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quarta-feira

Colóquio “Três décadas de Bibliotecas Públicas”


Programa 

11h00 | Sessão de Abertura presidida por Luis Filipe Castro Mendes, Ministro da Cultura e a participação de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto
Apresentação do Colóquio: Maria José Moura, Vice-Presidente da BAD


11h15-12h15 | Conferência inaugural A RNBP: estórias, memórias, imagens e mitos de uma revolução cultural” – Manuela Barreto Nunes, Universidade Portucalense
Apresentação e moderação: Manuela de Melo, ex-Vereadora da Cultura, Porto


12h15-12h30 | Momento do patrocinador: WECUL

12h30-14h30 | Almoço livre

14h30-15h00 | Apresentação de 5 projetos inovadores de bibliotecas públicas portuguesas. (Veja aqui como pode apresentar o seu projeto)

15h00-17h00 | Mesa Redonda “Innovation in public libraries: if we could turn back time?”
José António Calixto, Biblioteca Pública Municipal de Setúbal;
Hans-Bodo Pohla, Biblioteca Pública de Colónia;
Bruno Duarte Eiras, Bibliotecas Municipais de Oeiras
Jordi Permanyer, ex-director da Rede de Bibliotecas de Barcelona;


17h00 | Sessão de Encerramento
Síntese do Colóquio: Maria João Sampaio, Divisão Municipal de Bibliotecas, Porto
Intervenção de Silvestre Lacerda, Director Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas
Alexandra Lourenço, Presidente da BAD


A inscrição, gratuita mas obrigatória, deve ser feita até 14 de Outubro, aqui.

quinta-feira

Flashmob no Dia Mundial da Dança na Biblioteca Municipal de Oeiras

Para assinalar o Dia Mundial da Dança, as Bibliotecas Municipais de Oeiras, organizaram um flashmob no meio da sala de leitura com a participação de técnicos da biblioteca, colegas de outros serviços e até utilizadores da biblioteca! 
Está giro não está?!


quarta-feira

Dia Mundial do Livro


DGLAB institui Prémio "Boas Práticas em Bibliotecas Públicas"

Instituído pela DGLAB em 2014, o Prémio "Boas Práticas em Bibliotecas Públicas" tem como objetivo premiar anualmente projetos inovadores desenvolvidos por bibliotecas públicas municipais portuguesas. Pretende-se desta forma contribuir para o reconhecimento e para a valorização do papel social das bibliotecas públicas, promovendo a divulgação, partilha e difusão das boas práticas.
Podem candidatar-se a este prémio bibliotecas públicas municipais portuguesas, individualmente ou em associação, com projetos em desenvolvimento ou desenvolvidos no ano anterior ao da atribuição do prémio.
Este prémio tem o valor monetário de 4 500 euros, destinados à aquisição de recursos e serviços para melhoria da qualidade dos serviços bibliotecários.
O prazo para a apresentação de candidaturas à primeira edição do Prémio "Boas Práticas em Bibliotecas Públicas" decorrerá de 8 de setembro a 10 de outubro de 2014.
O formulário de candidatura estará disponível nesta página a partir 8 de setembro.
Consulte o Regulamento do prémio.
Fonte: DGLAB

segunda-feira

DGLAB publica documento orientador para a disponibilização de livros eletrónicos nas bibliotecas

Face ao aumento da procura de livros eletrónicos por parte dos utilizadores das bibliotecas públicas, e ao aumento de títulos e dispositivos de leitura destes livros disponíveis no mercado, a DGLAB acaba de publicar um documento que visa orientar os bibliotecários na disponibilização serviços de leitura digital ao público.

Este documento inclui recomendações relativas às diversas soluções de leitura digital para as bibliotecas, bem como aos critérios de avaliação para aquisição de dispositivos de leitura de livros eletrónicos ou de tablets.

Muito útil! A Ler!

sábado

Conferência “Advocacy for Libraries”


Numa época de grandes restrições económicas e financeiras (com recursos cada vez mais escassos e alvos de muita procura) e face à tendência para uma desregulamentação facilitadora da arbitrariedade, as bibliotecas enfrentam nos nossos dias uma forte competição nas prioridades dos decisores políticos.
 
