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quinta-feira

Feira do Livro de Lisboa 2015


domingo

"O livro dos prazeres inúteis"... que inclui as bibliotecas!

E no meio da leitura deste antídoto contra a nossa cultura da velocidade e do trabalho aparece isto... 
Afinal o propósito deste livro é mostrar que as melhores coisas da vida não custam dinheiro!

"Injustamente caluniadas como sendo demasiado velhas e sujas ou demasiado modernas e frias –, as bibliotecas públicas têm todas uma coisa em comum. As suas prateleiras estão pejadas de portas para mundos que se podem espreitar de graça. Estes buracos de caruncho vão levá-lo às entranhas da classe política na Grécia Antiga, às fotografias pervertidas dos manuais de fotografia, às vidas amorosas das pessoas nas mansões vitorianas, à mecânica quântica, aos jardins japoneses, à construção de catapultas, às escapadelas sexuais de fidalgos drogados, aos iguanodontes, aos dicionários cheios de excitantes palavrões novos, à mente de Richard Brautigan – a lista é literalmente interminável! E além disso, claro, há a alegre senhora idosa com um casaco de malha, que sorri delicadamente sempre que você aparece, mas que você está convencido de que deve saber tudo e mais alguma coisa sobre o Marquês de Sade. As bibliotecas são MÁQUINAS DO TEMPO. Cheias de tudo o que possa desejar conhecer ou compreender, envolvido no tipo de invólucro que parece tão completamente desprovido de interesse que é preciso ter uma senha secreta para que o seu cérebro esteja disposto a querer entrar. Essa senha é uma combinação de curiosidade e tempo livre."

HODGKINSON, Tom; KIERAN, Dan - O livro dos prazeres inúteis. Lisboa: Quetzal, 2010.

Img:Wook

segunda-feira

"Cérebro e Leitura" da autoria de Teresa Silveira

Cérebro e Leitura é o título do livro de Teresa Silveira que Alexandre Castro Caldas (neurocientista) e Teresa Calçada (coordenadora da RBE) apresentaram na Fábrica de Braço de Prata em Lisboa.

Sobre o livro, a editora destaca:

Trata-se de uma reflexão que, recorrendo a dados provenientes das neurociências, tenta abrir perspectivas e definir potencialidades, mas também apontar algumas limitações à educação do gosto pela leitura.

Gostar ou não gostar de ler? Até onde vai o poder do outro no condicionamento do gosto leitor ? Este é o ponto de partida de uma viagem à compreensão do comportamento leitor e aos seus condicionamentos. O desafio é, sobretudo, perceber as suas motivações e também o desenvolvimento dos hábitos de leitura naqueles que já nasceram no meio digital. Um meio  que, ao que tudo aponta, tende a modelar o cérebro para a leitura fraccionada e utilitária.

Img: Bloco Editora

quarta-feira

Library Advocate's Handbook

A FEBAB traduziu para português este excelente recurso da ALA que apesar uma prática muito habitual por cá... pode ser útil nos próximos tempos!

Tradução disponível: http://issuu.com/febab/docs/advocacyala_handbook_1202/3
Img: ALA

sexta-feira

Biblioteca de Fernando Pessoa disponível online

A partir de hoje a biblioteca particular de Fernando Pessoa passa a estar disponível online. Quem a consultar terá acesso não só aos livros que o autor de "Mensagem" adquiriu ao longo da vida, mas também às anotações que deixou impressas nas suas páginas.

Ao longo dos últimos anos só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia uma consulta à biblioteca pessoal do poeta. Mas, a partir de hoje, todo esse acervo, constituído por 1140 volumes e pela colecção de manuscritos (ensaios e poemas) deixados pelo próprio poeta nas páginas desses livros passa a estar disponível online. A apresentação do site em http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt. teve lugar ontem pelas 18 horas no emblemático edifício da Rua Coelho da Rocha, 16.

A inovação agora introduzida faz com que esta seja a primeira biblioteca portuguesa integralmente digitalizada. Deste modo, é facultado a todos os leitores, em qualquer parte do globo, o acesso ao importante legado de uma das figuras maiores da cultura portuguesa.

