terça-feira

Bem-vindo Cibertecário 0.2

O Cibertecário Eloy Rodrigues chega finalmente ao mundo dos blogs na primeira. Inspirado pelo painel organizado pela Luísa Alvim no Congresso da BAD realizado nos Açores, eis que chega à net um dos "peso-pesados" (expressão imortalizada por Pedro Príncipe) da área BAD/LIS nacional.
Será este o primeiro de muitos?! Infelizmente não sabemos.
Para já Eloy Rodrigues diz que "este blog será o meu “blog profissional”, onde registarei, comentarei e reflectirei sobre os temas e acontecimentos directa ou indirectamente relacionados com a minha actividade profissional."
Muitos sucessos para o Cibertecário 0.2, o profissional BAD/LIS nacional mais 2.0.

segunda-feira

Inquérito sobre Grupos de Leitores

Através de um contacto com um colega americano recebi este e-mail com um pedido de colaboração num inquérito on-line sobre Grupos de Leitores. Se participam em algum grupo colaborem com esta investigação.

I am posting on behalf of the Readers' Advisory Committee of the American Library Association.

This is our second call out to book group members. We know you like to talk about books, but we want you to talk to us about your book group. Please help us get a picture of book groups by participating in a short informal survey from the Readers' Advisory Committee of the American Library Association.

To visit the survey, go to http://www.readersadvisory.org
Click on the link on the left that says "Book Group Survey".

Preliminary data will be presented at the ALA Annual Conference in Anaheim, CA at the program "Reading Group Therapy: How to Repair,Revamp and Revitalize Your Book Group". This program will be presented by book group expert Nancy Pearl, and is being held Sunday, June 29th, 2008, from 10:30 a.m.-12 p.m.

As we are trying to get as broad a picture as possible of the book groups, please pass the link to the survey along to other book group members and book group support organizations in your community.

Thanks,
Megan McArdle

domingo

Web social para profissionais da informação

Aqui mais esta referência ao trabalho inovador dos nossos colegas espanhóis na área BAD/LIS...

La iniciativa de SEDIC de crear una comunidad de prácticas sobre Web social para profesionales de información ha resultado un éxito de convocatoria. El proyecto parte del objetivo de reunir a profesionales hispanohablantes de archivos, bibliotecas y centros de documentación para participar en una propuesta de aprendizaje compartido. La respuesta ha sido contundente: cerca de 1.500 usuarios inscritos. A través del blog de la comunidad y durante ocho semanas y media se irán ofreciendo contenidos sobre web social, comenzando por una aproximación teórica y continuando por las diferentes tecnologías y herramientas de la web social, con especial atención a los servicios de mayor utilidad en las unidades de información.
El programa incluye un contexto teórico, publicación en blogs, sindicación de noticias, wikis, aplicaciones de escritorio, archivos compartidos, redes sociales y muchas otras tecnologías de la web 2.0. Junto al blog de la comunidad, se ha creado el wiki Biblioteca 2.0 y +, en el que se ofrecen los recursos sobre web social más útiles para profesionales de la información. El sistema de aprendizaje parte de los mensajes que se irán incorporando diariamente a la plataforma de la comunidad. Los miembros registrados intercambiarán sus opiniones, sugerencias y experiencia a través de los comentarios.
Tanto el blog como el wiki están abiertos, por lo que la comunidad generará recursos de información que serán útiles para cualquier persona interesada. Se trata de una iniciativa de aprendizaje colaborativo que se basa en las tecnologías de la participación para compartir los conocimientos de los profesionales de la información de esta amplia comunidad.

quarta-feira

Caetano Veloso - "Livros"

Caetano Veloso - Livros (1998)

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pr'a a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.

Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.

Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pr'a fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:

Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pr'a mim foste a estrela entre as estrelas.

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

Comemora-se a 23 de Abril o 13º Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, proclamado pela Conferência Geral da UNESCO, em 1995, com o objectivo de promover uma maior consciencialização sobre a importância dos livros na nossa sociedade.
Este ano, proclamado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional das Línguas, proporciona uma excelente oportunidade para reflectir sobre os aspectos linguísticos dos livros e sobre a particular importância da ligação entre os livros e as línguas, constituindo-se o primeiro como uma forma de expressão privilegiada.
Para informação sobre as actividades a realizar em todo o mundo e para obtenção do poster comemorativo e mensagem do Director-Geral da UNESCO, Kuïchiro Matsuura, poderá aceder em www.unesco.org/culture/bookday.



Imagem: DGLB

Para quem tiver habilidade e muita paciência aqui fica esta sugestão de actividade de origami para o dia de hoje. Parece complexo mas não é... o meu livro ficou com a encadernação ligeiramente defeituosa, mas fica engraçado.

terça-feira

O mês da profissão de informação-documentação

Porque nunca é demais afirmar a importância cultural das bibliotecas e dos seus profissionais e a sua tantas vezes esquecida relevância social, deixo aqui os meus parabéns à Divisão de Gestão de Bibliotecas da CML por esta iniciativa.

Do vasto programa de actividades previstas (conferências, cursos, exposições, mostras documentais e visitas guiadas), destaco a realização de um curso livro sobre "A História das bibliotecas e da leitura pública no Portugal contemporâneo" e a conferência de abertura proferida por Vera Borges do ICS sobre "Desafios ao exercício da profissão: uma reflexão sociológica".

Apesar da organização informar de que as iniciativas têm como público-alvo "actuais e potenciais profissionais desta área", acho que estas iniciativas podem servir essencialmente para os públicos das bibliotecas ficarem a conhecer melhor aqueles que lá trabalham.

Programas das actividade programadas aqui.

segunda-feira

Grupo de Leitores de BD na Bedeteca de Lisboa

Recebi esta boa notícia através da mailing lista da Bedeteca de Lisboa e fiquei muito satisfeito por mais esta evolução no conceito de grupos de leitores em Portugal. Para além de pretender acompanhar esta iniciativa com muita atenção e interesse, dou os meus parabéns aos organizadores pelo pioneirismo e desejo os maiores sucessos e muita adesão por parte do público.

O GLBD é uma actividade da Bedeteca de Lisboa, concebida em colaboração com Sara Figueiredo Costa e Pedro Moura, sendo este último o moderador de cada sessão. O objectivo principal deste GLBD é a partilha das leituras de um conjunto de títulos de banda desenhada. Este conjunto está seleccionado e será apresentado pelo moderador na primeira sessão, assim como a sua justificação e a metodologia de trabalho a seguir. Todavia, para que haja uma maior proximidade das expectativas e conhecimentos dos leitores, espera-se uma participação activa dos mesmos na primeira sessão a delinear toda a estratégia, admitindo-se a alteração dos títulos.
A metodologia geral prevê a leitura de cada título antes da sessão correspondente, na qual será facultado apoio documental. Leitura entre pares, alargar os horizontes de leitura, aprender mais sobre o universo da banda desenhada são os objectivos desta iniciativa.

