domingo

Libraries as Place & Space

Desde 6ª feira que é possível efectuar a inscrição para a conferência satélite da IFLA (75º Congresso Mundial da IFLA) - Libraries as Place & Space que se realiza nos dias 19, 20 e 21 de Agosto em Turim.

Para quem se interessa por arquitectura de bibliotecas e acha que os modelos actuais dos edifícios necessitam de ser revistos e adaptados este é um evento a não perder. Algum dia arquitectos e bibliotecários tinham de se reunir e começar a conversar! O programa está disponível aqui.

Também a não perder pelo interesse do evento e pela proximidade geográfica a participação no Congresso da IFLA que este ano decorre em Turim, de 23 a 27 de Agosto.

sábado

"Moving In, Moving Up, and Moving On: Strategies for Regenerating the Library & Information Profession"

Este ano todos os caminhos vão dar a Itália. Por ocasião da realização em Turim da 75º Congresso Mundial da IFLA entre 23 e 27 de Agosto, decorrem por todo o país diversas conferências satélite.

Moving in, Moving Up and Moving On: Strategies for regenerating the Library & Information Profession é uma sessão inserida na 8th World Conference on Continuing Professional Development & Workplace - Learning for the Library and Information Professions, que decorre entre os dias 18 e 20 de Agosto de 2009 na cidade de Bolonha.

Esta conferência satélite pretende a criação de um espaço de reflexão positivo, produtivo, actual e inter-geracional.

Informações sobre o programa e inscrições disponíveis aqui.

"As Bibliotecas e a Web 2.0: a Biblioteca 2.0"

Fruto da parceria com o Goethe-Institut Portugal, a BAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas continua a divulgação regular de conteúdos cedidos por aquele Instituto.

Hoje, disponibilizamos:
"As Bibliotecas e a Web 2.0: a Biblioteca 2.0"
O novo mundo da informação em linha apresenta alguns desafios sérios – e não apenas para os “imigrantes digitais”. Também as instituições tradicionais sentem a necessidade de se reinventarem, especialmente se trabalham com a informação e o conhecimento, como é o caso das bibliotecas.

Artigo escrito por Lambert Heller, blogger, cientista social e bibliotecário. É especialista nas áreas de economia e negócios na TIB/UB Hanover e também dá palestras e escreve sobre a Web 2.0 na área das Ciências Exactas e das Ciências Biblioteconómicas para inúmeras associações profissionais, organizações e estabelecimentos de formação contínua.

Fonte: BAD

sexta-feira

“10 ways to make a public library work / Update your libraries”

O actual Manifesto IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas data de 1994, mas apesar de apresentar já algumas lacunas, o texto actual já vai na terceira edição do documento (1949, 1972).
Atendendo a que a Sociedade continua a evoluir e a transformar-se, as Bibliotecas Públicas deverão efectuar um caminho semelhante, de forma a continuarem (ou passarem) a prestar um bom serviço à comunidade.

Desta forma, a secção da IFLA sobre Bibliotecas Públicas divulgou no início de Junho um aditamento ao Manifesto de 1994. O objectivo deste documento era efectuar mais algumas recomendações, de forma a quer as Bibliotecas Públicas possam actualizar os seus serviços, utilizando tecnologias que desde 1994 estão mais disponível e divulgadas.

Este aditamento tem o nome 10 ways to make a public library work / update your library e tal como se pode prever apresentar 10 tópicos sobre como actualizar e melhorar os serviços das bibliotecas e a forma como estas interagem com os seus utilizadores e a sua comunidade.

1. Develop public library buildings with the emphasis as community/cultural spaces not just physical stores of knowledge.

2. Liberate our services using the World Wide Web 2.0 and look towards Web 3.0 and 4.0.

3. Connect with our communities and educate and train people. Librarians and Information Scientists can act as educators and personal knowledge advisors and not just keepers of keys or Internet gatekeepers.

4. Develop a “world wide wisdom” – a global knowledge and understanding by creating international cultural pathways on the web.

