segunda-feira

Congresso da IFLA # Dia 4

Hoje de manhã fui surpreendido por um novo tipo de comboio na estação de Helsínquia! Afinal parece que para além dos comboios suburbanos vermelhos dos anos 70 (em óptimo estado e perfeitamente operacionais) com o free-pass dos transportes que o Congresso dá aos participantes, também podemos utilizar os comboios novos verdes! Neste caso o que é importante não é a idade dos comboios, mas o facto dos antigos partirem da linha 19 e dos novos da linha 4... muito mais perto da entrada da estação! É que quando em pleno mês de Agosto se acorda às 7.30 da manhã com 10º graus... isto faz diferença!

Apesar de ter de se acordar sempre cedo, em dias de sessões mais concorridas convém chegar ao Centro de Congresso cedo. Nesta sessões todos querem procurar os melhores lugares sentados; afinal existem sessões onde tem de se ficar de pé ou sentado no chão!

A primeira sessão, tem uma organização conjunta feita pela Secção de Gestão de Associações de Bibliotecas/Bibliotecários e pelo Grupo de Novos Profissionais. Nesta secção pretendia-se debater  lugar dos novos profissionais nas associações e nas comunidades profissionais. Ao chegar à sala fico admirado com a disposição da sala. Ao contrário das restantes salas que tinha visto, esta não tinha cadeiras em fila, tipo plateia, mas antes estava organizado em mesas redondas com oito lugares... tipo casamento!

Logo no início da sessão fiquei a perceber que para esta sessão se pretendia uma dinâmica diferente e que a ideia era após apresentações de comunicações, fazer com que "cada mesa" (grupo de 8 pessoas) debate-se o assunto apresentado e fizesse um resumo das opiniões que no final seriam incluídas nas conclusões.
Como é fácil de adivinhar este formato em muito enriquece a discussão e as conclusões da sessão, para além de permitir conhecer outras realidades e colegas.
Na minha mesa estavam 7 colegas de 4 países (Finlândia, Grécia, Líbano e Nova Zelândia) e de acordo com os tópicos apresentados cada um falou sobre a realidade no seu país e em conjunto elaboramos um resumo com as perspectivas sobre os dois tópicos apresentados: novos profissionais em contexto associativos e novas formas de comunicação das associações profissionais. Confesso que fiquei surpreendido (e daí talvez não!) que em todos os restantes países a situação das associações profissionais é semelhante, isto é, preocupante e necessita de urgente intervenção  e coesão por parte dos profissionais. Em todos sente-se um enorme desinteresse por parte dos profissionais nas suas associações, com uma clara diminuição dos associados, em todas as realidades os novos profissionais não se sentem integrados havendo a ideia de que as associações constituem um grupo fechado e pouco permeável. Os colegas finlandeses afirmaram que durante a formação nunca ninguém lhes tida falado sobre a sua associação nacional, e a colega neozelandesa afirmou que actualmente há um grande afastamento do formato associativo estando a crescer grupos informais de profissionais de áreas afins. A situação grega é actualmente diferente, sendo que apenas 16 pessoas em todo o país continuam a tentar manter o contacto entre os profissionais e as instituições.

Porque esta sessão acabou por terminar mais tarde do que o previsto, ou melhor, oficialmente a sessão terminou na hora marcada, mas os participantes ficaram a debater e a conversar sobre os tópicos mais tempo, cheguei atrasado à sessão onde se falava sobre os serviços de informação e referência e as nossas novas funções na era digital. Com o grande tema "Será que a geração Google precisa de bibliotecários?" percebi que esta foi um das sessões mais participadas do Congresso já que a plateia repleta da sala 1 não deixava margem para dúvidas. O resumo desta sessão pode ser lido no texto do Miguel Correia publica no Notícia BAD.

Durante o almoço todos os espaços estão ocupados por colegas de vários países! Numa espécie de ONU das bibliotecas, as línguas misturam-se e a conversa aparece em qualquer fila de espera, mesa ou balcão. Por aqui as pessoas estão sempre interessadas em conversar, trocar alguma ideias sobre o tema da sessão seguinte ou anterior ou simplesmente saber de onde somos, em que tipo de biblioteca trabalhamos e o que fazemos. Quase que não se pode estar parado, sentado sozinho numa zona de refeições ou olhar para o infinito porque aparece sempre alguém para conversar! Seja um japonês que já visitou Lisboa, um americano que aprecia Fado, um francês que gosta do Cristiano Ronaldo ou um tradutor da IFLA que fala português porque gosta de ir de férias para o Brasil, qualquer lugar é bom para conversar!