As sessões decorrerão no auditório da Bedeteca de Lisboa, de 15 em 15 dias. A partir de Sábado, dia 19 de Abril, às 16h30. Seguem-se dias 3, 17 e 21 de Maio, 14 e 28 de Junho e 12 de Julho. As inscrições estão abertas a pessoas a partir dos 16 anos, sem qualquer outro tipo de limitação. Poderão ser feitas através de telefone (21 853 66 76), contactando-se Marcos Farrajota ou Ana Júdice, ou o email bedeteca@cm-lisboa.pt.
Imagem: Ilustração de Filipe Abranches, retirada do 2º volume da "História de Lisboa".

sexta-feira

"Do livro para o blog"

Livros que nasceram de blogs, há muitos. Já o contrário, não é habitual. Em 1918, o escritor catalão Josep Pla iniciou a escrita de entradas no seu "Quadern Gris", um dos livros mais lidos da moderna literatura catalã. Para comemorar os 90 anos da efeméride, a Fundació Josep Pla decidiu inaugurar um blog onde regista, exactamente nos mesmos dias em que Pla o fez, as entradas do "Quadern Gris". Em Novembro desde ano, mês em que terminarão as entradas, teremos a edição integral do livro em formato blog [http://quaderngris.blogspot.com/] disponível para os leitores de qualquer ponto do mundo.
In Os Meus Livros (Abril 2008)

Esta notícia voltou a recordar-me as potencialidades, que a ferramenta blog em especial, mas a internet de uma forma mais global, disponibiliza para os escritores e para toda a indústria editorial.
No início do ano falou-se também de um outro blog [http://www.wwar1.blogspot.com] onde a família de um ex-combatente da I Guerra Mundial (William Henry Bonser Lamin) publicou as cartas enviadas por este seu antepassado pela mesma ordem e nos mesmo dias em que tinham sido originalmente escritas.
Estes são apenas 2 exemplos de como os blogs podem ajudar na divulgação literária, na revelação de novos talentos e na construção de novos processo de construção de textos literários: quem não se lembra de "A Baía dos Tigres" de Pedro Rosa Mendes que foi a primeira experiência nacional de publicação simultânea na internet e em papel ou "Os Surfistas" de Rui Zink, escrito integralmente na internet com a colaboração do público.

Se já antes de toda esta oferta era costume dizer-se: "Tantos livros e tão pouco tempo...", que será de nós agora!

quinta-feira

Ideias há muitas...

A IFLA disponibiliza uma nova versão da base de dados de projectos de sucesso em bibliotecas (Library Success Stories Database). Esta iniciativa faz parte das actividades programas na Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação (World Summit on the Information Society), onde se encaram as bibliotecas como elementos integradores da Sociedade da Informação. A base de dados contém registos de actividades, realizadas em diferentes tipos de bibliotecas de vários países, sobre a função da biblioteca enquanto promotora da literacia de informação e como centro de recursos para a aprendizagem ao longo da vida.
O projecto foi iniciado em 2004 e está aberto a todas as bibliotecas que queiram partilhar as suas boas experiências. Actualmente a base de dados conta com cerca de 150 actividades, onde estão identificados a biblioteca, o tipo de utilizadores envolvidos, a data de realização, os objectivos e um pequeno resumo da actividade.

Até ao momento ainda não está registado nenhum projecto português; e o nosso país apenas aparece num projecto europeu em que a Biblioteca Nacional é parceira.

Como diz um colega meu em jeito de brincadeira: - "Está tudo inventado!"

quarta-feira

Biblioteca de Ossela

"Quando, na minha adolescência, eu tinha uma grande sede de cultura e nenhuns recursos materiais para adquirir livros, a Biblioteca Pública de Belém do Pará (Brasil) foi-me imensamente útil.

Mais tarde, pensando que outros poderiam vir a encontrar-se nas mesmas dificuldades em que eu me encontrava então, tornei-me tanto quanto possível um fomentador de bibliotecas.

Assim, quando em 1970 e 1971, me concederam em França dois prémios literários, decidi imediatamente, decidi romanticamente pois não sou rico, edificar uma biblioteca em Ossela, ao seu povo destinada.

Está pronta. Pronta a funcionar entre pâmpanos da minha aldeia natal, nestes dias já a acobrearem-se numa suave melancolia, em todo o caso mais ditosos do que eu, pois se o Outono deles começa agora, o meu está no seu fim.

Pretendia doar essa biblioteca e todo o seu recheio ao Município de Oliveira de Azeméis representado pela sua Câmara, para que esta e as que lhe sucederem a conservassem e a mantivessem ao serviço dos habitantes de Ossela e também de outras localidades a quem ela pudesse eventualmente ser útil, se, para o efeito, os interessados ali fossem."

Excerto da carta em que Ferreira de Castro faz a doação da sua biblioteca pessoal e da biblioteca que mandou construir para a instalar.
Imagem: Centro de Estudos Ferreira de Castro

terça-feira

"Ficheiros por autor"

Tal como sucedeu em Março, a nossa colega Isabel Goulão escreveu mais um texto sobre o mundo das bibliotecas e dos bibliotecários para a revista Atlântico. Pelo interesse das referências e pela pertinência sempre actual do tema aqui fica a partilha do texto sobre "bibliotecários famosos embora não necessariamente famosos enquanto bibliotecários".

Escrevi aqui, no mês passado, sobre a imagem ficcionada das funções de bibliotecário, ou melhor, da forma como o cinema ajudou a formar alguns estereótipos relacionados com esta profissão. Da glamorosa Carole Lombard a namoriscar entre estantes de madeira enroscada aos braços de Clark Gable no filme “No man of her own” à representação da bibliotecária ríspida, cinzenta e sem feminilidade, assim se foi construindo uma caricatura que em quase nada corresponde à realidade como eu a conheço. Por prudência, deixo ficar o “quase nada” por conta da realidade que não conheço.
Mas deixemos os estereótipos e as caricaturas e falemos de bibliotecários famosos embora não necessariamente famosos enquanto bibliotecários. Vejamos. Afinal, que têm em comum a Senhora Bush, Golda Meir, Nadezda Krupskaia (mulher de Lenine) e Hilda Guevara? E Mao Tse-Tung, Hume, Lewis Carroll, Benjamin Franklin e Marcel Duchamp? Pois bem: foram todos colegas de profissão e logo, meus colegas também. Todos foram bibliotecários em determinadas alturas das suas vidas, tendo-se tornado, para o bem e para ao mal, famosos por outras circunstâncias que não exactamente por terem andado entre estantes ou cumprido regras de catalogação. Vendo as coisas de outro modo e a bem da Humanidade, alguns deles deviam ter ficado pela nobre missão de classificar e arrumar as obras pelos vários temas em vez de terem produzido ou autorizado obras de cota única. Pelo contrário, também houve casos em que se perdeu um bibliotecário para se ganhar um grande artista, um proeminente pensador ou um clássico da Literatura.
Vejamos o caso de Proust. Para agradar à mãe e não hostilizar o pai, arranjou um emprego (ou uma ficção) não remunerado na Biblioteca de Mazarine na qual se distinguiu pelo número de ausências por falta de vontade ou faltas de ar.
Durante os nove anos que esteve numa das instalações da Biblioteca Municipal de Buenos Aires, Jorge Luis Borges foi um bibliotecário frustrado no seu trabalho. Hostilizado pelos colegas, refugiava-se nas caves da bibliotecas onde, para a História da Literatura, escreveu diversos artigos e também o conto “A Biblioteca de Babel”. Após a queda de Perón foi nomeado, aos 56 anos, nomeado Director da Biblioteca Nacional.
Escritores como Philip Larkin, Robert Musil, Strindberg, Goethe, os irmãos Grimm, Alexandre Soljenitsyne (na prisão), os filósofo Kant e Leibniz (criador do catálogo de entradas por autor), o multifacetado Benjamin Franklin (precursor das bibliotecas públicas), assim como diversos Papas foram igualmente bibliotecários, demonstrando uma grande versatilidade e inúmeras competências, como se diz agora.
Mas há outros bibliotecários famosos apesar de não se terem distinguido exactamente pela sua dedicação aos livros, como é o caso de Casanova. Após uma tumultuosa e agitada vida libertina, nos últimos anos da sua vida, este afamado personagem aborreceu-se de morte durante a sua reforma dourada enquanto sombrio bibliotecário de uma casa nobre, onde escreveu a sua autobiografia.
No entanto, houve quem certamente tivesse posto em prática os conhecimentos obtidos na técnica de classificação e indexação. Falo do chefe do FBI, J. Edgar Hoover, bibliotecário durante alguns anos na Biblioteca do Congresso. Suponho que experiência que desenvolveu na organização de ficheiros, arquivos e classificação por assuntos tenham sido da maior utilidade nas suas funções à frente do FBI.
E termino com alguns exemplos nacionais. Em Portugal, tivemos igualmente escritores que desempenharam funções em bibliotecas, personalidades que se destacaram pela sua actividade intelectual e acção política, como são os casos de Raul Proença e Jaime Cortesão, ambos aos serviço da Biblioteca Nacional, tendo este último sido seu director. Sem esquecer, claro, Fernando Pessoa, que concorreu, sem êxito ao cargo de conservador do Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães. Viria a ocupar esse lugar em 2000, atribuído simbolicamente pela Câmara de Cascais.
Informação recolhida em:
http://lisdb.blogspot.com/search/label/bibliotecarios%20c%C3%A9lebres%20pero%20por%20otra%20cosa
http://www.readingpl.org/weblog/2005/09/vol-7-no-37-september-22-2005.html
Maria Isabel Goulão