No âmbito deste projecto todas as páginas de cada volume foram digitalizadas e disponibilizadas para consulta página a página ou após o download de uma obra completa.

Para além da possibilidade de consulta de cada livro por autor, por ano ou por ordem alfabética, faculta-se ainda a classificação por categorias temáticas.

Para facilitar a compreensão da biblioteca como um todo, foram destacadas as páginas que incluem manuscritos do próprio Fernando Pessoa e foram adicionadas interpretações sobre as suas motivações para a aquisição de determinadas obras.

Este acesso à biblioteca particular de Fernando Pessoa foi possível graças a uma combinação de esforços da Casa Fernando Pessoa, de uma equipa internacional de investigadores e da Fundação Vodafone Portugal que acompanhou e apoiou a iniciativa.
Fonte: Jornal de Notícias

quinta-feira

80ª Feira do Livro de Lisboa

Começou hoje no Parque Eduardo VII a 80ª Feira do Livro de Lisboa, com mais ou menos polémica, ai está mais uma edição do acontecimento que durante as próximas três semanas trará muita gente ao Parque em volta dos livros, de ler e da leitura.

Até 16 de Maio podem ser visitados os 237 pavilhões institucionais e diferenciados para dar oportunidade a todos os que gostam de ler e de livros de conhecer novos livros, autores, personagens, histórias e outros leitores. Ao longo de ruas de livros e em 4 praças coloridas os livros estão à nossa espera.

A grande novidade este ano (se existiu nos outros anos não tive conhecimento!) é a hora "H".

A 80ª Feira do Livro de Lisboa já tem uma Happy Hour! De segunda a quinta-feira, das 22h30 às 23h30, terá a oportunidade de comprar livros, fora dos 18 meses do preço fixo, com 50% de desconto. Os visitantes só saberão quem está em “Hora H” quando chega a hora, por isso esteja atento!

Mais informação:
Página oficial da Feira - http://feiradolivrodelisboa.pt
Blog da Feira - http://feiradolivrodelisboa.pt/blog.php
Img: APEL

quarta-feira

B: Mag especial - Correntes d'Escritas


A B:MAG, revista que reúne os textos publicados na coluna de opinião do Blogtailors, fez um número especial inteiramente dedicado à 11ª edição do Correntes D'Escritas. Nesta edição a Quetzal associa-se à Booktailors, com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, para um número dedicado ao maior encontro literário em Portugal.

Este número especial conta com textos de autores da Quetzal convidados para este evento, de jornalistas, habituais frequentadores do encontro da Póvoa, e nomes como os de Héctor Abad Faciolince, José Rentes de Carvalho, Milton Fornaro, o vereador Luís Diamantino, Manuela Ribeiro, Sara Figueiredo Costa e Manuel Jorge Marmelo.

Esta edição será distribuída aos participantes do Encontro, o ficheiro em formato PDF pode ser descarregado aqui.

Muito bom!
Fonte: Press release Quetzal
Img: B:MAG

"A máquina de fazer espanhóis", de Valter Hugo Mãe

sexta-feira

Leio o que eu quero!

Banned Books Week é a única comemoração nacional (EUA) da liberdade de leitura. Iniciada em 1982 como resposta a uma repentina proibição de ler/vender diversos livros em escolas, livrraias e bibliotecas. Mais de 1000 livros foram proibidos desde 1982. As proibições surgiram em diversos estados e comunidades por todo o país. Aqui pode ser consultado o mapa dos livros proibidos nos EUA entre 2007 e 2009.
A maioria destes livros são proibidos devido a terem (aparentemente) um conteúdo sexualmente explicito ou à presença de violência, por referências profanas, à presença de linguagem em calão ou ainda por apresentarem quadros sociais ofensivos relacionados com grupos raciais, religiosos ou minorias sexuais.
Nesta lista de livros proibidos incluem-se obras clássicas da literatura universal ou dos EUA, bem como publicações recentes.

