Mostrar mensagens com a etiqueta Datas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Datas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira

segunda-feira

25 de Abril: da efeméride à História

Uma efeméride como o 25 de Abril – data relevante na nossa História recente, qualquer que seja o juízo que sobre ela se faça – não deixa ninguém indiferente, sobretudo quando olhamos para trás e percebemos que passou um quarto de século: é pouco na História portuguesa, mas é já alguma coisa na nossa memória pessoal. Justamente por isso, a Biblioteca Nacional cumpre a dupla missão de celebrar e de preservar. Celebrar a data e o que ela significa; preservar os documentos que os acontecimentos históricos de há 25 anos suscitaram. E sobretudo aqueles documentos que, pela sua singular precariedade – efemeridade, nalguns casos – se arriscam a passar rapidamente ao esquecimento.
[Mensagem do Director da Biblioteca Nacional-1999]

25 de Abril: da efeméride à História


Fonte: BNP

sábado

Dia Mundial do Livro



Mensagem da UNESCO

Mensagem da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas

Fonte: UNESCO e DGLB

sexta-feira

Ouro Azul: A Guerra Mundial pela Água

Ouro Azul: A Guerra Mundial pela Água
(Blue Gold: World Water Wars)
(Canadá, 2008, 89min - Direcção: Sam Bozzo)



Documentário contundente que aborda o que temos feito com nossa água potável e o que certamente ainda faremos quando esta nos faltar: matar. Produzido pelo mesmo pessoal de "The Corporation".

Documentário sobre as actuais e futuras Guerras Mundiais por Água. Mostra como a água mundialmente está sendo mal gerida, esgotada e poluída.
A falta de água em muitos países do mundo devido a manipulação e corrupção por parte dos Governos, administrações locais e, claro, as corporações multinacionais de Agua.
As constantes lutas entre o povo e os altos poderes económicos e governamentais.

Blog Action Day 2010 - Water

Blog Action Day é um evento anual que ocorre em cada dia 15 de Outubro e que pretende unir todos os blogs através da apresentação de um tema comum.
Este projecto tem como objectivo alertar o mundo para um problema global e desta forma estimular o debate e criar uma consciência colectiva com vista à sua resolução ou diminuição.
Em 2010 o tema escolhido foi a água e as questões relacionadas com a sua poupança e a preservação!

terça-feira

100º Aniversário da Implantação da República


A República Portuguesa foi instaurada em 5 de Outubro de 1910 e este blog comemora o dia do seu 100.º aniversário.

segunda-feira

Manuel de Arriaga - 1º Presidente da República Portuguesa

Em 2001, meses antes de me inscrever na Pós-Graduação em Ciências Documentais, tive a grande oportunidade de trabalhar no arquivo particular de Manuel de Arriaga, na altura com documentação praticamente inédita e que estava à guarda da família desde a sua morte.
Como até aquela altura poucas pessoas tinham tido acesso à documentação, grande parte dos documentos ainda se encontravam com organização deixada pelo próprio ou pelo seu filho que anos mais tarde tentou organizar o arquivo.

Neste trabalho de organização, inventário, transcrição e estudo de diversos documentos, tive oportunidade de ler cartas que o Primeiro Presidente da República Portuguesa escreveu e recebeu, manuscritos de discursos políticos, poemas, documentos pessoais e políticos e consultar o seus diários.

Das 2967 cartas, datadas entre 1868 e 1917, constam para além de numerosas cartas de Manuel de Arriaga, muitas outras de personalidades como Bulhão Pato, Latino Coelho, Teófilo Braga, Guerra Junqueiro, Basílio Teles, Duarte Leite, António José de Almeida, Afonso Costa, João Chagas e Brito Camacho, bem como um surpreendente conjunto de missivas anónimas, dirigidas ao recém-empossado Presidente da República, dando conta dos mais variados sentidos críticos e expectativas em relação à conturbada situação que vivia o regime republicano nos seus primeiros anos.