segunda-feira

As muitas faces dos grupos de leitores

A Time Out de Abril faz referência à Comunidade de Leitores da Livraria Almedina. Dinamizada pela jornalista Filipa Melo esta Comunidade é um dos muitos "Grupos de Leitores" que tem cativado um público muito específico que mora, trabalha ou estuda no centro de Lisboa.
Muito embora o artigo procure valorizar (quanto a mim de forma um pouco infeliz!) este grupo de leitores dizendo que os seus participantes nada têm a ver com "os reformados, as donas-de-casa, os desocupados, o cliché do grupo feminino, espécie de reunião de tupperware", esta é apenas mais uma das muitas faces que os grupos de leitores podem conhecer conforme o local onde decorram, os livros seleccionados ou a forma como as sessões são orientadas.

Para quem já teve alguma contacto na dinamização de grupos de leitores apercebe-se muito facilmente que raramente este tipo de actividade cria leitores; na melhor das hipóteses constitui espaços de partilha de opiniões e de troca de experiências de leitura.
Não obstante a selecção de livros e as formas de abordagem das obras feita nas sessões efectua logo à partida uma selecção do tipo de participantes.
Recentemente num encontro de profissionais alguém se queixava de que no grupo de leitores da sua biblioteca apenas participavam pessoas que já eram leitores frequentes e que lamentava-se por não ter conseguido chegar aos que não eram leitores... Ao mesmo tempo um outro colega desabafava que noutro grupo de leitores não aparecia ninguém, nem os que eram leitores!

Em 2004 tive oportunidade de conversar com algumas pessoas que dinamizavam "comunidades de leitores" pelo país fora através do então IPLB (actual DGLB). Nessa altura fiquei a saber aquilo que vim a confirmar mais tarde com os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras:
- Apenas as pessoas que já tinham hábitos de leitura constituídos se interessavam por este tipo de actividades;
- A grande mais-valia dos grupos de leitores reside na criação de laços entre os participantes, na troca de opiniões e de experiências de leituras e na identificação do leitor com a biblioteca;
- Algumas pessoas preferem sessões mais próximas da aula de literatura ou da crítica textual pelo conforto que uma atitude passiva representa ou simplesmente porque é isso que procuram;
- Quando as sessões eram dinamizadas por figuras conhecidas do grande público, apareciam algumas pessoas que não eram leitores (nem tinham lido o livro recomendado) e que apenas estavam interessadas em VER o dinamizador.

Tal como prometido voltarei a este assunto muito em breve!

domingo

Retrospectiva da quinzena*

Durante as últimas 2 semana este blog esteve ausente... Ou melhor, eu é que estive ausente, o blog permaneceu no mesmo lugar!
Por ocasião de uma belas férias no campo afastado do reboliço da cidade e longe de computadores, internet, televisão e quase que de telefones também, ficaram por registar alguns dados interessantes, a saber:

- As minhas visitas a algumas bibliotecas públicas de trás-os-montes que me causaram diferentes reaçõespor diferentes razões me entusiasmaram ou deixaram triste: o bom trabalho de adaptação (exterior!) de uma antiga igreja para biblioteca pública em Miranda do Douro e que já aqui tinha falado; a conclusão do edifício da biblioteca de Mogadouro que espero que venha a contribuir para o desenvolvimento da população; a visita à biblioteca de Torre de Moncorvo num Sábado à tarde em que vários miúdos ficaram surpreendidos com o encerramento do espaço.


- Apesar de ter feito c. de 800 kms em menos de 48 horas valeu a pena ter participado na "Caminhada de Bloguistas BAD & LIS" em Vila Nova de Foz Côa. Foi muito bom rever o Pedro, a Luísa e ter ficado a conhecer os restantes participantes interessados em caminhadas, na beleza natural do Douro e nos blogs de uma forma geral. Mais informações sobre este encontro no Rato de Biblioteca e no Viva a biblioteca viva.

- Mais uma vez as Bibliotecas Municipais de Oeiras comemoraram o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil - este ano desfasado da data oficial, 2 de Abril, por motivos de calendário - com mais uma edição do Pijama às Letras. Como já é habitual um verdadeiro sucesso graças ao trabalho das colegas envolvidas.

- O nascido do blog da Delegação Regional Norte da BAD (bad norte blogue) que com toda a certeza irá marcar a forma como a Associação se relaciona com os seus associados.


* Procurei fazer uma retrospectiva tão completa quanto aquelas a que o Pedro do Rato de Biblioteca já nos habituou... acho que ainda tenho que treinar mais um pouco. :-)

sexta-feira

"tudo o que sempre quis saber sobre literacia de informação e nunca teve coragem de perguntar"

An easy-to-read, non-technical overview explaining what "information literacy" means, designed for busy public policy-makers, business executives, civil society administrators and practicing professionals.


Para quem andava à procura de um livro sobre tudo o que sempre quis saber sobre literacia de informação e nunca teve coragem de perguntar pode ter encontrado no recente documento publicado pela UNESCO - "Understanding information literacy: a primer".
Chamo especial atenção para o Anexo E onde são listados vários recursos de informação; ideal para quem quiser aprofundar o tema!

Índice

Part I – Background and Introduction – A 21st Century Paradigm
Part II – Priority Information Literacy and Lifelong Learning Initiatives in the Contextof Four Key Sector Domains
Part III – Advocacy and Awareness-Raising; Collaboration and Partnerships
Annex A – Glossary of key defi nitions, abbreviations and acronyms
Annex B – The information literacy life cycle explained
Annex C – Key declarations, proclamations and topics promulgated by and discussed at internationaland regional information literacy expert meetings
Annex D – Some models of best practice
Annex E – Major information literacy institutional resources (Websites, Databases, Directories, Clearinghouses, Information Centers)

Imagem: UNESCO

Via: PubLib

Zona de Debate - CITA

O Centro Internacional de Tecnologías Avanzadas (CITA) da Fundação Germán Shánchez Ruipérez criou um espaço de reflexão sobre as TIC: o fórum Zona de Debate .

