dois prémios literários, decidi imediatamente, decidi romanticamente pois não sou rico, edificar uma biblioteca em Ossela, ao seu povo destinada.
Está pronta. Pronta a funcionar entre pâmpanos da minha aldeia natal, nestes dias já a acobrearem-se numa suave melancolia, em todo o caso mais ditosos do que eu, pois se o Outono deles começa agora, o meu está no seu fim.
Pretendia doar essa biblioteca e todo o seu recheio ao Município de Oliveira de Azeméis representado pela sua Câmara, para que esta e as que lhe sucederem a conservassem e a mantivessem ao serviço dos habitantes de Ossela e também de outras localidades a quem ela pudesse eventualmente ser útil, se, para o efeito, os interessados ali fossem."
Excerto da carta em que Ferreira de Castro faz a doação da sua biblioteca pessoal e da biblioteca que mandou construir para a instalar.
quarta-feira
Biblioteca de Ossela
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Bruno Duarte Eiras
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9.4.08
terça-feira
"Ficheiros por autor"
Escrevi aqui, no mês passado, sobre a imagem ficcionada das funções de bibliotecário, ou melhor, da forma como o cinema ajudou a formar alguns estereótipos relacionados com esta profissão. Da glamorosa Carole Lombard a namoriscar entre estantes de madeira enroscada aos braços de Clark Gable no filme “No man of her own” à representação da bibliotecária ríspida, cinzenta e sem feminilidade, assim se foi construindo uma caricatura que em quase nada corresponde à realidade como eu a conheço. Por prudência, deixo ficar o “quase nada” por conta da realidade que não conheço.
Mas deixemos os estereótipos e as caricaturas e falemos de bibliotecários famosos embora não necessariamente famosos enquanto bibliotecários. Vejamos. Afinal, que têm em comum a Senhora Bush, Golda Meir, Nadezda Krupskaia (mulher de Lenine) e Hilda Guevara? E Mao Tse-Tung, Hume, Lewis Carroll, Benjamin Franklin e Marcel Duchamp? Pois bem: foram todos colegas de profissão e logo, meus colegas também. Todos foram bibliotecários em determinadas alturas das suas vidas, tendo-se tornado, para o bem e para ao mal, famosos por outras circunstâncias que não exactamente por terem andado entre estantes ou cumprido regras de catalogação. Vendo as coisas de outro modo e a bem da Humanidade, alguns deles deviam ter ficado pela nobre missão de classificar e arrumar as obras pelos vários temas em vez de terem produzido ou autorizado obras de cota única. Pelo contrário, também houve casos em que se perdeu um bibliotecário para se ganhar um grande artista, um proeminente pensador ou um clássico da Literatura.
Vejamos o caso de Proust. Para agradar à mãe e não hostilizar o pai, arranjou um emprego (ou uma ficção) não remunerado na Biblioteca de Mazarine na qual se distinguiu pelo número de ausências por falta de vontade ou faltas de ar.
Durante os nove anos que esteve numa das instalações da Biblioteca Municipal de Buenos Aires, Jorge Luis Borges foi um bibliotecário frustrado no seu trabalho. Hostilizado pelos colegas, refugiava-se nas caves da bibliotecas onde, para a História da Literatura, escreveu diversos artigos e também o conto “A Biblioteca de Babel”. Após a queda de Perón foi nomeado, aos 56 anos, nomeado Director da Biblioteca Nacional.
Escritores como Philip Larkin, Robert Musil, Strindberg, Goethe, os irmãos Grimm, Alexandre Soljenitsyne (na prisão), os filósofo Kant e Leibniz (criador do catálogo de entradas por autor), o multifacetado Benjamin Franklin (precursor das bibliotecas públicas), assim como diversos Papas foram igualmente bibliotecários, demonstrando uma grande versatilidade e inúmeras competências, como se diz agora.