De todos os documentos consultado recordo em especial aqueles que davam conta das dificuldades por que Manuel de Arriaga passou enquanto primeiro Presidente da República e as condições em que viveu nesse período; muito tempo antes da noção de despesas de representação ou de estado. Para ficar a conhecer melhor este período sugiro a leitura do seu livro Na Primeira Presidência da República Portuguesa.

Aproveitando as comemorações da República aqui fica a homenagem a esta figura da República que ao longo da sua vida e do seu mandato como Presidente demonstrou ter personalidade, carácter e valores que mesmo naquele tempo já não eram muito comuns. Uma figura importante do movimento republicano português muitas vezes relegada para segundo plano.
Foi uma excelente oportunidade de trabalho e um grande privilégio poder consultar alguma da documentação mais importante para a compreensão da implantação da república em Portugal.


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nasce dia 8 de Julho de 1840 na cidade da Horta, Ilha do Faial da Região Autónoma dos Açores. É filho de Sebastião de Arriaga Brum da Silveira e de Maria Antónia Pardal Ramos Caldeira de Arriaga. Casa com Lucrécia de Brito Furtado de Melo, de quem tem seis filhos. Morre em Lisboa com 76 anos e vai a enterrar no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa. No 16 de Setembro de 2004, os seus restos mortais são trasladados para o Panteão Nacional.

Percurso profissional

Conclui Direito na Universidade de Coimbra em Maio de 1866 e nesse mesmo ano, acumulando com a advocacia, ocupa o lugar de professor interino de Inglês no Liceu de Lisboa. Nomeado reitor da Universidade de Coimbra logo após a proclamação da República, toma posse do cargo na Sala dos Capelos a 23 de Outubro.

Percurso político

Manuel de Arriaga, um dos 12 signatários do programa das Conferências Democráticas do Casino, procura imprimir ao movimento republicano um carácter mais popular e assumidamente antimonárquico. Com base numa intensa actividade oratória em comícios de propaganda como deputado unificador do movimento republicano, é relator do Projecto de Organização Definitiva do Partido, documento que sistematiza pela primeira vez o ideário republicano, articulado com a regulamentação dos seus órgãos constituintes. É preso na sequência de manifestações patrióticas de protesto contra o Ultimato Inglês de 1890 e nove anos depois abandona a vida política, dedicando-se à advocacia e à escrita.

Mandato presidencial

Primeiro presidente constitucional eleito no meio de forte competição em Agosto de 1911, no seu discurso de posse, Manuel de Arriaga afirma-se depositário da "simpática missão de chamar à conciliação, à paz, à ordem, à harmonia social a família portuguesa, em nome da Liberdade, em nome da República, em nome da nossa libérrima Constituição", missão essa que cedo se revela espinhosa, à medida que rivalidades e lutas começam a minar a família republicana. Ao abandonar a presidência da República, dedica-se à redacção das suas memórias e publica o seu último livro intitulado Na Primeira Presidência da República Portuguesa. Um Rápido Relatório, com o qual procura justificar a sua conduta política.

Fonte: Museu da Presidência

domingo

Dia Mundial da Poesia

É outono, desprende-te de mim.

Solta-me os cabelos, potros indomáveis
Sem nenhuma melancolia,
Sem encontros marcados,
Sem cartas a responder.

Deixa-me o braço direito,
O mais ardente dos meus braços,
O mais azul,
O mais feito para voar.

Devolve-me o rosto de um verão
Sem a febre de tantos lábios.
Sem nenhum rumor de lágrimas
Nas pálpebras acesas.

Deixa-me só, vegetal e só,
Correndo como um rio de folhas
Para a noite onde a mais bela aventura
Se escreve exactamente sem nenhuma letra.

(Eugénio de Andrade - “As palavras Interditas", 1951)


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

(Álvaro de Campos - "Tabacaria", 1928)

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem carros de aluguer, ao fundo,
Levando à via-férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista, exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

(Cesário Ver - "Sentimento de um Ocidental", 1880)

sexta-feira

Leio o que eu quero!

