E se as histórias infantis fossem de leitura obrigatória para os adultos?
Seríamos realmente capazes de aprender o que há tanto tempo vimos a ensinar?
quarta-feira
José Saramago - A consistência dos sonhos
Por
Bruno Duarte Eiras
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30.4.08
100º aniversário de "O Vento nos Salgueiros"
Para quem como eu é fã d' O Vento nos Salgueiros, desde os tempos em que o genérico na RTP era cantado pelo Jorge Palma, esta será com toda a certeza uma boa notícia que nos deixa com vontade de continuar as aventuras do Sapo, da Toupeira e do rato.
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Bruno Duarte Eiras
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30.4.08
terça-feira
Bem-vindo Cibertecário 0.2
O Cibertecário Eloy Rodrigues chega finalmente ao mundo dos blogs na primeira. Inspirado pelo painel organizado pela Luísa Alvim no Congresso da BAD realizado nos Açores, eis que chega à net um dos "peso-pesados" (expressão imortalizada por Pedro Príncipe) da área BAD/LIS nacional.
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Bruno Duarte Eiras
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29.4.08
segunda-feira
Inquérito sobre Grupos de Leitores
I am posting on behalf of the Readers' Advisory Committee of the American Library Association.
This is our second call out to book group members. We know you like to talk about books, but we want you to talk to us about your book group. Please help us get a picture of book groups by participating in a short informal survey from the Readers' Advisory Committee of the American Library Association.
To visit the survey, go to http://www.readersadvisory.org
Click on the link on the left that says "Book Group Survey".
Preliminary data will be presented at the ALA Annual Conference in Anaheim, CA at the program "Reading Group Therapy: How to Repair,Revamp and Revitalize Your Book Group". This program will be presented by book group expert Nancy Pearl, and is being held Sunday, June 29th, 2008, from 10:30 a.m.-12 p.m.
As we are trying to get as broad a picture as possible of the book groups, please pass the link to the survey along to other book group members and book group support organizations in your community.
Thanks,
Megan McArdle
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Bruno Duarte Eiras
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28.4.08
domingo
Web social para profissionais da informação
La iniciativa de SEDIC de crear una comunidad de prácticas sobre Web social para profesionales de información ha resultado un éxito de convocatoria. El proyecto parte del objetivo de reunir a profesionales hispanohablantes de archivos, bibliotecas y centros de documentación para participar en una propuesta de aprendizaje compartido. La respuesta ha sido contundente: cerca de 1.500 usuarios inscritos. A través del blog de la comunidad y durante ocho semanas y media se irán ofreciendo contenidos sobre web social, comenzando por una aproximación teórica y continuando por las diferentes tecnologías y herramientas de la web social, con especial atención a los servicios de mayor utilidad en las unidades de información.
El programa incluye un contexto teórico, publicación en blogs, sindicación de noticias, wikis, aplicaciones de escritorio, archivos compartidos, redes sociales y muchas otras tecnologías de la web 2.0. Junto al blog de la comunidad, se ha creado el wiki Biblioteca 2.0 y +, en el que se ofrecen los recursos sobre web social más útiles para profesionales de la información. El sistema de aprendizaje parte de los mensajes que se irán incorporando diariamente a la plataforma de la comunidad. Los miembros registrados intercambiarán sus opiniones, sugerencias y experiencia a través de los comentarios.
Tanto el blog como el wiki están abiertos, por lo que la comunidad generará recursos de información que serán útiles para cualquier persona interesada. Se trata de una iniciativa de aprendizaje colaborativo que se basa en las tecnologías de la participación para compartir los conocimientos de los profesionales de la información de esta amplia comunidad.
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Bruno Duarte Eiras
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27.4.08
quarta-feira
Caetano Veloso - "Livros"
Caetano Veloso - Livros (1998)
Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pr'a a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.
Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pr'a fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou o que é muito pior por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pr'a mim foste a estrela entre as estrelas.
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Bruno Duarte Eiras
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23.4.08
Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor
Comemora-se a 23 de Abril o 13º Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, proclamado pela Conferência Geral da UNESCO, em 1995, com o objectivo de promover uma maior consciencialização sobre a importância dos livros na nossa sociedade.Para informação sobre as actividades a realizar em todo o mundo e para obtenção do poster comemorativo e mensagem do Director-Geral da UNESCO, Kuïchiro Matsuura, poderá aceder em www.unesco.org/culture/bookday.