Mas há outros bibliotecários famosos apesar de não se terem distinguido exactamente pela sua dedicação aos livros, como é o caso de Casanova. Após uma tumultuosa e agitada vida libertina, nos últimos anos da sua vida, este afamado personagem aborreceu-se de morte durante a sua reforma dourada enquanto sombrio bibliotecário de uma casa nobre, onde escreveu a sua autobiografia.
No entanto, houve quem certamente tivesse posto em prática os conhecimentos obtidos na técnica de classificação e indexação. Falo do chefe do FBI, J. Edgar Hoover, bibliotecário durante alguns anos na Biblioteca do Congresso. Suponho que experiência que desenvolveu na organização de ficheiros, arquivos e classificação por assuntos tenham sido da maior utilidade nas suas funções à frente do FBI.
E termino com alguns exemplos nacionais. Em Portugal, tivemos igualmente escritores que desempenharam funções em bibliotecas, personalidades que se destacaram pela sua actividade intelectual e acção política, como são os casos de Raul Proença e Jaime Cortesão, ambos aos serviço da Biblioteca Nacional, tendo este último sido seu director. Sem esquecer, claro, Fernando Pessoa, que concorreu, sem êxito ao cargo de conservador do Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães. Viria a ocupar esse lugar em 2000, atribuído simbolicamente pela Câmara de Cascais.
Informação recolhida em:
http://lisdb.blogspot.com/search/label/bibliotecarios%20c%C3%A9lebres%20pero%20por%20otra%20cosa
http://www.readingpl.org/weblog/2005/09/vol-7-no-37-september-22-2005.html
Maria Isabel Goulão
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Bruno Duarte Eiras
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8.4.08
segunda-feira
As muitas faces dos grupos de leitores
Muito embora o artigo procure valorizar (quanto a mim de forma um pouco infeliz!) este grupo de leitores dizendo que os seus participantes nada têm a ver com "os reformados, as donas-de-casa, os desocupados, o cliché do grupo feminino, espécie de reunião de tupperware", esta é apenas mais uma das muitas faces que os grupos de leitores podem conhecer conforme o local onde decorram, os livros seleccionados ou a forma como as sessões são orientadas.
Para quem já teve alguma contacto na dinamização de grupos de leitores apercebe-se muito facilmente que raramente este tipo de actividade cria leitores; na melhor das hipóteses constitui espaços de partilha de opiniões e de troca de experiências de leitura.
Não obstante a selecção de livros e as formas de abordagem das obras feita nas sessões efectua logo à partida uma selecção do tipo de participantes.
Recentemente num encontro de profissionais alguém se queixava de que no grupo de leitores da sua biblioteca apenas participavam pessoas que já eram leitores frequentes e que lamentava-se por não ter conseguido chegar aos que não eram leitores... Ao mesmo tempo um outro colega desabafava que noutro grupo de leitores não aparecia ninguém, nem os que eram leitores!
Em 2004 tive oportunidade de conversar com algumas pessoas que dinamizavam "comunidades de leitores" pelo país fora através do então IPLB (actual DGLB). Nessa altura fiquei a saber aquilo que vim a confirmar mais tarde com os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras:
- Apenas as pessoas que já tinham hábitos de leitura constituídos se interessavam por este tipo de actividades;
- A grande mais-valia dos grupos de leitores reside na criação de laços entre os participantes, na troca de opiniões e de experiências de leituras e na identificação do leitor com a biblioteca;
- Algumas pessoas preferem sessões mais próximas da aula de literatura ou da crítica textual pelo conforto que uma atitude passiva representa ou simplesmente porque é isso que procuram;
- Quando as sessões eram dinamizadas por figuras conhecidas do grande público, apareciam algumas pessoas que não eram leitores (nem tinham lido o livro recomendado) e que apenas estavam interessadas em VER o dinamizador.
Tal como prometido voltarei a este assunto muito em breve!