Banned Books Week é a única comemoração nacional (EUA) da liberdade de leitura. Iniciada em 1982 como resposta a uma repentina proibição de ler/vender diversos livros em escolas, livrraias e bibliotecas. Mais de 1000 livros foram proibidos desde 1982. As proibições surgiram em diversos estados e comunidades por todo o país. Aqui pode ser consultado o mapa dos livros proibidos nos EUA entre 2007 e 2009.
A maioria destes livros são proibidos devido a terem (aparentemente) um conteúdo sexualmente explicito ou à presença de violência, por referências profanas, à presença de linguagem em calão ou ainda por apresentarem quadros sociais ofensivos relacionados com grupos raciais, religiosos ou minorias sexuais.
Nesta lista de livros proibidos incluem-se obras clássicas da literatura universal ou dos EUA, bem como publicações recentes.

Banned Books Week é patrocinada pela American Booksellers Association, American Booksellers Foundation for Free Expression, American Library Association, American Society of Journalists and Authors, Association of American Publishers e pela National Association of College Stores. Apoiada pelo Center for the Book da Biblioteca do Congresso.




Para comemorar a Banned Books Week, Chad, Rustle, e Mooch, "The Crash Pad puppets", interpretam mal o que significa a BBW, ao tentar retirar da bibliotecas alguns livros com conteúdo inapropriado, tais como "Ratos e Homens", "As Vinhas da Ira", "A alegria de Cozinhar" e até mesmo a lista telefónica.
Uma forma divertida de alertar algumas consciências!!

Mais informações aqui.

Na semana da Banned Books Week e apesar de por cá ainda não termos de nos preocupar com este problema (pelo menos de forma declarada e oficial!) fica o convite a lerem tudo o que quiserem!

terça-feira

8 de Setembro - Dia Internacional da Literacia

E faz tanta falta fomentar o seu desenvolvimento!!!

Img: UNESCO

sábado

Romance do 25 de Abril

Numa data a não esquecer, aproveita-se a oportunidade para deixar aqui mais uma sugestão de leitura. Apesar de já não ser novo, só este mês fiquei a conhecer este livro da autoria de João Pedro Mésseder, com ilustrações de Alex Gozblau, que à maneira dos romances populares ajuda a conhecer e a compreender a Revolução de Abril.

"Revisitação poética da história do 25 de Abril de 1974, com particular relevo para os antecedentes da Revolução, recriando a vida em Portugal durante a vigência do Estado Novo, Romance do 25 de Abril, de João Pedro Mésseder, sublinha ainda as consequências trágicas desse longo período da História portuguesa contemporânea, como as perseguições políticas, a censura e a Guerra Colonial, entre outros aspectos. A opção pelo "romance", enquanto género da literatura tradicional, permite a valorização da memória e do cariz épico das história narrada, destinada a perdurar pela transmissão de geração em geração. Com ilustrações de Alex Gozblau, o livro ganha uma especial identidade, vendo sublinhada a dimensão referencial da narrativa através da representação iconográfica fiel das figuras cimeiras do Estado Novo. As ilustrações sugerem de forma particularmente intensa a transição entre a Ditadura e a Liberdade, servindo-se da variação cromática com evidentes intenções semânticas e pragmáticas. Vejam-se, como elementos claramente significativos do ponto de vista visual, a articulação entre a capa e a contracapa, assim como a leitura das guardas iniciais e finais, retomando alguns dos motivos simbólicos mais significativos da época revisitada."
Ana Margarida Ramos|Casa da Leitura
Img: Casa da Leitura

quinta-feira

Dia Mundial do Livro

Img: pixdaus

"Gira Livros" no Dia Internacional do Livro infantil

Uma cadeia de leitura dedicada à literatura infantil vai ser efectuada no Oeiras Parque em parceria com a Bulhosa Editora, de 2 a 12 de Abril. O objectivo é incentivar o gosto pelos livros junto das crianças.

A acção consiste na criação de um espaço "Gira-Livros", em pleno Oeiras Parque, no qual as crianças podem trocar diariamente um livro por outro à sua escolha.

