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quarta-feira

Philip Roth ganha o prémio Man Booker Internacional 2011

Os livros de Philip Roth “estimularam, provocaram e divertiram uma enorme audiência, que continua a crescer” – e é por isso que o júri do prémio Man Booker Internacional 2011 não teve dúvidas em atribuir o prémio ao autor de "Pastoral Americana", e a um dos mais respeitados escritores norte-americanos. O prémio foi anunciado hoje no Festival de Escritores de Sydney, na Austrália.

A "short-list" dos candidatos incluía o britânico Philip Pullman, autor de livros infantis, o chinês Su Tong, os americanos Anne Tyler e Marilynne Robinson, o australiano David Malouf. Fazia também parte da lista o nome do britânico John le Carré, apesar deste ter pedido para não ser incluído. “A imaginação [de Roth] não só transformou a nossa ideia da identidade judaica, como reanimou a ficção, e não apenas a ficção americana”, disse Rick Gekoski, presidente do júri que atribuiu o Man Booker. “A sua carreira é extraordinária porque ele começa num nível alto e continua sempre a subir.

Com 50 e 60 anos, quando a maior parte dos escritores estão em declínio, ele escreveu uma série de romances da mais elevada qualidade”. Roth agradeceu o prémio e afirmou que um dos prazeres que tem enquanto escritor é que o seu trabalho seja lido internacionalmente “apesar de todas as dores de tradução que isso implica”.

Fonte: Público

quinta-feira

Mário Vargas Llosa - Prémio Nobel da Literatura 2010

O Prémio Nobel da Literatura 2010 foi atribuído ao escritor peruano Mario Vargas Llosa, anunciou hoje a Academia Sueca em Estocolmo.

"for his cartography of structures of power and his trenchant images of the individual's resistance, revolt, and defeat".

domingo

Prémio José Saramago para Valter Hugo Mãe

Por unanimidade, o júri do Prémio Literário José Saramago 2007 distinguiu, o poeta e romancista Valter Hugo Mãe pelo livro "O remorso de Baltazar Serapião", publicado no ano passado.

No valor de 25 mil euros, o galardão foi instituído pelo Círculo de Leitores, em homenagem ao único Nobel da Literatura de língua portuguesa, e visa distinguir autores até aos 35 anos.

Editado pela Quidnovi, o romance tem como pano de fundo a Idade Média e narra a história de um homem que casa com a mulher dos seus sonhos e que será forçado a seguir por caminhos que o levarão ao encontro da bruxaria, da possessão e do remorso.

À agência Lusa, o autor de livros como "O nosso reino" e "Desfocados pelo vento" confessou que o prémio é um contributo para o retirar "da solidão da escrita". "Tenho a consciência de que este livro não é fácil de ler porque tem passagens de grande violência, sobretudo em relação às mulheres, mas é a minha forma de protestar, expondo as situações que reflectem uma mentalidade machista", assinalou o escritor e editor, nascido em 1971 na cidade angolana de Henrique de Carvalho, hoje Saurimo, e a viver em Vila do Conde desde o final da adolescência.

Sobre o romance, José Saramago confessou tratar-se de um "tsunami" "Deu-me a sensação de estar a assistir a uma espécie de parto da língua portuguesa".

Desde a sua criação, o prémio já distinguiu Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa e Gonçalo M. Tavares.
Fonte: Jornal de Notícias




quarta-feira

Gonçalo M. Tavares vence Prémio PT de Literatura

O escritor Gonçalo M. Tavares conquistou ontem à noite, no Brasil, o Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2007, com o livro Jerusalém, editado em 2004, em Portugal pela Editorial Caminho mas lançado o ano passado no Brasil.
O prémio com 5 anos é patrocinado pela principal empresa de telecomunicações de Portugal e é a primeira vez que inclui autores de fora do Brasil, sendo condição que tivessem sido editados naquele país. O romance Jerusalém já havia sido premiado em 2004 e 2005 em Portugal.
O valor do prémio atribuído a Gonçalo M. Tavares, anunciado ontem em São Paulo, é de 100 mil reais (37 500 euros). O segundo prémio foi para o escritor brasileiro Dalton Trevisan com Macho não Ganha Flor, a quem foi atribuído o valor de 35 mil (13 100 euros). O também brasileiro Teixeira Coelho, com História Natural da Ditadura foi o vencedor do terceiro prémio, de 15 mil reais (5 550 euros).A acompanhar o escritor em São Paulo esteve Zeferino Coelho, da Editorial Caminho.