A tendência é para que às bibliotecas seja exigido que façam mais com menos – menos dinheiro, menos pessoal, menos tempo – precisamente num contexto de cada vez maiores exigências de toda a ordem. É assim fundamental que todos os que nelas trabalham comuniquem permanentemente às suas comunidades o valor das bibliotecas e influenciem os decisores no sentido de evitarem certas medidas desfavoráveis e tomarem outras que lhes facilitem o cumprimento das suas missões.

Para discutir estas questões, a BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas e o Goethe-Institut Portugal, organizam conjuntamente uma Conferência nos dias 16 e 17 de Setembro de 2014, na Biblioteca Nacional de Portugal, sobre o tema «Advocacy for Libraries», cujo programa pode ser consultado aqui e na qual poderão desde já inscrever-se todos os interessados.

Nesta conferência falarão bibliotecários e professores portugueses e alemães, num programa sobretudo em língua inglesa, a divulgar brevemente. As inscrições – no valor de 5€ para os associados da BAD e de 15€ para o público em geral – deverão ser feitas até ao dia 8 de Setembro aqui.

Fonte: BAD

domingo

"O livro dos prazeres inúteis"... que inclui as bibliotecas!

E no meio da leitura deste antídoto contra a nossa cultura da velocidade e do trabalho aparece isto... 
Afinal o propósito deste livro é mostrar que as melhores coisas da vida não custam dinheiro!

"Injustamente caluniadas como sendo demasiado velhas e sujas ou demasiado modernas e frias –, as bibliotecas públicas têm todas uma coisa em comum. As suas prateleiras estão pejadas de portas para mundos que se podem espreitar de graça. Estes buracos de caruncho vão levá-lo às entranhas da classe política na Grécia Antiga, às fotografias pervertidas dos manuais de fotografia, às vidas amorosas das pessoas nas mansões vitorianas, à mecânica quântica, aos jardins japoneses, à construção de catapultas, às escapadelas sexuais de fidalgos drogados, aos iguanodontes, aos dicionários cheios de excitantes palavrões novos, à mente de Richard Brautigan – a lista é literalmente interminável! E além disso, claro, há a alegre senhora idosa com um casaco de malha, que sorri delicadamente sempre que você aparece, mas que você está convencido de que deve saber tudo e mais alguma coisa sobre o Marquês de Sade. As bibliotecas são MÁQUINAS DO TEMPO. Cheias de tudo o que possa desejar conhecer ou compreender, envolvido no tipo de invólucro que parece tão completamente desprovido de interesse que é preciso ter uma senha secreta para que o seu cérebro esteja disposto a querer entrar. Essa senha é uma combinação de curiosidade e tempo livre."

HODGKINSON, Tom; KIERAN, Dan - O livro dos prazeres inúteis. Lisboa: Quetzal, 2010.

Img:Wook

quarta-feira

Library Advocate's Handbook

A FEBAB traduziu para português este excelente recurso da ALA que apesar uma prática muito habitual por cá... pode ser útil nos próximos tempos!

Tradução disponível: http://issuu.com/febab/docs/advocacyala_handbook_1202/3
Img: ALA

quinta-feira

Opportunity for All How the American Public Benefits from Internet Access at U.S. Libraries


The rapid adoption of the Internet and computing technologies by all sectors of modern society has made them an indispensable part of our daily work and life. Yet not all individuals have consistent access to these resources—they may be unable to afford them, they may need basic training in how to use them, or they may be displaced from their normal access points.

Fortunately, public libraries have taken on the role as the provider of free public access to the Internet and computers for those who are not able to gain access elsewhere, for whatever reason. Whether it’s a business traveler who needs to check his or her office email when out of town or a homeless person who has no other means for finding social services to meet his or her needs, all Americans can count on the public library in their community for access to the Internet and computers, supported by staff trained to help users be successful in their interactions. This access has also proven to be critical in times of disaster, where libraries may be the only access point still operating that can provide a delivery point for government and social services to those displaced.

The results of this study clearly show that public libraries are a key element of America’s digital infrastructure, and that large numbers of people are using libraries’ public access services to meet their needs in health, education, employment, and other important areas. But it also shows that beyond the Internet connections and computers that libraries provide to make this possible, the one-on-one help and other resources librarians, library staff, and volunteers provide to the users is an important element in the success of these services.

Estudo completo disponível aqui.