Durante o tempo de almoço ainda conseguir ir ver rapidamente a zona dos poster. Este ano a IFLA aceitou 196 poster sobre os mais variados temas e oriundos de vários países, apesar de os do país anfitrião estarem em maior número! Enquanto forma gráfica ou esquemática de apresentar um projecto ou uma nova área de trabalho, o poster permite uma maior interação com os autores, constituindo verdadeiros momentos de networking profissional.
O mais surpreendente é ver como os autores abordam os participantes que visitam a área dos posters para falarem sobre o tema, apresentarem o poster e distribuirem documentação. É habitual haver muita documentação para recolher nestas sessões: desde simples fotocópias a preto e branco com informação adicional ou a simples reprodução do poster, a elaborados folhetos a cores encadernados. Muitos autores utilizam também o seu tablet para mostrar outros dados e acrescentar informação ao poster. Num ambiente de grande agitação a interacção entre autores e participantes no Congresso quase que se torna numa sessão comercial de venda de produtos.

Foi nesta sessão de poster que tive oportunidade de falar com Gerhard Peschers, bibliotecário no Estabelecimento Prisional de Munster na Alemaha. Em 2007, aquando da atribuição do Prémio de Biblioteca do Ano, já tinha trocado alguns emails com ele, mas só este ano no Congresso da IFLA tive oportunidade de o conhecer pessoalmente. A este poster "Prison Library Now!” a IFLA atribuiu este ano  prémio de melhor poster. Parabéns Gerhard!



Nota: Apesar da Câmara de Helsínquia nunca chegar a ler esta mensagem, aqui fica o agradecimento pela oferta aos participantes do Congresso da IFLA do free-pass para todos os transportes da área metropolitana de Helsínquia.

domingo

Sessão de Abertura do 78º Congresso da IFLA


IFLA 2012 Opening Session from Kirjastokaista on Vimeo.

Sessão de Abertura do 78º Congresso da IFLA (Helsínquia)
Destaque para a actuação de Karoliina Kantelinen e de Iiro Rantala.

Congresso da IFLA # Dia 3

Hoje, começam as apresentações no 78º Congresso da IFLA!

O dia começa com a sessão Newcomers. Nesta sessão é feita uma breve apresentação da Federação e são explicadas algumas questões fundametais dos Congressos para quem participa pela primeira vez. A sessão deste ano ficou marcada pelos depoimentos de 3 jovens profissionais que estavam no Congresso da IFLA pela segunda vez. O objectivo era explicarem aos "novos colegas" porque motivo foram e continuavam a estar presentes nos Congresso da IFLA.

Como alguém dizia hoje na sessão para newcomers é muito importante vir á IFLA ouvir as apresentações e ficar informado sobre as nossas actividades, projectos e investigações, mas mais importante ainda é conhecer os colegas, falar com as pessoas e iniciar contactos profissionais – as possibilidades de networking são a grande mais-valia destes congressos.
Também nesta sessão a "veterana" da IFLA Buhle Mbambo-Thata, dinamizou a sessão com humor e boa disposição, referindo que o mais divertido de participar nos congresso da IFLA é que ninguém consegue dizer os nossos nomes correctamente! De seguida faz uma plateia de c. de 400 tentar dizer o seu nome: Buhle Mbambo-Thata. Imaginam as gargalhadas!

Por aqui todas as pessoas falam umas com as outras e as oportunidades de conversar com colegas surgem durante as sessões ou no final com os autores, nas filas para o café ou de passagem num corredor ou banco. Todos estão disponíveis para conversar e trocar algumas ideias ou opiniões. Existirão com toda a certeza pessoas mais complicadas, mas talvez ainda no meu “estado de graça” causado por este ser o meu primeiro Congresso da IFLA, ainda não tive más experiências.