Neste espaço serão apresentados quinzenalmente artigos da autoria de diferentes investigadores de qualquer âmbito das Tecnologias de Informação, da Sociedade do Conhecimento e da Educação. Cada Debate será apoiado por vários recursos relacionados com o tema em questão: bibliografias, hiperligações de interesse, outros artigos, notícias, bem como a possibilidade de enviar comentários, críticas e sugestões.

Até Junho a Zona de Debate abordará temas vários em torno da sociedade da informação e da comunicação para a qual foral convidados alguns especialistas:

José Luis Molinuevo - Cambios en la cultura de las nuevas tecnologías. [1 de Fevereiro]
Tíscar Lara - Los blogs: identidad, educación, comunicación. [16 de Fevereiro]
Antonio Fumero - Análisis crítico de la Web social 2.0. [3 de Março]
Andoni Alonso - El debate en torno al software libre. [17 de Março]
Javier Bustamente - La sociedad del conocimiento libre. [2 de Abril]
Rafael Casado - El diseño ciudadano de las nuevas tecnologías. [17 de Abril]
Joaquín Pinto - Educación y redes sociales. [5 de Maio]

Em suma, este espaço pretende criar um local de reflexão e de referência com benefícios para todos os profissionais interessados nestes temas através da proposta de tópicos de discussão interessantes, úteis e com fundamento - "Una universidad del pensamiento para todos con sólo hacer un clic."

quinta-feira

CONVITE - caminhada de bloguistas bad & lis...

O Pedro Príncipe teve a excelente ideia de organizar uma caminhada pela linha do Douro durante os próximos dias 29 e 30 de Março.

Nas palavras do próprio...

Sabendo do gosto de muitos de nós por mais um post numa boa conversa... intuindo o gosto de alguns pelas tags de natureza... imaginando a vontade de links com outros... e, por último, adivinhando a necessidade para muitos de gadgets com pequenas viagens... nasceu a ideia de uma viagem-encontro-caminhada de bloguistas e leitores bad & lis (*).
(* bad & lis) – biblioteconomia, arquivo e documentação e das bibliotecas e ciências da informação

Um encontro com o objectivo de:
1. Assinalar o primeiro ano após a realização do painel sobre weblogues no IX Congresso BAD, juntando novamente todos os participantes nesse debate;
2. Promover um espaço de convívio entre bloguistas e leitores no domínio bad & lis, marcando assim o acentuado crescimento de weblogues destas áreas.
Pessoalmente por motivos familiares e de "agenda" ainda não sei se posso estar presente, mas vou fazer todos os possíveis!
Para eventuais interessados recomendo vivamente este passeio e a oportunidade de participar neste convívio blogueiro.

quarta-feira

"O livro, esse grande objecto"

A Miss Pearls teve a gentileza de enviar este texto, de sua autoria, que foi publicado na edição de Fevereiro da Revista Atlântico. Uma abordagem feita fora dos meios profissionais, mas que revela algumas das facetas e clichés (ou não) da nossa profissão, com um toque de humor.

Um artigo publicado recentemente na edição em linha da BBC News, colocava a questão: “Ler livros torna-nos mais espertos?”, a propósito da iniciativa “Ano Nacional de Leitura” lançada a passada semana pelo Primeiro Ministro britânico.
Pois é sobre livros que esta coluna trata neste número, mas nada de crítica literária, pois isso fica para quem sabe. Mas até (me) soa bem poder afirmar que os livros são parte fundamental na minha vida, o que é uma boa verdade. Apesar desta coluna se chamar “Geração Vinil”, esclareço desde já que não usa chinó, lentes grossas nem fatos mal amanhados, estereotipo estafado da figura de bibliotecária, também conhecida por “the shhh people” expressão engraçada pela qual são (ou foram) chamados estes técnicos do livro. Falo de livros enquanto objectos e não necessariamente de leitura. Como poderão imaginar, os processos de tratamento de que os livros são alvo, nada têm de romântico: uma secretária cheia de obras à espera de serem classificadas, catalogadas e cotadas não se compadece com os prazeres da leitura nem com obras primas literárias. Dito de outra forma, um livro do Philip Roth leva exactamente o mesmo tratamento que um livro de receitas de sushi. Pode parecer injusto, mas é assim.
Estamos bem longe da ideia romântica da imagem da bibliotecária a namoriscar entre estantes de madeira, como Spencer Tracy e Katharine Hepburn no filme "Desk Set”, a loura Carole Lombard enroscada nos braços do Clark Gable em “No man of her own” ou uma Betty Davis destemida, no filme “Storm center” em pleno “mccarthismo”. Coisas de filmes a preto e branco, como os microfilmes.
Porque uma bibliotecária, a cores e na vida real, rodeada de códices, obras de botânica, estampas, mapas, romances ou de bases de dados em linha, com cheiro a livros de tinta fresca ou amarelados do tempo, procura, acima de tudo, fazer chegar o seu trabalho junto dos leitores o mais breve possível. Em vez da fantasia das metáforas, da sintaxe apurada da obra e da beleza da escrita, o bibliotecário suspira por um índice bem construído que lhe há-de ser de grande utilidade quando tiver que a classificar.
Para além dos livros que estão à nossa guarda, existem também aqueles que nos oferecem e não lemos, aqueles que vamos comprando e os nunca abrimos, aqueles que damos porque gostaríamos de os ler, aqueles que gostaríamos de ter e nunca compramos por serem caros, aqueles que começamos a ler duas, três vezes e nunca os acabamos, porque entretanto dois ou três outros vão entrando e têm os mesmo destino(1). Sem esquecer os livros que se compram com gula, por causa da capa, pelo retrato que lá está ou seduzidos pela badana, mesmo que o recheio seja, (e é tantas vezes) uma enorme desilusão. Como costuma dizer um amigo, com especial acerto, basta colocar as fotografias ou as imagens certas numa qualquer compilação de receitas de pudins em banho-maria para se tornar um estoiro de vendas.
Para além do seu valor literário, patrimonial ou estético, pouco se fala do livro enquanto objecto. Por mim, parece-me bem que cada um fale do que conhece e “classifique” como sabe.
Maria Isabel Goulão
(1) "Se Numa Noite de Inverno Um Viajante", de Italo Calvino
In Revista Atlântico

terça-feira

Changing the Way Libraries Do Business: Meeting the Challenges of the Web 2.0 World

Come hear five experts who wished for change and then made it happen, through Web 2.0 technologies and more. You’ll walk away from this day-long session, co-sponsored by OCLC Eastern and SOLINET, with practical information you can implement immediately at your library.

Speakers include:

Playing to Learn in the Summer of ’07: How 23 Things Opened the Door to Web 2.0 for Maryland Public Library Staff by Jennifer Howell (Western Maryland Public Libraries)
Maryland is the first state to launch a statewide Web 2.0 self-paced learning program for public library staff. The program, Maryland Libraries Learning 2.0, is based on a Public Library of Charlotte & Mecklenburg County (NC) program. This session describes the program and its impact on library staff and services.

JMO, HTH! Social Networking in Academic Libraries by Jamie W. Coniglio (George Mason University on Public Services)
This session overviews social networking activities at various academic libraries, including experiments and experiences of the Fenwick Library Reference Department at George Mason University

LibraryThing for Libraries by Kate Sheehan (Darien Public Library on Automation)
LibraryThing for Libraries has provided a fun and easy gateway to Danbury (CT) Public Library’s catalog. Learn how Danbury Public implemented this tool and how it can benefit you and your library.