Banned Books Week é patrocinada pela American Booksellers Association, American Booksellers Foundation for Free Expression, American Library Association, American Society of Journalists and Authors, Association of American Publishers e pela National Association of College Stores. Apoiada pelo Center for the Book da Biblioteca do Congresso.




Para comemorar a Banned Books Week, Chad, Rustle, e Mooch, "The Crash Pad puppets", interpretam mal o que significa a BBW, ao tentar retirar da bibliotecas alguns livros com conteúdo inapropriado, tais como "Ratos e Homens", "As Vinhas da Ira", "A alegria de Cozinhar" e até mesmo a lista telefónica.
Uma forma divertida de alertar algumas consciências!!

Mais informações aqui.

Na semana da Banned Books Week e apesar de por cá ainda não termos de nos preocupar com este problema (pelo menos de forma declarada e oficial!) fica o convite a lerem tudo o que quiserem!

"Grandes livros" disponíveis na internet

Grandes Livros é o nome de um conjunto de documentário efectuados pela RTP e narrados por Diogo Infante onde são apresentadas algumas das figuras mais relevantes da literatura portuguesa. Para quem como eu, não conseguiu ver todos os documentários a RTP disponibiliza-os agora no site do programa.


A série que foi emitida RTP2, RTP Internacional, RTP Notícias e RTP África durante o primeiro
trimestre de 2009, terá uma estratégia de promoção cross media (You Tube, micro-site RTP, redes sociais) e edição em DVD.

Estes documentários tinham como objectivo contribuir para a promoção da leitura das grandes obras da literatura portuguesa junto de todas as faixas etárias de falantes de português. Cada episódio contará com a participação dos principais especialistas na obra e/ou no autor em análise.

"Grandes Livros" é assumidamente inspirada na série homónima "Great Books", produzida pela Discovery Networks em parceria com o Center for the Book in the Library of Congress e emitida em vários canais Discovery e no The Learning Channel desde 1994.

O conceito "Grandes Livros" assenta na análise da obra mais emblemática de um escritor português: a estória, o contexto histórico, a importância que teve/tem, a história do autor. A selecção obedece ao seguinte critério: um livro por autor; autores portugueses falecidos; obras passíveis de serem abordadas em TV e apelarem a uma grande faixa da população.

Lista de obras para a primeira série de "Grandes Livros":

- Os Maias (Eça de Queirós)
- Os Lusíadas (Luís Vaz de Camões)
- O Delfim (José Cardoso Pires)
- Aparição (Vergílio Ferreira)
- Navegações (Sophia de Mello Breyner Andresen)
- Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
- Sinais de Fogo (Jorge de Sena)
- Sermão de S. António aos Peixes (P. Ant. Vieira)
- Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
- Mau Tempo no Canal (Vitorino Nemésio)
- Peregrinação (Fernão Mendes Pinto)
- Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco)

Fonte: RTP

quarta-feira

De novo "O Vento dos Salgueiros"

Já aqui falei algumas vezes da obra de Kennethe Grahame "Vento nos Salgueiros", O MEU LIVRO de infância!
A minha velhinha edição da Verbo de 1980 tem-me acompanhado desde quase sempre e hoje partilha uma prateleira de destaque juntamente com a edição da Tinta da China de 2007 e da Wordsworth de 1992.

Descobri hoje que a editora inglesa Walker Books lançou uma colecção de clássicos da literatura com ilustrações de alguns dos melhores ilustradores da actualidade. Nas palavras da editora: Walker Illustrated Classics is a new series which brings together some of the best-loved stories ever told, illustrated by some of today's finest artists. These exquisitely designed books, with their magnificent words and glorious pictures, are a pleasure to read – and re-read. The classics have never looked so good!

Nesta edição Inga Moore (ilustradora inglesa vencedroa do Smarties Prize) ilustra o dia-a-dia da Toupeira, do Rato e do maravilhoso Sapo, nas suas aventuras nem sempre pacíficas. Este trabalho que demorou c. de 2 anos a concluir permitiu à ilustradora ficar a conhecer melhor a obra (e as palavras) de Kenneth Grahame e possibilitou diversas viagens pelo countrisyde inglês em busca de inspiração!