Após a sessão de abertura, que contou com os hábituais discursos, comecei por assistir à sessão 72 Building Strong Library Association (BSLA) and IFLA ALP. Nesta sessão a coordenadora, Fiona Bradley, apresentou os objectivos e as áreas de actuação deste grupo que criou um programa com a intenção de desenvolver competências junto dos profissionais para fortalecerem ou até criarem associações de bibliotecas/bibliotecários. Com base num programa piloto aplicado em 6 países, este programa oferece uma aproximação estratégica e organizada com vista à construção de associações sólidas e sustentáveis. Este programa pode ser aplicado a associações, bibliotecários ou apenas a comunidades de profissionais.

Este programa inclui os seguintes módulos: formações sobre criação e desenvolvimento de associações de bibliotecários/bibliotecas, estudo e explicação dos documentos base da IFLA, aconselhamento e consultoria sobre acordos e parcerias, estabelecimento de projectos em conjunto com outras associações e uma plataforma online para acesso à distância aos materiais e aos formadores.

Apesar de nesta fase o programa ter sido apenas aplicado em países onde as associações não existiam ou tinham pouca expressam, os resultados obtidos mostram que parte desta metodologia pode ser aplicada a outro tipo de associações com vista a assegurar o seu crescimento e sustentabilidade.

Sem muito tempo para almoçar – por aqui as refeições são feitas de forma rápida entre cada sessão – passei logo para a sessão 76 “Statistics and evaluation crisis? What crisis? The use os statistics and data for libraries at a turning point”. Nesta sessão foram apresentados 5 projectos sobre como os dados estatísticos servem para justificar a existência de bibliotecas em diferentes contextos e de múltiplas formas.

A sessão começa com uma apresentação de 2 colegas da Biblioteca Nacional da República Dominicana (“2nd. National Census of Dominican Libraries: vital statistics at a turning point”) que relatam a sua experiência na realização de um Census às 1500 bibliotecas existentes no país. Este Census pretendia ter uma imagem o mais fiel possível do estado das bibliotecas, tendo recolhido dados sobre datas de construção de edifícios, número de recursos humanos, equipamento existentes, colecção, mobiliário ou condições de higiene e segurança no trabalho. Este estudo foi elogiado pelo Coordenador do Comité de Estatística e Avaliação da IFLA, que referiu o rigor da metodologia adoptada e a necessidade de aplicar este método a todos os países.

Seguiu-se uma apresentação feita por um colega da Stuttgart Media University, na Alemanha, (“Supporting strategic change through statistics of virtual library usage”) que falou sobre a necessidade de continuar a recolher dados estatísticos sobre utilizadores e obras consultadas mesmo quando falamos de bibliotecas digitais. Com base numa simples linha de código inserido na construção da página HTML é possível apurar dados estatísticos que ajudam a justificar a necessidade da biblioteca real. Este projecto surgiu da necessidade que uma biblioteca teve de justificar a sua existência física, face a uma grande diminuição do número de utilizadores presenciais, como consequência de uma digitalização massiva das suas colecções.

“Measuring the public library's societal value: a methodological research program” foi o título da apresentação que dois colegas holandeses fizeram para mostrar os resultados preliminares de um estudo que pretendia mostrar a necessidade e a utilidade da biblioteca pública numa fase de redução de orçamentos e de crise generalizada na área da cultural. Dos resultados apresentados sobressai

Uma colega norte-americana do OCLC apresentou um modelo de gestão e avaliação de bibliotecas universitárias baseada nos utilizadores “User-centered decision making: a new model for developing academic library services and systems”. Este modelo baseado numa metodologia bastante rigorosa de contactos regulares com os estudantes permitiu identificar as principais vantagens e desvantagens do serviço, ao mesmo tempo que identificou as principais oportunidades e desafios. De uma forma geral, confirmou algumas das nossas expectativas quanto à visão que a maioria dos estudantes universitários tem das bibliotecas e em especial dos bibliotecários. Pelo contacto regular com os alunos permite fazer uma comparação e evolução das opiniões e aferir das alterações efectuadas na biblioteca.

Importa referir que de uma forma geral todas as comunicações desta sessão procuraram mostrar como os dados estatísticos, apresentados de forma responsável, podem ser os grandes aliados das bibliotecas, sendo que não existe uma metodologia ideal para todas as realidades devendo ser adaptadas conforme a biblioteca, as necessidades e os objectivos a atingir.