Internet use increases the odds of using the public library

Title:Internet use increases the odds of using the public library
Author(s):Pertti Vakkari, (School of Information Sciences, University of Tampere, Tampere, Finland)
Citation:Pertti Vakkari, (2012) "Internet use increases the odds of using the public library", Journal of Documentation, Vol. 68 Iss: 5, pp.618 - 638
Keywords:Impact, Individual behaviour, Information searches, Internet, Public libraries, User studies
Article type:Research paper
DOI:10.1108/00220411211256003 (Permanent URL)
Publisher:Emerald Group Publishing Limited
Acknowledgements:This study was supported by the Finnish Library Foundation and the Ministry of Education.
Abstract:Purpose – The functional equivalence hypothesis suggests that a new communication medium will replace those activities that most closely perform the same functions for users as did the established media. There is scarce empirical evidence whether use of the internet displaces use of the public library. This survey aims to explore how the use of the internet is associated with the use of the public library for studying, work and business, everyday activities, and leisure activities. The author also studies which factors in addition to internet use predict the use of public libraries for these purposes.
Design/methodology/approach – The data is based on a nationwide representative survey of the adult population in Finland aged 15-79. The author used binary logistic regression analysis for modelling and predicting library use.
Findings – The results show that the use of the internet is positively associated with the use of public libraries. Those using the internet tend also to use the public library. Thus, the use of the internet does not replace the use of the public library, but merely complements it. It is found that the frequency of internet use and the number of books read are the strongest predictors of public library use.
Originality/value – This is the first study to show that the use of the internet for studying, work and business, everyday activities, and leisure activities is not replacing public library use for the same purposes, but merely complementing it.

Ver uma apresentação ppt deste artigo realizada pelo autor.

segunda-feira

Como organizar uma biblioteca pública, segundo Umberto Eco

escritor Umberto Eco, no seu livro Segundo Diário Mínimo, traz uma colectânea de crónicas, muitas delas bem-humoradíssimas.
Uma parte da reunião de textos dedica-se ao que ele chama de  “instruções de uso”, pequenos manuais que explicam como desempenhar miúdas e graúdas tarefas quotidianas, tais como:
  • Como ser um índio
  • Como apresentar um catálogo de arte
  • Como organizar uma  pública
  • Como tirar férias inteligentes
  • Como viajar com um salmão
  • Como fazer um inventário
    Etc...

    Como organizar uma biblioteca pública, por Umberto Eco:
    1. Os catálogos devem ser divididos ao máximo: deve-se ter muito cuidado em separar o catálogo dos livros do das revistas, este do catálogo por assuntos e ainda os livros de aquisição recente dos livros de aquisição mais antiga. De preferência, a ortografia nos dois catálogos (aquisições antigas e recentes), deve ser diferente: por exemplo, nas aquisições recentes, farmacologia deve vir com f, e nas antigas com ph; Tcheco-Eslováquia deve vir com T nas aquisições recentes, e nas antigas sem T: Checo-Eslováquia.
    2. Os temas devem ser decididos pelo bibliotecário. Os livros não devem jamais trazer no colofão qualquer indicação acerca dos assuntos sob os quais devem ser classificados.
    3. As siglas devem ser instrascrevíveis e de preferência muitas, de modo que nunca reste a quem preencha a ficha espaço suficiente para incluir a última denominação, considerada irrelevante, e assim o encarregado possa sempre restituir-lhe a referida ficha para ser preenchida da maneira correta.
    4. O tempo entre o pedido e a entrega do livro deve ser sempre muito longo.
    5. Não é necessário entregar ao usuário mais de um livro de cada vez.
    6. Os livros entregues ao usuário porque foram solicitados por ficha não podem ser levados para a sala de consultas, isto é, a vida do consulente deve ser dividida em dois aspectos fundamentais: um dedicado à leitura e outro inteiramente votado à consulta. A biblioteca deve desencorajar a leitura cruzada de vários livros, porque pode provocar o estrabismo.
    7. Se possível, desaconselha-se totalmente a presença de máquinas fotocopiadoras; no entanto, se uma delas existir, o acesso a seu uso deve ser muito complexo e cansativo, o custo de cada cópia deve ser superior às papelarias e os limites reduzidos a duas ou três páginas copiadas por usuário.
    8. O bibliotecário deve sempre encarar o leitor como um inimigo, um vagabundo (senão, estaria trabalhando), um ladrão em potencial.
    9. A sala de consultas deve ser inatingível.
    10. Os empréstimos devem ser desencorajados.
    11. Os empréstimos entre bibliotecas deve ser impossível, ou pelo menos demandar muitos meses. O melhor, neste caso talvez seja assegurar a impossibilidade de vir a conhecer o que existe nas demais bibliotecas.
    12. Em consequência disso, os furtos devem ser facílimos.
    13. Os horários devem coincidir absolutamente com os horários de trabalho, discutidos previamente com os sindicatos: fechamento irrevogável aos sábados, aos domingos, às noites e na hora das refeições. O maior inimigo da biblioteca é o estudante que trabalha; o maior amigo é qualquer um que tenha uma biblioteca própria, e que portanto não tenha necessidade de vira à biblioteca e, ao morrer, legue a essa os livros que possuía.
    14. Não deve ser possível descansar no interior da biblioteca de modo algum, e em todo caso não deve ser possível descansar sequer do lado de fora da biblioteca sem antes ter devolvido todos os livros que se tinha pedido, de modo a ser obrigado a pedi-los novamente depois de tomar um café.
    15. Nunca deve ser possível reencontrar o mesmo livro no dia seguinte.
    16. Nunca deve ser possível saber quem pegou emprestado o livro que está faltando.
    17. De preferência, nada de banheiros.
    18. Idealmente, o usuário não deveria poder entrar na biblioteca; admitindo-se que entre, usufruindo obstinada e antipaticamente de um direito que lhe foi concedido com base nos princípios da Revolução Francesa, mas que ainda não foi assimilado pela sensibilidade coletiva, não deve e não deverá de modo algum, excetuando as rápidas travessias da sala de consulta, ter acesso à penetrália das estantes.