5. Work internationally to erode barriers and censorship whilst respecting all cultures.

6. Support our staff with continued training and encouragement to be proactive.

7. Develop our digitised collections services and knowledge – the hybrid library – knowledge, education and information in diverse forms.

8. Improve accessibility to our catalogues and databases especially for users with visual impairments.

9. Establish national and international standards on the Internet environment.

10. Public libraries as cultural storehouses – the “live” environment alongside the “recorded” one – archives, museums, libraries and culture combined: a “comby library”.

(Os destaques a negrito são pessoais!)

quarta-feira

Second Life para Profissionais de Informação e Comunicação

Sabia que os Profissionais de Informação e Documentação estão no Second Life (SL) há mais de 3 anos? Sabia que a comunidade de Bibliotecários no SL conta com cerca de 1400 membros?

Esta plataforma tem sido objecto de estudo e laboratório para os profissionais de informação e comunicação que têm vindo a desenvolver ao longo deste tempo serviços, eventos e projectos, bem como a criar novos recursos de informação nos mundos virtuais.

É uma comunidade muito aberta à experiência, troca de ideias e inovadora que acreditam fortemente que o futuro das bibliotecas, arquivos, museus e projectos educativos estarão intimamente ligados aos mundos virtuais e redes sociais nos próximos anos.

Sobre estes e outros assuntos irei falar, juntamente com o Miguel Correia (cujo blog está em vias de voltar ao activo), numa formação na BAD na próxima segunda e terça-feira.

Depois da acção de formação na BAD Norte sobre o mesmo tema (consultar os posts da formação nos dias 20 e 21 de Novembro de 2008) seria interessante conseguir reunir em Lisboa mais profissionais interessados neste tema.

Quem sabe não será um ponto de partida para a criação de um projecto nacional no Second Life?

Informações e inscrições aqui.

Deixo-vos um exemplo de um evento literário realizado no Second Life.

sexta-feira

Opinião de Franciso José Viegas

Apesar de já não ser novidade só hoje descobri este texto/opinião de Francisco José Viegas no Correia da Manhã de 13 de Maio:

O presidente da APEL deu uma boa explicação para o facto de haver mais vendas na Feira do Livro de 2009: "É mais barato comprar um livro do que uma viagem e há toda uma literatura de auto-ajuda contra a crise." Rui Beja tem alguma razão.

Não sei se os livros de auto-ajuda são importantes em tempo de crise, mas a verdade é que os livros, em geral, ocupam um pouco do orçamento antes destinado ao consumo que nos levou à crise do crédito e aos excessos que todos reconhecemos. As ‘elites portuguesas’ nunca apareceram na televisão a falar de um livro. Inculta, pobre de espírito, geralmente alarve e pateta, essa gente tanto aparece nas folhas cor-de--rosa como nas páginas de crime. Os seus exemplos são maus. E, diante de tudo isso, a leitura é também um conforto. Uma salvação.

quinta-feira

Biblioteca e as provas de aferição de Língua Portuguesa

Para quem ainda não viu a prova de aferição de Língua Portuguesa do 4º ano deste ano continha na pergunta 9 uma agradável referência às bibliotecas e à sua utilização.


Como se pode ver na imagem a questão 9 pretende avaliar se os alunos sabem utilizar uma biblioteca, através da utilização dos vários recursos de informação disponíveis.
Infelizmente, este exercício deveria ser feito também nas provas de acesso ao Ensino Superior, cada vez fico mais decepcionado com os jovens alunos universitários.
Para além de não saberem fazer uma pesquisa, não sabem utilizar dicionários e enciclopédias e acham natural fazer um trabalho para a universidade com base em páginas da internet. (Isto é uma generalização!)
Espero que os resultados da prova, mas especialmente desta pergunta, sejam favoráveis! Seria um bom sinal para os utilizadores das bibliotecas.
Provas disponíveis aqui.

segunda-feira

Ode aos livros que não posso comprar

Em cada final da Feira do Livro de Lisboa lembro-me sempre deste poema de Jorge de Sena... mas depois lembro-me que existem as Bibliotecas... e tudo volta a fazer sentido!

