quinta-feira

Estudo "Promoção da Leitura nas Bibliotecas Públicas"

O Observatório das Actividades Culturais acabou de publicar mais um interessante estudo sobre "Promoção da Leitura nas Bibliotecas Públicas".
Coordenado por José Soares Neves e com a colaboração de Maria João Lima, este estudo foi encomendado pelo GEPE/Ministério da Educação ao Instituto de Ciências Sociais-Universidade de Lisboa no âmbito do Plano Nacional de Leitura.

"Quais os serviços e espaços de que dispõem as bibliotecas públicas municipais?
Quantos os utentes? Quais as actividades realizadas, com que regularidade e com que objectivos? Quais os destinatários ou públicos-alvo dessas actividades? Em que locais se realizam? Em que contextos institucionais elas são promovidas e realizadas? Quais as orientações programáticas das políticas culturais para o sector?
Em concreto, em que medida as actividades correspondem às orientações do Plano Nacional de Leitura (PNL) de que as bibliotecas públicas são um dos parceiros estratégicos? Que desafios se lhes colocam face à evolução do sistema de ensino, um dos domínios de que mais se aproximam? Quais as opiniões dos bibliotecários protagonistas da condução quotidiana e da execução das actividades das bibliotecas? E que sugestões têm a fazer quanto às orientações seguidas, aos problemas com que se defrontam na sua prática profissional?

As bibliotecas públicas são o local/equipamento cultural por excelência da leitura. Desse ponto de vista, as suas actividades poderão ser consideradas, de uma ou de outra forma, como actividades de promoção da leitura. Mas é-lhes também solicitado que não esgotem as suas actividades nos acervos documentais que lhe conferem a sua especificidade, alargando as suas valências e funções, aproximando assim a noção de biblioteca da de centro cultural, por um lado e, por outro, tendendo a ser polimórficas (Bertrand, 1994: 9), ou seja, investidas de objectivos não apenas do domínio cultural," mas também educativo, cívico, urbano, mediático e económico. As bibliotecas são, assim, incentivadas a oferecer um conjunto diversificado de actividades de animação cultural, umas mais próximas dos acervos documentais, outras visando essencialmente animar as suas diversas valências. Animação cultural e promoção da leitura andam, assim, inevitavelmente, de par. Contudo, esta última orientação, se bem que omnipresente, vem ganhando maior peso nas orientações públicas, em particular com a criação do Plano Nacional de Leitura.

Neste contexto, serão animação cultural e promoção da leitura termos sinónimos, ou, pelo contrário, será possível e adequado estabelecer entre eles distinções conceptuais? O mesmo se poderá dizer quanto aos termos actividade e projecto, termos comummente utilizados para designar as iniciativas das bibliotecas. Em particular, será possível, e adequado, distinguir entre actividades regularmente realizadas nas bibliotecas e projectos cuja marca é o seu carácter singular?"

(Introdução)
Img: OAC

1 comentário:

Manuel Pereira da Silva disse...

Para nos animar um pouco!!!
Mario Vargas Llosa refere na edição de hoje do jornal “EL PAÍS” a propósito das eleições Presidenciais no Chile que deram a vitória ao candidato da direita, Sebastian Piñera, que num encontro que teve com este, três dias antes do acto eleitoral, lhe perguntou qual queria que fosse a sua melhor contribuição no governo se ganhasse as eleições. “Dar um impulso decisivo ao nosso plano de oito anos, para crescer a um prometido 6% anual, algo perfeitamente realizável. Se o conseguirmos, o PIB, que é agora de 14.000 dólares terá um aumento para 24.000. Alcançamos Portugal”, Chile deixará então o subdesenvolvimento e será o primeiro país da América Latina a integrar o primeiro mundo.

Tendo o nosso governo copiado o modelo Chileno de Avaliação de Professores, eis senão quando que passamos a ser o modelo a seguir.
Um abraço,
Pedro Nunes