quinta-feira

“Portais de acesso ao passado e ao futuro”

“Portais de acesso ao passado e ao futuro”

Dados, fatos, números e sinopses em palavras e imagens: na publicação ilustrativa “Portais de acesso ao passado e ao futuro – Bibliotecas na Alemanha” o leitor terá à sua disposição as informações mais importantes sobre as bibliotecas alemãs, formação de bibliotecários, associações de classe, princípios que norteiam as políticas nas áreas bibliotecária, cultural e educacional, estrutura política federativa da Alemanha no centro da Europa e suas conseqüências para o sistema bibliotecário. 

Jürgen Seefeldt e Ludger Syré:
“Portais de acesso ao futuro e ao passado” – Bibliotecas na Alemanha

Organizado pelo BID (Bibliothek & Information Deutschland e.V.) 3a edição revista, Hildesheim, 2007 120 p., 103 fotos, gráficos, tabelas, mapas em cores. Brochura

O texto dessa publicação está disponível para download em língua portuguesa
Tradução autorizada pela editora Georg Olms Verlag. 
Fonte: Goethe Institut

sábado

VI Congreso Nacional de Bibliotecas Públicas (Espanha)

El Ministerio de Educación, Cultura y Deporte, a través de la Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria, organiza el VI Congreso Nacional de Bibliotecas Públicas que tendrá lugar en Burgos durante los días 9, 10 y 11 de octubre de 2012, con el lema Biblioteca Pública: memoria individual, patrimonio global.

Se abre el plazo para presentar comunicaciones. Los interesados en participar con una comunicación deberán enviar un resumen de la comunicación, con un máximo de 800 caracteres, a partir de hoy y hasta el próximo 18 de mayo, como fase previa de selección de los textos enviados.

Las comunicaciones deberán tratar sobre alguno de los siguientes temas que corresponden a tres bloques temáticos.

1. Impacto de lo digital en los servicios bibliotecarios
2. Bibliotecas y comunidad en la era digital.

3. Proyectos digitales cooperativos entre bibliotecas, archivos, museos, audiovisuales y otras instituciones y organizaciones.

Para conocer las normas de presentación de comunicaciones consultar aquí.

Para el envío de comunicaciones y cualquier otra información relativa al congreso, dirigirse a: congreso.publicas@mecd.es.