Em caso de dúvida procure aqui a que for mais perto de si!

Ode aos livros que não posso comprar

Hoje, fiz uma lista de livros,
e não tenho dinheiro para os poder comprar.

É ridículo chorar falta de dinheiro
para comprar livros,
quando a tantos ele falta para não morrerem de fome.

Mas também é certo que eu vivo ainda pior
do que a minha vida difícil,
para comprar alguns livros
-- sem eles, também eu morreria de fome,
porque o excesso de dificuldades na vida,
a conta, afinal certa, de traições e portas que se fecham,
os lamentos que ouço, os jornais que leio,
tudo isso eu tenho de ligar a mim profundamente,
através de quanto sentiram, ou sós, ou mal-acompanhados,
alguns outros que, se lhe falasse,
destruiriam sem piedade, às vezes só com o rosto,
quanta humanidade eu vou pacientemente juntando,
para que se não perca nas curvas da vida,
onde é tão fácil perdê-la de vista, se a curva é mais rápida.
Não posso nem sei esquecer-me de que se morre de fome,
nem de que, em breve, se morrerá de uma fome maior,
do tamanho das esperanças que ofereço ao apagar-me,
ao atribuir-me um sentido, uma ausência de mim,
capaz de permitir a unidade que uma presença destrói.

Por isso, preciso de comprar alguns livros,
uns que ninguém lê, outros que eu próprio mal lerei,
para, quando se me fechar uma porta, abrir um deles,
folheá-lo pensativo, arrumá-lo como inútil,
e sair de casa, contando os tostões que me restam,
a ver se chegam para o carro eléctrico,
até outra porta.

Jorge de Sena - 40 Anos de Servidão

domingo

A leitura é um prazer completo

Este ano a Feira do Livro de Lisboa esteve também disponível no Facebook de forma a chegar a todos aqueles que por várias razões não podiam acompanhar toda a ampla agenda de eventos.

Um dos eventos que quero destacar é a conversa moderada por Filipa Melo com Helena Vasconcelos e Conceição Caleiro sobre as comunidades de leitores. Para quem não esteve presente aqui ficam algumas das ideias abordadas e as frases mais marcantes.

"Há encontros onde as pessoas saem estonteadas com as palavras de Kakfa. Há encontros que têm o segredo que nos ensina a amar e a ser livres. Há encontros onde a partilha de livros acaba em partilha de afectos. Há encontros onde as leituras são sempre novas e diferentes."



terça-feira

Programa do IV Encontro Oeiras a Ler

IV Encontro Oeiras a Ler Uma biblioteca sem muros nem ameias Serviços de extensão bibliotecária e cultural
14 e 15 de Maio | Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras

14 de Maio


08.30 - Recepção e entrega da documentação

09.00 - Sessão de abertura

09:30 - Catarina Costa Macedo / Maria Cabral / Vera Oliveira (Direcção-geral do Livro e das Bibliotecas)
Abraçar o mundo sem deixar ninguém de fora: serviços de extensão bibliotecária e cultural das bibliotecas Públicas Municipais do nosso país

10.30 - Carmen Mª Vigata Manuel de Villena (Subdirección General de Bibliotecas da Comunidad de Madrid
Los nuevos servicios de extensión bibliotecaria en la Comunidad de Madrid

Moderador: José Mário Silva

11.30 - Debate

12.30 - Almoço

14.30 – Maria Ângela Barlotti (Itália)
Read'em for freedom

15.30 - Pausa para café

16.00 - Elisa Yuste (Centro Internacional del Libro Infantil e Juvenil / FGSR)
Uma biblioteca para todos. Serviços de extensão bibliotecáriada da Fundación Germán Sánchez Ruipérez

Moderador: Carlos Pinto Coelho

17.00 - Debate



15 de Maio

09.30 - Claudie Guérin (França)
Lire à l’hôpital

10.30 - Tone Eli Moseid (Norwegian Archive, Library and Museum Authority / Presidente da Secção da IFLA - "bibliotecas para pessoas com necessidades especiais")
Library services for people with special needs. How to bridge the divide.