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Bruno Duarte Eiras
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7.4.08
domingo
Retrospectiva da quinzena*
- As minhas visitas a algumas bibliotecas públicas de trás-os-montes que me causaram diferentes reaçõespor diferentes razões me entusiasmaram ou deixaram triste: o bom trabalho de adaptação (exterior!) de uma antiga igreja para biblioteca pública em Miranda do Douro e que já aqui tinha falado; a conclusão do edifício da biblioteca de Mogadouro que espero que venha a contribuir para o desenvolvimento da população; a visita à biblioteca de Torre de Moncorvo num Sábado à tarde em que vários miúdos ficaram surpreendidos com o encerramento do espaço.
- Apesar de ter feito c. de 800 kms em menos de 48 horas valeu a pena ter participado na "Caminhada de Bloguistas BAD & LIS" em Vila Nova de Foz Côa. Foi muito bom rever o Pedro, a Luísa e ter ficado a conhecer os restantes participantes interessados em caminhadas, na beleza natural do Douro e nos blogs de uma forma geral. Mais informações sobre este encontro no Rato de Biblioteca e no Viva a biblioteca viva.
- Mais uma vez as Bibliotecas Municipais de Oeiras comemoraram o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil - este ano desfasado da data oficial, 2 de Abril, por motivos de calendário - com mais uma edição do Pijama às Letras. Como já é habitual um verdadeiro sucesso graças ao trabalho das colegas envolvidas.- O nascido do blog da Delegação Regional Norte da BAD (bad norte blogue) que com toda a certeza irá marcar a forma como a Associação se relaciona com os seus associados.
* Procurei fazer uma retrospectiva tão completa quanto aquelas a que o Pedro do Rato de Biblioteca já nos habituou... acho que ainda tenho que treinar mais um pouco. :-)
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Bruno Duarte Eiras
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6.4.08
sexta-feira
"tudo o que sempre quis saber sobre literacia de informação e nunca teve coragem de perguntar"
Para quem andava à procura de um livro sobre tudo o que sempre quis saber sobre literacia de informação e nunca teve coragem de perguntar pode ter encontrado no recente documento publicado pela UNESCO - "Understanding information literacy: a primer".Índice
Imagem: UNESCO
Via: PubLib
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Bruno Duarte Eiras
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14.3.08
Zona de Debate - CITA
Neste espaço serão apresentados quinzenalmente artigos da autoria de diferentes investigadores de qualquer âmbito das Tecnologias de Informação, da Sociedade do Conhecimento e da Educação. Cada Debate será apoiado por vários recursos relacionados com o tema em questão: bibliografias, hiperligações de interesse, outros artigos, notícias, bem como a possibilidade de enviar comentários, críticas e sugestões.José Luis Molinuevo - Cambios en la cultura de las nuevas tecnologías. [1 de Fevereiro]
Tíscar Lara - Los blogs: identidad, educación, comunicación. [16 de Fevereiro]
Antonio Fumero - Análisis crítico de la Web social 2.0. [3 de Março]
Andoni Alonso - El debate en torno al software libre. [17 de Março]
Javier Bustamente - La sociedad del conocimiento libre. [2 de Abril]
Rafael Casado - El diseño ciudadano de las nuevas tecnologías. [17 de Abril]
Joaquín Pinto - Educación y redes sociales. [5 de Maio]
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Bruno Duarte Eiras
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7.3.08
quinta-feira
CONVITE - caminhada de bloguistas bad & lis...
O Pedro Príncipe teve a excelente ideia de organizar uma caminhada pela linha do Douro durante os próximos dias 29 e 30 de Março.
Nas palavras do próprio...
Sabendo do gosto de muitos de nós por mais um post numa boa conversa... intuindo o gosto de alguns pelas tags de natureza... imaginando a vontade de links com outros... e, por último, adivinhando a necessidade para muitos de gadgets com pequenas viagens... nasceu a ideia de uma viagem-encontro-caminhada de bloguistas e leitores bad & lis (*).(* bad & lis) – biblioteconomia, arquivo e documentação e das bibliotecas e ciências da informaçãoUm encontro com o objectivo de:1. Assinalar o primeiro ano após a realização do painel sobre weblogues no IX Congresso BAD, juntando novamente todos os participantes nesse debate;2. Promover um espaço de convívio entre bloguistas e leitores no domínio bad & lis, marcando assim o acentuado crescimento de weblogues destas áreas.