IMG: IFLA Express

As comunicações apresentadas no 78º Congresso da IFLA estão disponíveis neste endereço:

sábado

Congresso da IFLA # Dia 2

O dia começa cedo em Helsínquia. O Sol nasce perto das 5 da manhã e o nosso relógio biológico começa logo a ficar desorientado!
Como o apartamento tem cortinas pequenas - na boa tradição nórdica a maioria das casas não tem cortinas - amanhece muito cedo também dentro do quarto.
Depois de um pequeno almoço reforçado, já que o dia ia ser longo, afinal hoje começa oficialmente o Congresso da IFLA, é hora de sair em direcção ao 78º Congresso da IFLA.

Logo ao chegar à Estação Central de Helsínquia somos recebidos por 2 voluntárias do Congresso, identificadas com t-shirts e um roll-up do 78º Congresso da IFLA.
Como o finlandês não é uma língua fácil (e olhem que eu treinei em Lisboa) nada como confirmar a letra do comboio correcto e confirmar mais algumas indicações sobre horários e bilhetes! 5 minutos depois chego à estação de Pasila que faz ligação com o Centro de Congressos, também nesta estação uma voluntária assinala a saída mais directa para o local do Congresso.


Cheguei ao Helsinki Exhibition & Convention Centre (Helsingin Messukukeskus), local onde se realiza o Congresso da IFLA depois de 10 minutos de viagem de comboio.

A entra do Centro de Congresso é simples, mas ainda assim causa sensação. Rodeado por edifícios de apoio, hotel, Helsinki Business School e pela Helsinki Public Library (Central), acho que é inesquecível a primeira vez que se participa num evento desta dimensão e se vê a quantidade de profissionais que se reúnem num mesmo local. Podia ser mais velho ou mais novo, ter mais ou menos experiência profissional, e ainda assim estar pela primeira vez no Congresso da IFLA é emocionante (Mas não será sempre?!).

Depois de consultar a enorme lista de participantes - 4.200 bibliotecários de 120 países - foi tempo de com o voucher da inscrição dirigir-me ao secretariado para levantar a identificação e a documentação do Congresso.

Depois de aqui no Entre Estantes ter feito tantos posts sobre os últimos Congresso da IFLA e de ter lamentado ainda não ter participado... nem queria acreditar que afinal ia ser agora!

No Secretariado confirmam a nossa inscrição, imprimem o cartão de identificação e avisam que devemos utilizá-lo de forma visível sempre que estivermos no Congresso. Explicam rapidamente a documentação que se encontra na pasta (este ano é uma mochila) e informam que sempre que precisa de alguma informação, ajuda ou esclarecimento devo dirigir-me a uma dos 300 voluntários que estão espalhados pela área do Congresso. No final perguntam se temos alguma questão e por fim despedem-se com um enorme sorriso e dão-nos as Boas Vindas ao Congresso da IFLA e a Helsínquia! (Tervetuloa - Bem vindo em finlandês).

Depois de almoçar pelo centro de congressos, observar o número de colegas que ia chegando e de explorar melhor a documentação e confirmar o programa, horários e salas.

Como por aqui há muito para ver, conhecer, aprender e com quem conversar o tempo passa muito depressa e o final do dia chegou num ápice.

Às 18.30 era tempo de ir para a sala 306 e ficar a conhecer todos os participantes de língua portuguesa que estavam no Congresso: Sessão 56 Caucus - Portuguese Speaking Language. Segundo a lista de participantes estavam inscritos no Congresso 32 participantes de língua portuguesa  (Angola 5, Brasil 18, Moçambique 1 e Portugal 8), mas no caucus apenas estavam 18 pessoas.

Nos Congressos da IFLA realizam-se caucus de países ou de línguas como é o nosso caso. Cada país/língua organiza esta sessão ao seu gosto, existindo caucus para todos os gosto - mais ou menos informais, com maior ou menor número de participantes e com agendas pre-determinadas ou mais locais de convívio. O caucus de língua portuguesa é essencialmente um local para ver quem está e aparece. Como se sabe a comunidade bibliotecária de língua portuguesa não é muito activa, nem comunicativa e por isso estas sessões têm sido pouco eficazes na criação de redes de contactos e na preparação de uma estratégia de língua portuguesa dentro da IFLA.

