quarta-feira

"O livro, esse grande objecto"

A Miss Pearls teve a gentileza de enviar este texto, de sua autoria, que foi publicado na edição de Fevereiro da Revista Atlântico. Uma abordagem feita fora dos meios profissionais, mas que revela algumas das facetas e clichés (ou não) da nossa profissão, com um toque de humor.

Um artigo publicado recentemente na edição em linha da BBC News, colocava a questão: “Ler livros torna-nos mais espertos?”, a propósito da iniciativa “Ano Nacional de Leitura” lançada a passada semana pelo Primeiro Ministro britânico.
Pois é sobre livros que esta coluna trata neste número, mas nada de crítica literária, pois isso fica para quem sabe. Mas até (me) soa bem poder afirmar que os livros são parte fundamental na minha vida, o que é uma boa verdade. Apesar desta coluna se chamar “Geração Vinil”, esclareço desde já que não usa chinó, lentes grossas nem fatos mal amanhados, estereotipo estafado da figura de bibliotecária, também conhecida por “the shhh people” expressão engraçada pela qual são (ou foram) chamados estes técnicos do livro. Falo de livros enquanto objectos e não necessariamente de leitura. Como poderão imaginar, os processos de tratamento de que os livros são alvo, nada têm de romântico: uma secretária cheia de obras à espera de serem classificadas, catalogadas e cotadas não se compadece com os prazeres da leitura nem com obras primas literárias. Dito de outra forma, um livro do Philip Roth leva exactamente o mesmo tratamento que um livro de receitas de sushi. Pode parecer injusto, mas é assim.
Estamos bem longe da ideia romântica da imagem da bibliotecária a namoriscar entre estantes de madeira, como Spencer Tracy e Katharine Hepburn no filme "Desk Set”, a loura Carole Lombard enroscada nos braços do Clark Gable em “No man of her own” ou uma Betty Davis destemida, no filme “Storm center” em pleno “mccarthismo”. Coisas de filmes a preto e branco, como os microfilmes.
Porque uma bibliotecária, a cores e na vida real, rodeada de códices, obras de botânica, estampas, mapas, romances ou de bases de dados em linha, com cheiro a livros de tinta fresca ou amarelados do tempo, procura, acima de tudo, fazer chegar o seu trabalho junto dos leitores o mais breve possível. Em vez da fantasia das metáforas, da sintaxe apurada da obra e da beleza da escrita, o bibliotecário suspira por um índice bem construído que lhe há-de ser de grande utilidade quando tiver que a classificar.
Para além dos livros que estão à nossa guarda, existem também aqueles que nos oferecem e não lemos, aqueles que vamos comprando e os nunca abrimos, aqueles que damos porque gostaríamos de os ler, aqueles que gostaríamos de ter e nunca compramos por serem caros, aqueles que começamos a ler duas, três vezes e nunca os acabamos, porque entretanto dois ou três outros vão entrando e têm os mesmo destino(1). Sem esquecer os livros que se compram com gula, por causa da capa, pelo retrato que lá está ou seduzidos pela badana, mesmo que o recheio seja, (e é tantas vezes) uma enorme desilusão. Como costuma dizer um amigo, com especial acerto, basta colocar as fotografias ou as imagens certas numa qualquer compilação de receitas de pudins em banho-maria para se tornar um estoiro de vendas.
Para além do seu valor literário, patrimonial ou estético, pouco se fala do livro enquanto objecto. Por mim, parece-me bem que cada um fale do que conhece e “classifique” como sabe.
Maria Isabel Goulão
(1) "Se Numa Noite de Inverno Um Viajante", de Italo Calvino
In Revista Atlântico

terça-feira

Changing the Way Libraries Do Business: Meeting the Challenges of the Web 2.0 World

Come hear five experts who wished for change and then made it happen, through Web 2.0 technologies and more. You’ll walk away from this day-long session, co-sponsored by OCLC Eastern and SOLINET, with practical information you can implement immediately at your library.

Speakers include:

Playing to Learn in the Summer of ’07: How 23 Things Opened the Door to Web 2.0 for Maryland Public Library Staff by Jennifer Howell (Western Maryland Public Libraries)
Maryland is the first state to launch a statewide Web 2.0 self-paced learning program for public library staff. The program, Maryland Libraries Learning 2.0, is based on a Public Library of Charlotte & Mecklenburg County (NC) program. This session describes the program and its impact on library staff and services.

JMO, HTH! Social Networking in Academic Libraries by Jamie W. Coniglio (George Mason University on Public Services)
This session overviews social networking activities at various academic libraries, including experiments and experiences of the Fenwick Library Reference Department at George Mason University

LibraryThing for Libraries by Kate Sheehan (Darien Public Library on Automation)
LibraryThing for Libraries has provided a fun and easy gateway to Danbury (CT) Public Library’s catalog. Learn how Danbury Public implemented this tool and how it can benefit you and your library.

Quem no próximo dia 20 de Março tiver o dia livre pode dar um salto até Atlanta e por 110 dolares (inclui documentação, pequeno-almoço e almoço) pode aprender mais umas coisas sobre a Web 2.0 e de como este fenómeno afecta o trabalho das bibliotecas e potencia a interacção com os utilizadores.

Mais informações aqui.

segunda-feira

Conversas de biblioteca IX

Uma senhora aproxima-se do bibliotecário na sala de leitura e diz:
- Bom dia, pode-me ver se têm na biblioteca o livro "Stress no dia-a-dia"?
- Bom dia, vamos então confirmar no catálogo se temos esse livro - responde o bibliotecário.
Depois de confirmar que o livro não existe na biblioteca o técnico sugere:
- Infelizmente não temos esse livro, mas temos outros sobre o mesmo tema.

- Não é preciso! Eu precisava era mesmo deste livro! Talvez seja até melhor comprar - responde a senhora.
- Nesse caso talvez possamos ver se o livro está disponível em alguma livraria da área de Lisboa. Talvez uma que fique aqui perto da biblioteca!? - sugere o bibliotecário.
- Não vale a pena ver na livraria aqui perto... porque eles não têm esse livro de momento. Foi o senhor da livraria que me sugeriu ver se o livro existia aqui!

Depois ainda dizem que as bibliotecas e as livrarias são inimigos que competem pelos mesmo tipos de públicos. Já para nem falar em empréstimo pago com a justificação dos direitos de autor.

domingo

Leituras reais sobre mundos virtuais

Depois de algumas horas no Second Life, muitas conversas com o Miguel e algumas leituras na Internet achei que estava na altura de aprofundar os meus conhecimentos sobre esta plataforma.