De depósitos de livros a espaços sociais: novas tendências da arquitectura de bibliotecas

Mesa-redonda no âmbito do 10° aniversário da Biblioteca Municipal Almeida Garrett no Porto
Conversa

20.05.2011 | 18h00 - 20h00

Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Rua de Entrequintas, 328
4050-329 Porto

Entrada livre


Testemunhas da história da cultura, onde é possível identificar não só a mudança de estilos arquitectónicos, mas também a evolução da sua função e papel na sociedade, as bibliotecas enquanto espaços físicos foram postas em causa, nos últimos anos, com o desenvolvimento da internet, da digitalização e dos suportes de memória electrónicos. No entanto, as bibliotecas conseguiram reinventar-se, cimentando cada vez mais o seu papel como centros culturais das cidades, e passando de meros depósitos de livros a espaços agradáveis de aprendizagem e locais de interacção social. Estas novas funções das bibliotecas, cada vez mais importantes, requerem, no entanto, não só uma mudança de mentalidade tanto dos bibliotecários como dos arquitectos, mas também um diálogo intenso entre as duas classes profissionais com vista à criação de melhores edifícios de bibliotecas.

O Goethe-Institut Portugal, em colaboração com a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, convidam para uma mesa-redonda sobre as novas tendências e os desafios da arquitectura de bibliotecas públicas, que terá lugar no dia 20 de Maio de 2011 pelas 18h00 no auditório da BMAG. Os convidados da mesa-redonda são o Dr. Volker Pirsich, director da Biblioteca Municipal de Hamm e membro da Comissão da IFLA "Serviços bibliotecários para grupos sociais multiculturais", o Sr. Julian Vielmo, arquitecto responsável pelo novo edifício central da Biblioteca Municipal de Hamm, e para o lado português Directora do Departamento Municipal de Bibliotecas do Porto, Sra. Sofia Alves, e o arquitecto responsável pelo projecto da BMAG, José Manuel Soares. A mesa-redonda será moderada por Olaf Eigenbrodt, sociólogo e membro da Comissão da IFLA "Arquitectura e Equipamento de Bibliotecas".

Em colaboração com:

Apoio institucional:

terça-feira

"As Bibliotecas 100 anos depois da República" na Biblioteca Pública de Évora














«No interesse da Pátria e da República, urge que as Bibliotecas e Archivos portugueses operem a cultura mental, funcionando como universidades livres, facultando ao povo, na lição do livro, o segredo da vida social moderna; destruindo a ignorância, que foi o mais forte sustentáculo do antigo regime; investigando, no documento do passado, o papel de Portugal na civilização.

