V Encontro Oeiras a Ler
Estes mares que agora navegamos: a expansão do conhecimento e as novas modalidades de aprendizagem
20 e 21 de Maio de 2010
Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
20 de Maio
09.30 Recepção e entrega da documentação
10.00 Sessão de abertura
10:30 Sheila Webber (Universidade de Sheffield – Reino Unido)
"Information Literacy for the 21st Century Life"
Moderador: José Mário Silva
11.30 Mette Kirkegaard Jensen (Biblioteca Pública de Aarhus - Dinamarca)
“Family Play’s / Children Interactive Library”
Moderador: José Mário Silva
12.30 Debate
13.00 Almoço
14.30 Luís Pereira (Universidade do Minho - Portugal)
Contributos dos videojogos para a literacia dos media
Moderador: Mafalda Lopes da Costa
15.30 Pausa para café
16.00 António Navarro, Maria José Amândio (RBMO – Portugal)
Apresentação do projecto “Oeiras Internet Challenge”
Moderador: Mafalda Lopes da Costa
17.00 Debate
21 de Maio
10:00 Workshop A – Teresa Silveira
Born Digital: os novos leitores
10.00 Workshop B – Ana Fontoura Pires
Ferramentas 2.0 para Ideias 2.0
10.00 Workshop C – João Correia de Freitas
Redes educacionais
13.00 Almoço
14.30 Patrícia Gouveia (Universidade Lusófona - Portugal)
Literacia dos media e artes digitais
Moderador: Carlos Pinto Coelho
15.30 Pausa para café
16.00 Juan Mata (Universidade de Granada - Espanha)
Del teclado a los ojos: nuevos caminos para viejos sueños
Moderador: Carlos Pinto Coelho
17.00 Debate
17.30 Sara Pereira (Universidade do Minho)
Apresentação das conclusões
18.15 Encerramento
quinta-feira
Começa hoje o V Encontro Oeiras a Ler
Por
Bruno Duarte Eiras
às
20.5.10
terça-feira
Conversas de biblioteca XXII
Em jeito de curiosidade resolve perguntar aos funcionários se por acaso estivesse prevista a visita do Dalai Lama ou de qualquer outro líder religioso também seria afixada uma bandeira junto à porta.
Aproveitou também esta oportunidade para ver que documentos tinham na biblioteca sobre o Judaísmo, Islamismo, Budismo, ou Hinduísmo.
Nenhum dos funcionários presentes conseguiu dar uma resposta decente ao leitor, nem referir documentos representativos de outras religiões em quantidade e diversidade.
Por
Bruno Duarte Eiras
às
11.5.10
V Encontro Oeiras a Ler
20 e 21 de Maio de 2010
Programa
Ficha de Inscrição
Por
Bruno Duarte Eiras
às
4.5.10
segunda-feira
Conversas de biblioteca XXI
Um dos alunos comenta que é parecido com uma cábula; é como o Tio... que como é "cota" (velho) às vezes tem de escrever tudo para não se esquecer dos sítios!
Por
Bruno Duarte Eiras
às
3.5.10
quinta-feira
80ª Feira do Livro de Lisboa
Até 16 de Maio podem ser visitados os 237 pavilhões institucionais e diferenciados para dar oportunidade a todos os que gostam de ler e de livros de conhecer novos livros, autores, personagens, histórias e outros leitores. Ao longo de ruas de livros e em 4 praças coloridas os livros estão à nossa espera.A grande novidade este ano (se existiu nos outros anos não tive conhecimento!) é a hora "H".
A 80ª Feira do Livro de Lisboa já tem uma Happy Hour! De segunda a quinta-feira, das 22h30 às 23h30, terá a oportunidade de comprar livros, fora dos 18 meses do preço fixo, com 50% de desconto. Os visitantes só saberão quem está em “Hora H” quando chega a hora, por isso esteja atento!
