Chama-se Richard & Judy Book Club, tem presença fixa nos ecrãs da BBC e, dizem as estatísticas e as contas de editores e livreiros, são responsáveis por 26 % das vendas do Top 100 britânico. O sucesso do Clube é de tal ordem - muitos editores apressam-se a reforçar as tiragens de obras referenciadas - que algumas obras obscuras, ou votadas ao anonimato, tornam-se verdadeiros best-sellers no espaço de uma curta emissão catódica.Pelo que tenho lido os estudos sobre o mercado livreiro e editorial em Portugal são praticamente inexistentes; seja porque a indústria não se interessa, seja porque não existe vontade política ou ainda porque estas e outras questões relacionadas com a Sociologia da Leitura ainda não preocupam a sociedade académica.
Quem não se lembra dos tempos em que "os livros de Marcelo Rebelo de Sousa" aos fins-de-semana faziam aumentar as vendas na segunda-feira seguinte?
Conheci pessoas que trabalhavam em livrarias e para as quais ver este programa ajudava bastante os cliente que menos atentos sabiam títulos, autores, capas ou simplesmente que era um livro referido pelo Prof. Marcelo.
Que impacto têm nas vendas (e já agora nos empréstimos das bibliotecas) as referências de Paula Moura Pinheiro e Filipa Melo no programa Câmara Clara? Ou as entrevistas de Bárbara de Guimarães no Páginas Soltas?
Pessoalmente não faço ideia.
Aquilo de que me apercebo no dia-a-dia, é que as livrarias estão a fazer um bom trabalho de promoção de leitura, porque são cada vez mais as pessoas que aparecem na biblioteca para saber se temos um livro que estava numa livraria.
É caso para dizer: - Obrigado livrarias de Portugal!




