Este fim-de-semana numa visita a uma livraria encontrei estes 2 livros e achei que podiam ser uma boa compra para entrar a fundo no mundo virtual do Second Life!
O primeiro que encontrei foi o novo livro de José Antunes - Mundos Virtuais - editado pela Porto Editora e cujo lançamento online, no Second Life, decorreu na passada 5ª feira na ilha da Universidade do Porto. Infelizmente e devido a um equivoco "virtual" cheguei ao local do lançamento no momento exacto em que tinha terminado.
Mais à frente encontrei a 2ª edição de Second Life: the official guide, editado pela Wiley Publishing e da autoria da própria Linden Labs.
Apesar do risco de desactaulização optei por adquirir este livro e ficar com uma opinião mais estruturada sobre o Second Life: o que é, como é e para o que pode servir esta plataforma, tudo explicado por quem trabalha para desenvolver este novo espaço revolucionário de sociabilização, lazer e aprendizagem.
Vou tentar aprender mais alguma coisa sobre o SL e depois vou dando conta aqui no blog.

sábado

III Encontro Ibérico de Docentes e Investigadores em Informação e Documentação

O grupo regional ibérico da EDIBCIC (Associação de Educação e Investigação em Biblioteconomia, Arquivistica, Ciências da Informação e Documentação Iberoamericana e Caribe) e o Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Universidade de Salamanca organizam o III Encontro Ibérico de Docentes e Investigadores em Informação e Documentação que, sob o tema "Formação, investigação e mercado laboral em Informação e Documentação em Portugal e Espanha", que decorre de 5 a 7 e Maio de 2008 na Faculdade de Tradução e Documentação da Universidade de Salamanca.
Este encontro pretende constituir-se como um fórum de debate aberto e como uma ferramenta no auxílio ao (re)conhecimento pessoal e profissional dos docentes, investigadores e gestores de informação de Portugal e Espanha, de forma a tornar-se local de projectos de colaboração e de enriquecimento profissional.

Mais informações aqui.


Numa altura em que a profissão em Portugal também poderá estar à beira de uma mudança radical ao nível da formação e numa altura em que o mercado tradicional parece estar saturado seria interessante reflectir sobre a formação e o mercado de trabalho especificamente em Portugal.

terça-feira

Portal da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas

Desde a semana passada (pelo menos só reparei nessa altura) que está disponível o Portal da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas (RCBP).
Apresentada publicamente durante o 12º Encontro Nacional de Bibliotecário da RNBP, que decorreu nos dias 22 e 23 de Junho de 2005, a RCBP é um projecto da iniciativa da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, desenvolvido em parceria com os Municípios e co-financiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento.
Ainda em fase experimental, este portal tem por objectivo disponibilizar recursos e serviços para as bibliotecas, e fomentar, entre estas, o diálogo e a cooperação, contribuindo assim para a consolidação da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Para além de informação e recursos interessantes (alguns já disponíveis, outros a apresentar brevemente) para os bibliotecários, de salientar a listagem de alguns blogs de profissionais de biblioteca e documentação. Que eu tenha conhecimento é a primeira listagem oficial de blogs na nossa área!
Imagem: RCBP

segunda-feira

"Livrarias devem ser serviço público"

A edição de Domingo do Jornal de Notícias apresenta um artigo que tem como título "Livrarias devem ser serviços público".
Neste artigo, Américo Ameal da livraria Byblos diz aquilo que mais me deixou a pensar:
Há jovens que passam tardes, sentados no chão, a devorarem livros. Mas, esses, que hoje não compram nada, vão ser os mesmos que no futuro vão comprar muitos livros para os filhos". E insiste que o lema deve ser: "Venha, leia, se quiser, compre".
As bibliotecas têm realmente muito a aprender com as livrarias!
Isto fez-me lembrar um trabalho que diz durante a pós-graduação em que debatia exactamente esta relação entre bibliotecas e livrarias. Tenho de procurar este texto e trazer novamente aqui esta questão!

Guia prático sobre Second Life

O jornalista do semanário Expresso José Antunes lança dia 28 na Internet um guia prático de 80 páginas sobre o mundo virtual Second Life (SL), anunciou hoje a Porto Editora (PD).
O livro "Mundos Virtuais" vai ser lançado na ilha da Universidade do Porto (UP) do SL pelo avatar (personagem virtual) de José Antunes, Gaia Bosh.
"Este guia destina-se a todas as pessoas que ouviram falar em SL, que têm alguma curiosidade em espreitar, mas não sabem bem como", explica José Antunes, para quem o Second Life "é a próxima fase da Internet".
José Antunes tornou-se, em 2007, o primeiro enviado de um jornal português ao SL, mantendo na edição online do Expresso um dossier sobre o mais famoso mundo virtual.
"Com este lançamento virtual, uma parceria com a UP, a Porto Editora torna-se na primeira editora a publicar uma obra recorrendo a uma das mais populares e promissoras ferramentas tecnológicas da actualidade, o SL", refere a PD, em comunicado.

O Second Life foi lançado oficialmente em Maio de 2003 pela empresa norte-americana Linden Lab, tendo actualmente mais de 12 milhões de avatares (personagens virtuais) registados, dos quais cerca de 100 mil são portugueses.
Depois de uma primeira fase de acesso pago, o SL passou a permitir a entrada gratuita de novos "residentes", que, contudo, precisam de comprar linden dólares para poderem adquirir terrenos ou objectos no mundo virtual.
Portugal é o 15º país em número de avatares activos (já chegou a ser 12º), de acordo com as estatísticas oficiais referentes a Novembro de 2007.

Fonte: RTP
Imagem: Blog Discursos do outro mundo
(As hiperligações são minhas)

Confesso que estou curioso para ler em este livro!
Ainda na semana passada falava com um amigo sobre o facto de não existir nenhum livro em português sobre o Second Life. Cá está ele!


domingo

A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues

No próximo dia 6 de Março, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, terá lugar a apresentação, a cargo de Eduardo Pitta, do livro de Luís Carmelo (na foto) A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues (Magna Editora).
Autor e apresentador juntar-se-ão depois a um conjunto de pessoas convidadas a debater "o modo como as linguagens seculares (que aprendemos sem ter em conta a rede) se moldam, hoje em dia, à rede e mais concretamente aos blogues." A moderação é da responsabilidade de Paulo Gorjão e os bloggers presentes serão: Carla Hilário Quevedo, Isabela, Pedro Rolo Duarte e Vasco M. Barreto.
Visto no Mundo Pessoa.
Se conseguir vou assistir!

UNESCO e IFLA lançam concurso para criação de logotipo sobre literacia informativa

A UNESCO e a IFLA convidam a propor um logótipo internacional para identificar o trabalho de desenvolvimento das habilidades informativas, igualmente denominado literacia informativa . O objectivo deste logótipo é facilitar a comunicação entre aqueles que levam a cabo projectos de litareacia informativa, a sua comunidade e a sociedade en geral. O logotipo será promovido como um símbolo internacional da literacia informacional em todo o mundo.

Mais informações sobre o concurso na página InfoLit Global.

Fonte: APBAD
Imagem: Biblioteca Pública de Évora

Na página da InfoLit Global é possível ter acesso a muita informação sobre literacia da informação, tais como documentos técnicos, blogs, recursos e ferramentas, tutoriais, notícias sobre formação, notícias etc.).

Mais uma referência aos blogs

O New York Review of Books tem na sua edição actual um texto sobre blogs e os seus impactos na sociedade e nos meios de comunicação actuais.
Apesar de não ser exactamente inovador, o texto revê algumas das principais consequências do fenómeno blog numa perspectiva bastante actualizada. A autora do artigo, Sara Boxer, publicou este mês um livro sobre este tema que foi aguardado com alguma curiosidade - Ultimate Blogs: Masterworks from the Wild Web - uma vez que consiste numa antologia do que de melhor foi publicado em alguns blogs.

quinta-feira

Desejo de bibliotecário!

Aguardo ansiosamente o dia em que em vez toques polifónicos estridentes e pessoas a atenderem os telemóveis aos berros, alguém me surpreenda com um espectáculo destes em plena sala de leitura...



Aproveitando que está a decorrer o concurso do BiblioFilmes aqui fica esta sugestão!