(...)
Não haverá naquelle estabelecimento [Biblioteca] fins superiores ao de aumentar a leitura, fazendo irradiar o livro, quaesquer que sejam os prejuízos da sua deterioração, porque o mal irreparavel para a Pátria e para a República seria manter a actual incultura, propositadamente conservada pelo antigo regime.
(...)
Teremos assim Bibliotecas votadas, umas à expansão do livro, outras ao repositório da alta cultura philosophica, scientifica, literária e artística, e Archivos destinados aos estudos históricos, que reivindicarão o verdadeiro legado pertencente, na história da civilização, ao glorioso povo português.
(...)
Urge recolher, installar, catalogar, connexar cuidadosamente, como peça justificativa do processo movido pelo povo ao regime que o opprimia, os milhares de documentos das extinctas casas religiosas, que provam o crime de entenebrecimento do povo, os montões de papeis suspeitos em que permanece o traço da dissipação.
(...)
Não é conservar os livros, mas torná-los úteis, o fim das Bibliotecas. Estabelecimentos de ensino público destinados ao progresso da inteligência, à extensão da cultura científica; focos de intensa irradiação mental, quer na frequência da sua sede, quer na leitura domiciliária, ou na expansão das colecções móveis; instituições de objectivo pedagógico, actuando pela franca e ilimitada comunicação com o público; as Bibliotecas são sempre elemento de instrução, por mais que as suas colecções pareçam dever ser apenas alvo da avara contemplação dos bibliómanos, pois que, quanto maior for a importância das suas obras de génio, tanto maior será a acção emancipadora do pensamento, franqueando às novas gerações o caminho do progresso incessante, a conquista de mais felicidade e de mais justiça.
(...)
O franco acesso à Biblioteca, a ampla leitura domiciliária, as colecções móveis, as salas para crianças, a leitura no caminho de ferro, nos hospitais e nas prisões (...) tem sido completamente posto à margem neste país.
(...)
Serviram em Portugal as Bibliotecas para sequestrar o livro, defendendo o povo do pecado de saber, repelindo a criança e o operário, contrariando o estudioso, traíndo o princípio que manda reservar o volume raro, para impedir a leitura do livro emancipador, exercendo a censura sobre a requisição do leitor, anulando de facto o livro, como o fazia a Inquisição, cujo crime não era destruír pelo fogo o exemplar, mas impedir pelo fogo a sua leitura.
(...)
Devem as Bibliotecas publicar listas de livros que possam pôr o cidadão ao corrente dos negócios públicos, habilitando-o a conhecer as leis eleitorais, as constituições, as reformas de instrução, os planos financeiros, tudo quanto é submetido ao seu exame pelas publicações oficiais, pela discussão do Parlamento e pelo programa dos candidatos ao mandato eleitoral.
(...)
Chamando desde já a criança á Biblioteca, prepara a República a nova geração consciente dos seus deveres e dos seus direitos, conhecedora de que a moderna vida social é orientada pelo livro e está expressa no livro.
(...)
Não bastam à instrucção do povo português as actuaes Bibliotecas dos grandes centros; é preciso instituir Bibliotecas Populares em todos os municípios, e fazer irradiar desses núcleos a corrente intellectual das Bibliotecas Móveis, que levarão os livros a todas as aldeias, engrandecendo a união da escola e tornando-a o principal centro de interesse da população.
(...)
Não é conservar os livros, mas torná-los úteis o fim das Bibliotecas. Estabelecimentos de ensino publico destinados ao progresso da intelligencia, à extensão da cultura scientifica; focos de intensa irradiação mental, quer na frequência da sua sede, quer na leitura domiciliaria, ou na expansão das collecções moveis; instituições de objectivo pedagógico, actuando pela franca e illimitada communicação com o publico; as Bibliotecas são sempre instrumento de instrucção.
(...)
Ingleses e Americanos, querendo levantar a cultura pelo self-instruction, proporcionando ao povo os meios de se instruir por si mesmo, operaram uma verdadeira revolução nas Bibliotecas. Ao tradicional conservador, cujo ideal era impedir que se folheasse o livro, substituíram o moderno divulgador.»

Decreto com força de lei de 18 de Março de 1911 [excertos]

(FGSR) Nova versão de bibliografia sobre bibliotecas públicas

Desde hoy está accesible la nueva versión de la Bibliografía sobre Bibliotecas Públicas en la red, de la Fundación Germán Sánchez Ruipérez.
Ha sido reprogramada para ofrecer una nueva interfaz con diversas ventajas y novedades y gana especialmente en las posibilidades de búsqueda y en la participación de los usuarios, con valoraciones, etiquetas, integración de vídeo y diapositivas, navegación interna, nube de materias y etiquetas, acceso al documento completo... También ofrece servicios de valor añadido para usuarios registrados, como el acceso a una versión caché o poder guardar búsquedas y documentos favoritos.

En la actualidad cuenta con más de 9.000 referencias, de las que un 60% disponen de acceso al documento completo y tiene una alimentación constante. Cubre de manera exhaustiva lo publicado sobre bibliotecas en públicas en España e incluye también referencias de lo publicado en otros países.

Esta Bibliografía, cuya primera versión en Internet data de 1999, está mantenida por el Departamento de Análisis y Estudios de la Fundación Germán Sánchez Ruipérez y su dirección es http://www.bibliotecaspublicas.info/biabp/

segunda-feira

Public Libraries in Finland – where did it all go right?

Imagine a world where:

- Library issues per capita are increasing
- Annual state grants support the development of web services and other innovative library services
- Public libraries have a central role in facilitating the networked knowledge society and linking citizens to information
- Legislation ensures a level of professionalism in all public library staff
- Libraries and library policy have top level political support

The picture of the success of the public library service in Finland.
The library’s role in supporting community and citizenship is a foundation of this success. The user is placed at the centre of all library thinking and this is what ensures a range of innovative services and new ways of using library spaces and collections.