Para quem já é muito experiente nos Congressos da IFLA parece que este ano a sessão correu muito bem, não apenas no que diz respeito ao número de participantes (aparentemente a mais participada), mas também porque houve debate em torno do futuro da profissão, das formação, da falta de comunicação entre os profissionais da CPLP e da necessidade de afirmar a língua portuguesa dentro da IFLA.
Esta sessão histórica terminou com uma fotografia de grupo que em breve será divulgada! Quem sabe se o 78º Congresso da IFLA não se torna um ponto de viragem para os participantes de língua portuguesa... Vamos aguardar!

No final do dia volta-se a casa com a sensação de que se está a alcançar um desejo há muito esperado; participar num dos maiores encontros de bibliotecários do mundo e ter a oportunidade de ouvir, conversar, conhecer colegas de vários países, bibliotecas e com experiências muito diversas! É a sensação de networking no seu melhor!

sexta-feira

Congresso da IFLA # Dia 1

Cheguei a Helsínquia hoje às 06 da manhã.
Depois de um voo calmo de 5 horas entre Lisboa e a capital da Finlândia, encontrei uma cidade fria, luminosa (às 6 da manhã o sol já vai alto!) e muito tranquila. À chegada ao centro, na Estação Central de Helsínquia, foi tempo de deixar as malas nos cacifos, tomar o pequeno-almoço e dar um primeiro passeio pela cidade.
Helsínquia é uma cidade plana, com um traçado ortogonal e onde sobressaem por entre as ruas alguns monumentos dignos de registo: Catedral Luterana, Igreja Uspenski, torre do relógio da estação central, a torre do Estádio Olímpico e alguns pináculos de prédios.

Para quem gosta de arte nova e do estilo neoclássico, Helsínquia é uma cidade cheia de edifícios dignos de registo; fachadas, portas, janelas e telhados em todo o lado é possível observar pormenores com interesse. Carl Ludvig Engels é o responsável pela grande maioria dos edifícios neoclássicos, sendo a grande parte das construções de arte nova edificados construídos no período da independência pela mão de diferentes mestres.

Depois deste primeiro contacto com a cidade, nada melhor que um almoço no porto, por entre uma feira de artesanato local e venda de produtos regionais. Salsicha de rena, arroz de ervilhas, cenoura e funcho, com molho de framboesa marcou a minha estreia na cozinha finlandesa. Recomendo!

Ao final da manhã foi tempo de compras... digamos que o accuweather.com não é assim tão "accurate"... e os 16º graus de Lisboa não são iguais aos 16º graus de Helsínquia! Assim, levo mais um casaco para casa!

Os finlandeses têm um ar bastante calmo. Não se vê ninguém apressado, a correr ou com um ar stressado! Tudo é feito com muito calma.
Talvez por esta ser a primeira visita a um país desta latitude, é curioso observar como por aqui se cumprem as indicações dos semáforos... estrada vazia, nenhum carro á vista... e todos esperam que o sinal fique verde!
As muitas bicicletas que circulam pela cidade, ficam estacionadas em filas imensas junto às estações de metro, comboio ou próximo dos locais de trabalho. Nos passeios existem vias sepradas para peões e bicicletas e sempre que alguém anda pela via das bicicletas (turistas ou alguém distraído) leva com a campainha! Sempre que mudam de direcção indicam-no com o braço. Digno de se ver!

Tudo é simples e limpo (clean) por aqui! À excepção da zona em volta da Estação Central as dimensões dos prédios são bastante uniformes e não existem grandes diferença de volumetria. O ruído visual é quase inexistente já que não existem praticamente grandes anúncios, cartazes ou sinaléctia de lojas ou marcas. As ruas estão sempre muito limpas, e é habitual ver varredores, carros vassoura ou carros de limpeza com mangueiras.

Depois de fazer o reconhecimento das principais zonas da cidade e de visitar a Catedral Luterana e a Igreja Uspenski, o dia termina com uma revisão do programa do Congresso e o acerto das principais sobreposições de conferências! Afinal em 7 dias de Congresso há muito para ver, ouvir e conhecer!

Amanhã é dia de tentar assistir aos SC de Information Technology, Libraries Services to People with Special Needs, Management of Library Associations, Literacy and Reading e Public Libraries! (Vai ser impossível, eu sei!) No final do dia vai decorrer o caucus dos participantes de língua portuguesa e este não quero mesmo perder!