Mais uma vez aqui fica o apelo... se alguém tiver a música da versão portuguesa da série de TV cantada pelo Jorge Palma diga! SFF

Agora vou ver se este livro está na Amazon... e já volto!

Foto: Walker Books

sexta-feira

Opinião de Franciso José Viegas

Apesar de já não ser novidade só hoje descobri este texto/opinião de Francisco José Viegas no Correia da Manhã de 13 de Maio:

O presidente da APEL deu uma boa explicação para o facto de haver mais vendas na Feira do Livro de 2009: "É mais barato comprar um livro do que uma viagem e há toda uma literatura de auto-ajuda contra a crise." Rui Beja tem alguma razão.

Não sei se os livros de auto-ajuda são importantes em tempo de crise, mas a verdade é que os livros, em geral, ocupam um pouco do orçamento antes destinado ao consumo que nos levou à crise do crédito e aos excessos que todos reconhecemos. As ‘elites portuguesas’ nunca apareceram na televisão a falar de um livro. Inculta, pobre de espírito, geralmente alarve e pateta, essa gente tanto aparece nas folhas cor-de--rosa como nas páginas de crime. Os seus exemplos são maus. E, diante de tudo isso, a leitura é também um conforto. Uma salvação.

sábado

Romance do 25 de Abril

Numa data a não esquecer, aproveita-se a oportunidade para deixar aqui mais uma sugestão de leitura. Apesar de já não ser novo, só este mês fiquei a conhecer este livro da autoria de João Pedro Mésseder, com ilustrações de Alex Gozblau, que à maneira dos romances populares ajuda a conhecer e a compreender a Revolução de Abril.

"Revisitação poética da história do 25 de Abril de 1974, com particular relevo para os antecedentes da Revolução, recriando a vida em Portugal durante a vigência do Estado Novo, Romance do 25 de Abril, de João Pedro Mésseder, sublinha ainda as consequências trágicas desse longo período da História portuguesa contemporânea, como as perseguições políticas, a censura e a Guerra Colonial, entre outros aspectos. A opção pelo "romance", enquanto género da literatura tradicional, permite a valorização da memória e do cariz épico das história narrada, destinada a perdurar pela transmissão de geração em geração. Com ilustrações de Alex Gozblau, o livro ganha uma especial identidade, vendo sublinhada a dimensão referencial da narrativa através da representação iconográfica fiel das figuras cimeiras do Estado Novo. As ilustrações sugerem de forma particularmente intensa a transição entre a Ditadura e a Liberdade, servindo-se da variação cromática com evidentes intenções semânticas e pragmáticas. Vejam-se, como elementos claramente significativos do ponto de vista visual, a articulação entre a capa e a contracapa, assim como a leitura das guardas iniciais e finais, retomando alguns dos motivos simbólicos mais significativos da época revisitada."
Ana Margarida Ramos|Casa da Leitura
Img: Casa da Leitura

terça-feira

"A Edição de Livros e a Gestão Estratégica", por José Afonso Furtado

O novo livro de José Afonso Furtado - "A Edição de Livros e a Gestão Estratégica" - trata-se de uma obra destinada a um público profissional ou especializado, bem como a todos os que se interessam pelos problemas que afectam o sector da edição e do livro.
Com esta obra de José Afonso Furtado a Booktailors de Paulo Ferreira e Nuno Seabra Lopes faz a sua estreia editorial.

Sinopse
Os conceitos de «edição de livros» e de «gestão estratégica» eram, até há não muitos anos, senão incompatíveis, pelo menos, dificilmente relacionáveis. Desde a década de 1980 que obras e trabalhos desenvolvidos por alguns investigadores de renome têm vindo a contribuir para a análise dos novos paradigmas com que o sector editorial se confronta.Com o advento de novos formatos, e face a uma redefinição total do sector livreiro e do mercado em que este se insere, os editores vêem-se confrontados com a imperiosa necessidade de repensar estratégias. Profusamente ilustrado com gráficos e diagramas, esta obra de José Afonso Furtado aprofunda as grandes transformações que a cadeia de valor do livro tem vindo a sofrer e contribui para repensar a forma como se tem vindo a produzir e a comercializar livros nestes primeiros anos do século XXI.