For more information visit this sites www.minedu.fi or www.libraries.fi

Fonte: InformationToday

sexta-feira

Are Libraries Necessary, or a Waste of Tax Money?



Um artigo interessante numa altura de crise económica generalizada em que se questiona a necessidade das bibliotecas públicas na sociedade actual tendo em conta o tipo de utilização efectuada pelos leitores, quando equacionados os gastos de funcionamento e as outras necessidades do dinheiro dos impostos.

Fonte: Fox News

Do School Libraries Need Books?

Na sequência de um notícia publicada pelo Boston Globe em Setembro de 2009, a edição online do New York Times do dia 10 de Fevereiro, relança o debate em torno de uma questão polémica: Será que as bibliotecas escolares ainda necessitam de livros?


Keeping traditional school libraries up to date is costly, with the constant need to acquire new books and to find space to store them. Yet for all that trouble, students roam the stacks less and less because they find it so much more efficient to work online. One school, Cushing Academy, made news last fall when it announced that it would give away most of its 20,000 books and transform its library into a digital center.
(NYT, 10. Feb. 2010)

Opiniões de 5 especialistas ajudam a perceber os prós e contras desta decisão!

Algumas frases interessantes:

"
It is immaterial to us whether students use print or electronic forms to read Chaucer and Shakespeare."

"
Walking the stacks can be like getting a glimpse of a Web site’s source code."

"
Libraries need to hold on to things that work well even as they keep up with new technologies."

quinta-feira

Estudo "Promoção da Leitura nas Bibliotecas Públicas"

O Observatório das Actividades Culturais acabou de publicar mais um interessante estudo sobre "Promoção da Leitura nas Bibliotecas Públicas".
Coordenado por José Soares Neves e com a colaboração de Maria João Lima, este estudo foi encomendado pelo GEPE/Ministério da Educação ao Instituto de Ciências Sociais-Universidade de Lisboa no âmbito do Plano Nacional de Leitura.

"Quais os serviços e espaços de que dispõem as bibliotecas públicas municipais?
Quantos os utentes? Quais as actividades realizadas, com que regularidade e com que objectivos? Quais os destinatários ou públicos-alvo dessas actividades? Em que locais se realizam? Em que contextos institucionais elas são promovidas e realizadas? Quais as orientações programáticas das políticas culturais para o sector?
Em concreto, em que medida as actividades correspondem às orientações do Plano Nacional de Leitura (PNL) de que as bibliotecas públicas são um dos parceiros estratégicos? Que desafios se lhes colocam face à evolução do sistema de ensino, um dos domínios de que mais se aproximam? Quais as opiniões dos bibliotecários protagonistas da condução quotidiana e da execução das actividades das bibliotecas? E que sugestões têm a fazer quanto às orientações seguidas, aos problemas com que se defrontam na sua prática profissional?

As bibliotecas públicas são o local/equipamento cultural por excelência da leitura. Desse ponto de vista, as suas actividades poderão ser consideradas, de uma ou de outra forma, como actividades de promoção da leitura. Mas é-lhes também solicitado que não esgotem as suas actividades nos acervos documentais que lhe conferem a sua especificidade, alargando as suas valências e funções, aproximando assim a noção de biblioteca da de centro cultural, por um lado e, por outro, tendendo a ser polimórficas (Bertrand, 1994: 9), ou seja, investidas de objectivos não apenas do domínio cultural," mas também educativo, cívico, urbano, mediático e económico. As bibliotecas são, assim, incentivadas a oferecer um conjunto diversificado de actividades de animação cultural, umas mais próximas dos acervos documentais, outras visando essencialmente animar as suas diversas valências. Animação cultural e promoção da leitura andam, assim, inevitavelmente, de par. Contudo, esta última orientação, se bem que omnipresente, vem ganhando maior peso nas orientações públicas, em particular com a criação do Plano Nacional de Leitura.

Neste contexto, serão animação cultural e promoção da leitura termos sinónimos, ou, pelo contrário, será possível e adequado estabelecer entre eles distinções conceptuais? O mesmo se poderá dizer quanto aos termos actividade e projecto, termos comummente utilizados para designar as iniciativas das bibliotecas. Em particular, será possível, e adequado, distinguir entre actividades regularmente realizadas nas bibliotecas e projectos cuja marca é o seu carácter singular?"

(Introdução)
Img: OAC