Moderador: José Mário Silva

11.30 - Debate

12.00 - Apresentação das conclusões

13.00 - Almoço

14.30 - Manuel Costa (Biblioteca Municipal da Póvoa-de-Varzim)
Bibliotecas de Praia da Póvoa de Varzim (1999-2009)

14.45 - Nuno Marçal (Biblioteca Municipal de Proença à Nova)
As andanças do Bibliomóvel por terras e gentes de Proença-a-Nova

15.00 - Debate

15.30 - Fátima Bento (Biblioteca Municipal de Faro)
Biblioteca fora de portas - A biblioteca ao serviço da comunidade

15.45 - Vera Silva (Biblioteca Municipal do Seixal)
Na busca do Graal: perspectivas e experiências da Biblioteca Municipal do Seixal

16.00 - Josefina Melo / Rute Oliveira (Bibliotecas Municipais de Oeiras)
A biblioteca está a passar por aqui.

16.30 - Debate

17.00 - Encerramento

Mais informações aqui.

quinta-feira

"Ler não é um acto solidário"

O número de Maio da revista Os meus livros tem um artigo da autoria de Andreia Brites sobre comunidades de leitores, ou Grupo de Leitores como gosto de lhes chamar.

O texto faz uma breve apresentação sobe o que são as comunidades de leitores, através da utilização do já célebre lista com os direitos do leitor de Daniel Pennac, aprensenta a figura do líder e avança com algumas sugestões de comunidades.

A referência às comunidades de leitores em Portugal não estaria completa sem uma referência a Conceição Caleiro que em 2001, através da actual DGLB liderou o primento projecto daecomunidades de leitores. Na altura, como ainda hoje, a principal intenção era a de estabelecer laços afectivos sociais entre os participantes.

Para quem dinamiza, lidera, orienta ou gere (ainda não percebi exactamente o que se faz... mas talvez seja um pouco de tudo isto) a ideia que deve manter-se sempre bem definida é a de que as comunidades de leitores (ou Grupos de Leitores) não são palestras, não são conferências, não são momentos reverenciais em relação a autores ou a textos, são uma partilha de ideias e de opiniões, tal como defende Helena Vasconcelos, que desde 2006 orienta uma Comunidade na Culturgest.

As Bibliotecas Municipais foram desde o início do projecto um local de eleição para a implementação destes projectos. Infelizmente por vicissitudes várias muitas Comunidades apenas funcionaram durante o apoio por parte da DGLB ou enquanto o líder se manteve na Biblioteca. Para além desta questão o acto de a maioria das bibliotecas não ter capacidade para disponibilizar 10 ou 15 exemplares de cada obra, dificulta a leitura por todo o grupo.

Da minha experiência pessoal na Biblioteca Municipal de Oeiras posso dizer que o líder tem um papel que é ao mesmo tempo fundamental e dispensável. Se por um lado é uma figura que apenas deve intervir para regular as participações e inserir tópicos de discussão ou orientar a conversa, por outro, o Grupo tende a ficar demasiado preso a essa figura. Pessoalmente prefiro deixar as minhas opiniões para o final da conversa e intervir o menos possível, de forma a não inibir as ideias, experiências e opiniões de nenhum dos participantes.
Para quem dinamiza ou participa num Grupo de Leitores facilmente compreenderá porque razão o elemento sociabilizador está tão presente. Ao longo das sessões criam-se laços entre as pessoas que ficam para lá das sessões e que por vezes crescem em paralelo.

Na última vez que contabilizei (2008) existiam em Portugal no espaço de um ano mais de 30 Grupos de Leitores regulares, se contarmos com os que ocorrem em Bibliotecas, Livrarias e Museus.