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Bruno Duarte Eiras
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23.4.08
terça-feira
O mês da profissão de informação-documentação
Porque nunca é demais afirmar a importância cultural das bibliotecas e dos seus profissionais e a sua tantas vezes esquecida relevância social, deixo aqui os meus parabéns à Divisão de Gestão de Bibliotecas da CML por esta iniciativa.Do vasto programa de actividades previstas (conferências, cursos, exposições, mostras documentais e visitas guiadas), destaco a realização de um curso livro sobre "A História das bibliotecas e da leitura pública no Portugal contemporâneo" e a conferência de abertura proferida por Vera Borges do ICS sobre "Desafios ao exercício da profissão: uma reflexão sociológica".
Apesar da organização informar de que as iniciativas têm como público-alvo "actuais e potenciais profissionais desta área", acho que estas iniciativas podem servir essencialmente para os públicos das bibliotecas ficarem a conhecer melhor aqueles que lá trabalham.
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Bruno Duarte Eiras
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15.4.08
segunda-feira
Grupo de Leitores de BD na Bedeteca de Lisboa
O GLBD é uma actividade da Bedeteca de Lisboa, concebida em colaboração com Sara Figueiredo Costa e Pedro Moura, sendo este último o moderador de cada sessão. O objectivo principal deste GLBD é a partilha das leituras de um conjunto de títulos de banda desenhada. Este conjunto está seleccionado e será apresentado pelo moderador na primeira sessão, assim como a sua justificação e a metodologia de trabalho a seguir. Todavia, para que haja uma maior proximidade das expectativas e conhecimentos dos leitores, espera-se uma participação activa dos mesmos na primeira sessão a delinear toda a estratégia, admitindo-se a alteração dos títulos.
A metodologia geral prevê a leitura de cada título antes da sessão correspondente, na qual será facultado apoio documental. Leitura entre pares, alargar os horizontes de leitura, aprender mais sobre o universo da banda desenhada são os objectivos desta iniciativa.As sessões decorrerão no auditório da Bedeteca de Lisboa, de 15 em 15 dias. A partir de Sábado, dia 19 de Abril, às 16h30. Seguem-se dias 3, 17 e 21 de Maio, 14 e 28 de Junho e 12 de Julho. As inscrições estão abertas a pessoas a partir dos 16 anos, sem qualquer outro tipo de limitação. Poderão ser feitas através de telefone (21 853 66 76), contactando-se Marcos Farrajota ou Ana Júdice, ou o email bedeteca@cm-lisboa.pt.
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Bruno Duarte Eiras
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14.4.08
sexta-feira
"Do livro para o blog"
Livros que nasceram de blogs, há muitos. Já o contrário, não é habitual. Em 1918, o escritor catalão Josep Pla iniciou a escrita de entradas no seu "Quadern Gris", um dos livros mais lidos da moderna literatura catalã. Para comemorar os 90 anos da efeméride, a Fundació Josep Pla decidiu inaugurar um blog onde regista, exactamente nos mesmos dias em que Pla o fez, as entradas do "Quadern Gris". Em Novembro desde ano, mês em que terminarão as entradas, teremos a edição integral do livro em formato blog [http://quaderngris.blogspot.com/] disponível para os leitores de qualquer ponto do mundo.In Os Meus Livros (Abril 2008)
Estes são apenas 2 exemplos de como os blogs podem ajudar na divulgação literária, na revelação de novos talentos e na construção de novos processo de construção de textos literários: quem não se lembra de "A Baía dos Tigres" de Pedro Rosa Mendes que foi a primeira experiência nacional de publicação simultânea na internet e em papel ou "Os Surfistas" de Rui Zink, escrito integralmente na internet com a colaboração do público.
Se já antes de toda esta oferta era costume dizer-se: "Tantos livros e tão pouco tempo...", que será de nós agora!
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Bruno Duarte Eiras
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11.4.08
quinta-feira
Ideias há muitas...