Página oficial da Feira - http://feiradolivrodelisboa.pt
Blog da Feira - http://feiradolivrodelisboa.pt/blog.php
Por
Bruno Duarte Eiras
às
29.4.10
quarta-feira
10º Congresso BAD - Conclusões e Recomendações
Além do contributo de participantes estrangeiros, a iniciativa contou com cerca de sete dezenas de comunicações e três dezenas de pósteres de profissionais nesta área e com o profícuo debate ocorrido em sete painéis temáticos e sectoriais.
Os temas em discussão neste Congresso foram:
1. Informação e Sociedade: Identidade, Cidadania, Coesão Económica e Social
2. Políticas e enquadramento legal
3. Infraestruturas: Integração, Desenvolvimento, Coordenação
4. Conteúdos: gestão, acessibilidade, utilização
5. Competências: Literacia da Informação, Formação de Especialistas
O Congresso reconheceu a inexistência de uma política nacional de informação coerente, facto do qual decorrem muitas das debilidades, atrasos e fragilidades das instituições e iniciativas nacionais nestes domínios.
Da reflexão e do debate ocorridos durante o Congresso resultaram algumas conclusões e recomendações que desde já se enunciam:
1. O reconhecimento da informação como recurso estratégico para a educação, a cidadania, a coesão social e o desenvolvimento económico;
2. A necessidade premente de definição e implementação de uma política nacional de informação que, à semelhança do que sucede na generalidade dos países desenvolvidos, se constitua
como instrumento fundamental para o progresso do país;
3. A urgência da aprovação, antecedida de consulta a entidades e organizações representativas, de um quadro legislativo coerente que suporte a política nacional de informação e o
desenvolvimento dos sistemas que a materializam (por exemplo, alteração das leis de depósito legal e da legislação existente no domínio arquivístico e elaboração e aprovação de legislação específica para os diversos tipos de bibliotecas);
4. A necessidade de reforçar o acesso à informação através de redes nacionais e internacionais, garantindo a disponibilização generalizada da informação produzida com financiamento público;
5. A constatação de que as bibliotecas públicas, escolares e académicas são importantes veículos de acesso à informação, de promoção da literacia de informação e podem desempenhar um papel fundamental no âmbito das políticas de aprendizagem ao longo da vida, sendo assim de extrema importância o investimento em programas de promoção de literacia da informação
6. A preocupação com o desinvestimento que se está a verificar em alguns programas desenvolvimento da Sociedade da Informação, como é evidente, sobretudo, na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, os quais exigem medidas imediatas para contrariar esta tendência.
7. A existência de um vasto conjunto de projectos e serviços inovadores que, embora representando um salto qualitativo, constituem frequentemente iniciativas avulsas e desarticuladas. A sustentabilidade e a preservação da informação a longo prazo requerem o desenvolvimento de políticas apropriadas, a implementação de práticas e normas sólidas, o acesso a recursos humanos e compromisso durável, por parte das entidades governamentais
e das organizações, sob pena de vermos desaparecer iniciativas de mérito, com tudo o que isso representa de desperdício de recursos já investidos, perda de informação e redução da
visibilidade dos conteúdos em língua portuguesa nas redes internacionais.
8. O reforço dos sinais positivos já referidos implica que os profissionais e as instituições interiorizem uma cultura de mudança, que incorporem meios, tecnologias, serviços Web
emergentes e ferramentas de Web social, e que se estabeleçam políticas e incentivos que premeiem a inovação e as boas práticas.
9. A procura da qualidade e excelência por parte dos serviços exige a aplicação de métodos de avaliação que facilitem, através de indicadores rigorosos, uma gestão e um planeamento estratégicos, bem como uma atitude proactiva de defesa dos próprios serviços de informação.
10. A necessidade de uma maior responsabilização da liderança dos organismos públicos na forma como gere a informação de que são produtores/detentores, de modo a garantir a sua
correcta preservação, o tratamento e o acesso público.