Quem no próximo dia 20 de Março tiver o dia livre pode dar um salto até Atlanta e por 110 dolares (inclui documentação, pequeno-almoço e almoço) pode aprender mais umas coisas sobre a Web 2.0 e de como este fenómeno afecta o trabalho das bibliotecas e potencia a interacção com os utilizadores.

Mais informações aqui.

segunda-feira

Conversas de biblioteca IX

Uma senhora aproxima-se do bibliotecário na sala de leitura e diz:
- Bom dia, pode-me ver se têm na biblioteca o livro "Stress no dia-a-dia"?
- Bom dia, vamos então confirmar no catálogo se temos esse livro - responde o bibliotecário.
Depois de confirmar que o livro não existe na biblioteca o técnico sugere:
- Infelizmente não temos esse livro, mas temos outros sobre o mesmo tema.

- Não é preciso! Eu precisava era mesmo deste livro! Talvez seja até melhor comprar - responde a senhora.
- Nesse caso talvez possamos ver se o livro está disponível em alguma livraria da área de Lisboa. Talvez uma que fique aqui perto da biblioteca!? - sugere o bibliotecário.
- Não vale a pena ver na livraria aqui perto... porque eles não têm esse livro de momento. Foi o senhor da livraria que me sugeriu ver se o livro existia aqui!

Depois ainda dizem que as bibliotecas e as livrarias são inimigos que competem pelos mesmo tipos de públicos. Já para nem falar em empréstimo pago com a justificação dos direitos de autor.

domingo

Leituras reais sobre mundos virtuais

Depois de algumas horas no Second Life, muitas conversas com o Miguel e algumas leituras na Internet achei que estava na altura de aprofundar os meus conhecimentos sobre esta plataforma.

Este fim-de-semana numa visita a uma livraria encontrei estes 2 livros e achei que podiam ser uma boa compra para entrar a fundo no mundo virtual do Second Life!
O primeiro que encontrei foi o novo livro de José Antunes - Mundos Virtuais - editado pela Porto Editora e cujo lançamento online, no Second Life, decorreu na passada 5ª feira na ilha da Universidade do Porto. Infelizmente e devido a um equivoco "virtual" cheguei ao local do lançamento no momento exacto em que tinha terminado.
Mais à frente encontrei a 2ª edição de Second Life: the official guide, editado pela Wiley Publishing e da autoria da própria Linden Labs.
Apesar do risco de desactaulização optei por adquirir este livro e ficar com uma opinião mais estruturada sobre o Second Life: o que é, como é e para o que pode servir esta plataforma, tudo explicado por quem trabalha para desenvolver este novo espaço revolucionário de sociabilização, lazer e aprendizagem.
Vou tentar aprender mais alguma coisa sobre o SL e depois vou dando conta aqui no blog.

sábado

III Encontro Ibérico de Docentes e Investigadores em Informação e Documentação

O grupo regional ibérico da EDIBCIC (Associação de Educação e Investigação em Biblioteconomia, Arquivistica, Ciências da Informação e Documentação Iberoamericana e Caribe) e o Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Universidade de Salamanca organizam o III Encontro Ibérico de Docentes e Investigadores em Informação e Documentação que, sob o tema "Formação, investigação e mercado laboral em Informação e Documentação em Portugal e Espanha", que decorre de 5 a 7 e Maio de 2008 na Faculdade de Tradução e Documentação da Universidade de Salamanca.
Este encontro pretende constituir-se como um fórum de debate aberto e como uma ferramenta no auxílio ao (re)conhecimento pessoal e profissional dos docentes, investigadores e gestores de informação de Portugal e Espanha, de forma a tornar-se local de projectos de colaboração e de enriquecimento profissional.

Mais informações aqui.


Numa altura em que a profissão em Portugal também poderá estar à beira de uma mudança radical ao nível da formação e numa altura em que o mercado tradicional parece estar saturado seria interessante reflectir sobre a formação e o mercado de trabalho especificamente em Portugal.

terça-feira

Portal da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas

Desde a semana passada (pelo menos só reparei nessa altura) que está disponível o Portal da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas (RCBP).
Apresentada publicamente durante o 12º Encontro Nacional de Bibliotecário da RNBP, que decorreu nos dias 22 e 23 de Junho de 2005, a RCBP é um projecto da iniciativa da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, desenvolvido em parceria com os Municípios e co-financiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento.
Ainda em fase experimental, este portal tem por objectivo disponibilizar recursos e serviços para as bibliotecas, e fomentar, entre estas, o diálogo e a cooperação, contribuindo assim para a consolidação da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Para além de informação e recursos interessantes (alguns já disponíveis, outros a apresentar brevemente) para os bibliotecários, de salientar a listagem de alguns blogs de profissionais de biblioteca e documentação. Que eu tenha conhecimento é a primeira listagem oficial de blogs na nossa área!
Imagem: RCBP

segunda-feira

"Livrarias devem ser serviço público"

A edição de Domingo do Jornal de Notícias apresenta um artigo que tem como título "Livrarias devem ser serviços público".
Neste artigo, Américo Ameal da livraria Byblos diz aquilo que mais me deixou a pensar:
Há jovens que passam tardes, sentados no chão, a devorarem livros. Mas, esses, que hoje não compram nada, vão ser os mesmos que no futuro vão comprar muitos livros para os filhos". E insiste que o lema deve ser: "Venha, leia, se quiser, compre".
As bibliotecas têm realmente muito a aprender com as livrarias!
Isto fez-me lembrar um trabalho que diz durante a pós-graduação em que debatia exactamente esta relação entre bibliotecas e livrarias. Tenho de procurar este texto e trazer novamente aqui esta questão!

Guia prático sobre Second Life

O jornalista do semanário Expresso José Antunes lança dia 28 na Internet um guia prático de 80 páginas sobre o mundo virtual Second Life (SL), anunciou hoje a Porto Editora (PD).
O livro "Mundos Virtuais" vai ser lançado na ilha da Universidade do Porto (UP) do SL pelo avatar (personagem virtual) de José Antunes, Gaia Bosh.
"Este guia destina-se a todas as pessoas que ouviram falar em SL, que têm alguma curiosidade em espreitar, mas não sabem bem como", explica José Antunes, para quem o Second Life "é a próxima fase da Internet".
José Antunes tornou-se, em 2007, o primeiro enviado de um jornal português ao SL, mantendo na edição online do Expresso um dossier sobre o mais famoso mundo virtual.
"Com este lançamento virtual, uma parceria com a UP, a Porto Editora torna-se na primeira editora a publicar uma obra recorrendo a uma das mais populares e promissoras ferramentas tecnológicas da actualidade, o SL", refere a PD, em comunicado.

O Second Life foi lançado oficialmente em Maio de 2003 pela empresa norte-americana Linden Lab, tendo actualmente mais de 12 milhões de avatares (personagens virtuais) registados, dos quais cerca de 100 mil são portugueses.
Depois de uma primeira fase de acesso pago, o SL passou a permitir a entrada gratuita de novos "residentes", que, contudo, precisam de comprar linden dólares para poderem adquirir terrenos ou objectos no mundo virtual.
Portugal é o 15º país em número de avatares activos (já chegou a ser 12º), de acordo com as estatísticas oficiais referentes a Novembro de 2007.