Para participar, as crianças devem inscrever-se no espaço “Gira-Livros”, indicando nome e contacto, e apresentar um livro seu para troca, novo ou usado, desde que em bom estado. No final da acção, o livro inicial não é devolvido, mas as crianças ficam com aquele que tiverem em sua posse.

Durante este período, decorrerão acções paralelas também no Oeiras Parque, dedicadas ao mesmo tema e com o mesmo objectivo. No dia 4 de Abril, entre as 14h30 e as 18h00, terá lugar um Atelier de Ilustração Infantil e no dia 11 de Abril, no mesmo horário, será a vez dos Contadores de Histórias para crianças.
Fonte: SAPO

sábado

Dia Mundial da Poesia (iniciativas)

Se hoje acordou cedo e ainda não tem programa para este Sábado de Sol, aqui ficam algumas sugestões para este dia Mundial da Poesia.

"Mais de quarenta iniciativas, mais espectaculares ou mais íntimas, assinalam, sábado, ao longo de todo país, o Dia Mundial de Poesia, desde homenagens a poetas e feiras do livro até sessões de declamação nos lugares mais insólitos.

Em Lisboa, a transportadora CARRIS e o Centro Nacional de Cultura (CNC) promovem uma acção conjunta de comemoração do Dia Mundial da Poesia com a iniciativa «Poesia à Solta na Cidade», que compreende leituras de poemas nos eléctricos e ascensores da CARRIS.

Estas decorrem, entre as 11:00 e as 13:00, no Eléctrico 12E (Pç. da Figueira/Elevador de Santa Justa/Lg. do Carmo/R. do Ouro) e entre as 15:00 e as 18:00, no Eléctrico 28E (Graça/Campo Ourique) e no Ascensor da Glória (Restauradores/Bairro Alto).O actor Nuno Miguel Henriques assinala a data com várias iniciativas, em vários locais do país, sendo duas delas viagens de barco pelos rios Douro, no Porto, e no Tejo, em Lisboa durante as quais irá declamar poetas portugueses.

A comemoração de Nuno Miguel Henriques termina sábado, em Portel, no Alentejo, com «Um Poder Chamado Palavra», um espectáculo de Teatro Poético, que assinala nesse dia os seus nove anos em cena.

No Porto, a Editora Âmbar comemorou o Dia Mundial da Poesia quinta-feira, com uma tertúlia intitulada «Quatro Poetas», na FNAC do Norteshopping, em Matosinhos, que acolhe a apresentação de quatro reedições de clássicos da poesia portuguesa: «Folhas Caídas e Flores sem Fruto», de Almeida Garrett, «Só», de António Nobre, «O Livro de Cesário Verde», de Cesário Verde, e «Sonetos», de Florbela Espanca, sendo que a tertúlia é dinamizada por Manuel António Pina, João Luís Barreto Guimarães, Rui Lage e Jorge Reis-Sá.

Em Vizela, a Associação VIA organiza até dia 27 a Semana da Poesia 2009, que compreende uma exposição sobre a vida e obra de Ana de Sá e Braulio Caldas, poetas vizelenses, patente na Fundação Jorge Antunes.

Em Cascais, a data é assinalada com a apresentação de duas obras de poesia da autoria de Gabriel Raminhos intituladas «As Palavras depois dos Oitenta» e «Quadras que ficam», na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana, às 15:00 horas.

A Biblioteca Municipal da Amadora comemora sábado o Dia Mundial da Poesia, a partir das 16:00, com uma tertúlia poética sob o lema «Café com Poemas». Em Setúbal a Livraria Culsete e o Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal comemoram conjuntamente a data as «Conversas à Beira da Poesia», às 21:30, na sede da livraria, com moderação de João Reis Ribeiro e participação de Arlindo Mota, Fernando Gandra, Fernando Paulino, Joaquina Soares, Jorge Faria e Manuel Medeiros.