Amanhã começa oficialmente o Congresso!

quarta-feira

Congresso da IFLA e as bibliotecas da Finlândia - o vídeo

A um mês do 78th IFLA General Conference and Assembly ficamos ainda mais curiosos para conhecer as bibliotecas do país anfitrião do 78º Congresso! Como diz o anúncio de televisão e o tema do congresso deste ano: Insssssspirador!

Libraries now – a film about Helsinki and libraries from IFLA on Vimeo.

quinta-feira

IFLA World Library and Information Congress - 78th IFLA General Conference and Assembly

O 78º Congresso da IFLA – International Federation of Library Associations and Institutions - realiza-se este ano em Helsínquia, na Finlândia, de 11 a 17 de Agosto.


O congresso terá por tema «Libraries now! – inspiring, surprising and empowering».

Mais informações na página do 78º Congresso da IFLA.

Img: IFLA



“Portais de acesso ao passado e ao futuro”

“Portais de acesso ao passado e ao futuro”

Dados, fatos, números e sinopses em palavras e imagens: na publicação ilustrativa “Portais de acesso ao passado e ao futuro – Bibliotecas na Alemanha” o leitor terá à sua disposição as informações mais importantes sobre as bibliotecas alemãs, formação de bibliotecários, associações de classe, princípios que norteiam as políticas nas áreas bibliotecária, cultural e educacional, estrutura política federativa da Alemanha no centro da Europa e suas conseqüências para o sistema bibliotecário. 

Jürgen Seefeldt e Ludger Syré:
“Portais de acesso ao futuro e ao passado” – Bibliotecas na Alemanha

Organizado pelo BID (Bibliothek & Information Deutschland e.V.) 3a edição revista, Hildesheim, 2007 120 p., 103 fotos, gráficos, tabelas, mapas em cores. Brochura

O texto dessa publicação está disponível para download em língua portuguesa
Tradução autorizada pela editora Georg Olms Verlag. 
Fonte: Goethe Institut

quarta-feira

Bibliotecas Municipais de Oeiras são parceiras do Festival do Primeiro Romance de Chambéry

O Município de Oeiras, através das suas Bibliotecas Municipais, tornou-se parceiro do Festival du Premier Roman de Chambéry, em França.
A partir deste ano os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras são os representantes de Portugal neste Festival, indicando uma lista de autores de primeiros romances seleccionados de entre os que foram publicados no último ano.
 
Desde a sua primeira edição em 1987, que este festival tem como objectivo a apresentação de novos autores. Ao longo das suas 25 edições tornou-se num local central para descobrir novos escritores no espaço europeu.
Antes de ter um grande protagonismo no cenário literário francês, o Festival desde há 15 anos que também apresenta novos autores europeus – Itália, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Roménia e desde este ano também Portugal.
Durante os 3 dias do Festival, reúnem-se na vila de Chambéry (França) os autores dos diferentes países com os seus leitores em vários encontros, mesas redondas, ateliers de tradução, sessões de autógrafos, etc. Através de diversas actividades, o Festival torna-se uma ponte entre autores e leitores de diferentes países e línguas da europa.
Caso único em França, em que são os leitores que escolhem os autores a convidar em cada edição. A programação do Festival é feita através de uma lista de autores lidos e escolhidos por diversos grupos de leitores em França compostos por mais de 3.000 mil leitores. Anualmente, os leitores podem conhecer os novos autores europeus, oriundos dos países participantes.
A selecção dos autores tem como ponto de partida os grupos de leitores em cada um dos países participantes, que ao longo de um ano seleccionam livros de novos autores que publiquem o seu primeiro romance.
Img: FPR

13º Encontro da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

A DGLB em colaboração com a BAD organizou nos passados dias 4 e 5 de Maio, no Centro de Congresso do Estoril, o 13º Encontro da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, com o tema "As Bibliotecas Públicas Hoje".

Oito anos depois do último encontro, realizado em 2005, constatei que pouco mudou no cenário das bibliotecas públicas em Portugal. Com excepção do facto do optimismo ser maior na altura, por alguns instantes achei que podia estar novamente em 2005. Temos mais equipamentos inaugurados, mais profissionais responsáveis pela sua gestão, mais populações que passaram  a ter a oportunidade de usufruir dos serviços de uma biblioteca pública... e pouco mais.