CEF^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life

No dia 14 de Fevereiro, Quinta-feira, pelas 22 horas, na Ilha da UA, terá lugar a apresentação do programa oficial e definitivo do cef^sl 08.
Neste dia serão apresentados os objectivos, o programa e feita uma primeira abordagem aos eventos que terão lugar ao longos dos próximos meses com vista à criação de uma dinâmica e comunidade que promova a difusão, reflexão e discussão em torno das potencialidades do Second Life e dos Ambientes Virtuais 3D em diferentes domínios de actuação. A apresentação ficará a cargo da equipa de docentes e da second.ua
Imagem: CEF^SL 08

quarta-feira

Aprender a jogar ou desenvolvimento de competências de forma lúdica

Vi no BiblioFilmes que as bibliotecas de Carnegie Mellon desenvolveram 2 jogos para ajudar os alunos a desenvolverem competências de pesquisa de informação.
Apesar de não terem sido desenvolvidos para o treino e formação de bibliotecários achei-os muito úteis para esses contextos. Importa relembrar que a utilização de jogos em contexto de formação é já longa e já demonstrou os seus resultados.

Jogo 1 - Within range
Um jogo em que é necessário arrumar livros nas prateleiras utilizando o sistema de classificação do Congresso.






Jogo 2 - I'll get it!
Um jogo em que é necessário seleccionar os melhores recursos de informação tendo em conta os pedidos os utilizadores.






Ambos os jogos poderiam ser utilizados em contexto de formação de bibliotecários. O primeiro pode ser especialmente útil nas aulas de classificação... o jeito que tinha dado a alguns colegas! Já o segundo jogo podia ser utilizado para ensinar a organizar o atendimento na sala de leitura, bem como para seleccionar os melhores recursos de informação de acordo com o pedido efectuado.

Encontrei também outros jogos e sites de interesse sobe a utilização de jogos em processos de aprendizagem, especialmente na área da literacia da informação, dos quais destaco estes dois:

Library Game: Investigating the worlds of gaming and libraries since at least last week
Muita informação sobre a utilização de jogos em processos de aprendizagem: sites, artigos, exemplos de jogos.

Information Literacy Game
Jogo desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte para desenvolver competências dos seus alunos na área da literacia da informação.
IMPORTANTE: Estão disponíveis todos os ficheiros que compõem o jogo para o caso de alguma biblioteca querer adaptá-lo e utilizá-lo! Vamos a isso!

terça-feira

Dia Europeu da Internet Segura

Comemora-se hoje o Dia Europeu da Internet Segura. Tal como nos anos anteriores, espera-se que neste dia 55 países promovam acções de sensibilização sobre a utilização segura da Internet. Este evento é organizado a nível Europeu pelo Insafe, rede de cooperação dos projectos que promovem a sensibilização e a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos cidadãos, e tem Viviane Reding, Comissária Europeia para a Sociedade da Informação e Media, como mandatária.

O projecto Internet Segura, da responsabilidade de um consórcio coordenado pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP e que também envolve a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular/ CRIE do Ministério da Educação, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e a Microsoft Portugal, assegura a representação portuguesa no Insafe e preparou algumas iniciativas a nível nacional para dar relevância à temática da Internet Segura, nomeadamente acções nos Espaços Internet, o lançamento do curriculum JovensOnline.Net, colaboração no desenvolvimento de workshops nas Lojas Ponto JÁ e actividades nas escolas.



Mais informações sobre Internet Segura aqui.

segunda-feira

Vídeo-livros

Ou tenho andado muito distraído ou esta nova estratégia de marketing é realmente muito recente. Descobri na semana passada que a editora D. Quixote faz pequenos vídeos sobre os livros editados e que depois apresenta no site da editora e no YouTube onde tem um canal próprio.

Já tinha conhecimento que algumas editoras estrangeiras, como a Harper Collins, faziam este trabalho de marketing do livro, mas em Portugal ainda não tinha conhecimento.

No canal da D. Quixote estão até ao momento 13 vídeos sobre livros editados com a sua chancela.

Aproveitando esta inovação do mercado editorial português deixo aqui 2 bons exemplos de "vídeo-livros" - uma outra forma de apresentar os livros e de promover a leitura.




domingo

British Study Says "Google Generation" a Myth; Libraries Must Step Up

aqui tinha falado no estudo feito pela Brithis Library e pela JISC sobre as capacidades e competências de informação da chamada "Geração Google".
Agora aqui ficam algumas reflexões para as bibliotecas... o cenário não parece famoso a não ser que se comece a trabalhar noutra direcção: JÁ!
* Young people not very web-literate
* Libraries must make interfaces easier
* Libraries must integrate content with commercial search engines

A new study commissioned by the British Library and JISC (Joint Information Systems Committee) says that the "Google Generation"—youth born or brought up in the Internet age—is not particularly web-literate, and their research traits—impatience in search and navigation and zero tolerance for any delay in satisfying their information needs—are becoming the norm for all age-groups. The lesson for libraries, according to the CIBER research team at University College London, is that they must step up significantly, "both raising awareness of this expensive and valuable content and making the interfaces much more standard and easier to use."

Ian Rowlands, the lead author of the report, Information Behaviour of the Researcher of the Future, said, "Libraries in general are not keeping up with the demands of students and researchers for services that are integrated and consistent with their wider Internet experience." Lynne Brindley, chief executive of the British Library, said, "Libraries have to accept that the future is now. At the British Library we have adopted the digital mindset and have seized many of the opportunities new technology offers to inspire our users to learn, discover and innovate."

The report offers several predictions for 2017 that likely also apply across the ocean to North American libraries. It foresees:

* A unified web culture, as national library services and provision will become far less meaningful
* The inexorable rise of the ebook, with print sales diminished sharply outside leisure markets
* More content explosions, as mass book digitization bears fruit
* Emerging forms of scholarship and publication, including pre-publication release and online peer review
* Virtual forms of publication in various formats
* The semantic web, in which computers become capable of analyzing all the data on the web, especially in areas like science

The report suggests that, as with the discussion about bibliographic control in the United States, libraries must never forget Google: "Given current levels of investment by the big corporate search engines, and static or declining library R&D budgets, it would seem that the only effective strategy is for tighter integration of library content with commercial search engines." Beyond that, further customization is necessary. "The main message of this report for research libraries is that the future is now, not ten years away," the report reads, adding "that they have no option but to understand and design systems around the actual behavior of today's virtual scholar."

The report also cites "a desperate need for a well-funded program of educational research and inquiry into the information and digital literacy skills of our young people. Emerging research findings from the U.S. points to the fact that these skills need to be inculcated during the formative years of childhood.... This will require concerted action between libraries, schools and parents."

quinta-feira

Classificação Aleatória das Profissões II

Após a chamada de atenção da Susana e do Miguel no post anterior, fui confirmar (tal era o espanto) se na página do NetEmprego do IEFP os bibliotecários estão equiparados aos carteiros e a outra coisa ainda mais engraçada que são os trabalhadores similares (seja lá isto o que for!)
A resposta está na imagem:


Se for possível escolher entre telefonista, recepcionista, carteiro ou trabalhadores similares talvez a mais interessante seja a de.... cada um que escolha! :-\
Imagem: IEFP (NetEmprego)

quarta-feira

Grupos de Leitores II

Para quem ainda não se apercebeu desde Janeiro de 2007 que modero-dinamizo-oriento (ainda não sei exactamente o que lhe chamar!) um Grupo de Leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras.

Apesar de esta ser já uma aspiração antiga das Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO), só em finais de 2006 é que se reuniram as condições necessárias e eu pessoalmente me senti preparado para coordenar este projecto nas BMO.