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Bruno Duarte Eiras
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6.3.08
quarta-feira
"O livro, esse grande objecto"
Um artigo publicado recentemente na edição em linha da BBC News, colocava a questão: “Ler livros torna-nos mais espertos?”, a propósito da iniciativa “Ano Nacional de Leitura” lançada a passada semana pelo Primeiro Ministro britânico.
Pois é sobre livros que esta coluna trata neste número, mas nada de crítica literária, pois isso fica para quem sabe. Mas até (me) soa bem poder afirmar que os livros são parte fundamental na minha vida, o que é uma boa verdade. Apesar desta coluna se chamar “Geração Vinil”, esclareço desde já que não usa chinó, lentes grossas nem fatos mal amanhados, estereotipo estafado da figura de bibliotecária, também conhecida por “the shhh people” expressão engraçada pela qual são (ou foram) chamados estes técnicos do livro. Falo de livros enquanto objectos e não necessariamente de leitura. Como poderão imaginar, os processos de tratamento de que os livros são alvo, nada têm de romântico: uma secretária cheia de obras à espera de serem classificadas, catalogadas e cotadas não se compadece com os prazeres da leitura nem com obras primas literárias. Dito de outra forma, um livro do Philip Roth leva exactamente o mesmo tratamento que um livro de receitas de sushi. Pode parecer injusto, mas é assim.
Estamos bem longe da ideia romântica da imagem da bibliotecária a namoriscar entre estantes de madeira, como Spencer Tracy e Katharine Hepburn no filme "Desk Set”, a loura Carole Lombard enroscada nos braços do Clark Gable em “No man of her own” ou uma Betty Davis destemida, no filme “Storm center” em pleno “mccarthismo”. Coisas de filmes a preto e branco, como os microfilmes.
Porque uma bibliotecária, a cores e na vida real, rodeada de códices, obras de botânica, estampas, mapas, romances ou de bases de dados em linha, com cheiro a livros de tinta fresca ou amarelados do tempo, procura, acima de tudo, fazer chegar o seu trabalho junto dos leitores o mais breve possível. Em vez da fantasia das metáforas, da sintaxe apurada da obra e da beleza da escrita, o bibliotecário suspira por um índice bem construído que lhe há-de ser de grande utilidade quando tiver que a classificar.
Para além dos livros que estão à nossa guarda, existem também aqueles que nos oferecem e não lemos, aqueles que vamos comprando e os nunca abrimos, aqueles que damos porque gostaríamos de os ler, aqueles que gostaríamos de ter e nunca compramos por serem caros, aqueles que começamos a ler duas, três vezes e nunca os acabamos, porque entretanto dois ou três outros vão entrando e têm os mesmo destino(1). Sem esquecer os livros que se compram com gula, por causa da capa, pelo retrato que lá está ou seduzidos pela badana, mesmo que o recheio seja, (e é tantas vezes) uma enorme desilusão. Como costuma dizer um amigo, com especial acerto, basta colocar as fotografias ou as imagens certas numa qualquer compilação de receitas de pudins em banho-maria para se tornar um estoiro de vendas.
Para além do seu valor literário, patrimonial ou estético, pouco se fala do livro enquanto objecto. Por mim, parece-me bem que cada um fale do que conhece e “classifique” como sabe.Maria Isabel Goulão
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Bruno Duarte Eiras
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5.3.08
terça-feira
Changing the Way Libraries Do Business: Meeting the Challenges of the Web 2.0 World
Come hear five experts who wished for change and then made it happen, through Web 2.0 technologies and more. You’ll walk away from this day-long session, co-sponsored by OCLC Eastern and SOLINET, with practical information you can implement immediately at your library.Speakers include:
LibraryThing for Libraries by Kate Sheehan (Darien Public Library on Automation)
Mais informações aqui.
