quinta-feira
domingo
"O livro dos prazeres inúteis"... que inclui as bibliotecas!
Afinal o propósito deste livro é mostrar que as melhores coisas da vida não custam dinheiro!
"Injustamente caluniadas como sendo demasiado velhas e sujas ou demasiado modernas e frias –, as bibliotecas públicas têm todas uma coisa em comum. As suas prateleiras estão pejadas de portas para mundos que se podem espreitar de graça. Estes buracos de caruncho vão levá-lo às entranhas da classe política na Grécia Antiga, às fotografias pervertidas dos manuais de fotografia, às vidas amorosas das pessoas nas mansões vitorianas, à mecânica quântica, aos jardins japoneses, à construção de catapultas, às escapadelas sexuais de fidalgos drogados, aos iguanodontes, aos dicionários cheios de excitantes palavrões novos, à mente de Richard Brautigan – a lista é literalmente interminável! E além disso, claro, há a alegre senhora idosa com um casaco de malha, que sorri delicadamente sempre que você aparece, mas que você está convencido de que deve saber tudo e mais alguma coisa sobre o Marquês de Sade. As bibliotecas são MÁQUINAS DO TEMPO. Cheias de tudo o que possa desejar conhecer ou compreender, envolvido no tipo de invólucro que parece tão completamente desprovido de interesse que é preciso ter uma senha secreta para que o seu cérebro esteja disposto a querer entrar. Essa senha é uma combinação de curiosidade e tempo livre."
HODGKINSON, Tom; KIERAN, Dan - O livro dos prazeres inúteis. Lisboa: Quetzal, 2010.
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Bruno Duarte Eiras
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22.9.13
segunda-feira
"Cérebro e Leitura" da autoria de Teresa Silveira
Sobre o livro, a editora destaca:
Trata-se de uma reflexão que, recorrendo a dados provenientes das neurociências, tenta abrir perspectivas e definir potencialidades, mas também apontar algumas limitações à educação do gosto pela leitura.
Gostar ou não gostar de ler? Até onde vai o poder do outro no condicionamento do gosto leitor ? Este é o ponto de partida de uma viagem à compreensão do comportamento leitor e aos seus condicionamentos. O desafio é, sobretudo, perceber as suas motivações e também o desenvolvimento dos hábitos de leitura naqueles que já nasceram no meio digital. Um meio que, ao que tudo aponta, tende a modelar o cérebro para a leitura fraccionada e utilitária.
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Bruno Duarte Eiras
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8.4.13
quarta-feira
Library Advocate's Handbook
A FEBAB traduziu para português este excelente recurso da ALA que apesar uma prática muito habitual por cá... pode ser útil nos próximos tempos!
Tradução disponível: http://issuu.com/febab/docs/ advocacyala_handbook_1202/3
Img: ALA
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Bruno Duarte Eiras
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13.3.13
sexta-feira
Biblioteca de Fernando Pessoa disponível online
Ao longo dos últimos anos só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia uma consulta à biblioteca pessoal do poeta. Mas, a partir de hoje, todo esse acervo, constituído por 1140 volumes e pela colecção de manuscritos (ensaios e poemas) deixados pelo próprio poeta nas páginas desses livros passa a estar disponível online. A apresentação do site em http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt. teve lugar ontem pelas 18 horas no emblemático edifício da Rua Coelho da Rocha, 16.A inovação agora introduzida faz com que esta seja a primeira biblioteca portuguesa integralmente digitalizada. Deste modo, é facultado a todos os leitores, em qualquer parte do globo, o acesso ao importante legado de uma das figuras maiores da cultura portuguesa.
No âmbito deste projecto todas as páginas de cada volume foram digitalizadas e disponibilizadas para consulta página a página ou após o download de uma obra completa.
Para além da possibilidade de consulta de cada livro por autor, por ano ou por ordem alfabética, faculta-se ainda a classificação por categorias temáticas.
Para facilitar a compreensão da biblioteca como um todo, foram destacadas as páginas que incluem manuscritos do próprio Fernando Pessoa e foram adicionadas interpretações sobre as suas motivações para a aquisição de determinadas obras.
Este acesso à biblioteca particular de Fernando Pessoa foi possível graças a uma combinação de esforços da Casa Fernando Pessoa, de uma equipa internacional de investigadores e da Fundação Vodafone Portugal que acompanhou e apoiou a iniciativa.
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Bruno Duarte Eiras
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22.10.10
quinta-feira
80ª Feira do Livro de Lisboa
A grande novidade este ano (se existiu nos outros anos não tive conhecimento!) é a hora "H".