Na mesma cidade, o TAS-Teatro Animação de Setúbal, apresenta um espectáculo com os actores Célia David, José Nobre e Maria Simões acompanhados ao piano por Rui Serôdio, no Teatro de Bolso, às 17:00, com entrada livre. No Algarve, Lagos marca a efeméride com a apresentação, às 17:00, na Galeria Restaurante «Artebúrguer», Vila da Luz, de «Infantário», o novo livro de Vieira Calado, composto por 50 poemas, enquanto em Loulé, a Biblioteca Municipal organiza sexta-feira, às 21:30, um recital dedicado à poesia escrita por mulheres, com palavras e música de Afonso Dias e Tânia Silva. "
In: JN

sexta-feira

Viva a República!

A quando da implantação da República foram vários os escultores interessados em esculpir bustos da república. Mas, segundo se diz o busto aceite como oficial foi o de João da Nova (pseudónimo do escultor João da Silva devido a escrever artigos para a revista Seara Nova). O busto oficial da República foi inaugurado por Afonso Costa em Outubro de 1911. Alguns defendem que apesar deste ter sido o busto oficial o que teve maior difusão foi o esculpido por Simões de Almeida... (Os entendidos que se entendam!)
A mulher que serviu ao escultor de modelo para o busto morreu em Lisboa em 1993 com 101 anos. Era natural do concelho alentejano de Arraiolos e chamava-se Maria Puga.

"Também a Real Associação de Coimbra (RAC) assinala hoje o 864.º aniversário de Portugal, reconhecido pelo Tratado de Zamora, com missa na Igreja de Santa Cruz e homenagem junto aos túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I. O presidente da RAC, Joaquim Nora, disse que Portugal “deve ser o único País que não celebra oficialmente a data da sua independência (5 de Outubro de 1143)”, preferindo “comemorar as datas de acidentais alterações ao regime”." [Fonte: CM]

Mais informações
Ver os símbolos nacionais no site do Governo.
Biblioteca-Museu República e da Resistência
Instituto de História Contemporânea (UNL)

quinta-feira

10 de Maio de 1933

Bücherverbrennung significa em Alemão literalmente queima de livros e o a palavra associada à acção propagandística dos Nazis, organizada entre 10 de Maio e 21 de Junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler.

Joseph Goebbels, ministro do Reich para Esclarecimento do Povo e da Propaganda, salientou no discurso de lançamento da campanha Wider den undeutschen Geist ser preciso "eliminar a má influência exercida pela literatura não-germânica sobre a juventude nacional-socialista com um acto grandioso". Não deveria permanecer dúvidas sobre os objectivos da Revolução Parda, liderada por Adolf Hitler recentemente no poder (3 meses).
Esta acção devia eliminar para sempre da formação dos alemães o liberalismo, a Kulturbolchevismus, o cosmopolitismo, o judaísmo, o pacifismo, e tudo aquilo mais que diminuísse os valores superiores germânicos. Foi organizada uma lista negra com obras de filosofia, ciências, poesia e romance que deveriam ser eliminadas, contendo tudo o que lhes parecia subversivo, antipatriótico ou decadente. Várias bibliotecas e livrarias alemãs foram alvo de verdadeiros saques em busca de livros proibidos para serem queimados em praça pública.


Se esta acção tivesse sido bem conseguida hoje em dia não conheceriamos autores como: Thomas Mann, Heinrich Mann, Walter Benjamin, Bertold Brecht, Robert Musil, Nelly Sachs, Ernst Toller, Kurt Tucholsky, Franz Werfel, Sigmund Freud ou Karl Marx.

Imagem: WDR5

quarta-feira

25 de Abril de 1974 - 25 de Abril de 2007

Aproveitando a data que hoje se comemora aqui fica uma referência ao Centro de Documentação 25 de Abril que visa recuperar, organizar e pôr à disposição da investigação científica o valioso material documental disperso pelo país e estrangeiro, sobre a transição democrática portuguesa: o 25 de Abril de 1974, os acontecimentos preparatórios e as suas principais consequências.