Tal como se diz no artigo existem muitos Grupos de Leitores a funcionar por todo o país e por isso não faltam opções a quem queira arriscar... basta escolher!

terça-feira

Joaquim Mestre

Desde o passado Domingo que as bibliotecas públicas potuguesas estão mais pobres. Joaquim Mestre, bibliotecário da Biblioteca Municipal de Beja, faleceu no passado dia 3 de Maio com apenas 54 anos.

Aqui deixo esta modesta homenagem a quem criou em Beja um novo conceito de biblioteca pública e um projecto inspirador para todos quanto trabalham na área da leitura pública.


Img: CMB

segunda-feira

Conversas de biblioteca XVI

Na semana em que se comemorava o 25 de Abril uma biblioteca pública tem na entrada uma exposição sobre o 25 de Abril. Um miúdo com cerca de 8 anos chega com a mãe e pergunta:

- Mãe, o que é o 25 de Abril?!

Ao que a mãe responde:
- Foi um dia em que as pessoas passaram a puder dizer o que quiserem.... Foi o dia da Liberdade!

- Mas isso é depois de amanhã... Ainda não foi! Diz o miúdo com um ar confuso.

- Não, João! Este 25 de Abril já aconteceu faz muitos anos. Aconteceu muito antes de teres nascido. Responde a mãe com um ar carinhoso e pedagógico.

Então se eu agora quiser dizer uma asneira ou chamar nomes ao mano posso!?... - Perguntou o miúdo com um ar espantado.

domingo

IV Encontro Oeiras a Ler

Mais informações aqui.

sábado

Romance do 25 de Abril

Numa data a não esquecer, aproveita-se a oportunidade para deixar aqui mais uma sugestão de leitura. Apesar de já não ser novo, só este mês fiquei a conhecer este livro da autoria de João Pedro Mésseder, com ilustrações de Alex Gozblau, que à maneira dos romances populares ajuda a conhecer e a compreender a Revolução de Abril.

"Revisitação poética da história do 25 de Abril de 1974, com particular relevo para os antecedentes da Revolução, recriando a vida em Portugal durante a vigência do Estado Novo, Romance do 25 de Abril, de João Pedro Mésseder, sublinha ainda as consequências trágicas desse longo período da História portuguesa contemporânea, como as perseguições políticas, a censura e a Guerra Colonial, entre outros aspectos. A opção pelo "romance", enquanto género da literatura tradicional, permite a valorização da memória e do cariz épico das história narrada, destinada a perdurar pela transmissão de geração em geração. Com ilustrações de Alex Gozblau, o livro ganha uma especial identidade, vendo sublinhada a dimensão referencial da narrativa através da representação iconográfica fiel das figuras cimeiras do Estado Novo. As ilustrações sugerem de forma particularmente intensa a transição entre a Ditadura e a Liberdade, servindo-se da variação cromática com evidentes intenções semânticas e pragmáticas. Vejam-se, como elementos claramente significativos do ponto de vista visual, a articulação entre a capa e a contracapa, assim como a leitura das guardas iniciais e finais, retomando alguns dos motivos simbólicos mais significativos da época revisitada."
Ana Margarida Ramos|Casa da Leitura
Img: Casa da Leitura

quinta-feira

Dia Mundial do Livro

Img: pixdaus

quarta-feira

IV Encontro Oeiras a Ler


Nos últimos três anos, as Bibliotecas Municipais de Oeiras, através dos Encontros Oeiras a Ler, têm procurado constituir um espaço de debate e reflexão, abrangendo diferentes perspectivas e práticas no que respeita ao papel da biblioteca pública na sociedade actual.

O III Encontro Oeiras a Ler realizado em Maio do ano passado veio confirmar o lugar pioneiro das Bibliotecas Municipais de Oeiras no panorama nacional das Bibliotecas Públicas e, certamente, terá contribuído para a sua projecção internacional, nomeadamente ao nível europeu.