Para esta minha decisão em muito contribuiu o estágio que efectuei na Biblioteca de Peñaranda de Bracamonte (Salamanca) pertencente à Fundación Germán Sanchez Ruipérez ao abrigo do Programa Leonardo Da Vinci.
Durante o curso de Pós-Graduação já muito me tinham falado nesta biblioteca quase mítica e onde um conjunto de excelentes profissionais desenvolvia um trabalho exemplar para um comunidade muito interessada e dedicada. Ter tido o oportunidade de ver este trabalho de perto e acompanhar algumas das suas rotinas e procedimentos, foi mais produtivo do que qualquer experiência profissional que tinha tido até então. A forma de trabalhar, a relação com os leitores, os objectivo a que se propunham tudo se tornou mais claro e mais lógico depois deste estágio.

O mesmo aconteceu face a trabalho que desenvolviam com os Taller de lectura para adultos. Num ambiente de total informalidade e descontracção conseguiram logo na primeira edição 30 pessoas com profissões variadas como professores, domésticas, mecânicos, estudantes, reformados, advogados, engenheiros e arquitectos. As sessões decorriam semanalmente na biblioteca, no café, na praça central, no jardim... em qualquer local onde fosse mais fácil juntar todos os inscritos.
A ideia principal era sempre a de ir onde as pessoas queriam estar!

Imagem: FGSR
(continua)

terça-feira

Classificação Aleatória das Profissões I

Hoje ao pesquisar informação sobre classificações de profissões e exemplos de grupos profissionais em vários páginas de Internet, encontrei esta classificação que me deixou totalmente admirado!!!
Para esta empresa luso-francesa recepcionista, telefonista e bibliotecário é tudo a mesma coisa?!?!?!?!


Já tinha visto listas de profissões onde constava palhaço e astrólogo, mas onde bibliotecário ou documentalista tinha de ir para a secção de outras profissões... Mas esta é totalmente nova!

Agradeço ao meu colega Miguel o envio desta informação.

Computer Literacy Doesn't Mean Information Literacy. Novidade ou talvez não?!

Um relatório recente (Information behaviour of the researcher of the future) coordenado pela Brithish Library e pelo JISC concluiu que a nova geração de estudantes universitários, mais expostos à Internet do que qualquer outra, pode não ter tantas capacidades de pesquisa de informação como se podia pensar.

O relatório chega à conclusão de que a geração Google (os que nasceram após 1993 e que não se lembram de quando a utilização da Internet não era generalizada) podem possuir altos índices de literacia computacional, o que não significa que tenham um bom nível de literacia de informação.
O estudo aponta como principais problemas os seguintes aspectos:

- não desenvolvem boas técnicas de pesquisa para encontrarem informação de qualidade;

- podem encontrar informação na Internet com grande rapidez, mas depois não sabem avaliar avaliar a qualidade da informação encontrada;

- não compreendem o que é de facto a Internet: um grande rede com conteúdos muito desiguais;

O relatório salienta as implicações destes problemas para os bibliotecários. Recomenda que as biblioteca disponibilizem recursos mais semelhantes com os da Internet, como o Google, e que se adaptem às novas formas de recolha de informação utilização pelos jovens.
Neste contexto surge também o estudo do Pew Internet & American Life Project, onde é referido que que a faixa etária entre os 18 e os 30 anos são os que mais utilizam as bibliotecas (essencialmente para aceder à Internet), o que nos faz pensar que as bibliotecas deviam deviam trabalhar afincadamente no ensino dos seus utilizadores com vista ao desenvolvimento de competências de informação ao nível da pesquisa, selecção e avaliação da informação.

Este relatório recordou-me algumas situações que observei durante o Oeiras Internet Challenge 2007 e que só agora vou partilhar:

- Idade não é sinónimo de capacidade
Muitas das melhores equipas eram alunos do secundário que eliminaram jovens universitários.

- Experiência não é tudo
As equipas que no ano anterior chegaram à final, desta vez foram eliminadas muito antes da fase final.

- Internet não é só texto
Falta ainda desenvolver competências a nível dos vários recursos disponíveis na Internet: texto, som e imagem.

- Internet não é o Google
Para muitas pessoas Internet e Google são sinónimos.

- Nem tudo o que está na Internet é verdade
As referidas capacidades de competências informacionais de pesquisa, selecção e avaliação da informação que é urgente trabalhar e desenvolver.

O relatório do JISC pode ser consultado aqui.

segunda-feira

Grupos de Leitores

A partir de hoje inicio aqui um conjunto de post dedicados aos Grupos de Leitores, como resultado da minha experiência na orientação do grupo de leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras e na coordenação deste projecto nas Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO).
Actualmente existem 3 grupos de leitores a funcionar nas BMO (Oeiras, Carnaxide e Algés) todos orientados por técnicos das bibliotecas.
Desde o início que o principal objectivo foi o de criar um espaço para troca de opiniões e partilha de experiências de leitura, construindo um espaço quinzenal de sociabilização em torno do livro e da leitura, sem dirigismos, academismos e tentativas de formatar opiniões e consciências no âmbito da literatura. Num ambiente informal falamos sobre o livro, conversando sobre o enredo e descobrindo o autor. Para tornar as sessões mais convidativas e informais todas as sessões são acompanhadas de bolinhos, sumos e água...

Daí que pergunte, tal como refere o bibliotecário anarquista, se isto será uma piada a quem durante as sessões dos grupos de leitores oferece bolinhos... Humm?!



Visto no Biblioteca 3G.

JL - 20 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

Depois de 3 quiosques de bairro, 2 papelarias, 1 hipermercado e uma loja, parte de um grande cadeia de distribuição de jornais e revistas, consegui finalmente um exemplar do número do JL dedicado aos 20 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Não sei o que se passou esta semana mas foi complicado encontrar o JL... alguém até estava disposto a vender-me o seu exemplar por 500 euros!

Vou dar uma vista de olhos e depois volto!

domingo

Novo blog - Theca libraria

Vi no EXTRATEXTO que Eduardo de Freitas, sociólogo e investigador da leitura, tem desde o início do mês um blog - theca libraria.

Para quem já leu/consultou o livro Hábitos de Leitura - Um Inquérito à População Portuguesa coordenado por Eduardo de Freitas estará de acordo que com este novo espaço de comunicação todos teremos a ganhar e a aprender.

sexta-feira

Eleições na BAD - Triénio 2008-2010

Os resultados das eleições, que ocorreram no passado dia 16 de Janeiro, para os Orgãos Nacionais e para as Delegações Regionais da BAD no triénio 2008-2010 podem ser consultados na página da Associação.
Aos eleitos os meus parabéns e desejos de um bom trabalho em prol da profissão e dos seus profissionais.

quinta-feira

Livraria Lello considerada uma das mais belas do mundo

Nos últimos meses tenho falado aqui de algumas livrarias que são verdadeiras obras de arte. Resultante do meu interesse por livros e pelos espaços por eles ocupados (bibliotecas ou livrarias) falei aqui de 3 bons exemplos de como a arte e os livros se podem associar. Curiosamente essas 3 livrarias foram agora seleccionadas pelo jornal inglês The Guardian como as 3 mais belas livrarias do mundo:

1º lugar - Selexyz Dominicanen (Maastricht, Holanda)
2º lugar - El Ateneo (Buenos Aires, Argentina)
3º lugar - Lello (Porto, Portugal)

A centenária Livraria Lello, no Porto, é considerada a terceira mais bela do mundo pelo The Guardian. O jornal inglês chama-lhe "divina", mas quem aparece no topo da lista é uma antiga igreja de Maastricht, Holanda, transformada na casa dos livros.
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita.