A IFLA disponibiliza uma nova versão da base de dados de projectos de sucesso em bibliotecas (Library Success Stories Database). Esta iniciativa faz parte das actividades programas na Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação (World Summit on the Information Society), onde se encaram as bibliotecas como elementos integradores da Sociedade da Informação. A base de dados contém registos de actividades, realizadas em diferentes tipos de bibliotecas de vários países, sobre a função da biblioteca enquanto promotora da literacia de informação e como centro de recursos para a aprendizagem ao longo da vida.Até ao momento ainda não está registado nenhum projecto português; e o nosso país apenas aparece num projecto europeu em que a Biblioteca Nacional é parceira.
Como diz um colega meu em jeito de brincadeira: - "Está tudo inventado!"
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Bruno Duarte Eiras
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10.4.08
quarta-feira
Biblioteca de Ossela
"Quando, na minha adolescência, eu tinha uma grande sede de cultura e nenhuns recursos materiais para adquirir livros, a Biblioteca Pública de Belém do Pará (Brasil) foi-me imensamente útil.
Mais tarde, pensando que outros poderiam vir a encontrar-se nas mesmas dificuldades em que eu me encontrava então, tornei-me tanto quanto possível um fomentador de bibliotecas.
Assim, quando em 1970 e 1971, me concederam em França dois prémios literários, decidi imediatamente, decidi romanticamente pois não sou rico, edificar uma biblioteca em Ossela, ao seu povo destinada.
Está pronta. Pronta a funcionar entre pâmpanos da minha aldeia natal, nestes dias já a acobrearem-se numa suave melancolia, em todo o caso mais ditosos do que eu, pois se o Outono deles começa agora, o meu está no seu fim.
Pretendia doar essa biblioteca e todo o seu recheio ao Município de Oliveira de Azeméis representado pela sua Câmara, para que esta e as que lhe sucederem a conservassem e a mantivessem ao serviço dos habitantes de Ossela e também de outras localidades a quem ela pudesse eventualmente ser útil, se, para o efeito, os interessados ali fossem."
Excerto da carta em que Ferreira de Castro faz a doação da sua biblioteca pessoal e da biblioteca que mandou construir para a instalar.
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Bruno Duarte Eiras
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9.4.08
terça-feira
"Ficheiros por autor"
Escrevi aqui, no mês passado, sobre a imagem ficcionada das funções de bibliotecário, ou melhor, da forma como o cinema ajudou a formar alguns estereótipos relacionados com esta profissão. Da glamorosa Carole Lombard a namoriscar entre estantes de madeira enroscada aos braços de Clark Gable no filme “No man of her own” à representação da bibliotecária ríspida, cinzenta e sem feminilidade, assim se foi construindo uma caricatura que em quase nada corresponde à realidade como eu a conheço. Por prudência, deixo ficar o “quase nada” por conta da realidade que não conheço.
Mas deixemos os estereótipos e as caricaturas e falemos de bibliotecários famosos embora não necessariamente famosos enquanto bibliotecários. Vejamos. Afinal, que têm em comum a Senhora Bush, Golda Meir, Nadezda Krupskaia (mulher de Lenine) e Hilda Guevara? E Mao Tse-Tung, Hume, Lewis Carroll, Benjamin Franklin e Marcel Duchamp? Pois bem: foram todos colegas de profissão e logo, meus colegas também. Todos foram bibliotecários em determinadas alturas das suas vidas, tendo-se tornado, para o bem e para ao mal, famosos por outras circunstâncias que não exactamente por terem andado entre estantes ou cumprido regras de catalogação. Vendo as coisas de outro modo e a bem da Humanidade, alguns deles deviam ter ficado pela nobre missão de classificar e arrumar as obras pelos vários temas em vez de terem produzido ou autorizado obras de cota única. Pelo contrário, também houve casos em que se perdeu um bibliotecário para se ganhar um grande artista, um proeminente pensador ou um clássico da Literatura.
Vejamos o caso de Proust. Para agradar à mãe e não hostilizar o pai, arranjou um emprego (ou uma ficção) não remunerado na Biblioteca de Mazarine na qual se distinguiu pelo número de ausências por falta de vontade ou faltas de ar.
Durante os nove anos que esteve numa das instalações da Biblioteca Municipal de Buenos Aires, Jorge Luis Borges foi um bibliotecário frustrado no seu trabalho. Hostilizado pelos colegas, refugiava-se nas caves da bibliotecas onde, para a História da Literatura, escreveu diversos artigos e também o conto “A Biblioteca de Babel”. Após a queda de Perón foi nomeado, aos 56 anos, nomeado Director da Biblioteca Nacional.