A 80ª Feira do Livro de Lisboa já tem uma Happy Hour! De segunda a quinta-feira, das 22h30 às 23h30, terá a oportunidade de comprar livros, fora dos 18 meses do preço fixo, com 50% de desconto. Os visitantes só saberão quem está em “Hora H” quando chega a hora, por isso esteja atento!
Página oficial da Feira - http://feiradolivrodelisboa.pt
Blog da Feira - http://feiradolivrodelisboa.pt/blog.php
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Bruno Duarte Eiras
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29.4.10
quarta-feira
B: Mag especial - Correntes d'Escritas

A B:MAG, revista que reúne os textos publicados na coluna de opinião do Blogtailors, fez um número especial inteiramente dedicado à 11ª edição do Correntes D'Escritas. Nesta edição a Quetzal associa-se à Booktailors, com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, para um número dedicado ao maior encontro literário em Portugal.
Muito bom!
Img: B:MAG
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Bruno Duarte Eiras
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24.2.10
"A máquina de fazer espanhóis", de Valter Hugo Mãe
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Bruno Duarte Eiras
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3.2.10
sexta-feira
Leio o que eu quero!
Banned Books Week é patrocinada pela American Booksellers Association, American Booksellers Foundation for Free Expression, American Library Association, American Society of Journalists and Authors, Association of American Publishers e pela National Association of College Stores. Apoiada pelo Center for the Book da Biblioteca do Congresso.
Uma forma divertida de alertar algumas consciências!!
Mais informações aqui.
Na semana da Banned Books Week e apesar de por cá ainda não termos de nos preocupar com este problema (pelo menos de forma declarada e oficial!) fica o convite a lerem tudo o que quiserem!
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Bruno Duarte Eiras
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25.9.09
"Grandes livros" disponíveis na internet

"Grandes Livros" é assumidamente inspirada na série homónima "Great Books", produzida pela Discovery Networks em parceria com o Center for the Book in the Library of Congress e emitida em vários canais Discovery e no The Learning Channel desde 1994.
Lista de obras para a primeira série de "Grandes Livros":
- Os Maias (Eça de Queirós)
- Os Lusíadas (Luís Vaz de Camões)
- O Delfim (José Cardoso Pires)
- Aparição (Vergílio Ferreira)
- Navegações (Sophia de Mello Breyner Andresen)
- Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
- Sinais de Fogo (Jorge de Sena)
- Sermão de S. António aos Peixes (P. Ant. Vieira)
- Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
- Mau Tempo no Canal (Vitorino Nemésio)
- Peregrinação (Fernão Mendes Pinto)
- Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco)
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Bruno Duarte Eiras
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11.9.09
quarta-feira
De novo "O Vento dos Salgueiros"
A minha velhinha edição da Verbo de 1980 tem-me acompanhado desde quase sempre e hoje partilha uma prateleira de destaque juntamente com a edição da Tinta da China de 2007 e da Wordsworth de 1992.
Descobri hoje que a editora inglesa Walker Books lançou uma colecção de clássicos da literatura com ilustrações de alguns dos melhores ilustradores da actualidade. Nas palavras da editora: Walker Illustrated Classics is a new series which brings together some of the best-loved stories ever told, illustrated by some of today's finest artists. These exquisitely designed books, with their magnificent words and glorious pictures, are a pleasure to read – and re-read. The classics have never looked so good!Agora vou ver se este livro está na Amazon... e já volto!
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Bruno Duarte Eiras
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26.8.09
sexta-feira
Opinião de Franciso José Viegas
Não sei se os livros de auto-ajuda são importantes em tempo de crise, mas a verdade é que os livros, em geral, ocupam um pouco do orçamento antes destinado ao consumo que nos levou à crise do crédito e aos excessos que todos reconhecemos. As ‘elites portuguesas’ nunca apareceram na televisão a falar de um livro. Inculta, pobre de espírito, geralmente alarve e pateta, essa gente tanto aparece nas folhas cor-de--rosa como nas páginas de crime. Os seus exemplos são maus. E, diante de tudo isso, a leitura é também um conforto. Uma salvação.
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Bruno Duarte Eiras
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22.5.09
sábado
Romance do 25 de Abril
Numa data a não esquecer, aproveita-se a oportunidade para deixar aqui mais uma sugestão de leitura. Apesar de já não ser novo, só este mês fiquei a conhecer este livro da autoria de João Pedro Mésseder, com ilustrações de Alex Gozblau, que à maneira dos romances populares ajuda a conhecer e a compreender a Revolução de Abril.Img: Casa da Leitura
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Bruno Duarte Eiras
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25.4.09
terça-feira
"A Edição de Livros e a Gestão Estratégica", por José Afonso Furtado
O novo livro de José Afonso Furtado - "A Edição de Livros e a Gestão Estratégica" - trata-se de uma obra destinada a um público profissional ou especializado, bem como a todos os que se interessam pelos problemas que afectam o sector da edição e do livro.Com esta obra de José Afonso Furtado a Booktailors de Paulo Ferreira e Nuno Seabra Lopes faz a sua estreia editorial.