Das muitas casas livreiras que conhece, Antero Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro.
A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão.
É com pequenos pormenores, diz Antero Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."
Fonte: Diário de Notícias

terça-feira

Maslow e os blogs

E se fizessemos uma correspondência entre as necessidades expressas na pirâmide de Maslow e os nossos blogs... Será possível?! Dará resultado?
Um blogger espanhol acha que sim e por isso apresenta a hierarquia das necessidades básicas para blogs/blogger:

"Necesidades fisiológicas básicas
Lo primero que necesita un blog es un nombre que le dé vida, una plataforma sobre la que asentarse y establecer sus raíces y una temática principal sobre la que versará su contenido. Una vez que se ha producido su nacimiento al seguir estos tres pasos es imprescindible determinar su frecuencia de respiración, actualizándolo a menudo y llenándolo de contenido único y original.

Seguridad
Una vez que el blog cobra vida y cumple los requisitos necesarios para asegurar su existencia, ha de protegerse de ataques externos como por ejemplo del SPAM, de la violación del copyright, de cualquier problema técnico que impida su visualización y de otros conflictos que puedan surgir con el resto de blogs que rodean su entorno.

Aceptación social
Se caracterizan por el deseo de pertenecer a un grupo, relacionarse con los demás, asociarse y participar en el mayor número de eventos posibles. ¿Quién no ha registrado su blog en cientos de directorios, comunidades y redes para darlo a conocer y compartir experiencias con otros bloggers? Es algo que todo blogger hace siempre inmediatamente al crear un blog para aumentar su popularidad, relacionarse con los demás, intercambiar su punto de vista, compartir un proyecto con otros bloggers, hacer amigos dentro de la blogosfera, etc.

Autoestima
Se alcanza con el reconocimiento del trabajo y el esfuerzo empleado en el blog por parte de todas aquellas personas ajenas que comparten sus impresiones sobre la obra con el autor, a través de comentarios, e-mails, enlaces hacia el contenido, etc.

Autorealización
Es el peldaño más alto al que podemos subir dentro de esta jerarquía con forma piramidal. Todo lo anterior carece de sentido alguno desde un punto de vista personal y emocional si no existe una satisfacción personal interna, si no se conoce el sentido de la vida y la razón de ser del blog en cuestión y si a pesar de alcanzar el éxito o la fama dentro del concierto social, no hay nada que haga activar el faro que apunta hacia la felicidad o el bienestar de tu interior cuando escribes en tu blog."
Se as hierarquias de necessidades de Maslow forem adaptadas aos blogs teremos um blog de sucesso?

segunda-feira

Ainda as leituras abençoadas

No seguimento do post anterior e depois da referência da Susana lembrei-me que por cá também já temos um antigo local de culto transformado em local de cultura e lazer - biblioteca municipal.
A Biblioteca Municipal de Miranda do Douro está instalada na capela do antigo Convento dos Frades Trinos. O projecto assinado pelos arquitectos Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro transformou este edifício, que em 1998 estava devoluto e em avanço estado de degradação, na biblioteca municipal desta cidade transmontana.
Infelizmente ainda não tenho imagens do interior da biblioteca mas pelo menos até final de Março vou conseguir mostrar aqui (espero eu!) o resultado da intervenção feita no interior.
Até lá deixo aqui imagens do exterior da biblioteca.

Na página do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana é possível consultar o SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico e ficar a saber mais sobre a história do edifício e sobre a intervenção arquitectónica realizada.

quinta-feira

Leituras e vendas abençoadas

E se uma igreja fosse transformada numa livraria?!

Na Holanda (Maastricht) uma antiga igreja Dominicana foi transformada em livraria (Selexyz Dominicanen) através de um projecto assinado pelos arquitectos Merkx+Girod. Esta intervenção valeu-lhes a atribuição do Lensvelt de Architect Interior Prize 2007, um dos mais prestigiados prémios de âmbito profissional dos países baixos e que prevê ainda um prémio monetário de 12 mil euros.

Nas palavras do juri a atribuição do prémio deveu-se ao facto de Merkx+Girod architects have created a contemporary bookshop in a former Dominican church, preserving the unique landmark setting. The church has been restored to its former glory and the utilities equipment has been housed in the extended cellar.
In order to preserve the character of the church while achieving the desired commercial square footage, the architects erected a two-storey structure in black steel on one side, where the books are kept. Keeping the shop arrangement on the other side low created a clear and decipherable shop. The jury was very impressed by these spatial solutions, as well as by the gorgeous lighting plan. The combination of book complex and church interior were deemed particularly successful.

Por cá com tantas igrejas, palácios e mosteiros fechados ou abandonados bem que se podia pensar em reconverter alguns destes espaços... aqui fica a sugestão!

Mais informações sobre esta intervenção na página de Merkx+Girod (seta à direita no rodapé).

Enviado por ana ag.

quarta-feira

Wikia Search


Novo motor de pesquisa wikia.com lançado para concorrer com o Google
Versão experimental já está na Rede

O novo motor de busca do fundador da Wikipédia, o Wikia Search, foi ontem lançado na Internet mas encontra-se em versão experimental (beta), o que quer dizer muitas das ferramentas estão ainda em desenvolvimento.
Tal como acontece com a Wikipedia, criada por Jimmy Wales, o wikia.com é baseado na participação e contribuição dos internautas, que podem controlar o sistema e organizar os resultados das suas pesquisas e melhorar a pertinência dos resultados.

Baseado num algoritmo clássico, a "classificação" dos resultados apresentados no Wikia vai ser regularmente enriquecida em função das opiniões dos seus visitantes, que são convidados a classificar a pertinência dos resultados com estrelas.

Outra inovação no Wikia é a possibilidade de cada um escrever, comentar ou detalhar o objecto de uma pesquisa neste motor de busca a partir de uma contribuição escrita (definição, imagem ou sinónimo) num "interface" Wiki.

Apoiado no espírito de comunidade, o Wikia vai permitir ainda que os seus utilizadores criem um "perfil" (à semelhança do que acontece no Facebook), criando uma rede de contactos através das pesquisas efectuadas no sítio.

Jimmy Wales, fundador do Wikipedia e um dos criadores deste novo projecto, espera que este portal "seja como um bom vinho, que melhorará com a passagem do tempo, e com as contribuições dos internautas".

terça-feira

Shiiiiiuuu...

Ultimamente os leitores têm-se queixado muito do ruído existente na biblioteca! E não é por estarmos numa altura de exames... este ano os leitores estão mais sensíveis às conversas, os saltos dos sapatos, aos telemóveis, aos sons de abertura dos PC's, ao arrastar das cadeiras... enfim estão mais exigentes!

Como não sou adepto do célebre "shiiu!" e muito menos da caneta a bater na mesa, a solução que se apresenta é andar pela sala de leitura a chamar a atenção para situações menos correctas... e acontece com cada uma!