Talvez por este ter sido apenas o meu segundo encontro da RNBP, e aqui a experiência é fundamental, não achei que este Encontro tenha sido muito inovador e que tenha feito alguma luz sobre o tema das Bibliotecas Públicas Hoje. Essencialmente, os problemas são os de sempre. As dúvidas, as incertezas, a desarticulação, as assimetrias e a falta de coordenação local, regional e nacional parecem ser a principal causa para o estado actual das bibliotecas públicas.

Ficou bastante claro ao longo dos 2 dias que os profissionais das Bibliotecas Públicas sentem-se isolados, sem liderança, estratégia ou objectivos. Todos fazem o que podem, como podem e da melhor maneira possível.

Há alguns anos foi feito um inquérito aos profissionais BAD em que se perguntava quais os principais motivos que os levavam a participar em Encontros, Congressos ou Seminários. Na altura, acabado de sair da Especialização em Ciências Documentais, achei estranho que acima do interesse técnico e científico ou da actualização de conhecimentos, aparece-se como a principal razão o encontro com os colegas e a troca de experiências. 

Este Encontro fez-me sentir mais uma vez, que mesmo geograficamente afastados, há de facto algo que nos une; um sentimento de serviço público e um espírito de missão que partilhamos. Será suficiente para enfrentar os desafios, os problemas e as dificuldades que se avizinham? Afinal, nós somos a verdadeira Rede Nacional.
Img: DGLB

segunda-feira

13º Encontro da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas





Inscrições e programa aqui.

O texto na era digital

Link"Houve um tempo em que o hábito de manter cadernos de anotações era algo bastante corriqueiro. Os chamados de "livros de lugares-comuns" (ou commonplace books ) eram utilizados pelos leitores para o registro de trechos e passagens interessantes com que se deparavam em suas leituras. Mas além de transcrições, esses cadernos também reuniam apontamentos sobre a vida cotidiana, conforme relata o historiador Robert Darnton em A Questão dos Livros (Cia. das Letras, 2009, p.164). Essas informações eram grupadas e reorganizadas à medida que novos excertos iam sendo acrescidos. O hábito espalhou-se por toda a Inglaterra no início da era Moderna, e muitos escritores famosos - entre eles John Milton e Francis Bacon - cultivaram essa maneira especial de absorver a palavra impressa, fundada na não linearidade e na fragmentação da informação."

Texto completo aqui.

Fonte: Revista Língua

sábado

VI Congreso Nacional de Bibliotecas Públicas (Espanha)

El Ministerio de Educación, Cultura y Deporte, a través de la Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria, organiza el VI Congreso Nacional de Bibliotecas Públicas que tendrá lugar en Burgos durante los días 9, 10 y 11 de octubre de 2012, con el lema Biblioteca Pública: memoria individual, patrimonio global.

Se abre el plazo para presentar comunicaciones. Los interesados en participar con una comunicación deberán enviar un resumen de la comunicación, con un máximo de 800 caracteres, a partir de hoy y hasta el próximo 18 de mayo, como fase previa de selección de los textos enviados.

Las comunicaciones deberán tratar sobre alguno de los siguientes temas que corresponden a tres bloques temáticos.

1. Impacto de lo digital en los servicios bibliotecarios
2. Bibliotecas y comunidad en la era digital.

3. Proyectos digitales cooperativos entre bibliotecas, archivos, museos, audiovisuales y otras instituciones y organizaciones.

Para conocer las normas de presentación de comunicaciones consultar aquí.

Para el envío de comunicaciones y cualquier otra información relativa al congreso, dirigirse a: congreso.publicas@mecd.es.

sexta-feira

The rise of e-reading

One-fifth of American adults (21%) report that they have read an e-book in the past year, and this number increased following a gift-giving season that saw a spike in the ownership of both tablet computers and e-book reading devices such as the original Kindles and Nooks.1 In mid-December 2011, 17% of American adults had reported they read an e-book in the previous year; by February, 2012, the share increased to 21%.

The rise of e-books in American culture is part of a larger story about a shift from printed to digital material. Using a broader definition of e-content in a survey ending in December 2011, some 43% of Americans age 16 and older say they have either read an e-book in the past year or have read other long-form content such as magazines, journals, and news articles in digital format on an e-book reader, tablet computer, regular computer, or cell phone.