Escritores como Philip Larkin, Robert Musil, Strindberg, Goethe, os irmãos Grimm, Alexandre Soljenitsyne (na prisão), os filósofo Kant e Leibniz (criador do catálogo de entradas por autor), o multifacetado Benjamin Franklin (precursor das bibliotecas públicas), assim como diversos Papas foram igualmente bibliotecários, demonstrando uma grande versatilidade e inúmeras competências, como se diz agora.
Mas há outros bibliotecários famosos apesar de não se terem distinguido exactamente pela sua dedicação aos livros, como é o caso de Casanova. Após uma tumultuosa e agitada vida libertina, nos últimos anos da sua vida, este afamado personagem aborreceu-se de morte durante a sua reforma dourada enquanto sombrio bibliotecário de uma casa nobre, onde escreveu a sua autobiografia.
No entanto, houve quem certamente tivesse posto em prática os conhecimentos obtidos na técnica de classificação e indexação. Falo do chefe do FBI, J. Edgar Hoover, bibliotecário durante alguns anos na Biblioteca do Congresso. Suponho que experiência que desenvolveu na organização de ficheiros, arquivos e classificação por assuntos tenham sido da maior utilidade nas suas funções à frente do FBI.
E termino com alguns exemplos nacionais. Em Portugal, tivemos igualmente escritores que desempenharam funções em bibliotecas, personalidades que se destacaram pela sua actividade intelectual e acção política, como são os casos de Raul Proença e Jaime Cortesão, ambos aos serviço da Biblioteca Nacional, tendo este último sido seu director. Sem esquecer, claro, Fernando Pessoa, que concorreu, sem êxito ao cargo de conservador do Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães. Viria a ocupar esse lugar em 2000, atribuído simbolicamente pela Câmara de Cascais.
Informação recolhida em:
http://lisdb.blogspot.com/search/label/bibliotecarios%20c%C3%A9lebres%20pero%20por%20otra%20cosa
http://www.readingpl.org/weblog/2005/09/vol-7-no-37-september-22-2005.html
Maria Isabel Goulão
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Bruno Duarte Eiras
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8.4.08
segunda-feira
As muitas faces dos grupos de leitores
Muito embora o artigo procure valorizar (quanto a mim de forma um pouco infeliz!) este grupo de leitores dizendo que os seus participantes nada têm a ver com "os reformados, as donas-de-casa, os desocupados, o cliché do grupo feminino, espécie de reunião de tupperware", esta é apenas mais uma das muitas faces que os grupos de leitores podem conhecer conforme o local onde decorram, os livros seleccionados ou a forma como as sessões são orientadas.
Para quem já teve alguma contacto na dinamização de grupos de leitores apercebe-se muito facilmente que raramente este tipo de actividade cria leitores; na melhor das hipóteses constitui espaços de partilha de opiniões e de troca de experiências de leitura.
Não obstante a selecção de livros e as formas de abordagem das obras feita nas sessões efectua logo à partida uma selecção do tipo de participantes.
Recentemente num encontro de profissionais alguém se queixava de que no grupo de leitores da sua biblioteca apenas participavam pessoas que já eram leitores frequentes e que lamentava-se por não ter conseguido chegar aos que não eram leitores... Ao mesmo tempo um outro colega desabafava que noutro grupo de leitores não aparecia ninguém, nem os que eram leitores!
Em 2004 tive oportunidade de conversar com algumas pessoas que dinamizavam "comunidades de leitores" pelo país fora através do então IPLB (actual DGLB). Nessa altura fiquei a saber aquilo que vim a confirmar mais tarde com os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras:
- Apenas as pessoas que já tinham hábitos de leitura constituídos se interessavam por este tipo de actividades;
- A grande mais-valia dos grupos de leitores reside na criação de laços entre os participantes, na troca de opiniões e de experiências de leituras e na identificação do leitor com a biblioteca;
- Algumas pessoas preferem sessões mais próximas da aula de literatura ou da crítica textual pelo conforto que uma atitude passiva representa ou simplesmente porque é isso que procuram;
- Quando as sessões eram dinamizadas por figuras conhecidas do grande público, apareciam algumas pessoas que não eram leitores (nem tinham lido o livro recomendado) e que apenas estavam interessadas em VER o dinamizador.