A ideia da Oak Park Public Library talvez fosse a solução para as chamadas de atenção, reclamações e altercações entre leitores que começam a ser recorrentes.
A ideia de dividir/apresentar os espaços das bibliotecas tendo em conta os leitores e o tipo de utilização dos espaços não é certamente nova, mas a ideia de informar claramente os leitores sobre os espaços existentes consoante os níveis de ruído pode ser inovador, para além de evitar situações complicadas.
Visto no BiblioFilmes.

segunda-feira

Bibliotecas públicas e formação de utilizadores

Amanhã, dia 8 de Janeiro, vai decorrer no auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro um seminário sobre "Bibliotecas públicas e formação de utilizadores".
Apesar da formação de utilizadores conhecer diversas realidades, métodos e situações em que pode ser feito constitui uma importante vertente do trabalho das bibliotecas e deve ser um dos principais frentes de trabalho dos bibliotecários.
Com a objectivo de trocar experiências entre profissionais sobre o papel das bibliotecas públicas na formação de utilizadores, o Departamento de Bibliotecas e Arquivos da Câmara Municipal de Lisboa pretende, através deste seminário, contribuir para a partilha de experiências desenvolvidas nas Bibliotecas Municipais dos Concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (Lisboa, Almada, Oeiras e Seixal) e promover a sua reflexão.

Bibliofilmes - livros, bibliotecas, acção!*

Está a decorrer um concurso de vídeos no YouTube intitulado BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Acção!, que tem como objectivos para além da promoção da leitura, do livro e das bibliotecas públicas e escolares através das novas tecnologias. Organizado por um grupo de professores que no âmbito do Plano Nacional de Leitura resolveu "lançar um desafio à comunidade da Língua Portuguesa a fazer um "filme" (em vídeo ou telemóvel) a contar a sua história e provar o quanto gostam da sua biblioteca e/ou de um livro."

Quem estiver interessado em participar deve enviar os vídeos até ao dia 2 de Abril de 2008 (Dia Internacional do Livro Infantil). As votações com vista a apurar o melhor vídeo decorrem até dia 23 de Abril (Dia Mundial do Livro), data em que serão anunciados os vencedores.

Mais informações sobre este concurso podem ser consultadas na página oficial do concurso em
www.bibliofilmes.com
e no blogue http://BiblioFilmes.blogspot.com.

Aqui está um ideia original, por cá, que pode criar algum dinamismo entre as bibliotecas, os seus leitores e os seus profissionais... Vamos lá participar!



Este vídeo sobre a Biblioteca Municipal de Espinho é o único que conheço em Portugal e por isso aqui fica em jeito de inspiração.


* Este post foi escrito em meados de Dezembro mas por lapso ficou por publicar. Apesar de já não ser novidade aqui fica a divulgação da ideia e o aplauso para a iniciativa!

Bom 2008

Depois das festas, das férias, da viagem pelo Portugal profundo do frio, das fortes geadas, da natureza e das lareiras crepitantes estou de volta aos blogs.
Apesar de até já ter passado o dia de Reis deixo aqui os meus desejos de um 2008 mais justo, mais sincero, mais honesto e com muitas realizações pessoais e profissionais para todos.
Obrigado por todos os votos de Boas Festas que enviaram e caso me tenha esquecido de agradecer e retribuir a alguém (acho que não!) aqui ficam as minhas desculpas.

Como ainda estamos no início nada como uma lista de desejos para o ano que agora começa... Twelve resolutions for the New Year at your library

sexta-feira

Feliz Natal saltitante

De partida para as noites frias de Trás-os-Montes aquecidas pelo calor das lareiras crepitantes deixo aqui os meus desejos de um Feliz Natal para todos em formato saltitante.
Ideia desenvolvida pela empresa de branding digital LBi.

quinta-feira

Conversas de biblioteca VIII

Uma leitora aproxima-se do bibliotecário e diz:

- Boa tarde, estive a procurar um livro ali no catálogo, mas não encontrei. Pode-me ajudar?
- Boa tarde, claro que sim! Pode dizer qual é o título do livro?!
- Eu não sei bem qual o título. Mas sei que o autor é João Santos ou qualquer coisa parecida. É um livro sobre sobre pedagogia.
- Muito bem, vamos então ver no catálogo o que temos de "João Santos" na área da pedagogia.
Depois de pesquisar no catálogo o bibliotecário responde:
- Ora bem... aparecem várias hipóteses de autores para "João Santos"! Teremos de ver as 24 entradas e tentar descobrir qual deles será.

Doze entradas e 27 livros depois, o bibliotecário encontra um livro que pode ser o que a leitora procura.
- Tenho aqui um livro de um autor chamado João dos Santos, publicado pela editora Assírio & Alvim em 1989 será que...
- É isso, é isso João dos Santos, Assírio & Alvim, 1989... é que eu não percebi o que tinha escrito no papel - interrompe a leitora - já agora pode dizer-me como se chama o livro.
- O título do livro de João dos Santos que temos no catálogo é: Se não sabe porque é que pergunta?

quarta-feira

The Information Literacy Cookbook: Ingredients, Recipes and Tips for Success

Book description: This book, aimed at an international audience, provides an overview of information literacy (IL) in practice; what it is, why it's become so important in the library profession and demonstrates how librarians can cultivate a better understanding of IL in their own organisations. It uses the 'Cookbook' theme throughout to provide a more informal approach, which will appeal to practitioners, and also reflects the need to provide guidance in the form of recipes, tips for success, regional variations, and possible substitutions if ingredients aren't available. This approach makes it easy to read and highly valuable for the busy information professional. It includes an overview of information literacy in higher education, the schools sector, public libraries, the health service and the commercial sector. It also includes contributions from international authors.
Key Features: 1. Highly readable for busy information professionals 2. Contains advice, case studies and examples of good practice particularly useful for practitioners 3. Relevant to librarians from all sectors 4. Suitable for an international audience.
Mais informações na página da Amazon.com
(Crítica ao livro disponível aqui)


Como achei piada ao título do livro resolvi partilha-lo aqui com vocês. Lembrou-me aqueles livros que apresentam tudo de forma muito simples e prática (como a famosa colecção "for dummies"). Nesta caso seria algo do género Tudo aquilo que sempre quis saber sobre literacia da informação e nunca teve coragem de perguntar!
Gostava de dar uma vista de olhos por este livro... vou tentar pedir emprestado a alguém já que o preço não é muito convidativo!
Imagem: Amazon.com

segunda-feira

O novo Bichinho do Conto

Para quem ainda não sabia aqui fica a informação de que a livraria Histórias com Bicho (O Bichinho do Conto) está agora em Óbidos. Ao que parece o novo espaço além de ser mais amplo, tem até uma árvore debaixo da qual se podem contar histórias...
Se tivermos em conta o antigo espaço desta livraria... a nova localização vale bem a pena uma visita.

(clicar na imagem para aumentar)

Abertos de 15 a 23 de Dezembro das 10h às 13h e das 14h às 20h.
Reabre a 15 de Janeiro com novo horário.

quarta-feira

Espírito natalício

Porque este blog está a ficar imbuído do espírito natalício (apesar da confusão, das músicas deprimentes e do consumismo) aqui fica uma sugestão a condizer com a temática deste espaço.
Para quem tem preocupações ambientais e não quer cortar pinheiros, não gosta de árvores de plástico e ainda não aderiu ao sistema de pinheiros transplantados, aqui fica esta sugestão...

Shelf Tree da autoria de Frank Visser.

terça-feira

Cesário Verde, um génio ignorado

Amanhã, dia 5 de Dezembro às 21:30, decorre no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras a apresentação do mais recente livro de Maria Filomena Mónica Cesário Verde, um génio ignorado. A apresentação da obra será feita por Francisco José Viegas, director da Casa Fernando Pessoa.