Those who have taken the plunge into reading e-books stand out in almost every way from other kinds of readers. Foremost, they are relatively avid readers of books in all formats: 88% of those who read e-books in the past 12 months also read printed books.2 Compared with other book readers, they read more books. They read more frequently for a host of reasons: for pleasure, for research, for current events, and for work or school. They are also more likely than others to have bought their most recent book, rather than borrowed it, and they are more likely than others to say they prefer to purchase books in general, often starting their search online.

The growing popularity of e-books and the adoption of specialized e-book reading devices are documented in a series of new nationally representative surveys by the Pew Research Center’s Internet & American Life Project that look at the public’s general reading habits, their consumption of print books, e-books and audiobooks, and their attitudes about the changing ways that books are made available to the public.

quinta-feira

VII Fórum “A biblioteca hoje — que desafios?”

Numa parceria entre o Grupo de Trabalho das Bibliotecas Escolares do Concelho de Braga, o Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares e o Centro de Formação Sá de Miranda, realiza-se nos próximos dias 27 e 28 de abril, nas instalações da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, o VII Fórum «A biblioteca hoje — que desafios?».

Consulte o Programa deste encontro.

Inscrições no Centro de Formação Sá de Miranda através do email:
cfsm.secretariado@sa-miranda.net

Fonte: DGLAB

quarta-feira

13º Encontro da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

A Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas, em colaboração com a BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, irá promover nos dias 4 e 5 de Maio, no Centro de Congressos do Estoril, o 13º Encontro da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.

Pretende-se, 25 anos após a criação do Programa da RNBP, que o Encontro seja, de novo, um espaço de reflexão e debate sobre as bibliotecas públicas no presente e no futuro.

Programa

Sugestões de alojamento

Mais informações através do e-mail 13encontro.rnbp@dglb.pt ou do telefone 210037433.

Fonte: DGLAB

terça-feira

Seminário Ibérico "As bibliotecas e as aprendizagens no Séc. XXI"

No âmbito dos Encontros de Educação de Basto e do Barroso, realiza-se nos dias 6 e 8 de Junho, em Cabeceiras de Basto, no Auditório Municipal Ilídio Santos, o Seminário Ibérico "As bibliotecas e as aprendizagens no Séc. XXI".

Os Encontros de Basto e Barroso têm como objectivos:


- Estimular a participação activa dos professores e outros agentes educativos no processo de utilização das bibliotecas;

- Partilhar boas práticas de avaliação das escolas, em particular na área das bibliotecas;

- Promover o intercâmbio entre várias escolas/agrupamentos da região e do país;

- Problematizar a importância das bibliotecas no processo de ensino e aprendizagem;
- Potenciar a qualidade do ensino e da aprendizagem através da (in)formação e valorização profissional dos docentes e outros agentes educativos;
- Promover o sucesso educativo dos alunos das comunidades educativas envolvidas.

Para mais informações:
http://rcbp.dglb.pt/pt/noticias/Documents/ProgramaEncontroBastoeBarroso.pdf

Fonte: DGLAB

segunda-feira

Conversas de biblioteca XXX

Um casal dirige-se ao técnico de Serviço de Referência e pergunta:

- Olá, muito boa tarde! Aqui na biblioteca vocês fazem formações de pintura, informática, literatura, história ou qualquer coisa... têm aqui cursos?!

- Boa tarde! De momento apenas temos a decorrer inscrições para um curso de informática inicial e um outro de literatura portuguesa... Pretende inscrever-se! - responde o técnico.

Com um ar muito animado a senhora responde:
- Queremos inscrever-nos nos 2... e quando tiverem outros também queremos! É que sabe (diz a senhora baixinho) o nosso médico psiquiatra recomendou que eu e o meu marido viéssemos aqui fazer uns cursos! Ele diz que nos vai fazer bem!

sábado

Entrevistas com profissionais espanhóis

O funcionamento de qualquer serviço público prestado aos cidadãos depende em grande parte dos profissionais que o gerem, organizam e trabalham. No caso das bibliotecas públicas, podemos facilmente identificar diversos exemplos de profissionalismo que levam ao bom funcionamento de muitos destes equipamentos, já que nesta profissão é possível encontrar profissionais altamente qualificados e com enorme vocação e sentido de serviço público.

Através de uma pequena amostra, a FGSR seleccionou para o mês de Abril 15 entrevistas com profissionais espanhóis de mérito reconhecido.
Fonte: FGSR

A lista as entrevistas está disponível neste endereço:
http://www.bibliotecaspublicas.info/biabp/destacados