Tal como prometido voltarei a este assunto muito em breve!
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Bruno Duarte Eiras
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7.4.08
domingo
Retrospectiva da quinzena*
- As minhas visitas a algumas bibliotecas públicas de trás-os-montes que me causaram diferentes reaçõespor diferentes razões me entusiasmaram ou deixaram triste: o bom trabalho de adaptação (exterior!) de uma antiga igreja para biblioteca pública em Miranda do Douro e que já aqui tinha falado; a conclusão do edifício da biblioteca de Mogadouro que espero que venha a contribuir para o desenvolvimento da população; a visita à biblioteca de Torre de Moncorvo num Sábado à tarde em que vários miúdos ficaram surpreendidos com o encerramento do espaço.
- Apesar de ter feito c. de 800 kms em menos de 48 horas valeu a pena ter participado na "Caminhada de Bloguistas BAD & LIS" em Vila Nova de Foz Côa. Foi muito bom rever o Pedro, a Luísa e ter ficado a conhecer os restantes participantes interessados em caminhadas, na beleza natural do Douro e nos blogs de uma forma geral. Mais informações sobre este encontro no Rato de Biblioteca e no Viva a biblioteca viva.
- Mais uma vez as Bibliotecas Municipais de Oeiras comemoraram o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil - este ano desfasado da data oficial, 2 de Abril, por motivos de calendário - com mais uma edição do Pijama às Letras. Como já é habitual um verdadeiro sucesso graças ao trabalho das colegas envolvidas.- O nascido do blog da Delegação Regional Norte da BAD (bad norte blogue) que com toda a certeza irá marcar a forma como a Associação se relaciona com os seus associados.
* Procurei fazer uma retrospectiva tão completa quanto aquelas a que o Pedro do Rato de Biblioteca já nos habituou... acho que ainda tenho que treinar mais um pouco. :-)
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Bruno Duarte Eiras
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6.4.08
sexta-feira
"tudo o que sempre quis saber sobre literacia de informação e nunca teve coragem de perguntar"
Para quem andava à procura de um livro sobre tudo o que sempre quis saber sobre literacia de informação e nunca teve coragem de perguntar pode ter encontrado no recente documento publicado pela UNESCO - "Understanding information literacy: a primer".Índice
Imagem: UNESCO
Via: PubLib
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Bruno Duarte Eiras
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14.3.08
Zona de Debate - CITA
Neste espaço serão apresentados quinzenalmente artigos da autoria de diferentes investigadores de qualquer âmbito das Tecnologias de Informação, da Sociedade do Conhecimento e da Educação. Cada Debate será apoiado por vários recursos relacionados com o tema em questão: bibliografias, hiperligações de interesse, outros artigos, notícias, bem como a possibilidade de enviar comentários, críticas e sugestões.José Luis Molinuevo - Cambios en la cultura de las nuevas tecnologías. [1 de Fevereiro]
Tíscar Lara - Los blogs: identidad, educación, comunicación. [16 de Fevereiro]
Antonio Fumero - Análisis crítico de la Web social 2.0. [3 de Março]
Andoni Alonso - El debate en torno al software libre. [17 de Março]
Javier Bustamente - La sociedad del conocimiento libre. [2 de Abril]
Rafael Casado - El diseño ciudadano de las nuevas tecnologías. [17 de Abril]
Joaquín Pinto - Educación y redes sociales. [5 de Maio]
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Bruno Duarte Eiras
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7.3.08
quinta-feira
CONVITE - caminhada de bloguistas bad & lis...
O Pedro Príncipe teve a excelente ideia de organizar uma caminhada pela linha do Douro durante os próximos dias 29 e 30 de Março.
Nas palavras do próprio...
Sabendo do gosto de muitos de nós por mais um post numa boa conversa... intuindo o gosto de alguns pelas tags de natureza... imaginando a vontade de links com outros... e, por último, adivinhando a necessidade para muitos de gadgets com pequenas viagens... nasceu a ideia de uma viagem-encontro-caminhada de bloguistas e leitores bad & lis (*).(* bad & lis) – biblioteconomia, arquivo e documentação e das bibliotecas e ciências da informaçãoUm encontro com o objectivo de:1. Assinalar o primeiro ano após a realização do painel sobre weblogues no IX Congresso BAD, juntando novamente todos os participantes nesse debate;2. Promover um espaço de convívio entre bloguistas e leitores no domínio bad & lis, marcando assim o acentuado crescimento de weblogues destas áreas.
