O artigo de Nicholas Carr, publicado no último número da revista The Atlantic, está a deixar os bibliotecários norte-americanos, e não só, com os cabelos em pé e tem causado várias conversas em torno da filosofia, da psicologia, da medicina e, claro está, da biblioteconomia!O texto faz-nos pensar nos efeitos a longo prazo da dependência na utilização da tecnologia para pesquisa de informação. Leva-nos a reflectir sobre a diferença entre informação e conhecimento, recolha de dados e pensamento. Pessoalmente não acho que o autor esteja a condenar a tecnologia considerando-a uma mera forma de recolha de dados, mas alerta para o impacto que a sua generalização possa provocar. Questões relacionadas com a existência de vários tipos de leituras também não são deixados de lado.
Em suma, o artigo problematiza uma questão que já não é nova e que consiste no eterno debate sobre os benefícios/malefícios da internet e se esta tecnologia potencia ou não o desenvolvimento das nossas capacidades de pesquisa, selecção e avaliação da informação. Afinal, como dizia um bibliotecário de Los Angeles é tudo uma questão de literacia (information literacy).