Sinopse
Os conceitos de «edição de livros» e de «gestão estratégica» eram, até há não muitos anos, senão incompatíveis, pelo menos, dificilmente relacionáveis. Desde a década de 1980 que obras e trabalhos desenvolvidos por alguns investigadores de renome têm vindo a contribuir para a análise dos novos paradigmas com que o sector editorial se confronta.Com o advento de novos formatos, e face a uma redefinição total do sector livreiro e do mercado em que este se insere, os editores vêem-se confrontados com a imperiosa necessidade de repensar estratégias. Profusamente ilustrado com gráficos e diagramas, esta obra de José Afonso Furtado aprofunda as grandes transformações que a cadeia de valor do livro tem vindo a sofrer e contribui para repensar a forma como se tem vindo a produzir e a comercializar livros nestes primeiros anos do século XXI.
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Bruno Duarte Eiras
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17.3.09
sexta-feira
Mentiras e livros: dois terços das pessoas dizem que leram o que não leram
Uma sondagem levada a cabo pelo site britânico World Book Day revelou que dois terços dos inquiridos já mentiram sobre livros que leram, sendo o 1984 de George Orwell (42 por cento) e o Guerra e Paz de Leo Tolstoi (31 por cento), seguido do Ulisses de James Joyce (25 por cento), aqueles que mais pessoas tinham dito que leram sem ser verdade.A razão da mentira, na maior parte dos casos, era simples: impressionar o interlocutor. A Bíblia (em quarto lugar, com 24 por cento) e a autobiografia de Obama A Minha Herança (Dreams From My Father, no original) (nono lugar, com 6 por cento) também estão na lista dos livros sobre os quais as pessoas mais mentiram.
Antes de Obama estão Madame Bovary, de Gustav Flaubert (16 por cento), Uma Breve História do Tempo de Stephen Hawking (15 por cento), Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie (14 por cento), Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (9 por cento). A lista termina com O Gene Egoísta, de Richard Dawkins.
Outras conclusões do inquérito: 41 por cento dos que responderam às questões confessaram ter ido espreitar à última página para saber o que acontece antes de terem terminado o livro. E ainda 96 por cento admitiram ter ficado acordadas até tarde para acabar um livro.
1. 1984, George Orwell (42 por cento)
2. Guerra e Paz, Leo Tolstoi (31 por cento)
3. Ulisses, James Joyce (25 por cento)
4. A Bíblia (24 por cento)
5. Madame Bovary, Gustave Flaubert (16 por cento)
6. Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking (15 por cento)
7. Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie (14 por cento)
8. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust (9 por cento)
9. A Minha Herança ( Dreams From My Father, Barack Obama (6 por cento)
10. O Gene Egoísta, Richard Dawkins (6 por cento)
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Bruno Duarte Eiras
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13.3.09
domingo
Livros: Produção editorial aumenta graças ao crescimento "notável" das exportações - estudo
A produção editorial em Portugal aumentou ligeiramente em 2008 apesar de uma queda de vendas no mercado nacional, devido ao "notável" aumento das exportações, segundo um estudo da consultora DBK.Trata-se, segundo a consultora espanhola, de uma descida "num contexto de maturidade do mercado, estancamento do índice de leitura e forte pressão sobre os preços, devido á crescente penetração dos livros de bolso".
Ainda assim, nota o estudo, a "melhoria significativa no saldo da balança comercial" conduziu a um aumento de 0,6 por cento no valor da produção para os 365 milhões de euros.
O balanço comercial melhorou tanto pela queda de 3,1 por cento nas importações como, sobretudo, pelo aumento das exportações que cresceram 11,6 por cento para os 48 milhões de euros.
O aumento de vendas a Espanha e alguns países latino-americanos "determinaram o comportamento favorável das vendas ao exterior" ainda que tenham continua a ser Angola e Moçambique os principais mercados de destino, acolhendo respectivamente 25 e 22 por cento das exportações.
Segundo a DBK o sector editorial português está integrado por cerca de 350 empresas, que empregam entre si cerca de 3.000 pessoas, totais com tendência de baixa nos últimos anos.
Um reduzido grupo de grandes operadores concentram a maior parte da actividade, com muitas empresas especializadas a operar no mercado. Assim os cinco maiores operadores - Grupo Leya, Grupo Porto Editora, DirectGroup, Ediclube e Civilização Editora - representam uma quota de mercado de 57 por cento. Essa quota de mercado cresce para 66 por cento se considerada a participação dos 10 maiores operadores.