Fonte: Editorial Caminho

Man Booker Prize 2007 para Anne Enright

O Man Booker Prize 2007 foi atribuído à escritora Anne Enright pelo seu romance The Gathering. Anne foi a segunda irlandesa a receber o galardão mais importante no Reino Unido nesta área.

"Eu queria escrever sobre o que aconteceu em casa da minha avó naquele Verão dos meus oito ou nove anos, mas não tenho a certeza de que aquilo tenha realmente acontecido". É assim que começa The Gathering, o romance da escritora irlandesa Anne Enright a quem ontem à noite foi atribuído o Man Booker Prize 2007 no valor de 50 mil libras (72 mil euros). Ela é a segunda mulher irlandesa a ter o prémio, depois de Iris Murdoch, Roddy Doyle e John Banville o terem recebido em 1978, 1993 e 2005.

Sobre o seu livro, Anne Enright, de 45 anos, disse recentemente que é "um verdadeiro weepie [filme que faz chorar] - o equivalente intelectual a um filme de Hollywood" e que se as pessoas querem ler um livro que as ponha bem-dispostas então este não é o livro certo. The Gathering conta a história de uma família irlandesa disfuncional.

Enright estudou Escrita Criativa com Malcolm Bradbury e Angela Carter na Universidade de East Anglia e durante seis anos foi produtora e realizadora de televisão. Quando soube que o seu livro tinha sido o preferido, disse aos jornalistas que "estava preparada para qualquer coisa, provavelmente qualquer coisa, excepto isto".

Umas horas antes do anúncio do prémio em Londres, os seis autores que faziam parte da lista de finalistas do Man Booker Prize 2007 encontraram-se na livraria Hatchards, em Piccadilly, para tirar um retrato de família. Do grupo faziam parte Nicola Barker (escreveu Darkmans), Mohsin Hamid (O Fundamentalista Relutante, publicado na Civilização), Lloyd Jones (Mr Pip, Editorial Estampa), Ian McEwan (Na Praia de Chesil, Gradiva, considerado o favorito) e Indra Sinha (Animal"s People). Cada um vai receber 2500 libras (3589 euros).

The Gathering é uma saga familiar, mas também "uma história sexual que traça a linha entre a mágoa e a redenção através de três gerações", lê-se na badana. É uma "história de amor e desilusão" e onde se percebe "como o nosso destino está escrito no nosso corpo e não nas estrelas". Uma mulher, Veronica, após o suicídio do irmão, revisita a história da sua família (álcool, abuso sexual de crianças são temas).

Este é o quarto romance de Anne Enright (um dos anteriores, O Prazer de Elisa Lynch, está publicado na Teorema). O júri acha o romance "muito forte, desconfortável e às vezes até agastado" e considerou Enright "uma romancista impressionante", de quem esperam "se venha a falar cada vez mais". "O final do livro é brilhante. As últimas frases encontram-se entre as melhores que já li", disse o presidente do júri, Howard Davies (director da London School of Economics and Political Science), constituído por Wendy Cope (poeta), Giles Foden (jornalista e autor), Ruth Scurr (biógrafa e crítica) e Imogen Stubbs (actriz e escritora).

O Booker Prize distingue a melhor obra de ficção editada em 2006 por um autor do Reino Unido, da República da Irlanda e dos países da Commonwealth. Costuma ser dito que tem o poder de transformar as fortunas dos autores e a sua vida. Kiran Desai, a quem o prémio foi atribuído em 2006 pelo seu primeiro romance, A Herança do Vazio (Porto Editora), vendeu 100 mil cópias em edição hardback (de capa dura) só no Reino Unido, seis meses depois de o receber.

Fonte e imagem: Público

quinta-feira

Prémio Nobel da Literatura 2007

A escritora britânica Doris Lessing foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2007, um prémio que recompensa uma obra vasta, variada e marcada pelos cenários da África e a causa feminista.
O júri descreveu Doris Lessing num comunicado como "a narradora épica da experiência feminina, que, com cepticismo, ardor e uma força visionária sujeitou uma civilização dividida ao escrutínio".