11. A implementação de políticas e incentivos que promovam a cooperação e o trabalho em rede, com a consequente partilha de recursos.
12. A imprescindibilidade de profissionais competentes, com formação especializada, de forma a garantir a qualidade dos serviços e a rentabilização dos investimentos realizados. Estas conclusões e recomendações não esgotam a necessidade de continuar a debater e aprofundar estes temas e problemas, devendo a Associação Portuguesa Documentalistas constituir-se como um motor de iniciativas que conduzam a essa reflexão imprescindível e dela façam eco junto das
instâncias e organismos responsáveis pela política nacional da informação.
Nesse sentido, recomenda-se que a BAD dê continuidade aos instrumentos da rede social criados para este Congresso e explore as suas potencialidades de discussão, criação e partilha de experiências e de conhecimento.
Por
Bruno Duarte Eiras
às
28.4.10
terça-feira
quarta-feira
95 estágios para a área Biblioteconomia, arquivo e documentação
O prazo para apresentação de candidaturas decorre de 29 de Março a 9 de Abril de 2010.
A apresentação e o processamento das candidaturas, incluindo a selecção dos candidatos, são integralmente realizados em suporte electrónico no sítio da Internet do PEPAC (https://www.bep.gov.pt/pages/Estagios/Default.aspx), acessível no portal da Bolsa de Emprego Público (www.bep.gov.pt).
Os estágios do PEPAC de 2010 iniciam-se no dia 1 de Julho de 2010 e os promovidos por estabelecimentos de ensino iniciam -se em 1 de Setembro de 2010."
Era bom que estes lugares para estagiários se tornassem em vagas efectivas ocupadas de forma permanente!
De referir que alguns destes serviços vão receber estagiários sem terem ninguém a trabalhar em permanência ou com formação na nossa área nas respectivas bibliotecas ou centros de documentação...
Por
Bruno Duarte Eiras
às
31.3.10
domingo
Dia Mundial da Poesia
É outono, desprende-te de mim.
Solta-me os cabelos, potros indomáveis
Sem nenhuma melancolia,
Sem encontros marcados,
Sem cartas a responder.
Deixa-me o braço direito,
O mais ardente dos meus braços,
O mais azul,
O mais feito para voar.
Devolve-me o rosto de um verão
Sem a febre de tantos lábios.
Sem nenhum rumor de lágrimas
Nas pálpebras acesas.
Deixa-me só, vegetal e só,
Correndo como um rio de folhas
Para a noite onde a mais bela aventura
Se escreve exactamente sem nenhuma letra.
(Eugénio de Andrade - “As palavras Interditas", 1951)
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
(Álvaro de Campos - "Tabacaria", 1928)
Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.
O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.
Batem carros de aluguer, ao fundo,
Levando à via-férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista, exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!
(Cesário Ver - "Sentimento de um Ocidental", 1880)
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Bruno Duarte Eiras
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21.3.10
sábado
Congresso BAD - programa provisório
Foi hoje publicado o programa provisório do 10º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.Programa disponível aqui.
- Blog
- Youtube
- Flickr
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Bruno Duarte Eiras
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27.2.10
quarta-feira
B: Mag especial - Correntes d'Escritas

A B:MAG, revista que reúne os textos publicados na coluna de opinião do Blogtailors, fez um número especial inteiramente dedicado à 11ª edição do Correntes D'Escritas. Nesta edição a Quetzal associa-se à Booktailors, com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, para um número dedicado ao maior encontro literário em Portugal.
Muito bom!
Img: B:MAG
Por
Bruno Duarte Eiras
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24.2.10
sábado
eBooks: Tipping or Vanishing Point?
Título: eBooks: Tipping or Vanishing Point?