"Nas nossas ruas, ao anoitecer / Há tal soturnidade, há tal melancolia/ Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia /Despertam-me um desejo absurdo de sofrer." Maria Filomena Mónica revê-se nos versos de Cesário Verde, os mesmos que abrem o poema "O sentimento de um Ocidental."

Para a escritora, também filósofa e historiadora, Cesário é o maior poeta moderno português. Um homem capaz de pintar as ruas de Lisboa com palavras, de mudar a tradição poética portuguesa.

"Eu quero criar uma polémica sobre quem é maior: se é o Fernando Pessoa, se é o Cesário. Temos de estar gratos ao Pessoa, porque foi ele, 40 anos depois do Cesário morrer que, pela primeira vez, disse: "Este é um grande poeta". Mas não é um poeta menor ao pé do Pessoa, pelo contrário", explica Maria Filomena Mónica.

O poeta ignorado
Cesário nasceu em 1855 em plena Baixa Pombalina e morreu 31 anos mais tarde, vítima de tuberculose. Nos finais do século XIX, era ignorado e pouco respeitado pelos poetas da época. Na biografia que escreveu, Maria Filomena Mónica compara os versos de uns e outros para mostrar a genialidade de Cesário.

"Ele tem a capacidade de comunicar emoções, de nos transmitir imagens. Ele está sempre a olhar o mundo como se fosse uma criança, tem um olhar cândido sobre tudo o que vê. As metáforas dele são absolutamente fabulosas, a adjectivação é absolutamente original. Ele fala de uma rapariguinha que é meiga e míope. Ninguém se lembraria de dizer meiga e míope.", acrescenta.

Cesário deixou cerca de 30 poemas, e muita documentação sobre ele desapareceu num incêndio na quinta que tinha em Linda-a-Pastora. Para escrever a biografia, Maria Filomena Mónica baseou-se na correspondência que sobreviveu. A autora contextualiza a época para melhor compreensão dos versos. Tal como escreve no livro: "Um poema não é um meteorito, mas o resultado da imaginação de alguém que viveu num certo tempo e num determinado país."

Um conselho aos jovens
Maria Filomena Mónica descobriu tarde o gosto pela poesia. "Os versos que me obrigaram a decorar no Livro da 3ª classe, "Batem leve, levemente", de Augusto Gil e, no liceu, alguns cantos de "Os Lusíadas" não me haviam deixado boas recordações", escreve a autora.

Aos jovens diz: "esqueçam a escola, esqueçam o que dizem os professores, esqueçam os termos da gramática e comecem a ler por puro prazer." Aconselha a leitura da poesia em voz alta, principalmente a de Cesário Verde. Um poeta de quem, diz, é fácil gostar.

In SIC online

segunda-feira

Blogs e Bibliotecários

A edição de Dezembro da revista Os Meus Livros destaca na sua secção de Internet, dois grandes blogs de bibliotecários: O Bibliotecário Anarquista do Adalberto Barreto e o Adrian & Pandora do meu colega Gaspar Matos.

O primeiro é descrito como um espaço com "considerações sobre livros, bibliotecas e assuntos afins nem sempre pelo prismas mais adequado e politicamente correcto", o segundo é um "espaço de troca de ideias, experiências, estratégias, estudos e sondagens e outros elementos sobre as relações entre os jovens e as bibliotecas".

Aos dois os meus parabéns pela referência!

quinta-feira

Piadas da SPA

A SPA vai ser anfitriã da próxima Conferência Mundial do "Public Lending Right" (Direito de Comodato nas Bibliotecas), que se realizará em Lisboa em 2008.
Esta foi uma das decisões tomadas pela Conferência Anual do PLR realizada em Paris nos dias 6, 7 e 8 de Setembro e na qual a SPA esteve representada pelo seu Administrador-Delegado, José Jorge Letria, e pela directora do Departamento de Relações Internacionais, Vanda Guerra (ver texto nas págs. 32-33). De realçar que Lisboa, por proposta da SPA, foi a escolhida de entre várias cidades candidatas apresentadas por congéneres.
No decorrer dos trabalhos dessa Conferência, José Jorge Letria apresentou o relatório português sobre a situação no nosso país do Direito de Comodato nas Bibliotecas, informando os participantes da condenação do Estado Português, por parte da Comissão Europeia, pelo facto de não ter procedido à conveniente transposição para o nosso ordenamento jurídico da Directiva Europeia sobre essa matéria.
Nesse relatório foi fornecida informação detalhada acerca das diligências que a SPA tem vindo a desenvolver no sentido de liderar esse processo no nosso país, daí podendo advir indiscutíveis vantagens para os escritores, ilustradores, tradutores e fotógrafos abrangidos por essa legislação comunitária.
Esta Conferência constituiu uma oportunidade para se fazer um ponto de situação do PLR/Direito de Comodato Público em todo o mundo. A questão da exploração electrónica dos livros foi também abordada em profundidade.
Durante os trabalhos da Conferência foi aprovada por unanimidade uma resolução dirigida aos governos dos países que têm resistido à aplicação da directiva relativa ao PLR, encontrando-se nessa situação países como Portugal, Irlanda, Grécia, Roménia e Polónia, onde os autores estão arredados dos benefícios culturais e sociais resultantes desta actividade de cobrança e gestão praticada em países como a Dinamarca ou a Finlândia há décadas, com assinaláveis resultados. Neste momento há já 27 Estados onde o Direito de Comodato Público está regulado e a funcionar - nalguns casos há 60 anos...
In página da SPA

Para tentar perceber melhor como funciona este esquema de pagamento de Direitos de Autor gerido pela PLR sugiro uma visita a esta página.
Ainda vou tentar perceber melhor como isto funciona com as bibliotecas inglesas, sabendo desde logo que esta ideia não me agrada. Enfim, sacrifícios em prol do direito à informação!

terça-feira

Conversas de biblioteca VII

Um senhora de cerca de 70 anos dirige-se ao técnico de serviço na sala de leitura e pergunta:
- Bom dia! Que tipos de livros têm aqui na biblioteca?
- Bom dia, temos vários tipos de livros. Temos livros técnicos, livros de estudo, temos literatura, enciclopédias, dicionários, temos vários tipos de livros depende daquilo que procura - responde o técnico.
- Estou a ver. E também têm livros sobre histórias reais, histórias da vida?! - perguntou a senhora com ar um misterioso.
- Sim, também temos livros sobre histórias do quotidiano, como biografias ou diários. Temos livros sobre vários assuntos.
Enquanto olha em volta para ver se não está ninguém por perto pergunta - E será que têm cá livros sobre vidas menos comuns... por exemplo... têm alguns livros sobre criminosos, ladrões ou traficantes?!
- Sim, também temos livros sobre esses assuntos. Mas se me disser exactamente o que procura talvez eu a possa ajudar melhor.
A senhora demonstrando algum embaraço diz por fim - O que eu queria mesmo era um livro que toda a gente fala, mas que acho que vocês na biblioteca não devem ter... Têm o livro Eu, Carolina?!
- Temos sim. Deixe-me só ver se está disponível.
- Muito obrigado! É que eu não sabia como havia de perguntar por um livro destes. - Desabafa a senhora com um ar satisfeito.

segunda-feira

Livros voadores

Durante as minhas navegações pelo Flickr encontrei um conjunto de fotos que achei muito interessantes e resolvi ir investigar.
Acabei por descobrir o trabalho de Ignácio Rabago e o conjunto de instalações a que chamou de Babel Library. Apesar do nome não ser original as instalações produzem bastante impacto visual sendo que a que mais me chamou à atenção foi a Babel Library IX - uma instalação feita na escadaria da biblioteca da UC Berkeley em 2005.