Doris Lessing completará 88 anos no próximo dia 22 de Outubro. Desde o início dos Nobel em 1901, ela é a 11ª mulher a receber o Nobel de Literatura.

A escolha foi uma surpresa já que o nome de Lessing, com frequência citado como favorito no passado, já não aparecia actualmente nos círculos suecos.

A romancista não pode ser localizada após a divulgação da notícia. De acordo com seu agente literário, estava a fazer compras em Londres e não foi possível avisá-la antes que ela ficasse a saber do prémio pelos meios de comunicação social.
Nascida no território da Pérsia (actual Irão), em 1919, quando seu pai era capitão do Exército britânico, Doris May Taylor viveu parte da juventude na então Rodésia (actual Zimbábue), o que marcou sua obra.
Ex-membro do Partido Comunista britânico, do qual se afastou em 1956 após a repressão da rebelião húngara, é comparada frequentemente com a francesa Simone de Beauvoir devido às suas ideias feministas.
"O caderno dourado", de 1962, a sua obra-prima, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário íntimo.

Para a Academia Nobel, este livro "é uma obra pioneira do movimento feminista e pertence ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX".
A sua juventude, passada entre vários continentes, inspirou a produção da sua primeira saga, escrita de 1952 a 1969: os cinco volumes de "Filhos da Violência".
A escritora sempre soube explorar todos os estilos, sem hesitar em uma incursão no mundo da ficção científica com os cinco volumes da série "Canopus em Argos: Arquivos", escrita entre 1979 e 1983, e entre os quais se destaca "Shikasta". Nesta saga, Lessing imagina o mundo depois de um conflito atómico e fala dos antagonismos entre os princípios feminino e masculino, assim como de colonialismo e de catástrofes ecológicas.
Em 1984 Doris Lessing fez uma brincadeira com os meios literários ao lançar "Diário de uma boa vizinha" sob um pseudónimo (Jane Somers). A sua própria editora, que não conhecia a verdadeira identidade da autora, recusou-se a publicar o livro.
Doris Lessing vive actualmente na periferia de Londres e, nos últimos anos, dedicou -se principalmente às obras de ficção científica.

O Nobel de Literatura é acompanhado por um prémio de 10 milhões de coroas suecas (c. de 1,08 milhão de euros) e será entregue em 10 de Dezembro, em Estocolmo, durante a tradicional cerimónia na presença da família real.

- Página sobre a autora;
Imagem: dorislessing.org
Fonte: APF

Prémio Nobel da Literatura 2006

O escritor turco Orhan Pamuk, 54 anos, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura 2006.

O escritor foi distinguido porque, "na busca pela alma melancólica da sua cidade, descobriu novos símbolos para o confronto e o cruzamento de culturas", justifica o Comité Nobel.
Alvo dos nacionalistas turcos pela sua defesa da causa arménia e curda, Pamuk é autor de uma obra que descreve as tensões da sociedade turca, entre o Oriente e o Ocidente.

O autor, que acumulou prémios literários no estrangeiro, é considerado "persona non grata" por alguns dos seus compatriotas. "Um milhão de arménios e 30 mil curdos foram mortos nas suas terras, mas ninguém, para além de mim, ousa dizê-lo", afirmou Pamuk, em Fevereiro, numa entrevista a um semanário suíço.
O escritor chegou a ser perseguido pela justiça por "insulto aberto à nação turca", um crime passível de uma pena entre seis meses e três anos de prisão. As acusações foram retiradas no início deste ano.

Nascido no dia 7 de Junho de 1952 numa família francófona de Istambul, o escritor abandonou os estudos de arquitectura aos 23 anos para se dedicar exclusivamente à literatura. Sete anos depois, publicou o seu primeiro romance, "Cevdet Bey ve Ogullari" ("Mr. Cevdet and His Sons", na tradução em inglês). Pai de um adolescente, Pamuk é divorciado e vive em Istambul.

Orhan Pamuk tem dois romances publicados em Portugal, ambos pela Editorial Presença: "A Cidadela Branca" e "Os Jardins da Memória".

O Nobel da Literatura consiste num prémio monetário de dez milhões de coroas suecas (1,1 milhões de euros), que será entregue a Pamuk numa cerimónia que terá lugar em Estocolmo, no dia 10 de Dezembro.

Fonte: Jornal Público
Imagem: Tabsir