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Bruno Duarte Eiras
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6.3.08
quarta-feira
"O livro, esse grande objecto"
Um artigo publicado recentemente na edição em linha da BBC News, colocava a questão: “Ler livros torna-nos mais espertos?”, a propósito da iniciativa “Ano Nacional de Leitura” lançada a passada semana pelo Primeiro Ministro britânico.
Pois é sobre livros que esta coluna trata neste número, mas nada de crítica literária, pois isso fica para quem sabe. Mas até (me) soa bem poder afirmar que os livros são parte fundamental na minha vida, o que é uma boa verdade. Apesar desta coluna se chamar “Geração Vinil”, esclareço desde já que não usa chinó, lentes grossas nem fatos mal amanhados, estereotipo estafado da figura de bibliotecária, também conhecida por “the shhh people” expressão engraçada pela qual são (ou foram) chamados estes técnicos do livro. Falo de livros enquanto objectos e não necessariamente de leitura. Como poderão imaginar, os processos de tratamento de que os livros são alvo, nada têm de romântico: uma secretária cheia de obras à espera de serem classificadas, catalogadas e cotadas não se compadece com os prazeres da leitura nem com obras primas literárias. Dito de outra forma, um livro do Philip Roth leva exactamente o mesmo tratamento que um livro de receitas de sushi. Pode parecer injusto, mas é assim.
Estamos bem longe da ideia romântica da imagem da bibliotecária a namoriscar entre estantes de madeira, como Spencer Tracy e Katharine Hepburn no filme "Desk Set”, a loura Carole Lombard enroscada nos braços do Clark Gable em “No man of her own” ou uma Betty Davis destemida, no filme “Storm center” em pleno “mccarthismo”. Coisas de filmes a preto e branco, como os microfilmes.
Porque uma bibliotecária, a cores e na vida real, rodeada de códices, obras de botânica, estampas, mapas, romances ou de bases de dados em linha, com cheiro a livros de tinta fresca ou amarelados do tempo, procura, acima de tudo, fazer chegar o seu trabalho junto dos leitores o mais breve possível. Em vez da fantasia das metáforas, da sintaxe apurada da obra e da beleza da escrita, o bibliotecário suspira por um índice bem construído que lhe há-de ser de grande utilidade quando tiver que a classificar.
Para além dos livros que estão à nossa guarda, existem também aqueles que nos oferecem e não lemos, aqueles que vamos comprando e os nunca abrimos, aqueles que damos porque gostaríamos de os ler, aqueles que gostaríamos de ter e nunca compramos por serem caros, aqueles que começamos a ler duas, três vezes e nunca os acabamos, porque entretanto dois ou três outros vão entrando e têm os mesmo destino(1). Sem esquecer os livros que se compram com gula, por causa da capa, pelo retrato que lá está ou seduzidos pela badana, mesmo que o recheio seja, (e é tantas vezes) uma enorme desilusão. Como costuma dizer um amigo, com especial acerto, basta colocar as fotografias ou as imagens certas numa qualquer compilação de receitas de pudins em banho-maria para se tornar um estoiro de vendas.
Para além do seu valor literário, patrimonial ou estético, pouco se fala do livro enquanto objecto. Por mim, parece-me bem que cada um fale do que conhece e “classifique” como sabe.Maria Isabel Goulão
Por
Bruno Duarte Eiras
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5.3.08
terça-feira
Changing the Way Libraries Do Business: Meeting the Challenges of the Web 2.0 World
Come hear five experts who wished for change and then made it happen, through Web 2.0 technologies and more. You’ll walk away from this day-long session, co-sponsored by OCLC Eastern and SOLINET, with practical information you can implement immediately at your library.Speakers include:
LibraryThing for Libraries by Kate Sheehan (Darien Public Library on Automation)
Mais informações aqui.
Por
Bruno Duarte Eiras
às
4.3.08