Nesta instalação Ignácio Rabago contou com a colaboração de uma equipa de alunos da universidade que ao longo de mais de uma semana furaram cerca de 300 livros que tinham sido abatidos da biblioteca.
A orientação de cada livro e a inclinação de cada uma das linhas foi dada pelo artista.

Mais informações sobre esta instalação aqui.
Mais informações sobre Ignacio Diaz de Rabago aqui.

quarta-feira

Oeiras Internet Challenge 2007

Pela segunda vez as Bibliotecas Municipais de Oeiras organizam o Torneio Oeiras Internet Challenge, uma competição a realizar durante todo o próximo dia 24 de Novembro (sábado). Dirigido prioritariamente ao público juvenil (a partir dos 13 anos), este torneio pretende cativar os jovens para participar num conjunto de provas que para além de divulgar a utilização da Internet, pretendem incentivar a pesquisa de informação na web, conjugando a vertente lúdica e de aprendizagem.


Mais informações em http://oeirasinternetchallenge.blogspot.com

terça-feira

Mais sobre audiolivros

Depois de já aqui ter anunciado a colecção de audiolivros lançada pela editora 101noites, deixo agora aqui mais uma iniciativa em torno destes bons companheiros de viagem.
Já agora aproveito para perguntar se alguém já ouviu estes ou outros audiolivros em viagem? Como nas próximas semanas vou ter de fazer uma viagem longa queria uma opinião.

Esta conferência realiza-se amanhã no Museu da Electricidade (Central Tejo) às 18:30.
Imagem: 101noites

quinta-feira

Nunca leio um livro que tenho de criticar; influencia-me muito!*

Um amigo que sabe que estou a moderar um Grupo de Leitores enviou-me (como provocação) um artigo - Faking it - que foi publicado no New York Times sobre um livro que tem estado nos TOPs em França: How to Talk About Books You Haven’t Read (Como Falar dos Livros que Não Lemos?) de Pierre Bayard.

Por mais estranho que esta situação possa parecer - tendo em conta as minhas actuais funções no Grupo de Leitores - tenho de reconhecer que tal situação é possível e mais frequente do que se possa imaginar. Já todos ouvidos alguém falar com bastante propriedade de livros sobre os quais se nota que só leram a contracapa, deduziram pelo título ou pelo género literário do autor, ou seja, personagens muito semelhantes à do "Pacheco" criada por Eça de Queirós.

A edição portuguesa é da Verso de Kapa que apresenta o livro assim:
Trata-se de uma análise feita sobre o acto de ler ou melhor; sobre a acto de não ler! Este livro é, sobretudo, um ensaio inteligente sobre as várias formas de apreciar um livro. A leitura da primeira à última página, em ordem e sem saltos, é apenas uma entre inúmeras possibilidades – e nem sempre a mais compensadora. O livro largado a meio, ou nas primeiras páginas, ou lido aos pedaços, ou apenas folheado – todos eles fazem parte do histórico do leitor. Isto é válido não apenas para os clássicos mais portentosos como também para as obras de consumo rápido. As quase-leituras são, de acordo com Bayard, tão válidas quanto a leitura integral. Aliás, a ideia de que se pode ler um livro por inteiro é ilusória. As pessoas começam a esquecer uma página quando começam a ler a seguinte. Com o tempo, vão confundindo as obras, ou esquecem-nas totalmente e quando são chamados a dar sua opinião, acabam por falar não do livro efectivo, mas da lembrança imperfeita e distorcida que guardaram dessas mesmas obras. O título é polémico e dá a sensação que a opinião do autor é a de incentivar à não leitura, mas o que se pretende é ensinar a “ler”, não é ler por ler (sem reter), mas saber ler de forma a conseguir falar daquele livro e de outros, sem ter lido tudo. É um livro paradoxal. O autor pretende desmistificar a ideia de que ler um livro é uma coisa que leva muito tempo e apresenta técnicas para não ler, levando assim à leitura. Como já dizia Óscar Wilde "A crítica literária é uma forma de autobiografia. Fale sempre do significado pessoal que um livro tem para si – mesmo que não o tenha lido".

O 1º capítulo do livro pode ser lido aqui.
* Citação de Oscar Wilde.
Imagem: Editora

terça-feira

Desabafos profissionais III

"Only librarians like to search, everyone else want to find"
(Roy Tennant)

quarta-feira

Desabafos profissionais II

Quando vêm às entrevistas de selecção para o Curso de Especialização em Ciências Documentais fico sempre apreensiva quando me dizem que a principal motivação para o curso é o amor pelos livros... Preferia que respondessem que querem ser bibliotecários porque gostam de pessoas.
Ouvido numa conferência sobre formação (autor desconhecido).

segunda-feira

Desabafos profissionais I

Gostar de livros, arrumar livros todo o santo dia, gostar de pessoas, adaptar-se a elas, utilizar regras de marketing, e esquece-las, saber de contabilidade, saber de informática, ler muito, ver catálogos... Gostar de livros.
Tem de se gostar muito deste universo com as suas infinitas particularidades para trabalhar neste ramo.
Sim, eu gosto, imensamente!

Livros e blogs

Mesmo a propósito a Ana AG enviou-me este vídeo sobre livros e blogs. Uma combinação que para além de interesante permite efectuar muitas combinações vantajosas.
Desta combinação surgem tantas perguntas: Se os blogs são literatura? Se os blogs e a internet prejudicam a leitura? Se quem lê blogs não lê livros?
Assim, logo à partida este vídeo deu-me 2 ideias... Mais tarde conto!



domingo

Bibliotecários estão na moda

Depois de a série de televisão The Librarians a profissão de bibliotecário tem agora direito a um documentário: The Holywood Librarian.
Infelizmente para já este documentário está apenas disponível nos EUA onde está a ser exibido nas bibliotecas.
Vou fazer umas investigações para ver se consigo ver este documentário... Vou dando notícias!



Mais informações no viva biblioteca viva.

Biblioteca do Ano - 2007

O prémio “Biblioteca do Ano” da Associação das Bibliotecas Alemãs e da Fundação Zeit Ebelin und Gerd Bucerius foi atribuído pela oitava vez este ano.
A biblioteca distinguida em 2007 foi a Biblioteca do Estabelecimento Prisional de Münster, que pelo trabalho desenvolvido recebeu um prémio no valor de 30. 000 Euros.


A biblioteca do Estabelecimento Prisional de Münster foi distinguida como a “Biblioteca do Ano 2007“ devido ao seu excelente trabalho em prol da integração através da cultura e da formação, mesmo estando limitada por condições especiais e problemas específicos. Reconstruída de raiz e com um novo conceito de espaço desenhado pelos arquitectos da Bolles & Wilson, a biblioteca deu um salto de qualidade. Orientada para as necessidades dos reclusos, a biblioteca do Estabelecimento Prisional de Münster transformou-se num exemplo a seguir para outras bibliotecas de estabelecimentos prisionais.
À final, para além da Biblioteca do Estabelecimento Prisional de Münster, chegaram também a Biblioteca da Universidade de Karlsruhe (www.ubka.uni-karlsruhe.de/) e a Biblioteca Municipal de Munique (www.muenchner-stadtbibliothek.de/).
Imagem: Der Spiegel