Nos dias 14 e 15 de Maio de 2009, as Bibliotecas Municipais de Oeiras organizam a IV edição do Encontro, que será dedicada a uma das áreas de actuação das bibliotecas que melhor traduzem e cruzam as suas funções cultural, educativa e social: os serviços de extensão bibliotecária e cultural.

Uma vez mais, e porque é esse o carácter assumido destes Encontros, pretendemos reflectir sobre o papel das bibliotecas públicas para tornar possível e profícuo o cumprimento da sua missão, no caso concreto no que diz respeito aos serviços de extensão bibliotecária e cultural. Para o efeito, é determinante identificar os públicos, conhecer bem a comunidade local e criar e desenvolver projectos que vão ao encontro das suas necessidades.

Consideramos determinante conhecer a forma como as bibliotecas públicas em Portugal e noutros países têm respondido a este desafio, para, a partir do intercâmbio de experiências, atentarmos na nossa realidade e prefigurar a forma como alguns modelos de intervenção podem ser aplicados ao contexto das bibliotecas públicas em Portugal.

Ficha de inscrição disponível aqui.

Programa provisório aqui.

Inscrições:
Telf. 21440 63 34


Mais informação sobre o IV Encontro Oeiras a Ler em: http://oeiras-a-ler.blogspot.com/

sexta-feira

"Mágoas da escola" de Daniel Pennac

Neste livro, Daniel Pennac apresenta-nos a escola sob uma perspectiva surpreendente: a de um mau aluno. É sob esse ponto de vista que o autor analisa os problemas que se vivem nas escolas e na educação, dando à figura do cábula a dignidade e a atenção que merece e, não menos importante, sublinhando a angústia e a dor que inevitavelmente o acompanha – “a dor de não compreender ”.

Para além do registo autobiográfico, o que torna este "Mágoas da Escola" um livro especial é a forma sedutora com que Pennac envolve o leitor, quase como se estivesse a ler um (excelente) romance.

Para quem conhece a obra de Daniel Pennac esta será com toda a certeza uma boa leitura para pais, professores e educadores, que por vezes necessitam de ver para além do "mau aluno".

Os primeiros capítulos podem ser lidos aqui.

Sugestões de leitura

A partir de hoje o Entre Estante passará a fazer algumas sugestões de leitura, em resultado de um contacto feito pela Porto Editora, que permitirá sugerir livros cuja publicação está para breve.
Sempre que se achar pertinente serão sugeridas leituras com diferentes objectivos (lazer, profissional, grupos de leitores, etc.). Será assim também criado em espaço de troca de opiniões e de partilha de leituras entre os leitores do blog.

Em cada sugestão será feita uma breve apresentação do autor, um resumo do livro e algumas considerações sobre a obra. São também disponibilizados os primeiros capítulos da obra.

Boas leituras!
Img: fishbol design

quinta-feira

"Gira Livros" no Dia Internacional do Livro infantil

Uma cadeia de leitura dedicada à literatura infantil vai ser efectuada no Oeiras Parque em parceria com a Bulhosa Editora, de 2 a 12 de Abril. O objectivo é incentivar o gosto pelos livros junto das crianças.

A acção consiste na criação de um espaço "Gira-Livros", em pleno Oeiras Parque, no qual as crianças podem trocar diariamente um livro por outro à sua escolha.

Para participar, as crianças devem inscrever-se no espaço “Gira-Livros”, indicando nome e contacto, e apresentar um livro seu para troca, novo ou usado, desde que em bom estado. No final da acção, o livro inicial não é devolvido, mas as crianças ficam com aquele que tiverem em sua posse.

Durante este período, decorrerão acções paralelas também no Oeiras Parque, dedicadas ao mesmo tema e com o mesmo objectivo. No dia 4 de Abril, entre as 14h30 e as 18h00, terá lugar um Atelier de Ilustração Infantil e no dia 11 de Abril, no mesmo horário, será a vez dos Contadores de Histórias para crianças.
Fonte: SAPO