Fonte: RTP
Imagem: Blog Discursos do outro mundo
(As hiperligações são minhas)

Confesso que estou curioso para ler em este livro!
Ainda na semana passada falava com um amigo sobre o facto de não existir nenhum livro em português sobre o Second Life. Cá está ele!


domingo

A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues

No próximo dia 6 de Março, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, terá lugar a apresentação, a cargo de Eduardo Pitta, do livro de Luís Carmelo (na foto) A Expressão na Rede - O Caso dos Blogues (Magna Editora).
Autor e apresentador juntar-se-ão depois a um conjunto de pessoas convidadas a debater "o modo como as linguagens seculares (que aprendemos sem ter em conta a rede) se moldam, hoje em dia, à rede e mais concretamente aos blogues." A moderação é da responsabilidade de Paulo Gorjão e os bloggers presentes serão: Carla Hilário Quevedo, Isabela, Pedro Rolo Duarte e Vasco M. Barreto.
Visto no Mundo Pessoa.
Se conseguir vou assistir!

UNESCO e IFLA lançam concurso para criação de logotipo sobre literacia informativa

A UNESCO e a IFLA convidam a propor um logótipo internacional para identificar o trabalho de desenvolvimento das habilidades informativas, igualmente denominado literacia informativa . O objectivo deste logótipo é facilitar a comunicação entre aqueles que levam a cabo projectos de litareacia informativa, a sua comunidade e a sociedade en geral. O logotipo será promovido como um símbolo internacional da literacia informacional em todo o mundo.

Mais informações sobre o concurso na página InfoLit Global.

Fonte: APBAD
Imagem: Biblioteca Pública de Évora

Na página da InfoLit Global é possível ter acesso a muita informação sobre literacia da informação, tais como documentos técnicos, blogs, recursos e ferramentas, tutoriais, notícias sobre formação, notícias etc.).

Mais uma referência aos blogs

O New York Review of Books tem na sua edição actual um texto sobre blogs e os seus impactos na sociedade e nos meios de comunicação actuais.
Apesar de não ser exactamente inovador, o texto revê algumas das principais consequências do fenómeno blog numa perspectiva bastante actualizada. A autora do artigo, Sara Boxer, publicou este mês um livro sobre este tema que foi aguardado com alguma curiosidade - Ultimate Blogs: Masterworks from the Wild Web - uma vez que consiste numa antologia do que de melhor foi publicado em alguns blogs.

quinta-feira

Desejo de bibliotecário!

Aguardo ansiosamente o dia em que em vez toques polifónicos estridentes e pessoas a atenderem os telemóveis aos berros, alguém me surpreenda com um espectáculo destes em plena sala de leitura...



Aproveitando que está a decorrer o concurso do BiblioFilmes aqui fica esta sugestão!

CEF^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life

No dia 14 de Fevereiro, Quinta-feira, pelas 22 horas, na Ilha da UA, terá lugar a apresentação do programa oficial e definitivo do cef^sl 08.
Neste dia serão apresentados os objectivos, o programa e feita uma primeira abordagem aos eventos que terão lugar ao longos dos próximos meses com vista à criação de uma dinâmica e comunidade que promova a difusão, reflexão e discussão em torno das potencialidades do Second Life e dos Ambientes Virtuais 3D em diferentes domínios de actuação. A apresentação ficará a cargo da equipa de docentes e da second.ua
Imagem: CEF^SL 08

quarta-feira

Aprender a jogar ou desenvolvimento de competências de forma lúdica

Vi no BiblioFilmes que as bibliotecas de Carnegie Mellon desenvolveram 2 jogos para ajudar os alunos a desenvolverem competências de pesquisa de informação.
Apesar de não terem sido desenvolvidos para o treino e formação de bibliotecários achei-os muito úteis para esses contextos. Importa relembrar que a utilização de jogos em contexto de formação é já longa e já demonstrou os seus resultados.

Jogo 1 - Within range
Um jogo em que é necessário arrumar livros nas prateleiras utilizando o sistema de classificação do Congresso.






Jogo 2 - I'll get it!
Um jogo em que é necessário seleccionar os melhores recursos de informação tendo em conta os pedidos os utilizadores.






Ambos os jogos poderiam ser utilizados em contexto de formação de bibliotecários. O primeiro pode ser especialmente útil nas aulas de classificação... o jeito que tinha dado a alguns colegas! Já o segundo jogo podia ser utilizado para ensinar a organizar o atendimento na sala de leitura, bem como para seleccionar os melhores recursos de informação de acordo com o pedido efectuado.

Encontrei também outros jogos e sites de interesse sobe a utilização de jogos em processos de aprendizagem, especialmente na área da literacia da informação, dos quais destaco estes dois:

Library Game: Investigating the worlds of gaming and libraries since at least last week
Muita informação sobre a utilização de jogos em processos de aprendizagem: sites, artigos, exemplos de jogos.

Information Literacy Game
Jogo desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte para desenvolver competências dos seus alunos na área da literacia da informação.
IMPORTANTE: Estão disponíveis todos os ficheiros que compõem o jogo para o caso de alguma biblioteca querer adaptá-lo e utilizá-lo! Vamos a isso!

terça-feira

Dia Europeu da Internet Segura

Comemora-se hoje o Dia Europeu da Internet Segura. Tal como nos anos anteriores, espera-se que neste dia 55 países promovam acções de sensibilização sobre a utilização segura da Internet. Este evento é organizado a nível Europeu pelo Insafe, rede de cooperação dos projectos que promovem a sensibilização e a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos cidadãos, e tem Viviane Reding, Comissária Europeia para a Sociedade da Informação e Media, como mandatária.

O projecto Internet Segura, da responsabilidade de um consórcio coordenado pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP e que também envolve a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular/ CRIE do Ministério da Educação, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e a Microsoft Portugal, assegura a representação portuguesa no Insafe e preparou algumas iniciativas a nível nacional para dar relevância à temática da Internet Segura, nomeadamente acções nos Espaços Internet, o lançamento do curriculum JovensOnline.Net, colaboração no desenvolvimento de workshops nas Lojas Ponto JÁ e actividades nas escolas.



Mais informações sobre Internet Segura aqui.

segunda-feira

Vídeo-livros

Ou tenho andado muito distraído ou esta nova estratégia de marketing é realmente muito recente. Descobri na semana passada que a editora D. Quixote faz pequenos vídeos sobre os livros editados e que depois apresenta no site da editora e no YouTube onde tem um canal próprio.

Já tinha conhecimento que algumas editoras estrangeiras, como a Harper Collins, faziam este trabalho de marketing do livro, mas em Portugal ainda não tinha conhecimento.

No canal da D. Quixote estão até ao momento 13 vídeos sobre livros editados com a sua chancela.

Aproveitando esta inovação do mercado editorial português deixo aqui 2 bons exemplos de "vídeo-livros" - uma outra forma de apresentar os livros e de promover a leitura.




domingo

British Study Says "Google Generation" a Myth; Libraries Must Step Up

aqui tinha falado no estudo feito pela Brithis Library e pela JISC sobre as capacidades e competências de informação da chamada "Geração Google".
Agora aqui ficam algumas reflexões para as bibliotecas... o cenário não parece famoso a não ser que se comece a trabalhar noutra direcção: JÁ!
* Young people not very web-literate
* Libraries must make interfaces easier
* Libraries must integrate content with commercial search engines

A new study commissioned by the British Library and JISC (Joint Information Systems Committee) says that the "Google Generation"—youth born or brought up in the Internet age—is not particularly web-literate, and their research traits—impatience in search and navigation and zero tolerance for any delay in satisfying their information needs—are becoming the norm for all age-groups. The lesson for libraries, according to the CIBER research team at University College London, is that they must step up significantly, "both raising awareness of this expensive and valuable content and making the interfaces much more standard and easier to use."