Autor: Emma Tonkin (Universidade de Bath)
Following the JISC National eBooks Observatory Study in the UK, one participant, David Nicolas, was quoted as stating that ebooks have 'reached the tipping point'. Keeping in mind Bohr's statement that, 'prediction is very difficult, especially about the future', it's nonetheless safe to say that publicity about these devices is currently at a high point. But for ebook readers this is not their first time in the spotlight."
Por
Bruno Duarte Eiras
às
20.2.10
sexta-feira
Do School Libraries Need Books?


Keeping traditional school libraries up to date is costly, with the constant need to acquire new books and to find space to store them. Yet for all that trouble, students roam the stacks less and less because they find it so much more efficient to work online. One school, Cushing Academy, made news last fall when it announced that it would give away most of its 20,000 books and transform its library into a digital center.
Opiniões de 5 especialistas ajudam a perceber os prós e contras desta decisão!
Algumas frases interessantes:
"It is immaterial to us whether students use print or electronic forms to read Chaucer and Shakespeare."
"Walking the stacks can be like getting a glimpse of a Web site’s source code."
"Libraries need to hold on to things that work well even as they keep up with new technologies."
Por
Bruno Duarte Eiras
às
19.2.10
Geração copy/paste
Apesar do artigo estar bem escrito e apresentar dados bastante interessantes, os resultados não são totalmente novidade para quem trabalha em bibliotecas (públicas) e regularmente lida com os chamados pré-adolescentes ou os acompanha nos trabalhos escolares.
A grande questão que se coloca é o que vamos nós, profissionais da informação ou as bibliotecas (escolares, públicas e universitárias), fazer para modificar este cenário? Qual será o nosso papel? De forma podemos contribuir para alterar este quadro de (i)literacia da informação?
Aqui ficam alguns dados interessantes:
"A pesquisa mostra que ao excelente apetrechamento e manuseamento tecnológico dos jovens não se alia um bom desempenho das competências e capacidade na busca e uso da informação no quadro definido pelo Espaço Europeu de Ensino Superior (EEES) e da sociedade da informação/conhecimento. "
"«Procurámos alargar o conceito de literacia no sentido de perceber não apenas como é que as pessoas buscam informação, mas também o tipo de necessidades que as levam a procurá-la e o modo como elas se relacionam com o meio envolvente, nomeadamente, a escola e a família», sintetiza Armando Malheiro. Que atenção é dada nas universidades – e se ela foi, ou não, já prestada no secundário – ao processo de busca, selecção, uso e transformação eficiente de fontes de informação diversas é a grande questão colocada pela pesquisa. "
"«Ficam satisfeitos com os primeiros resultados das buscas. Manifestam uma postura acrítica das fontes e dos resultados obtidos», observa o investigador, ensaiando uma possível explicação para a situação: «Sentem-se auto-suficientes porque dominam o acesso e as condições de acesso tecnológico.» A possibilidade e facilidade de acederem como e sempre que quiserem a um manancial gigantesco de dados parece conferir aos jovens um forte sentimento de apropriação da informação, libertando-os das tarefas mais duras de aquisição do conhecimento."
"USO DOS RECURSOS DA NET
> Lazer: YouTube, Hi5, Messenger, downloads lideram com taxas que chegam a ultrapassar os 50% nos alunos universitários e os 60% nos dos secundário para o caso, por ex. do Messenger.
> Websites de bibliotecas, B-On (Biblioteca Online) e bibliotecas digitais com as taxas mais baixas, não atingindo os 5% nos dois níveis de ensino."
"VISITAS À BIBLIOTECA ESCOLAR (BE) E DA FACULDADE (BF)
> 23,6% dos alunos do secundário e 15,9% do superior nunca visitaram bibliotecas desde o 1.º ciclo.
> Verifica-se uma maior afluência no 3.º ciclo (68,6% e 60,9% do secundário e do superior, respectivamente), seguido do 2.º ciclo (47% e 42,3%).
> Só uma minoria frequenta regularmente as bibliotecas. A maioria recorre a estes espaços para estudar."
"UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DAS BE/BF
No ensino secundário
> Mais de 50% não utilizam os recursos disponíveis nas bibliotecas (catálogo, biblioteca digital, catálogo electrónico, bases de dados), com excepção do acesso livre (mesmo assim, 26,5% nunca o utilizaram).
No ensino superior
> Alunos utilizam uma maior diversidade de recursos, mas a sua utilização é baixa. A opção «nunca» recolhe percentagens superiores a 33% e no caso do catálogo atinge os 52%.
> O acesso livre é o recurso mais utilizado, mas só 23,5% o faz frequentemente."
"VISITAS À BIBLIOTECA PÚBLICA (BP)
> Foi grande a percentagem de inquiridos que não responderam. Dos que responderam, metade (tanto do secundário como do superior) nunca usou os recursos disponíveis."
Por
Bruno Duarte Eiras
às
5.2.10
quarta-feira
"A máquina de fazer espanhóis", de Valter Hugo Mãe
Por
Bruno Duarte Eiras
às
3.2.10
quinta-feira
Estudo "Promoção da Leitura nas Bibliotecas Públicas"
O Observatório das Actividades Culturais acabou de publicar mais um interessante estudo sobre "Promoção da Leitura nas Bibliotecas Públicas".Coordenado por José Soares Neves e com a colaboração de Maria João Lima, este estudo foi encomendado pelo GEPE/Ministério da Educação ao Instituto de Ciências Sociais-Universidade de Lisboa no âmbito do Plano Nacional de Leitura.
"Quais os serviços e espaços de que dispõem as bibliotecas públicas municipais?
Quantos os utentes? Quais as actividades realizadas, com que regularidade e com que objectivos? Quais os destinatários ou públicos-alvo dessas actividades? Em que locais se realizam? Em que contextos institucionais elas são promovidas e realizadas? Quais as orientações programáticas das políticas culturais para o sector?
Em concreto, em que medida as actividades correspondem às orientações do Plano Nacional de Leitura (PNL) de que as bibliotecas públicas são um dos parceiros estratégicos? Que desafios se lhes colocam face à evolução do sistema de ensino, um dos domínios de que mais se aproximam? Quais as opiniões dos bibliotecários protagonistas da condução quotidiana e da execução das actividades das bibliotecas? E que sugestões têm a fazer quanto às orientações seguidas, aos problemas com que se defrontam na sua prática profissional?
As bibliotecas públicas são o local/equipamento cultural por excelência da leitura. Desse ponto de vista, as suas actividades poderão ser consideradas, de uma ou de outra forma, como actividades de promoção da leitura. Mas é-lhes também solicitado que não esgotem as suas actividades nos acervos documentais que lhe conferem a sua especificidade, alargando as suas valências e funções, aproximando assim a noção de biblioteca da de centro cultural, por um lado e, por outro, tendendo a ser polimórficas (Bertrand, 1994: 9), ou seja, investidas de objectivos não apenas do domínio cultural," mas também educativo, cívico, urbano, mediático e económico. As bibliotecas são, assim, incentivadas a oferecer um conjunto diversificado de actividades de animação cultural, umas mais próximas dos acervos documentais, outras visando essencialmente animar as suas diversas valências. Animação cultural e promoção da leitura andam, assim, inevitavelmente, de par. Contudo, esta última orientação, se bem que omnipresente, vem ganhando maior peso nas orientações públicas, em particular com a criação do Plano Nacional de Leitura.
Neste contexto, serão animação cultural e promoção da leitura termos sinónimos, ou, pelo contrário, será possível e adequado estabelecer entre eles distinções conceptuais? O mesmo se poderá dizer quanto aos termos actividade e projecto, termos comummente utilizados para designar as iniciativas das bibliotecas. Em particular, será possível, e adequado, distinguir entre actividades regularmente realizadas nas bibliotecas e projectos cuja marca é o seu carácter singular?"