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Bruno Duarte Eiras
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4.3.08
segunda-feira
Conversas de biblioteca IX
Uma senhora aproxima-se do bibliotecário na sala de leitura e diz:
- Bom dia, pode-me ver se têm na biblioteca o livro "Stress no dia-a-dia"?
- Bom dia, vamos então confirmar no catálogo se temos esse livro - responde o bibliotecário.
Depois de confirmar que o livro não existe na biblioteca o técnico sugere:
- Infelizmente não temos esse livro, mas temos outros sobre o mesmo tema.
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Bruno Duarte Eiras
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3.3.08
domingo
Leituras reais sobre mundos virtuais
O primeiro que encontrei foi o novo livro de José Antunes - Mundos Virtuais - editado pela Porto Editora e cujo lançamento online, no Second Life, decorreu na passada 5ª feira na ilha da Universidade do Porto. Infelizmente e devido a um equivoco "virtual" cheguei ao local do lançamento no momento exacto em que tinha terminado.
Mais à frente encontrei a 2ª edição de Second Life: the official guide, editado pela Wiley Publishing e da autoria da própria Linden Labs.
Apesar do risco de desactaulização optei por adquirir este livro e ficar com uma opinião mais estruturada sobre o Second Life: o que é, como é e para o que pode servir esta plataforma, tudo explicado por quem trabalha para desenvolver este novo espaço revolucionário de sociabilização, lazer e aprendizagem.
Vou tentar aprender mais alguma coisa sobre o SL e depois vou dando conta aqui no blog.
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Bruno Duarte Eiras
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2.3.08
sábado
III Encontro Ibérico de Docentes e Investigadores em Informação e Documentação
Mais informações aqui.
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Bruno Duarte Eiras
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1.3.08
terça-feira
Portal da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas
Desde a semana passada (pelo menos só reparei nessa altura) que está disponível o Portal da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas (RCBP).Apresentada publicamente durante o 12º Encontro Nacional de Bibliotecário da RNBP, que decorreu nos dias 22 e 23 de Junho de 2005, a RCBP é um projecto da iniciativa da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, desenvolvido em parceria com os Municípios e co-financiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento.
Ainda em fase experimental, este portal tem por objectivo disponibilizar recursos e serviços para as bibliotecas, e fomentar, entre estas, o diálogo e a cooperação, contribuindo assim para a consolidação da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Para além de informação e recursos interessantes (alguns já disponíveis, outros a apresentar brevemente) para os bibliotecários, de salientar a listagem de alguns blogs de profissionais de biblioteca e documentação. Que eu tenha conhecimento é a primeira listagem oficial de blogs na nossa área!
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Bruno Duarte Eiras
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19.2.08
segunda-feira
"Livrarias devem ser serviço público"
Neste artigo, Américo Ameal da livraria Byblos diz aquilo que mais me deixou a pensar:
Há jovens que passam tardes, sentados no chão, a devorarem livros. Mas, esses, que hoje não compram nada, vão ser os mesmos que no futuro vão comprar muitos livros para os filhos". E insiste que o lema deve ser: "Venha, leia, se quiser, compre".As bibliotecas têm realmente muito a aprender com as livrarias!
Isto fez-me lembrar um trabalho que diz durante a pós-graduação em que debatia exactamente esta relação entre bibliotecas e livrarias. Tenho de procurar este texto e trazer novamente aqui esta questão!
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Bruno Duarte Eiras
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18.2.08
Guia prático sobre Second Life
O jornalista do semanário Expresso José Antunes lança dia 28 na Internet um guia prático de 80 páginas sobre o mundo virtual Second Life (SL), anunciou hoje a Porto Editora (PD)."Este guia destina-se a todas as pessoas que ouviram falar em SL, que têm alguma curiosidade em espreitar, mas não sabem bem como", explica José Antunes, para quem o Second Life "é a próxima fase da Internet".
José Antunes tornou-se, em 2007, o primeiro enviado de um jornal português ao SL, mantendo na edição online do Expresso um dossier sobre o mais famoso mundo virtual.