Ian Rowlands, the lead author of the report, Information Behaviour of the Researcher of the Future, said, "Libraries in general are not keeping up with the demands of students and researchers for services that are integrated and consistent with their wider Internet experience." Lynne Brindley, chief executive of the British Library, said, "Libraries have to accept that the future is now. At the British Library we have adopted the digital mindset and have seized many of the opportunities new technology offers to inspire our users to learn, discover and innovate."

The report offers several predictions for 2017 that likely also apply across the ocean to North American libraries. It foresees:

* A unified web culture, as national library services and provision will become far less meaningful
* The inexorable rise of the ebook, with print sales diminished sharply outside leisure markets
* More content explosions, as mass book digitization bears fruit
* Emerging forms of scholarship and publication, including pre-publication release and online peer review
* Virtual forms of publication in various formats
* The semantic web, in which computers become capable of analyzing all the data on the web, especially in areas like science

The report suggests that, as with the discussion about bibliographic control in the United States, libraries must never forget Google: "Given current levels of investment by the big corporate search engines, and static or declining library R&D budgets, it would seem that the only effective strategy is for tighter integration of library content with commercial search engines." Beyond that, further customization is necessary. "The main message of this report for research libraries is that the future is now, not ten years away," the report reads, adding "that they have no option but to understand and design systems around the actual behavior of today's virtual scholar."

The report also cites "a desperate need for a well-funded program of educational research and inquiry into the information and digital literacy skills of our young people. Emerging research findings from the U.S. points to the fact that these skills need to be inculcated during the formative years of childhood.... This will require concerted action between libraries, schools and parents."

quinta-feira

Classificação Aleatória das Profissões II

Após a chamada de atenção da Susana e do Miguel no post anterior, fui confirmar (tal era o espanto) se na página do NetEmprego do IEFP os bibliotecários estão equiparados aos carteiros e a outra coisa ainda mais engraçada que são os trabalhadores similares (seja lá isto o que for!)
A resposta está na imagem:


Se for possível escolher entre telefonista, recepcionista, carteiro ou trabalhadores similares talvez a mais interessante seja a de.... cada um que escolha! :-\
Imagem: IEFP (NetEmprego)

quarta-feira

Grupos de Leitores II

Para quem ainda não se apercebeu desde Janeiro de 2007 que modero-dinamizo-oriento (ainda não sei exactamente o que lhe chamar!) um Grupo de Leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras.

Apesar de esta ser já uma aspiração antiga das Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO), só em finais de 2006 é que se reuniram as condições necessárias e eu pessoalmente me senti preparado para coordenar este projecto nas BMO.

Para esta minha decisão em muito contribuiu o estágio que efectuei na Biblioteca de Peñaranda de Bracamonte (Salamanca) pertencente à Fundación Germán Sanchez Ruipérez ao abrigo do Programa Leonardo Da Vinci.
Durante o curso de Pós-Graduação já muito me tinham falado nesta biblioteca quase mítica e onde um conjunto de excelentes profissionais desenvolvia um trabalho exemplar para um comunidade muito interessada e dedicada. Ter tido o oportunidade de ver este trabalho de perto e acompanhar algumas das suas rotinas e procedimentos, foi mais produtivo do que qualquer experiência profissional que tinha tido até então. A forma de trabalhar, a relação com os leitores, os objectivo a que se propunham tudo se tornou mais claro e mais lógico depois deste estágio.

O mesmo aconteceu face a trabalho que desenvolviam com os Taller de lectura para adultos. Num ambiente de total informalidade e descontracção conseguiram logo na primeira edição 30 pessoas com profissões variadas como professores, domésticas, mecânicos, estudantes, reformados, advogados, engenheiros e arquitectos. As sessões decorriam semanalmente na biblioteca, no café, na praça central, no jardim... em qualquer local onde fosse mais fácil juntar todos os inscritos.
A ideia principal era sempre a de ir onde as pessoas queriam estar!

Imagem: FGSR
(continua)

terça-feira

Classificação Aleatória das Profissões I

Hoje ao pesquisar informação sobre classificações de profissões e exemplos de grupos profissionais em vários páginas de Internet, encontrei esta classificação que me deixou totalmente admirado!!!
Para esta empresa luso-francesa recepcionista, telefonista e bibliotecário é tudo a mesma coisa?!?!?!?!


Já tinha visto listas de profissões onde constava palhaço e astrólogo, mas onde bibliotecário ou documentalista tinha de ir para a secção de outras profissões... Mas esta é totalmente nova!

Agradeço ao meu colega Miguel o envio desta informação.

Computer Literacy Doesn't Mean Information Literacy. Novidade ou talvez não?!

Um relatório recente (Information behaviour of the researcher of the future) coordenado pela Brithish Library e pelo JISC concluiu que a nova geração de estudantes universitários, mais expostos à Internet do que qualquer outra, pode não ter tantas capacidades de pesquisa de informação como se podia pensar.

O relatório chega à conclusão de que a geração Google (os que nasceram após 1993 e que não se lembram de quando a utilização da Internet não era generalizada) podem possuir altos índices de literacia computacional, o que não significa que tenham um bom nível de literacia de informação.
O estudo aponta como principais problemas os seguintes aspectos:

- não desenvolvem boas técnicas de pesquisa para encontrarem informação de qualidade;

- podem encontrar informação na Internet com grande rapidez, mas depois não sabem avaliar avaliar a qualidade da informação encontrada;

- não compreendem o que é de facto a Internet: um grande rede com conteúdos muito desiguais;

O relatório salienta as implicações destes problemas para os bibliotecários. Recomenda que as biblioteca disponibilizem recursos mais semelhantes com os da Internet, como o Google, e que se adaptem às novas formas de recolha de informação utilização pelos jovens.
Neste contexto surge também o estudo do Pew Internet & American Life Project, onde é referido que que a faixa etária entre os 18 e os 30 anos são os que mais utilizam as bibliotecas (essencialmente para aceder à Internet), o que nos faz pensar que as bibliotecas deviam deviam trabalhar afincadamente no ensino dos seus utilizadores com vista ao desenvolvimento de competências de informação ao nível da pesquisa, selecção e avaliação da informação.

Este relatório recordou-me algumas situações que observei durante o Oeiras Internet Challenge 2007 e que só agora vou partilhar:

- Idade não é sinónimo de capacidade
Muitas das melhores equipas eram alunos do secundário que eliminaram jovens universitários.

- Experiência não é tudo
As equipas que no ano anterior chegaram à final, desta vez foram eliminadas muito antes da fase final.

- Internet não é só texto
Falta ainda desenvolver competências a nível dos vários recursos disponíveis na Internet: texto, som e imagem.

- Internet não é o Google
Para muitas pessoas Internet e Google são sinónimos.

- Nem tudo o que está na Internet é verdade
As referidas capacidades de competências informacionais de pesquisa, selecção e avaliação da informação que é urgente trabalhar e desenvolver.

O relatório do JISC pode ser consultado aqui.

segunda-feira

Grupos de Leitores

A partir de hoje inicio aqui um conjunto de post dedicados aos Grupos de Leitores, como resultado da minha experiência na orientação do grupo de leitores na Biblioteca Municipal de Oeiras e na coordenação deste projecto nas Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO).
Actualmente existem 3 grupos de leitores a funcionar nas BMO (Oeiras, Carnaxide e Algés) todos orientados por técnicos das bibliotecas.
Desde o início que o principal objectivo foi o de criar um espaço para troca de opiniões e partilha de experiências de leitura, construindo um espaço quinzenal de sociabilização em torno do livro e da leitura, sem dirigismos, academismos e tentativas de formatar opiniões e consciências no âmbito da literatura. Num ambiente informal falamos sobre o livro, conversando sobre o enredo e descobrindo o autor. Para tornar as sessões mais convidativas e informais todas as sessões são acompanhadas de bolinhos, sumos e água...