O lançamento do livro será feito na "Casa Fernando Pessoa", dia 18 de Março, pelas 18h30, com a apresentação a cargo de Vasco Teixeira, da Porto Editora.
Img: Booktailors

sexta-feira

Mentiras e livros: dois terços das pessoas dizem que leram o que não leram

Uma sondagem levada a cabo pelo site britânico World Book Day revelou que dois terços dos inquiridos já mentiram sobre livros que leram, sendo o 1984 de George Orwell (42 por cento) e o Guerra e Paz de Leo Tolstoi (31 por cento), seguido do Ulisses de James Joyce (25 por cento), aqueles que mais pessoas tinham dito que leram sem ser verdade.

A razão da mentira, na maior parte dos casos, era simples: impressionar o interlocutor. A Bíblia (em quarto lugar, com 24 por cento) e a autobiografia de Obama A Minha Herança (Dreams From My Father, no original) (nono lugar, com 6 por cento) também estão na lista dos livros sobre os quais as pessoas mais mentiram.

Antes de Obama estão Madame Bovary, de Gustav Flaubert (16 por cento), Uma Breve História do Tempo de Stephen Hawking (15 por cento), Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie (14 por cento), Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (9 por cento). A lista termina com O Gene Egoísta, de Richard Dawkins.

Outras conclusões do inquérito: 41 por cento dos que responderam às questões confessaram ter ido espreitar à última página para saber o que acontece antes de terem terminado o livro. E ainda 96 por cento admitiram ter ficado acordadas até tarde para acabar um livro.

A Lista:
1. 1984, George Orwell (42 por cento)
2. Guerra e Paz, Leo Tolstoi (31 por cento)
3. Ulisses, James Joyce (25 por cento)
4. A Bíblia (24 por cento)
5. Madame Bovary, Gustave Flaubert (16 por cento)
6. Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking (15 por cento)
7. Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie (14 por cento)
8. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust (9 por cento)
9. A Minha Herança ( Dreams From My Father, Barack Obama (6 por cento)
10. O Gene Egoísta, Richard Dawkins (6 por cento)

Fonte: Público
Imagem: versodekapa

Deve ser por esta razão que o livro de Pierre Bayrad "Como falar dos livros que não lemos?" é um grande sucesso de vendas...

domingo

Livros: Produção editorial aumenta graças ao crescimento "notável" das exportações - estudo

A produção editorial em Portugal aumentou ligeiramente em 2008 apesar de uma queda de vendas no mercado nacional, devido ao "notável" aumento das exportações, segundo um estudo da consultora DBK.
A análise ao sector editorial português refere que o valor das vendas de livros em Portugal atingiu os 380 milhões de euros, menos 1,3 por cento que em 2007, e depois do moderado crescimento registado nos anos anteriores.

Trata-se, segundo a consultora espanhola, de uma descida "num contexto de maturidade do mercado, estancamento do índice de leitura e forte pressão sobre os preços, devido á crescente penetração dos livros de bolso".

Ainda assim, nota o estudo, a "melhoria significativa no saldo da balança comercial" conduziu a um aumento de 0,6 por cento no valor da produção para os 365 milhões de euros.
O balanço comercial melhorou tanto pela queda de 3,1 por cento nas importações como, sobretudo, pelo aumento das exportações que cresceram 11,6 por cento para os 48 milhões de euros.

O aumento de vendas a Espanha e alguns países latino-americanos "determinaram o comportamento favorável das vendas ao exterior" ainda que tenham continua a ser Angola e Moçambique os principais mercados de destino, acolhendo respectivamente 25 e 22 por cento das exportações.
Segundo a DBK o sector editorial português está integrado por cerca de 350 empresas, que empregam entre si cerca de 3.000 pessoas, totais com tendência de baixa nos últimos anos.