"Com este lançamento virtual, uma parceria com a UP, a Porto Editora torna-se na primeira editora a publicar uma obra recorrendo a uma das mais populares e promissoras ferramentas tecnológicas da actualidade, o SL", refere a PD, em comunicado.
O Second Life foi lançado oficialmente em Maio de 2003 pela empresa norte-americana Linden Lab, tendo actualmente mais de 12 milhões de avatares (personagens virtuais) registados, dos quais cerca de 100 mil são portugueses.
Depois de uma primeira fase de acesso pago, o SL passou a permitir a entrada gratuita de novos "residentes", que, contudo, precisam de comprar linden dólares para poderem adquirir terrenos ou objectos no mundo virtual.
Portugal é o 15º país em número de avatares activos (já chegou a ser 12º), de acordo com as estatísticas oficiais referentes a Novembro de 2007.
Imagem: Blog Discursos do outro mundo
(As hiperligações são minhas)
Confesso que estou curioso para ler em este livro!
Ainda na semana passada falava com um amigo sobre o facto de não existir nenhum livro em português sobre o Second Life. Cá está ele!
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Bruno Duarte Eiras
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18.2.08
domingo
A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues
Visto no Mundo Pessoa.No próximo dia 6 de Março, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, terá lugar a apresentação, a cargo de Eduardo Pitta, do livro de Luís Carmelo (na foto) A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues (Magna Editora).Autor e apresentador juntar-se-ão depois a um conjunto de pessoas convidadas a debater "o modo como as linguagens seculares (que aprendemos sem ter em conta a rede) se moldam, hoje em dia, à rede e mais concretamente aos blogues." A moderação é da responsabilidade de Paulo Gorjão e os bloggers presentes serão: Carla Hilário Quevedo, Isabela, Pedro Rolo Duarte e Vasco M. Barreto.
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Bruno Duarte Eiras
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17.2.08
UNESCO e IFLA lançam concurso para criação de logotipo sobre literacia informativa
A UNESCO e a IFLA convidam a propor um logótipo internacional para identificar o trabalho de desenvolvimento das habilidades informativas, igualmente denominado literacia informativa . O objectivo deste logótipo é facilitar a comunicação entre aqueles que levam a cabo projectos de litareacia informativa, a sua comunidade e a sociedade en geral. O logotipo será promovido como um símbolo internacional da literacia informacional em todo o mundo.Mais informações sobre o concurso na página InfoLit Global.
Imagem: Biblioteca Pública de Évora
Na página da InfoLit Global é possível ter acesso a muita informação sobre literacia da informação, tais como documentos técnicos, blogs, recursos e ferramentas, tutoriais, notícias sobre formação, notícias etc.).
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Bruno Duarte Eiras
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17.2.08
Mais uma referência aos blogs
Apesar de não ser exactamente inovador, o texto revê algumas das principais consequências do fenómeno blog numa perspectiva bastante actualizada. A autora do artigo, Sara Boxer, publicou este mês um livro sobre este tema que foi aguardado com alguma curiosidade - Ultimate Blogs: Masterworks from the Wild Web - uma vez que consiste numa antologia do que de melhor foi publicado em alguns blogs.
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Bruno Duarte Eiras
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17.2.08
quinta-feira
Desejo de bibliotecário!
Aproveitando que está a decorrer o concurso do BiblioFilmes aqui fica esta sugestão!
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Bruno Duarte Eiras
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14.2.08
CEF^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life
Neste dia serão apresentados os objectivos, o programa e feita uma primeira abordagem aos eventos que terão lugar ao longos dos próximos meses com vista à criação de uma dinâmica e comunidade que promova a difusão, reflexão e discussão em torno das potencialidades do Second Life e dos Ambientes Virtuais 3D em diferentes domínios de actuação. A apresentação ficará a cargo da equipa de docentes e da second.ua
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Bruno Duarte Eiras
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14.2.08