Img: OAC
Por
Bruno Duarte Eiras
às
21.1.10
terça-feira
10º Congresso de BAD via web 2.0
O 10º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas que se realiza nos próximos dias 6, 7 e 8 de Abril em Guimarães chegou à web 2.0 com um forte presença nas principais redes sociais.Parabéns à organização e aos dinamizadores desta ideia!
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A sociedade em rede, como vem sendo designada a nova forma de organização social baseada nas redes de comunicação digital, não garante o usufruto, contudo, por todos os membros da comunidade, da informação e do conhecimento veiculado por essas redes.
Para maximizar os benefícios sociais e económicos da sociedade em rede, é essencial formular e implementar políticas que, para além do acesso aos meios tecnológicos, optimizem a criação, o fluxo e a utilização de ideias e de informação. As bibliotecas, os arquivos e, em geral, os serviços de informação, enquanto agentes activos na cadeia da informação e infra-estruturas fundamentais para o desenvolvimento integral dos cidadãos e para as actividades de organizações públicas e privadas, constituem parte integrante de políticas de informação abrangentes e articuladas, nas quais devem ocupar um lugar central.
Com o tema “Políticas de Informação na Sociedade em Rede”, o 10.º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas constitui um fórum privilegiado de reflexão e debate sobre a nova geração de políticas de informação que, no início do século XXI, deverão ser definidas e postas em prática com o duplo objectivo de desenvolver recursos, serviços e sistemas de informação que sirvam toda a comunidade nacional e dotar os cidadãos portugueses com competências acrescidas de literacia da informação.
Em nome do Conselho Directivo Nacional e da Comissão Organizadora do Congresso convido, pois, todos os profissionais de informação e documentação a partilharem o espaço privilegiado de desenvolvimento profissional que o 10º Congresso irá seguramente corporizar e o momento de convivência e confraternização em que, uma vez mais, se transformará esta reunião magna."
Mensagem de abertura, por António Pina Falcão
Por
Bruno Duarte Eiras
às
19.1.10
quarta-feira
IFLA Wanted: LIS students!
May we kindly ask you to distribute the following information to your international and national mailing list, blogs ... etc.
--------------------------------------
Please see more information at
http://www.ifla.org/en/set/
Por
Bruno Duarte Eiras
às
16.12.09
Children who use technology are 'better writers'
"The more forms of communications children use the stronger their core literary skills."
Jonathan Douglas (National Literacy Trust)
Para quem trabalha em bibliotecas públicas e está atento ao espaço infantil fica sempre um pouco desapontado quando vê que a maioria das crianças procura a biblioteca em grande parte por causa do acesso à internet... e não exactamente pelos livros.Mas não é de admirar... quando pensamos que a equação é posta desta forma: "queres ler um livro ou ir para o computador jogar, conversar ou ver vídeos?"
Para quando bibliotecas públicas com uma consola de jogos e uns computadores com acesso a a páginas seleccionadas ou software educativo de qualidade e actualizado ou com um laboratório com computadores para edição de som e imagem digital para que se possa ilustrar a história da "hora do conto"?!
Claro que isto pressupõe uma mudança no paradigma das bibliotecas públicas, na sua forma de organização espacio-funcional e retoma a questão da formação e qualificações dos funcionários das bibliotecas!
Por
Bruno Duarte Eiras
às
9.12.09
sábado
Conferência "A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: uma análise"
Na passada 4ª feira, dia 2 de Dezembro, decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian a conferência de apresentação do estudo "A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: uma análise".O analista e autor do estudo T. Scott Murray da DataAngel Policy Research Inc., responsável pelo relatório, apresenta as conclusões na página 118 e seguintes...
Infelizmente não mostram um cenário animador.
Aqui ficam algumas das notícias encontradas:
Notícia do Público / Portal do Governo / EDUCARE /
Por
Bruno Duarte Eiras
às
5.12.09