Um reduzido grupo de grandes operadores concentram a maior parte da actividade, com muitas empresas especializadas a operar no mercado. Assim os cinco maiores operadores - Grupo Leya, Grupo Porto Editora, DirectGroup, Ediclube e Civilização Editora - representam uma quota de mercado de 57 por cento. Essa quota de mercado cresce para 66 por cento se considerada a participação dos 10 maiores operadores.

Olhando para o futuro a DBK sustenta que "os baixos índices de leitura da população portuguesa e a crescente alternativa de ócio noutros formatos constituem as principais ameaças para as empresas portuguesas do sector". As previsões apontam para nova descida nas vendas nacionais este ano, com tendência a uma "evolução favorável da balança comercial do sector".

sexta-feira

"O cinema também filma livros"

Todos sabemos que existem muitos filmes cujos argumentos são adaptados de livros, alguns mais conhecidos do que outros, mas na maior oarte das vezes não temos noção da quantidade e diversidade de filmes adaptados de obras literárias.
A ver pela quantidade de bibliotecas que apresentam listas de livros adaptados ao cinema, como forma de sugestões de leitura, vemos que este é um verdadeiro sucesso para a promoção da leitura.

As Bibliotecas Públicas de Hedberg, Edmonton e de Mid-Continent elaboraram uma lista de "livros cinematográficos" e atingiram o interessante número de 1.250 títulos!

Esta ideia de livos adaptados ao cinema é também uma boa sugestão para um Grupo de Leitores. Em 2007, o grupo que dinamizo na Biblioteca Municipal de Oeiras fez uma selecção com base neste critério e foi muito interessante para alimentar a conversa e criar o debate.

Aproveitando as ainda recentes atribuições dos Óscares, deixo aqui um link para um lista dos livros que criaram os filmes nomeados/galardoados com a estatueta dourada - The books behind the oscars nominations.

Sabia que "O estranho caso de Benjamin Buton" é baseado num conto de F. Scott Fitzgerald?
Img: Asa

Tantos livros e tão pouco tempo

No passado dia 22 de Janeiro a Casa Fernando Pessoa promoveu um debate com Bárbara Bulhosa, Francisco José Viegas e Vasco Graça Moura, a propósito da edição do livro "Livros de mais - ler e publicar na Era da Abundância", da autoria do poeta mexicano Gabriel Zaid.

Nunca se publicou tanto como actualmente. De tal forma que alguns autores começam a chamar a esta excitação editorial como o pesadelo de Gutenberg.
Para ficarmos como uma ideia aqui ficam alguns números:
1 milhão de títulos por ano
1 livro publicado a cada 30 segundos

Para uma (já habitual) excelente apresentação desta livro sugiro a leitura do texto de José Mário Silva, publicado no suplemento Actual do Expresso) e do qual aqui deixo um excerto:

"Zaid não esconde a dificuldade de conseguir, no caos de um mundo de papel em expansão, o necessário «encontro feliz» entre o leitor e o seu livro. Necessário porque é só quando esse «encontro» acontece que se cumpre o ideal socrático da cultura enquanto «conversação», iluminada pelas «constelações» de sentido que só os livros sabem e podem oferecer-nos."

Como para não variar, não consegui estar presente (apesar da encontro agendado com a Cláudia e o Pedro, aqui ficam as desculpas públicas), deixo aqui a referência a esta obra que parece fazer alguma luz sobre a embrenhado mercado editorial.

quarta-feira

Papel electrónico ou a importância de gostar de livros (em papel)

Desidério Murcho na sua crónica habitual das 3ª feiras no Público:

"Na década de 70 do séc. XX a Xerox inventou o papel electrónico. A ideia era fazer ecrãs que funcionassem como papel, ao contrário dos actuais ecrãs de computador. A vantagem é poder ler exactamente como lemos um livro: em pleno dia, na rua, na praia, no café. E fazer isso sem gastar energia é um bónus adicional. A ideia original da Xerox foi desenvolvida na década de 90 por Joseph Jacobson, que fundou a companhia E-Ink, para comercializar a nova tecnologia. Em termos simples, o papel electrónico consiste em micro-esferas, metade pretas e metade brancas, que ao posicionar-se adequadamente desenham letras pretas num fundo branco, como no papel.