Olhando para o futuro a DBK sustenta que "os baixos índices de leitura da população portuguesa e a crescente alternativa de ócio noutros formatos constituem as principais ameaças para as empresas portuguesas do sector". As previsões apontam para nova descida nas vendas nacionais este ano, com tendência a uma "evolução favorável da balança comercial do sector".
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Bruno Duarte Eiras
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8.3.09
sexta-feira
"O cinema também filma livros"
Todos sabemos que existem muitos filmes cujos argumentos são adaptados de livros, alguns mais conhecidos do que outros, mas na maior oarte das vezes não temos noção da quantidade e diversidade de filmes adaptados de obras literárias.Sabia que "O estranho caso de Benjamin Buton" é baseado num conto de F. Scott Fitzgerald?
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Bruno Duarte Eiras
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6.3.09
Tantos livros e tão pouco tempo
No passado dia 22 de Janeiro a Casa Fernando Pessoa promoveu um debate com Bárbara Bulhosa, Francisco José Viegas e Vasco Graça Moura, a propósito da edição do livro "Livros de mais - ler e publicar na Era da Abundância", da autoria do poeta mexicano Gabriel Zaid.Nunca se publicou tanto como actualmente. De tal forma que alguns autores começam a chamar a esta excitação editorial como o pesadelo de Gutenberg.
Para ficarmos como uma ideia aqui ficam alguns números:
1 milhão de títulos por ano
1 livro publicado a cada 30 segundos
Para uma (já habitual) excelente apresentação desta livro sugiro a leitura do texto de José Mário Silva, publicado no suplemento Actual do Expresso) e do qual aqui deixo um excerto:
"Zaid não esconde a dificuldade de conseguir, no caos de um mundo de papel em expansão, o necessário «encontro feliz» entre o leitor e o seu livro. Necessário porque é só quando esse «encontro» acontece que se cumpre o ideal socrático da cultura enquanto «conversação», iluminada pelas «constelações» de sentido que só os livros sabem e podem oferecer-nos."
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Bruno Duarte Eiras
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6.2.09
quarta-feira
Papel electrónico ou a importância de gostar de livros (em papel)
Desidério Murcho na sua crónica habitual das 3ª feiras no Público:
Esta nova tecnologia permitiu o desenvolvimento de leitores electrónicos de livros: tornou-se possível ler livros electrónicos com o mesmo conforto e independência com que lemos um livro de papel. Foi então que a Amazon.com lançou o seu Kindle, um leitor electrónico de livros, exclusivamente para o mercado norte-americano. O sucesso deixou toda a gente estupefacta: as fábricas não davam conta de produzir unidades em quantidade suficiente. E então o mundo acordou. Hoje há leitores da Sony e da Phillips, assim como o novo BeBook holandês, que acabei de comprar. Do tamanho de um pequeno livro de bolso, e com a espessura de um livro de cem páginas ou menos, permite armazenar milhares de livros, em diversos formatos — DOC, TXT, HTML, PDF, MOBI. Este último é o mais indicado para ler livros e há na Internet livrarias que os vendem (quase todos em língua inglesa) neste formato. Muitos livros antigos — clássicos como Os Lusíadas — estão disponíveis gratuitamente no Projecto Gutenberg, entre muitos outros lugares da Internet. A Cambridge University Press e a Hackett, duas importantes editoras académicas, já vendem praticamente todos os novos livros de filosofia em formato electrónico, na livraria EBooks.com.
Parece-me que podemos começar a deitar fora muitos livros em papel. O BeBook nada tem a ver com um minicomputador portátil. A diferença é o ecrã, que é exactamente como o papel: sem luz, nada se lê, mas à luz do dia (ou com iluminação normal) lê-se na perfeição. E a portabilidade é espantosa: podemos andar a ler livros durante mais de uma semana sem desligar o aparelho e sem o pôr a carregar. É que nesta tecnologia o aparelho só gasta energia quando mudamos de página. De modo que quando paro de ler limito-me a fechar a capa do livro electrónico, como quem pousa um livro normal; volto a abri-lo e continuo a leitura imediatamente.
Podemos ler também as notícias dos principais jornais do mundo, no formato RSS. Quando um PDF, TXT, HTML ou DOC não permite uma boa leitura, é fácil converter para MOBI usando o programa gratuito Mobipoket Creator.
Em suma, os meus hábitos de leitura mudaram muito, e viajar é mais fácil porque não tenho de carregar quilos de livros. E quando compro livros ingleses, não tenho de pagar portes de correio nem de esperar uma semana pela entrega."
Por
Bruno Duarte Eiras
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4.2.09
Ainda o Natal e os presentes
Brevemente mais informações sobre o conteúdo e algumas opiniões mais fundamentadas.
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Bruno Duarte Eiras
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7.1.09