Daí que pergunte, tal como refere o bibliotecário anarquista, se isto será uma piada a quem durante as sessões dos grupos de leitores oferece bolinhos... Humm?!



Visto no Biblioteca 3G.

JL - 20 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

Depois de 3 quiosques de bairro, 2 papelarias, 1 hipermercado e uma loja, parte de um grande cadeia de distribuição de jornais e revistas, consegui finalmente um exemplar do número do JL dedicado aos 20 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Não sei o que se passou esta semana mas foi complicado encontrar o JL... alguém até estava disposto a vender-me o seu exemplar por 500 euros!

Vou dar uma vista de olhos e depois volto!

domingo

Novo blog - Theca libraria

Vi no EXTRATEXTO que Eduardo de Freitas, sociólogo e investigador da leitura, tem desde o início do mês um blog - theca libraria.

Para quem já leu/consultou o livro Hábitos de Leitura - Um Inquérito à População Portuguesa coordenado por Eduardo de Freitas estará de acordo que com este novo espaço de comunicação todos teremos a ganhar e a aprender.

sexta-feira

Eleições na BAD - Triénio 2008-2010

Os resultados das eleições, que ocorreram no passado dia 16 de Janeiro, para os Orgãos Nacionais e para as Delegações Regionais da BAD no triénio 2008-2010 podem ser consultados na página da Associação.
Aos eleitos os meus parabéns e desejos de um bom trabalho em prol da profissão e dos seus profissionais.

quinta-feira

Livraria Lello considerada uma das mais belas do mundo

Nos últimos meses tenho falado aqui de algumas livrarias que são verdadeiras obras de arte. Resultante do meu interesse por livros e pelos espaços por eles ocupados (bibliotecas ou livrarias) falei aqui de 3 bons exemplos de como a arte e os livros se podem associar. Curiosamente essas 3 livrarias foram agora seleccionadas pelo jornal inglês The Guardian como as 3 mais belas livrarias do mundo:

1º lugar - Selexyz Dominicanen (Maastricht, Holanda)
2º lugar - El Ateneo (Buenos Aires, Argentina)
3º lugar - Lello (Porto, Portugal)

A centenária Livraria Lello, no Porto, é considerada a terceira mais bela do mundo pelo The Guardian. O jornal inglês chama-lhe "divina", mas quem aparece no topo da lista é uma antiga igreja de Maastricht, Holanda, transformada na casa dos livros.
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita.

Das muitas casas livreiras que conhece, Antero Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro.
A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão.
É com pequenos pormenores, diz Antero Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."
Fonte: Diário de Notícias

terça-feira

Maslow e os blogs

E se fizessemos uma correspondência entre as necessidades expressas na pirâmide de Maslow e os nossos blogs... Será possível?! Dará resultado?
Um blogger espanhol acha que sim e por isso apresenta a hierarquia das necessidades básicas para blogs/blogger:

"Necesidades fisiológicas básicas
Lo primero que necesita un blog es un nombre que le dé vida, una plataforma sobre la que asentarse y establecer sus raíces y una temática principal sobre la que versará su contenido. Una vez que se ha producido su nacimiento al seguir estos tres pasos es imprescindible determinar su frecuencia de respiración, actualizándolo a menudo y llenándolo de contenido único y original.

Seguridad
Una vez que el blog cobra vida y cumple los requisitos necesarios para asegurar su existencia, ha de protegerse de ataques externos como por ejemplo del SPAM, de la violación del copyright, de cualquier problema técnico que impida su visualización y de otros conflictos que puedan surgir con el resto de blogs que rodean su entorno.

Aceptación social
Se caracterizan por el deseo de pertenecer a un grupo, relacionarse con los demás, asociarse y participar en el mayor número de eventos posibles. ¿Quién no ha registrado su blog en cientos de directorios, comunidades y redes para darlo a conocer y compartir experiencias con otros bloggers? Es algo que todo blogger hace siempre inmediatamente al crear un blog para aumentar su popularidad, relacionarse con los demás, intercambiar su punto de vista, compartir un proyecto con otros bloggers, hacer amigos dentro de la blogosfera, etc.

Autoestima
Se alcanza con el reconocimiento del trabajo y el esfuerzo empleado en el blog por parte de todas aquellas personas ajenas que comparten sus impresiones sobre la obra con el autor, a través de comentarios, e-mails, enlaces hacia el contenido, etc.

Autorealización
Es el peldaño más alto al que podemos subir dentro de esta jerarquía con forma piramidal. Todo lo anterior carece de sentido alguno desde un punto de vista personal y emocional si no existe una satisfacción personal interna, si no se conoce el sentido de la vida y la razón de ser del blog en cuestión y si a pesar de alcanzar el éxito o la fama dentro del concierto social, no hay nada que haga activar el faro que apunta hacia la felicidad o el bienestar de tu interior cuando escribes en tu blog."
Se as hierarquias de necessidades de Maslow forem adaptadas aos blogs teremos um blog de sucesso?

segunda-feira

Ainda as leituras abençoadas

No seguimento do post anterior e depois da referência da Susana lembrei-me que por cá também já temos um antigo local de culto transformado em local de cultura e lazer - biblioteca municipal.
A Biblioteca Municipal de Miranda do Douro está instalada na capela do antigo Convento dos Frades Trinos. O projecto assinado pelos arquitectos Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro transformou este edifício, que em 1998 estava devoluto e em avanço estado de degradação, na biblioteca municipal desta cidade transmontana.
Infelizmente ainda não tenho imagens do interior da biblioteca mas pelo menos até final de Março vou conseguir mostrar aqui (espero eu!) o resultado da intervenção feita no interior.
Até lá deixo aqui imagens do exterior da biblioteca.

Na página do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana é possível consultar o SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico e ficar a saber mais sobre a história do edifício e sobre a intervenção arquitectónica realizada.

quinta-feira

Leituras e vendas abençoadas

E se uma igreja fosse transformada numa livraria?!

Na Holanda (Maastricht) uma antiga igreja Dominicana foi transformada em livraria (Selexyz Dominicanen) através de um projecto assinado pelos arquitectos Merkx+Girod. Esta intervenção valeu-lhes a atribuição do Lensvelt de Architect Interior Prize 2007, um dos mais prestigiados prémios de âmbito profissional dos países baixos e que prevê ainda um prémio monetário de 12 mil euros.

Nas palavras do juri a atribuição do prémio deveu-se ao facto de Merkx+Girod architects have created a contemporary bookshop in a former Dominican church, preserving the unique landmark setting. The church has been restored to its former glory and the utilities equipment has been housed in the extended cellar.
In order to preserve the character of the church while achieving the desired commercial square footage, the architects erected a two-storey structure in black steel on one side, where the books are kept. Keeping the shop arrangement on the other side low created a clear and decipherable shop. The jury was very impressed by these spatial solutions, as well as by the gorgeous lighting plan. The combination of book complex and church interior were deemed particularly successful.

Por cá com tantas igrejas, palácios e mosteiros fechados ou abandonados bem que se podia pensar em reconverter alguns destes espaços... aqui fica a sugestão!

Mais informações sobre esta intervenção na página de Merkx+Girod (seta à direita no rodapé).

Enviado por ana ag.