Esta nova tecnologia permitiu o desenvolvimento de leitores electrónicos de livros: tornou-se possível ler livros electrónicos com o mesmo conforto e independência com que lemos um livro de papel. Foi então que a Amazon.com lançou o seu Kindle, um leitor electrónico de livros, exclusivamente para o mercado norte-americano. O sucesso deixou toda a gente estupefacta: as fábricas não davam conta de produzir unidades em quantidade suficiente. E então o mundo acordou. Hoje há leitores da Sony e da Phillips, assim como o novo BeBook holandês, que acabei de comprar. Do tamanho de um pequeno livro de bolso, e com a espessura de um livro de cem páginas ou menos, permite armazenar milhares de livros, em diversos formatos — DOC, TXT, HTML, PDF, MOBI. Este último é o mais indicado para ler livros e há na Internet livrarias que os vendem (quase todos em língua inglesa) neste formato. Muitos livros antigos — clássicos como Os Lusíadas — estão disponíveis gratuitamente no Projecto Gutenberg, entre muitos outros lugares da Internet. A Cambridge University Press e a Hackett, duas importantes editoras académicas, já vendem praticamente todos os novos livros de filosofia em formato electrónico, na livraria EBooks.com.

Parece-me que podemos começar a deitar fora muitos livros em papel. O BeBook nada tem a ver com um minicomputador portátil. A diferença é o ecrã, que é exactamente como o papel: sem luz, nada se lê, mas à luz do dia (ou com iluminação normal) lê-se na perfeição. E a portabilidade é espantosa: podemos andar a ler livros durante mais de uma semana sem desligar o aparelho e sem o pôr a carregar. É que nesta tecnologia o aparelho só gasta energia quando mudamos de página. De modo que quando paro de ler limito-me a fechar a capa do livro electrónico, como quem pousa um livro normal; volto a abri-lo e continuo a leitura imediatamente.

Podemos ler também as notícias dos principais jornais do mundo, no formato RSS. Quando um PDF, TXT, HTML ou DOC não permite uma boa leitura, é fácil converter para MOBI usando o programa gratuito Mobipoket Creator.

Em suma, os meus hábitos de leitura mudaram muito, e viajar é mais fácil porque não tenho de carregar quilos de livros. E quando compro livros ingleses, não tenho de pagar portes de correio nem de esperar uma semana pela entrega."
Via De Rerum Natura

Livros em formato electrónico são óptimos para pesquisar palavras, expressões ou citações - viva as maravilhas da pesquisa em texto livre - mas ler Luís Sepúlveda, Eugénio de Andrade, António Patrício ou Eça fora do formato de celulose, não me convence. Opiniões!
Img: Copyblogger

Ainda o Natal e os presentes

No Natal passado entre alguns outros presentes recebi este livro que tem sido um verdadeiro sucesso entre os bibliotecários que frequentam o Second Life - Virtual worlds, real libraries: librarians and educators in Second Life and other multi-user virtual environments.
Da autoria de 2 bibliotecários pioneiras no SL (Lori Bell e Rhonda Trueman), este livro apresenta as potencialidades dos mundos virtuais para o trabalho dos bibliotecários e para os serviços prestados pelas bibliotecas.
Através de c. de 25 contribuições são relatos projectos individuais e colectivos desenvolvidos no SL e que se espera inspirem profissionais um todo um mundo.

Desde os primeiros dias esgotado na página da Amazon.com, .co.uk e .fr, apenas é possível adquiri-lo junto da Information Today.Inc.

Brevemente mais informações sobre o conteúdo e algumas opiniões mais fundamentadas.

Imagem: Information Today, Inc